14 fevereiro 2011

Carlos Castro Santo, já.

Ao ler os diários de hoje, uma notícia impressionou-me.
Expresso:
Amigos querem rua com nome de Carlos Castro (Expresso)

Num País normal, um jornalista gay que atraia os rapazes com a promessa de favores no mundo do espectáculo, seria rapidamente esquecido. No mínimo.

Em Portugal a ideia é glorifica-lo. E torna-lo um exemplo para a posteridade.

"Joaozinho, que quer fazer uma vez crescido?"
"Quero ser um jornalista famoso para poder desfrutar a minha posição e atrair jovens homossexuais, como o grande Carlos Castro". 

Justo. Os tempos mudam e nós temos que adaptar os nosso princípios à nova realidade.




As outras notícias

No mesmo jornal, nenhum espaço para outra notícia, se calhar um pouco mais importante.
Não muito, apenas um pouco.

Os preços de cobre, estanho, paládio, café, cacau, açúcar, trigo e borracha continuam a subir.
Uma subida vertical.

Verdade, nem todos os dias entramos numa loja para pedir "meio quilo de paládio, bem fresquinho por favor".
Mas não foi a subida das matérias primas que despoletou as revoltas na África do Norte?
Segundo a historiografia oficial foi mesmo isso que aconteceu.

O "Manual de quem percebe tudo de economia, ora essa" explica que os preços das matérias primas dependem do preço do petróleo, necessário nas fases de produção, confecção e transportes. Mas o preço do petróleo está longe dos máximos: o Brent, por exemplo, fica a -45% do seu máximo (ao contrário da gasolina em Portugal, no máximo dos máximos. Curioso, não é?).

Então que diz o Manual? Diz: especulação.
As causas que despoletaram as revoluções nos vários Países africanos ainda estão ali, todas, Nada mudou.

Aliás, alguma coisa mudou de facto, a inflação da China: + 80% em seis meses.
Nada mal. Nada mal mesmo.

E Pequim viu também descer os lucros. Para o mês de Janeiro eram esperados 10,5 mil milhões de Dólares de surplus comercial,  o resultado foi de 6,5 mil milhões.

Ao mesmo tempo, o Baltic Dry Index atingiu valores ínfimos: há milhares de navios no mar, carregados de mercadorias, que não querem alcançar porto nenhum. Ficam bem onde estão.
Pois uma vez chegados, ninguém compraria a mercadoria. 

Agora, somamos: matérias primas em subida vertical + inflação chinesa em subida (80%) + surplus comercial chinês em descida (-4 mil milhões de Dólares) + Baltic Dry Index a pique = algo não bate certo.

Aconselho ler outra vez o seguinte artigo: Cirurgia plástica e divórcio: eis o boom dos EUA, nomeadamente os gráficos.
  

E que dizem os jornais de tudo isso?
Diário de Notícias:
Malawi proíbe flatulência em público
Justo.


Fontes: Expresso, Diário de Notícias

2 comentários:

  1. NunoSav14.2.11

    "Malawi proíbe flatulência em público"

    O homem está preocupado com o aquecimento global e parece não dar tréguas...

    Que dizias do preço das matérias primas? Ah certo, Carlos Castro a santo!!! Acho que sim, a economia só tem a ganhar!

    A minha lógica está-me a dar flatulência!

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