10 dezembro 2010

Caim e Abel. Ainda uma vez.

Pausa: nada de economia, nada Pigs, nada de Wikileaks.
História? Mais ou menos.
Um artigo não novo mas que descobri só agora.

E se Hebreus e Palestinianos não fossem assim distantes? Em termos de raça, por exemplo. Se fossem mais do que parecidos. Se fossem até a mesma coisa?

Isso mudaria a actual situação no Médio Oriente? Não, não mudaria, pois as questões vão muito além do aspecto racial. Mas poderia falar-se de fratricídio.




Judeus de ontem, Judeus de hoje

Na tocante a delicada questão das origens do povo judeu, a primeira dificuldade que poderia ser encontrada é a tentativa de dar uma definição para o termo "judeu".

Embora seja fácil determinar quem é cristão ou muçulmano, o judaísmo é algo que vai além do facto de ser simplesmente seguidor duma religião.
Mesmo os judeus que não são crentes permanecem judeus na verdade, ao contrário, por exemplo, dos cristãos que já abandonaram a fé e que não são considerados como tais.

Wikipedia, versão italiana, dá a seguinte definição de Judaísmo :
O judaísmo é também considerado, se não mais, uma herança cultural. Pelo que, "judeu" é também um termo usado para definir um povo, e não apenas um "povo" no sentido espiritual, como pode acontecer com pessoas de diferentes grupos étnicos mas da mesma religião, mas também "pessoas" como um grupo parental, étnico.
No uso comum moderno, usa-se "judeus" em caso de
  • pessoas de origem judaica (não necessariamente matrilinear) que praticam a religião judaica
  • pessoas de origem não-judia convertidas ao Judaísmo
  • Judeus que não praticam o judaísmo como religião, embora considerados judeus em virtude da ascendência judaica da sua família (étnicas) e da sua identificação com o povo judeu a partir do ponto de vista étnico, histórico ou cultural.

Dentro da comunidade judaica, é geralmente considerado judeu quem nasce de mãe judia, e isso confirma o facto de que o judaísmo é uma característica que é transmitida pelo sangue.
Não surpreendentemente, há também instituições que oferecem a possibilidade de fazer análises do DNA para descobrir se uma pessoas tem traços genéticos que podem ser considerados judeus.

Mas mesmo este falar das características genéticas provoca paradoxos.

Como explica o rabino Marc Goldstein, presidente da Escola Talmúdica de Trieste, numa entrevista:

Voltando à relação entre árabes e judeus, parece ter sido feita a análise do DNA que mostra que entre israelitas e palestinianos há pouca diferença. É verdade?

O cromossoma Y, que é típico do macho, resulta ser muito semelhante entre os judeus de várias origens: os louros da Polónia, os iemenitas de pele escura, os de Marrocos, etc. E os palestinianos têm o mesmo cromossoma Y.

O que isso significa?

Poderia dizer o que para muitos foi já dito: o núcleo central da população palestiniana seria a população rural que os romanos não tinham caçado das aldeias e que com o advento do Islão foi islamizado.

Então uma população. . .

Uma população do ponto de vista racial da mais pura raça judaica, mais pura do que a dos judeus, totalmente de origem abraâmica. Os cromossomas de Abraão estão nos Palestinianos.


Observando, em seguida, o actual conflito entre israelitas e Palestinianos, estamos diante dum curioso paradoxo:
por um lado temos uma nação que reivindica a posse da Palestina em virtude da sua relação distante com os povos que habitavam essa terra há 2000 anos, mas que, provavelmente, deriva em grande parte das populações caucasianas convertidas ao judaísmo na época de Carlos Magno;
por outro lado, sob o pretexto de deixar espaço para essas pessoas, temos os descendentes directos dos israelitas que, de acordo com as Sagradas Escrituras, fizeram um pacto com Deus para a posse da própria terra.

Os verdadeiros descendentes do povo judeu, em outras palavras.
Como o Rabino Goldstein e os amantes dos testes de DNA confirmam.


Fonte: Tra Cielo e Terra
Tradução: Informação Incorrecta

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