16 fevereiro 2011

Obrigatório? Claro, não presta.

Pertússis, coqueluche ou tosse convulsa: três nomes, uma só doença. Atinge as crianças e pode ter êxito fatal. Raro, para boa sorte, mas é sempre uma possibilidade.

Mas podemos ficar descansados: há a vacina.

A Doutora Sherri Tenpenny, das páginas de Newswithviews, informa que na Califórnia, por exemplo a vacinação não era obrigatória. Não era até o passado Outubro, pois agora é.

A razão? Uma epidemia de 18.586 casos nos Estados Unidos, mais de 2.000 na Califórnia, 10 destes últimos fatais.
Solução: vacinação obrigatória.

Faz sentido, não é? Sem dúvida.



Sobretudo quando descobrimos que a maioria das crianças atingidas pela tosse convulsa já estava vacinada.

A explicação: é necessário vacinar 93% das crianças para ter uma cobertura eficaz.
Faz sentido?  Ainda mais: se dos 2.000 casos a maioria encontrava-se já vacinadas, ao aumentar a percentagem de vacinados a doença irá desaparecer. É científico.

Provas? É só escolher.
Em 1996, no Estado do Vermont houve uma epidemia de tosse convulsa: 97 % das crianças tinha sido vacinada antes da epidemia. 

Doutro lado, também o conceituado British Medical Journal confirma que a vacinação é a melhor das prevenções: em 2006 reportou um estudo 64 crianças com tosse persistente, nas quais tinha sido evidenciada a presença da Bordetella pertussis, a bactéria responsável pela doença. 55 destas 64 crianças já tinham sido vacinadas.

Mais recentemente, em 2009, o jornal The Star Ledger referiu o caso de 21 crianças, todas vacinadas, todas atingidas pela tosse convulsa no Contado de Hunterdon, New Jersey.

Estes resultados não são fruto do acaso. Há empresas que trabalham sem descanso neste sentido, as mais empenhadas das quais são as GlaxoSmith Kline e a Sanofi Pasteur.

Apesar da humildade destas companhias, o instituto da vigilância Watchdog Institute e o KPBS descobriram que ambas financiam grupos de peritos que aconselham as várias agências governativas.

Dinheiro? Nada disso. O objectivo é sempre a saúde das nossas famílias.

É sempre com esta ideia que a Sanofi Pasteur financia o projecto Iniciativa Global contra a Tosse Convulsa (Global Pertussis Iniciative), composta por 35 especialistas, 4 dos quais trabalham na Organização Mundial de Sanidade.

E se o leitor pena que este seja um mercado rentável, bom, está redondamente enganado: ao longo de 2010, as vacinas recolheram uns miseráveis 22.000 milhões de Dólares.
O que demonstra ainda mais a boa fé das casas produtoras.

E saber que em 2011 o mercado poderá alcançar os 34.000 milhões não significa muito.
Afinal são outras as coisas importantes.

Para nós, aos menos.


Ipse dixit

Fontes: Newswithviews, Parentdish, National Vaccine Information Center, British Medical Journal, NJ, Watchdog

6 comentários:

  1. Isso prova que estamos em declínio mesmo. Ganhar grana com saúde não é um fato novo, mas repugnante em toda vez em que nos deparamos com esta situação.

    A cada dia que passa, só chego a uma conclusão: Só destruindo tudo e então começando do zero, para podermos ter um progresso, tal qual o significado real da palavra no dicionário.

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  2. http://www.vaccinationcouncil.org/2011/02/13/alert-seizures-now-reported-in-kids-receiving-flu-vaccine/

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  3. NunoSav17.2.11

    Adição à biblioteca:

    http://www.naturalnews.com/vaccines.html

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  4. Vitor17.2.11

    O mesmo ocorre com a terrível pandemia da Gripe A.

    http://www.bbc.co.uk/news/10235558

    Abraços!

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  5. Fogo Tony, mesmo radical!

    Bom, tudo se calhar não: mas é verdade que ao longo das décadas foram criadas estruturas que não têm razão de ser.

    Estruturas físicas, estruturas de poder, estruturas de pensamento...

    Difícil livrar-se delas, são parte da nossa sociedade, das nossas vidas.
    Sabe Tony qual o problema? É que uma próxima guerra será apresentada como uma ocasião para "recomeçar": enquanto as causas dos actuais problemas ainda estarão todas ai.

    Abraço!

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  6. Osga, Nuno, Vítor: ainda uma vez obrigado!

    Eu comecei este blogue coma ideia de criar um ponto de encontro onde trocar informações: internet está cheia de dados, até demais, mas é preciso saber encontra-los e escolher.

    Hoje, quem chega em Informação Incorrecta pode ler um post, mas cada vez mais encontra entre os comentários razões para aprofundar os assuntos. E isso é particularmente bom.

    Não pensava de conseguir tudo isso, mas é o que está a acontecer. E o mérito é vosso, dos leitores.

    Por isso não me canso de agradecer as vossas ajudas.

    Um abraço!

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