30 abril 2011

O nuclear é seguro




Informação Incorrecta tornou-se um blog ambientalista?
Não, nada disso. Mas o que se passa em Fukushima traz à superfície o problema do nuclear, com as relativas mentiras.

O nuclear é seguro? Claro que é.
Apenas uma dúvida: se for assim seguro, porque continuar a construir as centrais longe das cidades e gastar assim parte da energia produzida com as perdas do transporte?

Uma central nuclear no meio da Praça do Comércio em Lisboa ou ao lado do Cristo Redentor em Rio seria muito mais eficiente.

Talvez seja apenas uma questão de estética, deve ser isso.
Porque se vamos ver os acidentes nucleares ocorridos nos últimos 60 anos o que encontramos? Chernobyl e Fukushima, e nada mais.
Ah, e Three Miles Islands, verdade. Bom, são sempre e só 3 acidentes em 60 anos, poucos.

Esta, pelo menos a versão oficial.
Porque ao ler as estatísticas reais reparamos que a situação é ligeiramente diferente.
Não muito, apenas ligeiramente.



Eis o elenco dos acidentes nucleares desde 1952.



Além disso, o Office for Nuclear Regulation (Reino Unido) apresentou um relatório relativo aos acidentes nas centrais nucleares do País ao longo do primeiro trimestre deste ano.

O primeiro episódio remonta ao início de Fevereiro, e ocorreu no complexo nuclear de Sellafield. Uma equipa de trabalhadores encontrou uma poça de líquido castanho com um teor de plutónio de cinco vezes superior ao normal. O acontecimento destacou uma série de falhas no projecto do sistema, que foi construído há 20 anos.

Outro caso de derrame ocorreu na central de Torness, perto de Edimburgo, onde algumas reservas subterrâneas de água foram contaminadas com o trítio radioactivo "fugido" de duas condutas.

Na central de Hartlepool, costa norte-oriental, o sistema de ventilação de emergência avariou ao longo de várias horas devido a um defeito da válvula.

O relatório, assinado por Mike Weightman, chefe do ONR, foi entregue no dia 18 de Abril ao Ministro da Energia, Chris Huhne, ao Ministro do Meio Ambiente, Caroline Spelman, e ao Primeiro Ministro escocês Alex Salmond; os quais, todavia, não comunicaram as notícias aos media.

Por isso os cidadãos não tiveram conhecimento do acontecido.

O que podemos aprender com isso?
Que a energia nuclear e as relativas centrais são seguras, e disso não há dúvida.
São os acidentes que não são.
Ipse dixit.

6 comentários:

  1. Fernanda30.4.11

    Max,

    você escreve incrivelmente bem, obrigada!

    ResponderEliminar
  2. Anónimo2.5.11

    Oi Max, assista esse documentario, è muito bom http://www.youtube.com/watch?v=Lwl_CdjW3sw&feature=player_embedded essa è a primeira parte, tem outras 7, acho que tal vez seja melhora baixa-lo...
    abraços
    cele
    ciao

    ResponderEliminar
  3. Olá Fernanda!

    Até fiquei sem palavras...
    Obrigado e um grande abraço!!!

    ResponderEliminar
  4. 8 partes? Parece comprido...
    Sim, acho que vou baixar pois parece interessante.

    Muito obrigado!

    Abraço!

    ResponderEliminar
  5. Anónimo2.5.11

    http://thepiratebay.org/torrent/3419716/Nos_que_Aqui_Estamos_por_Vos_Esperamos
    aqui pra baixar
    abraços

    ResponderEliminar
  6. Anónimo3.5.11

    ... pois é até ondeno atual estágio até então ainda não tem capacidade de neutralizá-lo ou tranforma-lo em outro produto tão facilmente sem os respectivos danos.
    Se existem outras fontes de energia, fica a pergunta : por qual motivo não há incentivos...

    Posso estar enganada mas é seguramente certa de que há prejuizoa e perdas irrecuperáveis mediante falhas ou situações imprevisiveis como a de Fukushima.
    Há necessidade de eventos catastróficos e danos irreparaveis para aprendermos a não brincarmos com o fogo?... Oa alemães já acoardaram.
    Paz e Luz

    ResponderEliminar

Printfriendly

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...