01 outubro 2010

O regresso do Imortal e o vírus Escolhido

Bin Laden, em gran forma
Bin Laden, outra vez.
Provavelmente o fantasma dele.

O Senhor do Mal reaparece (mais ou menos) com uma gravação áudio na qual afirma:
O número de vítimas causadas pelas alterações climáticas é muito grande (...), mais importante do que as vítimas das guerras
Bin Laden ecologista? Parece. Portanto não seria de estranhar se o próximo símbolo de Al-Qaeda fosse um panda.
Se a carência de trigo persistir vamos entrar numa crise mundial de fome. [...]  Os investimentos de agricultura transformaram-se num tema de vida ou morte. [...] Milhões de crianças estão fora, ao ar livre, sem elementos básicos de vida, inclusive água potável, resultando isso numa desidratação que leva até a morte
Al Gore? Não, são ainda afirmações de Bin Laden.

O qual, verdade seja dita, é um homem bastante azarado: quando tem vontade de enviar uma mensagem para os irmãos muçulmanos, nunca há por perto alguém com um telemóvel ou uma câmara para filmar. Por isso é que chegam só mensagens áudio ou, como agora, acompanhadas por velhas fotografias. Muito velhas.

A seguir o vídeo, com um interessante título: Osama Bin Laden fala a partir do túmulo, na sua nova fita áudio. Como não há tradução, são 11 minutos muito aborrecidos de áudio original, portanto a visão é aconselhada só aos coleccionadores ou quem fadiga a adormecer.







Ah, obviamente Bin Laden estaria envolvido também nos supostos ataques islâmicos que supostamente deveriam ter atingido a Europa nestas semanas...


 Stuxner, o vírus Escolhido

O leitor tem o antivírus actualizado?

Anda à solta um novo vírus que afecta os sistemas informáticos. Ainda não chegou até o mundo ocidental, mas sabemos que com estes assuntos é questão de pouco tempo.
Mas que tem de especial este vírus? O facto é que esta nova ameaça não foi imaginada por qualquer hacker divertido: foi um serviço de intelligence.

De facto já entrámos numa época em que as guerras podem ser combatidas em várias e novas frentes: e uma destas é o mundo dos computadores.

Resumo: os computadores do Irão foram atacados por um novo super-vírus, o Stuxnet. O alvo era o sistema informático dos implantes nucleares: só que a ameaça foi detectada e analisada. Segundo o New York Times, no vírus até estaria escondida uma referência ao Livro de Ester, o texto do Antigo Testamento no qual os hebreus derrotam uma trama dos inimigos Persas. Enfim, uma assinatura.

E Israel não desmente, assim como os Estados Unidos, local a partir do qual o ataque teria tido início.

Só que um vírus informático é estúpido: não sabe o que significa "atacar o Irão": o vírus sabe só "atacar" e ponto final.

Por isso o Stuxnet já abandonou o ex-reino do Xá e agora circula na China, em particular nas fábricas do grupo Siemens. Que é uma sociedade europeia.

Mas a União Europeia não se limita a olhar e, antes disso, actua com a rapidez dum lince: já foram apresentadas duas propostas de directivas para combater ataques cibernéticos, principalmente em larga escala, que possam pôr em perigo a vida económica e social de Países inteiros. 

Agora é só convencer o Stuxnet a ler as directivas.


Fontes: Telegraph, Corriere della Sera, New York Times

3 comentários:

  1. passaste da economia onde ias tão bem

    para as conspirações....assi num te tomam a sério....

    se te cortaram o lítio arranja-se já mais

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  2. Olá الرجل ذبح بعضهم البعض ولكن الخيول باهظة الثمن !!!

    A notícia do vírus é relatada pelo Inglês Telegraph e o Americano New York Times.
    E que o vírus seja de origem israelita é uma possibilidade avançada pelo diário americano.
    Que dizer, não é uma notícia da Gazeta de Freixo de Espada à Cinta...

    Quanto ao Bin Laden: a notícia é reportada pelos mesmos diários também, assim como pela principais cadeias de news de meio mundo.

    Por isso: em ambos os casos nada de conspiração.

    Conspiração a morte de Bin Laden?

    Quando foi o último vídeo que razoavelmente pode ser atribuído ao bom Bin?

    Não os vídeos onde escreve com a mão dextra sabendo que é canhoto. Ou onde está gordo e com a barba negra quando é magro (e doente) e com a barba cinzenta.

    Convido-te a ler o post do dia 20 de Abril passado (cujo endereço é este: http://informacaoincorrecta.blogspot.com/2010/04/bin-laden-morreu-ou-talvez-nao.html)

    Ai podes encontrar as mesmas dúvidas, só que não são só minhas, mas também de pessoas quais:

    - o director do departamento anti-terror do FBI, Dale Watson
    - o antigo director da CIA, Robert Baer
    - o serviço secreto israelita

    São declarações públicas que com um pouco de boa vontade podem ser encontrada em internet também.

    As razões pelas quais um Bin Laden (ex agente da CIA) vivo dá jeito mesmo que esteja morto são muitas: graças à luta ao terrorismo foi possível invadir o Afeganistão e hoje as tropas americanas ficam à porta da antiga União Soviética, desestabilizado as pequenas repúblicas do ex império vermelho.

    Hoje a figura de Bin Laden é outra vez utilizada para justificar (com outras motivações também) um estado de máximo alerta e possível confronto militar com o Irão.
    No post do dia 09 de Junho está explicada a razão (http://informacaoincorrecta.blogspot.com/2010/06/turismo-com-bin-laden.html, um post construído com base nas declarações dos serviços segredos israelitas e americanos).

    Lembro que para justificar a invasão do Iraque foi suficiente menos do que isso: Estados Unidos e Grã Bretanha começaram a berrar acerca das armas de destruição maciça na posse de Saddam Hussein, e sabemos qual foi o resultado: muitos Países ocidentais entraram numa guerra que havia bem outros objectivos.

    Bin Laden pode estar vivo?
    Sim, claro.

    É difícil, pois falamos duma pessoa doente que precisa de diálise no meio duma região inóspita e pobre como a zona norte do Afeganistão. Mas que possa estar vivo é uma possibilidade.

    Mas a dúvida ainda maior acerca desta possibilidade nem nasce das declarações públicas, fotografias antigas ou vídeos falsificados.

    Nasce da leitura de alguns livros, entre os quais gostaria de realçar os seguinte:

    - "Eu, Mujahid Usamah Bin Laden", de R. Carmo e C. Monterio (Publicações Europa -America)

    - "Jihad", de Ahmed Rashid
    (Terramár)

    - "Os Talibãs", sempre de Ahmes Rashis, mesma editora.

    Não sei se ainda é possível encontra-los nas livrarias, mas se fosse possível aconselho a leitura sobretudo do primeiro, que afinal recolhe as entrevistas feitas por John Miller da ABC, Peter Arnett mais outras duas.

    Não gostamos de ler? Não há crise, podemos ficar com as declarações de jornais e televisões. É muito mais simples e dá menos trabalho.

    Mas eu gosto de perceber as coisas, ao menos tentar.

    Um abraço,

    Max

    P.s.: Prefiro não abater nem uns nem outros e falar. É mais inteligente e enriquece.

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  3. Oi Max, você sintetizou as informações de forma brilhante e agradável de ler. E sua resposta ao comentário foi mais um post de informações! Sorte nossa!

    Obrigada
    Grande abraço

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