09 agosto 2010

Vacaciones en España

Cobraf dedica algumas linhas ao "sonho americano": a meio entre o gossip e a economia, ilustra algumas nuances da vida política dos Estados Unidos.
Nas famílias upper-middle-class dos EUA, para um casamento podem chegar a gastar 20 mil ou talvez 30 mil Euros. Para os actores, cantores e celebridades (ver os casamentos de Tom Cruise e Nicole Kidmnan) desde 300 mil Dólares até um milhão de Dólares; e grandes homens de negócios, como Donald Trump, ultrapassa-se mesmo um milhão (1.5 milhões para ser exactos)

Mas como foi possível para uma família [a Clinton, NDT] que ganhava um salário bruto de 300 mil Dólares por ano na Presidência dos EUA pagar 30 mil Dólares só para o bolo de casamento?

Como fez para pagar 3 milhões de Dólares para o casamento da filha? Bem, ganha cerca de 100 milhões em dois ou três anos.
E como é que Tony Blair, um ano depois de ter renunciado ao cargo de primeiro-ministro, de repente, agora têm uma renda acima de 20 milhões de Euros por ano?
Costumamos dizer que os nossos políticos são os mais corruptos; e santos não são, de certeza.  Mas os políticos europeus, mesmo ex-presidentes, não ganham legalmente e facilmente 20 milhões por ano. Esta semana, a esposa de Obama foi de férias sozinha, sem o Presidente que deve levar consigo uma equipa, e reservou 30 quartos no Ritz Carlton para a própria assessoria pessoal: a senhora esposa, sem qualquer cargo no governo. Esta é uma atitude de sultão de Brunei.

Se observarmos Países como a Alemanha, encontramos Angela Merkel que vive num condomínio e a esmagadora maioria dos ministros e ex-presidentes que não se tornam milionários, mas vivem como faziam antes do Governo (a única excepção é Gerhard Schroeder, que entrou numa sociedade russa e que talvez chegue ao milhão de Euros)

O enriquecimento da elite americana, a vida dos políticos milionários norte-americanos que hoje passam as noites e os fins de semana nas vilas dos amigos milionários e imediatamente entram nos conselhos de administração de dez empresas e três fundos de investimento e são pagos assim como representantes de lobby logo que deixarem o escritório, explica a diferença "macroeconómica" de oito milhões de desempregados entre a Alemanha e os EUA.

Fonte: Cobraf

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