01 fevereiro 2011

Al Qaeda e as cuecas em chamas

Ninguém, mas mesmo ninguém fala do assunto. Esquisito, pois sem dúvida estamos perante o terrorista mais original dos últimos anos: o terrorista das cuecas explosivas. E agora começou o processo.

Lembram?
Dezembro de 2009, voo Delta-Northwest Airlines entre Amesterdão e Detroit: o nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab, 23 anos, aspirante terrorista, deita fogo às próprias cuecas, que contêm explosivo.

Infelizmente (para ele) o que pega fogo não é a bomba, os restantes passageiros ao ver um homem com as calças em chamas percebem que aquele não é um entretenimento oferecido pela companhia, um deles pergunta "Mas que fazes?" (boa pergunta, sem dúvida), outro agarra numa garrafa de água e despeja o conteúdo em cima do azarado vingador, outro ainda pensa bem imobilizar o terror do céu que, com a ajuda duma hospedeira, é levado até um local mais confortável (em primeira classe: dar fogo às cuecas compensa).
Senhoras e senhores, eis o extremismo islâmico (???) no seu melhor.

Ninguém que pergunte "mas quem é este deficiente?", pelo contrário: é Al-Qaeda, sem dúvida, só pode, o terror está de volta.



Agora, como referido, começou o processo. Com novos e empolgantes pormenores.

Os passageiros descreveram o rapaz como em estado de confusão, sob a influência de qualquer droga ou sedativo ou hipnotizado.
Aqueles que o tinham bloqueado testemunham que parecia um robô, antes e depois do falido atentado, "... sem expressão, como que hipnotizado." Por isso, nada de invocações a Allah, nada de Paraíso com 70 virgens, só um rapaz drogado.

O homem-bomba (ou homem-cueca-bomba) era filho dum ministro da Nigéria e o pai tinha pedido ao governo dos EUA para proibir que fosse embarcado em qualquer avião, pois o filho estava diferente, tinha mudado de personalidade e parecia perigoso.
Demoníaca astúcia de Al-Qaeda: quem suspeitaria dum terrorista que não pode embarcar-se?

As cuecas de Umar Faruk
No mesmo voo havia um casal de advogados, os Haskell, os quais testemunharam que o homem-cuecas-bomba tinha sido acompanhado por outra pessoa, elegante, talvez indiano; este tinha pedido à tripulação para que o rapaz fosse admitido no avião, mesmo sem passaporte.

Diabólica Al-Qaeda: como suspeitar dum rapaz que não pode voar e tenta embarcar-se na mesma sem passaporte?

Falando com sotaque americano (o sotaque típico dos terroristas árabes em Amesterdão) tentou convencer os pilotos ao dizer "vem do Sudão, costumam aceita-los...". 

Depois tinha sido a vez do FBI. Ao cheirar as malas dos passageiros, os cães anti-explosivos tinham dado ao rabo perante a bagagem dum homem vestido com um fato laranja (para não dar nas vistas, evidentemente), o qual tinha sido algemado e preso.
Mas as autoridades sempre negaram estas circunstâncias e isso com cinco versões diferentes ("não acreditam na nossa versão? Vejam bem, temos outras quatro").

Os advogados Haskell pediram para ser ouvidos no processo e agora, após meses, um canal da televisão concedeu alguns segundos, enquanto foram ignorados por parte de todos os outros media.

Por isso: um jovem sob o efeito de substâncias desconhecidas, cujo pai pede para que não seja admitido nos aviões, é admitido num avião graças à intervenção dum homem aparentemente indiano com sotaque americano e, após os cães do FBI terem individuado explosivo na mala dum outro homem vestido de laranja, deita fogo às próprias cuecas, ficando queimado.

Sem dúvida, é Al-Qaeda...


Ipse dixit.

Fontes: Cobraf, Coriere della Sera

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