08 outubro 2010

Falar direito

O chefe do FMI está preocupado com a crise
Dominique Strauss-Kahn, o chefe do Fundo Monetário Internacional, falou ontem em Washington da situação económica mundial. Reportamos de seguida os pontos principais da intervenção e aproveitamos a ocasião para traduzir as declarações do Francês num Português menos informal e, portanto, um pouco mais claro.

"Uma das características desta crise foi a emergência de um novo tipo de cooperação económica a nível global como nunca tinha acontecido antes"
Tradução:
Esta crise deu-me uma oportunidade única: entrar e mandar nas economias dos principais Países. Nunca tinha acontecido antes.

Mas numa altura em que a economia mundial dá sinais de recuperação, o sentido de urgência em encontrar um consenso para prevenir futuras crises está "não a desaparecer, mas em retirada"
Tradução:
Mas agora cada um pensa por si.



"E isso é uma ameaça real. Toda a gente tem de ter em mente este mantra: não há uma solução nacional para uma crise global."
Tradução:
Se alguém pensa de trabalhar sem o FMI está redondamente enganado. O FMI é como um Deus.

"Muitos falam de uma guerra de câmbios - eu próprio uso esse vocabulário, que pode ser um pouco militar. Mas muitos [países] usam a sua moeda como uma arma, e seguramente não o fazem a bem da economia global"
Tradução:
Já pedimos aos Chineses para valorizar o Yuan e eles? Nada. O quê é isso? Já ninguém me respeita? Chineses malditos...

Strauss-Kahn está preocupado com o desemprego
A economia está a recuperar, mas de forma desequilibrada. Tudo depende para que parte do mundo estamos a olhar: na Ásia e na América do Sul, a crise "obviamente" já passou; em África o crescimento "está ao nível de outras partes do mundo, ao contrário do que acontecia no passado, em que havia sempre um atraso de cerca de um ano". Os sinais menos positivos vêm da Europa, onde a recuperação continua "lenta", e dos Estados Unidos, onde "a situação é incerta". 
Tradução:
Todos estão a recuperar menos o Ocidente, até a África está melhor, mas é possível? Que raio, na Europa só a Alemanha trabalha e quanto aos Estados Unidos, epá, nem quero falar disso, façam o favor...

"O crescimento está a voltar, mas não é suficiente. Para nós, a crise não terá terminado até o desemprego baixar substancialmente. Ainda não chegámos aí."
Tradução:
Bem, já desabafei e não tenho mais nada para dizer. Eh? Ah, sim, verdade...Os desempregados, coitadinhos. Tenho muita pena. Olha, que arranjem um trabalhito que não faz mal. Bom, onde está agora ao meu chaffeur? Aquele rapaz, sempre atrás das saias, quase quase vou despedi-lo.


Fonte: Público

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