23 novembro 2010

O Dia do Advérbio

A ideia era simples: salvamos a Irlanda e a seguir gozamos dalguns dias de descanso.
Nem por isso.

Dizem que foi culpa da Coreia. O que pode ser verdade no caso de Wall Street. Mas não explica o que se passa na Europa.
E que se passa na Europa? Coisas feias.

As Bolsas do Velho Continente encerram perdendo 81 milhões de Euros, com colapso do Euro face ao Dólar e com os líderes europeus que não sabem o que fazer. Até hoje tinha funcionado. Com a Grécia, por exemplo: resgate e alguns meses de calma. Aparente, sim, mas sempre calma.



Desta vez o vento da crise não quer acalmar e todas as Bolsas fecham em vermelho: Madrid (-3,05%), Dublin (-2,86%), Atenas (-0,61%),. Londres (1,75%), Paris (2,47%), Frankfurt (1,72%),
Milano (-2,07%), Zurique (-2,13%) e Lisboa (-2,18%). 
Não falta ninguém.

E agora é a moeda da União também que estremece: um Euro vale 1,3387 Dólares, o valor mais baixo desde o passado Setembro. 

Excepcionalmente

Perante este cenário, Angela Merkel aprendeu um novo advérbio: "excepcionalmente".
A Merkel observa a situação de Portugal
Ângela Merkel contrariou hoje o que têm dito os principais responsáveis europeus, tendo afirmado, de acordo com a Bloomberg, que o risco de mais países da Zona Euro terem que recorrer a ajuda internacional é “excepcionalmente séria”.

As declarações de Ângela Merkel foram proferidas em Berlim, sendo que já antes a chanceler alemã tinha afirmando que o euro atravessa um período “excepcionalmente difícil”, declarações que atiraram a moeda única para uma queda de quase 2%, atingindo assim um mínimo de dois meses.

E como hoje era o Dia Nacional do Advérbio, também o Banco Central Alemão não quis faltar à festa:
Os economistas do Deutsche Bank acreditam ser "altamente provável" que Portugal tenha que recorrer aos mecanismos de emergência da União Europeia e do FMI para se financiar nos mercados.
Os bancos chamam? O FMI responde: 
Participou no filme Tombstone? Não, é o nº 2 do FMI
"Portugal não pediu nenhuma ajuda mas os meios existem se ela for necessária", garantiu John Lipsky em entrevista concedida à Bloomberg. O responsável adiantou que o FMI está em contacto com Portugal, tal como está com outros membros.
John Lipsky é americano, por isso detesta os advérbios.

Mas sabe fazer as contas e percebe que o alvo agora tem um nome: Portugal.

Ou percebe isso ou leu o post  O próximo alvo de Informação Incorrecta.

Uh, quantos zeros...

Acabamos com um número: 85.000.000.000
Este é o total da ajuda financeira para a Irlanda. 85 mil milhões de Euros.

Donde vem todo este dinheiro? Enfim...
Ipse dixit.

Fonte: Jornal de Negócios,  

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