E voltamos ao trabalho após dois dias de "repouso".
Portugal tem um novo Presidente, o nome dele é Abstenção.
Mais de metade dos eleitores escolheram este candidato, o único capaz de bem representar os sentimentos da altura: desilusão e desconfiança.
Perante um leque de concorrentes improváveis, meras expressões das máquinas partidárias, os Portugueses olharam para outro lado.
Assim podemos explicar 53,37% de pessoas que ficaram em casa, às quais podemos acrescentar 14,1% de preferências para Fernando Nobre e 4,5% para José M. Coelho, únicos candidatos fora do coro.
O resultado mais estridente é que para ser eleito, ao rígido Cavaco Silva, foram suficientes pouco mais de 2 milhões de votos, sendo por isso o Presidente menos votado da história. Poucos, muito poucos.
O bom Cavaco decidiu fazer tesouro destes números? Ao menos um motivo de reflexão?
Nem por isso, o assunto foi tranquilamente ignorado.
O que não está totalmente correcto. A versão correcta deveria ser "a maioria do povo português não se deixou enganar".
Ipse dixit.
Fonte: Público
(http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/cavaco-a-vitoria-da-verdade-sobre-a-calunia_1476744)
(http://publico.pt/1476752)
Portugal tem um novo Presidente, o nome dele é Abstenção.
Mais de metade dos eleitores escolheram este candidato, o único capaz de bem representar os sentimentos da altura: desilusão e desconfiança.
Perante um leque de concorrentes improváveis, meras expressões das máquinas partidárias, os Portugueses olharam para outro lado.
Assim podemos explicar 53,37% de pessoas que ficaram em casa, às quais podemos acrescentar 14,1% de preferências para Fernando Nobre e 4,5% para José M. Coelho, únicos candidatos fora do coro.
O resultado mais estridente é que para ser eleito, ao rígido Cavaco Silva, foram suficientes pouco mais de 2 milhões de votos, sendo por isso o Presidente menos votado da história. Poucos, muito poucos.
O bom Cavaco decidiu fazer tesouro destes números? Ao menos um motivo de reflexão?
Nem por isso, o assunto foi tranquilamente ignorado.
Para Cavaco, “o povo português não se deixou enganar”: “A honra venceu a infâmia.”
O que não está totalmente correcto. A versão correcta deveria ser "a maioria do povo português não se deixou enganar".
Ipse dixit.
Fonte: Público
(http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/cavaco-a-vitoria-da-verdade-sobre-a-calunia_1476744)
(http://publico.pt/1476752)

2 comentários:
Mto bom o seu site.. Parabéns!s
Muito obrigado!
E um abraço!
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