20 mortos e pelo menos 1.000 feridos é o balanço provisório do dia de hoje: os presos seriam 400 mas segundo outras fontes o total estaria perto de 600.
A revolta, começada no Cairo, depressa contagiou as outras cidades do País, e nesta altura as atenções concentram-se na atitude dos militares: os únicos que poderiam travar a revolta com um golpe.
A companhia aérea Egypt Air cancelou todos os voos enquanto empreendedores e homens influentes abandonam o País com transportes privados.
Apesar do recolher obrigatório, os manifestantes desafiaram as polícias e os tanques no centro da cidade. O discurso do Presidente Mubarak, que disse lamentar as vítimas, acalmou os ânimos.
O ex chefe da Agência Internacional para a Energia Atómica, Mohamed ElBaradei, tinha regressado ao País com a intenção de candidatar-se para guiar a difícil transição, mas foi preso pela polícia após esta ter agredido com cassetetes as pessoas que tentavam proteger o político.
Também os jornalistas alvos da repressão: pelo menos 10 estariam presos, entre os quais o repórter da BBC e de Al-Jazeera.
Internet continua desligada.
Entretanto, no diário inglês Telegraph surge uma notícia que fará discutir: o governo americano apoiou secretamente principais as figuras por trás da revolta egípcia, tendo vindo a planear uma "mudança de regime" nos últimos três anos.
Obviamente vamos seguir o assunto com particular atenção.
Ipse dixit.
Fonte: Corriere della Sera, Telegraph
Fotografias: Reuters, Api




1 comentários:
Também estou a acompanhar o assunto no Kafe, http://kafekultura.blogspot.com/2011/01/revolta-no-medio-oriente.html
A coisa promete...
Em especial o preço do petróleo tudo demasiado previsível.
Nostradamus acertou em cheio!
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