17 novembro 2010

World Energy Outlook 2010: menos petróleo



É um dos mais gritantes resultados do IEA World Energy Outlook 2010: a procura de petróleo nos Países da OCDE (Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico: Europa, América do Norte, Austrália, Japão, Chile e poucos outros)  já alcançou e passou o pico. O consumo de bruto é definido como um declínio permanente, começando desde ... agora.  



Não só, mas o WEO também fala explicitamente do pico de produção, que de acordo com as análises já ficou para trás.
Este é apenas um dos cenários que a AIE periodicamente oferece, talvez acompanhado de outras opções mais atraentes e optimistas? 


Desta vez não, informam os peritos do TOD, The Oil Drum. Não existem outras opções, excepto a seguinte: se você vive num País da OCDE, você, caro leitor, no próximo ano irá usar menos petróleo, e no ano seguinte ainda menos  e assim por adiante.
Viver com menos petróleo, hoje já não é uma ideia de franjas catastrofistas-conspiracionistas: a Agência Internacional de Energia diz agora que é a realidade para a maioria do mundo industrializado.  


Espalhe a palavra.
Talvez seja mesmo o caso de espalhar a palavra.  

Os nossos políticos, como lembram ainda em TOD, estão a planear novas infraestruturas como estradas, aeroportos e outras instalações ainda que utilizam petróleo e pedem cada vez mais petróleo.
 
Talvez devêssemos tentar informá-los, talvez não têm tempo para ler o relatório, talvez os consultores andam um pouco distraídos.  

Ou talvez estão a marimbar-se, pois com as novas infraestruturas chegam bons e novos ganhos, e paciência se o ficarão inutilizadas

 Macondo

Entretanto: lembram da BP? O buraco no Golfo do México? A maré negra?

Segundo um novo relatório, a multinacional especializada na exploração de campos de petróleo Halliburton estava na posse dos resultados de três testes de laboratório, e os três diziam que a mistura de cimento usada para o poço Macondo não estava em conformidade com as normas exigidas.  

O resultado de pelo menos um destes testes tinha sido entregue para a BP no dia 8 de Março, um mês antes do acidente da plataforma. Mas a BP não havia tomado nenhuma providência.

A Halliburton tinha realizado outro teste uma semana antes do acidente. Os resultados mais uma vez realçaram a instabilidade da mistura, mas a análise não tinha sido enviada para a BP.


Em boa verdade não estamos perante uma novidade absoluta: a suspeita, para não dizer mais, já existia. 
Mas é sempre bom ter confirmações. 



Fontes: Petrolio, IEA

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