24 novembro 2010

Imigração: as novas rotas

A crise económica diminuiu a migração para a área da OCDE, mas o assunto está sempre na vanguarda nas agendas dos governos da União Europeia. 

Ao longo dos últimos dez anos a Europa viu a implementação de algumas vias de acesso à Europa que incidiam principalmente Espanha e Itália no Sul e Polónia e Hungria no Leste. 

No entanto, graças às políticas de imigração promovidas, está em curso uma mudança nesta tendência, com maior controle nas fronteiras e consequentes menores entradas em Italia e Espanha. 

Mas os movimentos dos povos, a História ensina, são difíceis de parar por isso não surpreende que os imigrantes estejam à procura de outras rotas. 

Em 2010, de facto, o total das entradas ilegais na Europa tem aumentado, mostrando que o fluxo não pára, apenas foi desviado. A lei da oferta e da procura, também é aplicada quando se trata de vidas humanas.



As novas rotas

Percebe-se, por isso, que novas rotas foram organizadas, novas maneiras dos imigrantes ilegais entrar no Velho Continente. 

E percebe-se também que a pressão migratória tenha aumentado visivelmente e, progressivamente, primeiro no Egipto e na Turquia, depois na Grécia e na Albânia, Países de trânsito que representam as actuais portas de entrada para o espaço de Schengen. 

De acordo com os números fornecidos pela Frontex, a agência europeia de controlo das fronteiras, nos últimos 12 meses 80% dos imigrantes entraram na UE através da Grécia, vindos do Norte de África. 

De facto, em 2010 o número de tentativas de entrada através da Grécia mais do que quadruplicou, de 6.616 casos para cerca de 31.021 (+369%). 

O encerramento das rotas no Mediterrâneo significou fluxos Africanos para a Europa reorganizados e via terra, permitindo a chegada de milhares de migrantes através da Líbia, Egipto e Turquia, que juntaram-se ao já pesado fluxo de Afeganistão, Paquistão, Irão e Iraque. 

O problema da Grécia

O problema é que a Grécia demonstra não ser capaz de receber esta massa de imigrantes que, de facto, não consegue rejeitar, até que foi definida como "manifestamente incapaz" pelo Ministério do Interior de Istambul.

Parte deste fluxo parece transitar pela península balcânica em direcção da Croácia, Eslovénia e Itália, Países onde, segundo o último relatório anual da mesma agência, houve um aumento acentuado no número de rejeições nas fronteiras terrestres.

Mesmo nestas últimas semanas, para recuperar o controle das fronteiras europeias na Grécia, a Comissão Europeia preparou o envio das Rabit, equipas de intervenção rápida nas fronteiras, e prevê a utilização no território de 175 unidades dos Países do espaço Schengen , que irão apoiar as patrulhas de Atenas e nas rejeições. 

Esta é a primeira vez que é implantada uma operação conjunta deste tipo e as expectativas da União são, obviamente, muito elevadas.


Fonte: Limes, Frontex
Tradução e adaptação: Informação Incorrecta

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