25 janeiro 2011

State of the Union: o discurso de Obama



Esta noite, enquanto os Europeus estarão debaixo dos cobertas, nos Estados Unidos alguém começará a falar. quem? Barack Obama.

À espera de ouvir a voz do Presidente, o seu ponto de vista acerca da saúde dos Estados Unidos e quais as medidas que serão introduzidas, podemos avançar com algumas previsões, baseadas numa vídeo-mensagem difundida entre os organizadores do Partido Democrata.
Nela, o mesmo Obama define os pontos principais do discurso desta noite.



A partir da mensagem, reservada, aprendemos que a economia e em particular a competitividade, o emprego e o crescimento, será a estrela do discurso presidencial, juntamente com um apelo ao partido republicano para uma "responsável" política  de redução do deficit e da dívida pública.

A unidade dos propósitos face aos enormes desafios económicos e ocupacionais (os milhões de desempregados) constituirá provavelmente o ponto central do discurso.

Obama está consciente de ter que conquistar uma condição de "não-agressão", se não verdadeira cooperação, após a minoria republicana ter-se tornado maioria no passado Novembro.

Não é uma tarefa simples, dado o alto nível de polarização persistente da política dos EUA e da (até agora aparentemente) inflexível determinação dos Republicanos, por exemplo no caso da reforma da saúde.

Em poucas palavras, Obama quer colaboração. Mas para quê?

A ideia é a seguinte: infra-estrutura (estradas, ferrovias e energias renováveis), com conseguente aumento da competitividade dos EUA e criação de empregos (10% ainda o nível de desemprego): sem esquecer a redução da colossal dívida pública, que ameaça levar o País à falência (e este não é um exagero).

Para combinar estas duas linhas de acção, cooperação e medidas, Obama deverá anunciar cortes orçamentais que vão bem além da ritual promessa genérica de "redução dos gastos excessivos".

Problema: cortar o quê?

A única área que pode definir algumas poupanças significativas é a Defesa.

E aqui o projecto da "cooperação" de Obama arrisca ficar esmagado, pois a Defesa é um dos pontos centrais da política republicana.

Há alguns dias, no artigo Três notícias, os leitores leram:
A venda da Pimco é o segundo sinal para Barack Obama: antes as palavras de Geithner, agora a venda dos Títulos. Objectivo? Obrigar o Presidente a tomar as medidas que a finança pretende.

Será interessante observar nas próximas semanas os desenvolvimentos da questão.
Os desenvolvimentos começam hoje à noite.


Ipse dixit.



Fonte: Limes

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