15 novembro 2010

Cimeira Nato

Começa hoje uma série de especiais dedicados à Cimeira da Nato.

Porque mesmo hoje?
Porque sim, ora essa.

Como os leitores sabem, nos dias 19 e 20 de Novembro, em Lisboa, terá lugar a Cimeira da North Atlantic Treaty Organization, ou Organização do Tratado do Atlântico Norte (Nato ou Otan em alguns Países), que reúne os seguintes Estados:
  • Membros fundadores - Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Islândia, Italia, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal e Reino Unido.
  • Adesões durante a Guerra Fria: Alemanha Ocidental, Espanha, Grécia, Turquia.
  • Adesões sucessivas: Albânia, Alemanha Oriental, Bulgária, Croácia, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Roménia.
Uma grande kermesse que irá juntar 60 entre chefes de Estados e de governos.
No entanto, dada a época de dificuldades, é lícito esperar uma certa contenção, em particular num País que está a enfrentar graves problemas económicos.




Quem ri e quem chora

Dom Pedro Palace: um quarto
É lícito mas não verdadeiro.

Quem ligasse para os hotéis Tiara Park Atlantic e Dom Pedro Palace, no final de Outubro, já não conseguiria reservar um quarto para os dias da cimeira da NATO. O evento [..] esgotou, por completo, estes dois estabelecimentos hoteleiros de cinco estrelas, situados no cento da capital.

Não são casos únicos. De acordo com a associação do sector, as taxas de ocupação deste tipo de unidades, para aqueles dias, estão acima dos 80 por cento.
Dom Pedro: um simples spa após o duro trabalho
Dom Pedro: a cantina
[...]

No entanto, nem todas as unidades hoteleiras vão ficar a ganhar com a cimeira da NATO - a procura incide, sobretudo, sobre os estabelecimentos de cinco estrelas, "situados nas áreas da Expo e no centro de Lisboa".
Há, aliás, hotéis que "vão perder com a realização do evento", assegurou a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP). Júlio Fernandes, da direcção, garantiu que alguns hotéis "receberam cancelamentos de reservas devido às restrições à circulação".

O responsável refere-se às reduções de voos no aeroporto da Portela, que, por motivos de segurança, vai efectuar menos ligações entre os dias 18 e 21.

Uma das companhias de aviação afectadas é a TAP, que ontem admitiu pedir uma indemnização ao Estado português pelos "prejuízos e incómodos" provocados pela cimeira da NATO, que terá dimensões inéditas em Portugal e cuja operação de segurança vai custar dez milhões de euros aos cofres públicos.
Tiara Park: um quarto

Os danos não ficam, porém, por aqui.

Também o sector da restauração tem mostrado preocupação quanto à perda de receitas. O membro da direcção da AHRESP, que é também sócio de um restaurante na zona da Expo (o Sabores do Atlântico), acredita que "os prejuízos vão ser maiores do que os ganhos".

Isto porque, apesar de estar inserido na zona de circulação da cimeira, na qual foi negociada uma ementa fixa no valor de 15 euros, não é certo que as pessoas que participam no evento escolham aqueles estabelecimentos. Mas o problema maior é o facto de o acesso estar vedado aos seus clientes habituais, a partir de segunda-feira, e aos fornecedores, a partir das 17 horas de quinta-feira.

"Estamos a trabalhar totalmente no escuro. Se tivermos necessidade, não nos podemos abastecer", afirmou Pedro Faria, sócio-gerente dos restaurantes Búfalo Grill e La Rúcula, situados no perímetro de interdição. No pior cenário, os prejuízos podem chegar às "dezenas de milhares de euros", acrescentou.

Além disso, o dinheiro que os estabelecimentos facturarem com as ementas de preço fixo, acessíveis através de senhas de refeição, só será pago meses depois. "Da última vez que aconteceu algo semelhante, aquando da reunião da presidência portuguesa da União Europeia, esperámos seis meses", conta Pedro Faria.

Também os restaurantes que estão fora do perímetro de segurança mais apertado, mas inseridos na área de circulação condicionada, estão preocupados. Ricardo Santos, gerente do Ágora, afirma que as restrições vão "prejudicar o negócio", estimando um prejuízo máximo de dez mil euros. A estes receios, o dono do estabelecimento Miss Saigon, Paulo Almeida, acrescenta ainda o risco de "manifestações terroristas" que causem estragos materiais no espaço comercial.

Mas nem só os restaurantes fora da zona com mais restrições têm de se preparar para os impactos da cimeira da NATO. Há empresas situadas no perímetro condicionado que tiveram de alterar a rotina e estão a contar com menos movimento. A Vodafone, por exemplo, pediu aos funcionários para trabalharem a partir de casa. A operadora de telecomunicações, instalada na zona da Expo, diz, inclusivamente, que "decidiu aproveitar a oportunidade" para testar "a deslocalização de algumas operações".

Só os trabalhadores "cujas funções requeiram a sua presença física" irão deslocar-se à sede, na quinta e na sexta-feira. Já a loja da operadora instalada no mesmo edifício vai estar fechada, não fazendo venda ao público. Ainda assim, a Vodafone não fala numa eventual perda de receitas.

O Wall Street Institute, que tem uma delegação no perímetro condicionado, está a aconselhar os alunos a não irem às aulas nesses dias. Sandra Torres, coordenadora pedagógica da escola, admite que vai haver uma "quebra" no movimento normal, mas "nada de muito significativo".


 Até o futebol...

Soube-se ontem também que o jogo entre o Benfica e o Sp. Braga, agendado para dia 20, no Estádio da Luz, foi adiado para 12 de Dezembro. O facto de a partida da Taça de Portugal obrigar "à utilização de um número muito substancial de elementos policiais" esteve na base da decisão, assim como as restrições rodoviárias que vão "condicionar o acesso ao estádio", disse a Federação Portuguesa de Futebol, em comunicado.


Fontes: Wikipedia, Público

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