02 agosto 2010

Banzai

Além da Nato ocidental pode surgir uma homologa instituição na área do Pacífico.

Neste caso o Japão seria obrigado a participar nesta nova aventura militar com um exercito desenvolvido, muito mais da actual Força de Auto-Defesa que vigia o País desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Seria uma mudança histórica num País que ao longo das décadas aprendeu a resolver os problemas internacionais com a força da diplomacia.

Voltairenet dedica um artigo ao assunto, realçando um dado preocupante e uma moral.

O dado preocupante: a ameaça nuclear continua a espalhar-se, apesar dos tratados e dos proclamas.
A moral: ter uma politica anti-americana encurta a própria carreira, como aprendeu o ex Primeiro Ministro Yukio Hatoyama.

Kan planeia rearmar o Japão ao lado dos Estados Unidos 

Um comité de especialistas produziu no início de Agosto, para o novo primeiro-ministro japonês Naoto Kan, um relatório que recomenda uma mudança na política externa e militar do Japão.

No final da II Guerra Mundial, a força de ocupação dos EUA no Japão impôs a adopção de uma Constituição que proibia a possibilidade do País usar a força para resolver qualquer controvérsia internacional. Desde então, porém, o Japão ficou com uma Força de Auto-Defesa e manteve-se sob o "chapéu" de protecção Americano.

Yukio Hatoyama
Reduzido ao longo de 60 anos numa posição de servidão, o Japão continua sem resolver, com a via diplomática, as disputas territoriais com a Rússia, Taiwan, China e Coreia.

Nos últimos anos, os Estados Unidos procuraram usar o Japão como um meio para reforçar as suas próprias forças armadas. A Força de Auto-Defesa japonesa tem sido utilizada no contexto de várias missões de paz da ONU e em missões não-militares no Iraque. Mas os Estados Unidos pretendem desenvolver e integrar o exército japonês como as forças armadas da Austrália, para a expandir uma Nato do Pacífico.

Por seu lado, o Japão tem expressado o desejo de permanecer pacifista e de libertar-se da tutela dos EUA. A base militar de Futema, dos EUA, em Okinawa, tornou-se um símbolo da presença constante de vencedor que ainda ocupa o Japão.

Naoto Kan
Em Setembro de 2009, os eleitores japoneses trouxeram ao poder o Partido Democrata, que se comprometeu a rever as relações com Washington. O primeiro ministro Yukio Hatoyama tornou públicos os tratados secretos que ligam o País aos Estados Unidos, mas não conseguiu encerrar a base de Okinawa, e afinal demitiu-se. Em Junho de 2010, Hatoyama deixava o cargo de primeiro-ministro nas mãos do seu ministro da Economia, Naoto Kan

Este último tem a total confiança de Washington e está a preparar uma "modernização" da política externa e do sector militar japonês. O Japão abandonará o pacifismo para desenvolver o exército, autorizará a presença de armas nucleares no território do Japão e participará intensamente às operações de paz da ONU.

O novo primeiro ministro japonês tem explorado abundantemente o caso do afundamento do navio sul-coreano Cheonan, atribuído às forças da Coreia do Norte. O incidente está a ser usado para justificar o rearmamento japonês e o emprego das tropas como protecção contra a "ameaça" da Coreia do Norte.
Fonte: Voltairenet 
Tradução: Informação Incorrecta 

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