09 agosto 2010

O stress da China

Stress test? Uhi...

Também a China tem o próprios testes de stress. Que assustam. Porque não suficientemente crediveis e porque podem ser sinal de algumas preocupações.

Preocupações económicas na China?
Ah, pois é...

Habitação: crise da bolha chinesa assusta o Ocidente
Pequim ordena novos testes de stress. O resultado é uma hipótese apocalíptica, capaz de prejudicar seriamente o crescimento do País. EUA e Europa temem uma nova recessão

Agora é oficial. A possibilidade de uma crise imobiliária monstruosa, capaz de perturbar a economia, já não é exclusivamente assunto para analistas paranóicos. Isso tornou-se uma hipótese credível, talvez não tão óbvia, mas concreta o suficiente para influenciar o mercado e assim prejudicar o (fraco) processo de recuperação global.

A notícia, uma exclusiva Bloomberg, é que os Chineses estão a preparar-se para o pior. No mês passado, disse uma fonte não identificada em Pequim, as autoridades de regulamentação têm ordenado uma nova série de testes de stress, os testes já famosos da força com que ocorre a resistência dos bancos face cenários virtuais negativos.
A novidade, no entanto, é dada da entidade do alarme. Os testes do ano passado foram considerados o pior cenário, um declínio dos preços dos imóveis de 30%. Mas nos testes de hoje, esse percentual subiu para 60%. Uma visão muito pessimista. Mas isso não leva a assumir um colapso similar.

Estes números servem, no entanto, para dar aos observadores uma notícia: também a China está com medo da crise económica. Para aterrorizar os mercados é a hipótese dum repetidamente sussurrado Big One, o estouro da bolha imobiliária na China. Um evento desta natureza seria capaz de atirar a economia mundial numa nova recessão: mas, desta vez, tendo sobre os ombros o peso de uma crise ainda não resolvida, além do estados das contas públicas.
Os dados não são certamente encorajadores. No ano passado, o mercado chinês foi inundado pela onda recorde de empréstimos no valor total de 1,4 trilião de Dólares. No primeiro trimestre de 2010, o preço médio das habitações das famílias chinesas aumentaram 68% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os bancos, entretanto, enfrentam riscos crescentes. Nas últimas semanas, a agência de notação Standard & Poor's alertou sobre o crescimento dos empréstimos non-performing ou créditos não rentáveis ou, na pior das hipóteses, não recuperáveis. Um fenómeno que levou Pequim a baixar o tecto máximo para o ano 2010 sobre o crédito concedido. Alguém, como o ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) Kenneth Rogoff, não hesita em falar duma explosão iminente.
Tal colapso, naturalmente, conduziria a um abrandamento do crescimento em Pequim, gerando uma contracção na demanda que poderia pesar sobre o sector das economias mais desenvolvidas. A  famosa fase negativa da crise em "W" deixaria de ser uma simples suposição, assumindo claramente um rosto.

Para trazer um pouco de serenidade serviriam talvez resultados encorajadores nos temidos testes de stress em Pequim, mas as dúvidas manifestada em Europa sobre a utilidade destes exames alimentam o medo. E o risco é que as garantias dos Chineses possam perder credibilidade.

Fonte: Fantapolitik

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