21 março 2011

Um terramoto, uma seguradora, o sexto sentido (corrigido)

Update:
Nova versão do artigo!

Um mero acaso? Sem dúvida.
Mas vale a pena oberva-lo de perto.

A tragédia do Japão, o terramoto e o tsunami, as dezenas de milhares de mortos, o pesadelo nuclear.

Para alguns, tudo isso é dinheiro.
Há pessoas satisfeitas que já conseguem antever os grandes lucros derivados da reconstrução.
As seguradoras deveriam encontrar-se na situação oposta, dado o próximo pagamento de quantias astronómicas.



No Japão é obrigado garantir todas as propriedades, não só contra os incêndios, roubos e outros problemas provocados pelo homem, mas também contra catástrofes naturais imprevisíveis, como terremotos e tsunami.
Faz sentido, o País está sentado em cima duma das zonas mais instáveis do planeta.

Milhares de casas e cidades destruídas? Milhares de milhões de Dólares para ser reembolsados.
Perante catástrofes de tais proporções, uma companhia de seguros deveria arriscar pesados revés.


Mais desastres, mais lucros

Em vez disso, como a história tem mostrado, imediatamente após a ocorrência de desastres naturais, as companhias de seguro aumentam os lucros.

Após o desastre do furacão Katrina nos Estados Unidos , a Munich Re, a maior multinacional de resseguro, seis meses após a tragédia tinha crescido em 25%. A segunda maior empresa mundial do sector, a Swiss Reinsurance Co., no mesmo período cresceu 14%, e a AML, a maior seguradora em Londres, do grupo Lloyd, 49%.

E isso apesar de ter sido pagos reembolsos na ordem dos 62.000 milhões de Dólares.

As grandes companhia de seguros saem reforçadas das grandes tragédia, não debilitadas.
Um paradoxo? Nem tanto. É verdade que as tragédias obrigam a pagar pesados reembolsos, mas também constituem uma excelente ocasião para aumentar os prémios. É isso que permite grandes lucros.

No Japão, apesar dos bilionários custos da reconstrução, haverá dezenas de milhões de bens que terão de pagar prémios mais caros. O ganho para as companhias de seguros é certo e muitos analistas prevêem uma lufada de ar fresco para as empresas envolvidas na crise económica global.


Atenção

A segunda parte da notícia foi removida, pois resultou ser baseada em dados não reais: no dia 25 de Fevereiro o sistema informático da LSE (London Stock Exchange, a Bolsa Valores de Londres) pifou: obrigado a fechar, alguns valores ficaram alterados, tal como o caso da Lloyd's.

A análise dos dados reais não realçou qualquer tipo de anomalia.

Pena, teria sido um bom scoop... :(


Lamento pelo incómodo.


Max

2 comentários:

  1. Xenofonte21.3.11

    Esse teu erro so veio dar mais credibilidade aos teus artigos.
    Uma pessoa enganar-se é perfeitamente normal, admitir o erro é que é mais incomum. Não deixou de ser um artigo interessante, que só vem a reforçar a ideia em que vivemos num mundo completamente manietado pelo dinheiro.

    Keep going :)

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  2. Obrigado Xenofonte!

    Tinha encontrado uma notícia muito interessante, segundo a qual as acções da Lloyd's teriam sofrido uma autêntico "disparo" pouco antes do terramoto do Japão.
    Foi confirmar no Yahoo Finanças (que costuma ser de confiança) e de facto a coisa parecia estar certa.

    Uma vez publicado o post, fiquei com uma dúvida: possível ninguém ter ainda reparado nisso?

    Vou ver as notícias do Financial Times e pronto: no dia do "boom" da Lloyd's o sistema informático da City tinha estoirado. Na prática, tinha começado a inventar dados. Paciência.

    Obrigado pelo apoio!

    Abraço!

    ResponderEliminar

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