23 março 2011

O mágico resgate e a fuga da justiça

Antes de abandonar a novela dos PIGS (que, lembramos, são os Países da União Europeia em maior dificuldades: Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda), uma notícia de Dublin: os juros dos Títulos de Estado saltam até a assinalável quota de 10%. Aliás, ultrapassam 10%.



Mas esperem: a Irlanda não tinha sido "resgatada" pela Dupla Maravilha, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional? Pois tinha!



85.000 milhões de Euros, este o valor do mágico resgate quando os juros tinham alcançado a fatídica percentagem de 8,5%. Mágico resgate que, pelo vistos, serviu como já tinha servido no caso da Grécia: zero.

Possível? Possível, pois os mercados apostam numa estruturação da dívida. Como no caso da Grécia.

O facto é que ninguém acredita que Dublin e Atenas tenham capacidade para regularizar a própria situação.
E a única séria alternativa é a reestruturação da dívida. Algo que Informação Incorrecta está a pregar há cerca de um ano.

Como sempre: não é capacidade de prever o futuro, é lógica. E justiça também: não podem ser apenas os cidadãos a assumir os custos da falência técnica na qual encontram-se este Países.

Mas "lógica" e "justiça" são termos que há muito fugiram de Bruxelas.
O resgate não fazia sentido, nem no caso da Grécia, nem no caso da Irlanda.

A não ser que os objectivos não sejam "resgatar" os Países em dificuldades, mas outros.
E cada vez mais esta última parece ser a hipótese mais provável. Neste caso, pelo menos a lógica está bem presente nos planos de Bruxelas. Quem fugiu, definitivamente, foi só a justiça.


Ipse dixit.

Fonte: Il Grande Bluff, Asca via Yahoo

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