22 outubro 2010

Porque sempre os piores?

Um artigo acerca dos seres humanos. Dos piores seres humanos.

Quem? Quem manda.

De facto o artigo em questão parte dum pressuposto que deixa a desejar: quem manda, afinal, são sempre os piores elementos da raça humana.

Discordo, não é bem assim.

Todavia são presentes observações interessantes.
E, ao reflectir, podemos chegar à conclusão que não sempre quem manda é o melhor exponente da Humanidade. 
Aliás, isso acontece só às vezes. 
Ou melhor, raramente. 
Muito raramente. 
Quase nunca.

Psicopatas e poder

Cada ser humano carrega virtudes e defeitos, a sua alma é o resultado duma alquimia especial, na qual coexistem o bem e o mal, criando um equilíbrio que, segundo os vários casos, favorece um o outro aspecto.

É  este o equilíbrio em direcção ao qual os seres humanos procedem quando estão numa comunidade para conseguir uma convivência pacífica, pois a coexistência pacífica é a única que garante um maior benefício para o indivíduo.


Esta é uma questão prática, antes mesmo de moral, cooperar com os outros traz benefícios a todos, beneficia o indivíduo, beneficia a comunidade.


Essas considerações, porém, parecem ser refutadas por uma simples observação dos eventos que caracterizam a história da humanidade por milénios.


Guerras, opressão, saques, ódio e intolerância são uma constante na evolução da civilização humana.

Uma aparente contradição, portanto.


Mas com uma análise mais próxima, após uma observação mais pormenorizada dos acontecimentos históricos, podemos descobrir como ao longo dos séculos foram sempre grupos de poucas pessoas
que determinaram o curso dos eventos, grupos de pessoas com um poder especial ou carisma, capazes de arrastar as multidões e faze-las participar nos seus planos de dominação.

A grande questão daqueles que estudam os processos do passado e do presente deveria ser a seguinte: porque são sempre os piores membros da raça humana que estão no poder?


Podem mudar as formas de governo, a estrutura da sociedade, a cultura ou o nível de riqueza colectiva: mas, em qualquer caso, são sempre os piores que mandam.


Pessoas que preferem a violência antes da convivência pacífica, e empurram multidões para massacres destrutivos e irracionais.


Pessoas aparentemente sem sentimentos, sem consciência, prontos para a guerra e ao sacrifício de milhões de homens para alcançar os próprios objectivos.


Aparentemente sem qualquer sentimento.

Aparentemente?

Este é o verdadeiro coração da questão.

 

Desordem ou vantagem?

De fato, há pessoas que não têm tais sentimentos, típicos dos seres humanos, sentimentos como a empatia, a capacidade de sentir compaixão, o instinto de proteger os mais fracos, a solidariedade.


São sentimentos tipicamente "humanos".


No entanto, existem indivíduos que ignoram estes sentimentos.


A psicologia moderna descreve esta condição como uma doença, e cataloga as pessoas que sofrem disso no seio da família dos psicopatas.

Mas o que para a psicologia contemporânea é classificado como uma desordem, dentro da nossa sociedade torna-se uma grande vantagem.


Devido à impossibilidade de provar qualquer sentimento de compaixão, sem qualquer escrúpulo moral, de fato o psicopata tem tudo para subir os degraus da hierarquia social, uma hierarquia estruturada de tal forma a facilitar a subida dos que são sem escrúpulos .


O Dr. Kevin Barrett, no seu
Twilight of the Psychopaths [O Crepúsculo dos Psicopatas, título lindíssimo! NDT] resume:
Os psicopatas têm desempenhado um papel preponderante no desenvolvimento da civilização, porque prestam-se mais facilmente a mentir, matar, roubar, torturar, manipular, e geralmente causam grande sofrimento a outros seres humanos, sem sentir qualquer remorso, a fim de estabelecer o próprio sentimento de segurança através da dominação. [...]

Quando compreendermos a verdadeira natureza da influência do psicopata, que é desprovido de consciência, emoções, egoístas, frio computador, sem qualquer ética ou norma moral, ficamos horrorizados, mas ao mesmo tempo tudo de repente começa a fazer sentido.

A nossa sociedade está cada vez mais sem alma, porque as pessoas que mandam e dão o exemplo são sem alma, literalmente não têm consciência.

No seu livro Political Ponerology, Andrej Lobaczewski explica que os psicopatas clínicos desfrutam dos benefícios das vantagens mesmo não de forma violenta durante a subida da hierarquia social.

Isso acontece porque eles podem mentir sem remorso (e sem a presença do indicador de stress fisiológico que é detectado pelos testes do polígrafo), os psicopatas podem sempre dizer o que você precisa para conseguir o que querem.


Uma minoria potente

Os psicopatas representam uma minoria dentro da sociedade, mas têm uma grande vantagem sobre a maioria.

Conscientes da própria diversidade, usam isso para manipular pessoas à sua volta e para chegar a posições de dominação.


No fundo, onde uma pessoa honesta, em média, pararia, antes dum compromisso com a própria consciência, a traição, a corrupção, os psicopatas podem ir em frente sem hesitações, e portanto não há obstáculos nos corredores do poder.


Acontece assim que a civilização humana ao longo dos séculos é guiada pelos piores representantes, enquanto as pessoas ignorantes são estimuladas a expressar as potencialidades destrutivas.


E numa sociedade onde os líderes demonstram através das suas acções que é somente através do engano e da astúcia que é possível alcançar o sucesso, as classes que compõem as camadas mais baixas tendem a imitar o comportamento daqueles que os precedem, trazendo a própria civilização num inevitável decadência.


O que é necessário hoje, como nunca antes, é entender o mecanismo pelo qual os psicopatas são capazes de subjugar os seres humanos, entender que são pessoas que pensam e sentem duma forma fundamentalmente diferente do resto da humanidade, capazes de actos inimagináveis para um homem comum.


Só ao saber como eles funcionam, podemos ter a esperança de despertar a humanidade do feitiço pelo qual é actualmente dominada.

O verdadeiro problema é que o conhecimento de psicopatia e de como os psicopatas governam o mundo tem sido efectivamente escondido.

As pessoas não têm o mínimo conhecimento de que necessitam para fazer uma verdadeira mudança de baixo para cima.

Repetidas vezes, ao longo da história, acabamos com o servir o novo patrão, idêntico ao antigo patrão.

Se houver um trabalho que merece esforços e dedicação a tempo inteiro para o bem final de ajudar a humanidade nestes tempos de escuridão, este é o estudo da psicopatia e a propagação das informações o mais depressa possível.

Fonte: Nexus

4 comentários:

  1. Anónimo22.10.10

    Excelente post...

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  2. NunoSav22.10.10

    Depois de escreveres este post não entendo como ainda tens duvidas em sobre os illuminati. Podes recuar até ao tempo de George Washington e ver que ele reconhecia a sua existência através de cartas escritas:

    http://memory.loc.gov/cgi-bin/query/r?ammem/mgw:@field%28DOCID+@lit%28gw360395%29%29

    tens também o Kennedy no seu famoso discurso:

    http://www.youtube.com/watch?v=V1smgz-px1Q

    Fica aqui uma pouco mais de historia para te entreter:

    http://video.google.com/videoplay?docid=-6827994830471648090#

    http://www.youtube.com/watch?hl=pt-PT&v=_nLfRsReGII

    Continua a boa escrita, Abraço.

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  3. Boa postagem mesmo. Excelente o texto.
    Acho interessante com tantos vídeos e provas da existência dos Illuminati e você ainda ter dúvida, irmão.

    Caso queira acabar com sua dúvida, dê uma olhada no meu blog especialmente feito pra despertar as pessoas para a existência inequívoca deles. Dê uma olhada no conteúdo, nos vídeos e GARANTO que sua dúvida desaparecerá. Caso se interesse, sugiro a seção "Conheça os Illuminati" do Blog: http://despertandoaovelha.blogspot.com/

    Grande abraço, irmão.

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  4. Obrigado, obrigado para todos.

    Os comentários, sejam eles positivos ou de críticas, são sempre a linfa do blog.

    Por isso: obrigado ainda uma vez!

    Quanto aos Illuminati.
    Embora este seja um assunto um pouco afastado dos temas principais de Informação Incorrecta, é verdade que quem foi busca-lo fui eu, com o vídeo de Tremonti.

    Por isso, em breve, um artigo mais extenso onde será possível falar de tudo isso, apresentar os factos e as dúvidas.

    Fica a promessa!

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