22 dezembro 2010

Natal, tempo de lixo

E após o Natal histórico, eis o Natal pragmático.

Todos os anos deitamos no lixo 25 milhões de toneladas de alimentos comestíveis.

Um total que corresponde à metade das importações de alimentos da África. Cerca de 18 milhões de toneladas são deitadas a partir de casas particulares, lojas, restaurantes, hotéis e empresas de alimentos.

O restante é destruído no caminho entre o produtor e as lojas. E isso tem um custo: cerca de 37 biliões de Euros, para não mencionar o desperdício dos recursos e dos danos ambientais.

Um verdadeiro murro na cara da miséria, e que ao longo dos 15 dias de festividades irá tocar o seu pico.
Em Italia, por exemplo, entre almoços de Natal e de Ano Novo, sem esquecer o Dia de Reis, vão acabar no lixo mais de 500.000 toneladas de alimentos, cerca de 25 por cento da despesa total em alimentos na altura natalícia.
Na prática, por cada 4 pizzas, uma acaba no lixo.



Desaparecem assim 1,5 biliões de Euros, quase 80 € por família.
Multipliquem estes dados pelos Países "desenvolvidos". Assustador, não é? Não é apenas assustador: é uma vergonha.

A Cia, Confederação agricultores italianos, conduziu uma pesquisa, na qual podemos observar como os produtos mais desperdiçados sejam o pão, fruta e vegetais (cerca de 40% do total), leite, queijos, carne.

O maior desperdício terá lugar nos dias de Natal (24, 25 e 26 de Dezembro), quando as famílias italianas deitarão para o lixo um bilião de Euros, mais de 50 € por cada família.

Entre 31 de Dezembro e 6 de Janeiro, no lixo acabarão mais de 165 mil toneladas de comida, o que fornece um valor em dinheiro de 30 € para família.

Isso significa que cerca de um terço dos pratos preparados terá como destino final o caixote do lixo: cada 3 pizzas, uma para o lixo.

E não podemos esquecer a comida fora do prazo, a que nem chaga até a nossa mesa pois é eliminada directamente a partir das lojas.

Em particular, no período de Natal, as famílias costumam deitar fora produtos lácteos, ovos, carne (39%), pão (19%), fruta e vegetais (17 per cento), massa ( 4 %). Pelo contrário, poucos os bolos: 2-3%).

Tudo isso tem também custos ambientais: uma tonelada de comida deitada no lixo significa 4,2 toneladas de CO2 gerada.

Esta a situação em Italia. Mas qual o País que gasta mais?

Fácil imaginar: os Estados Unidos deitam fora 40 por cento dos produtos alimentares;  a Suécia 25 por cento, 16 por cento a China.
Na Grã-Bretanha são deitados, a cada ano, 6,7 milhões de toneladas de alimentos.

E a coisa pior é que está tendência não parece melhorar, bem pelo contrário: a partir de 1974, o desperdício alimentar aumentou 50 por cento e, infelizmente, continua a crescer.

Fonte: Trend on Line

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