01 fevereiro 2011

É a vez de Marrocos


Não passa dia sem notícias de novas manifestações em Países até então "tranquilos".
Hoje é a vez deMarrocos ficar vítima do tal efeito dominó.

Aberto ao Ocidente com o lançamento de importantes reformas nos anos '90, a monarquia paternalista de Hassan II e do sucessor Mohammed VI começa a sentir as pesadas repercussões da crise que está a agitar a África do Norte.

E o culpado tem um nome: inflação.

No último fim de semana duas das mais importantes cidades do reino, Fez e Tanger, foram palco de manifestações espontâneas que exigiam soluções imediatas para conter o aumento incessante dos bens essenciais.



Não muitos os manifestantes na praça, cerca de uma centena em Fez, pouco mais em Tânger, em ambos os casos quase imediatamente dispersos pela polícia; que evitou recorrer à repressão brutal, como aconteceu ontem no Sudão.

Um sinal claro de que as autoridades podem temer um agravamento da situação interna.

Entre os slogans cantados pelos participantes, a grande maioria dos quais jovens, destacaram-se, quase simbolicamente, os que faziam votos para que em breve Mubarak possa alcançar Ben Ali, o ex chefe da Tunísia agora em exílio na Arábia Saudita.

Também muito descontentamento despertaram as subidas salariais a favor da polícia, até agora vistas como uma provocação por parte do governo numa altura de grave crise.

Os organizadores desses eventos anunciaram novas iniciativas para os próximos dias.

A partir do próximo dia 20 de Fevereiro, quando um misterioso grupo criado no Facebook e denominando-se "Movimento Liberdade para a Democracia Imediata" será responsável pela coordenação dos flashmob (expressão geralmente utilizada para reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social) em todas as principais cidades marroquinas.


Fonte: RischioCalcolato

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