28 abril 2011

Os gastos das lobbies

O que é uma lobby?

Vamos ver o omnipresente Wikipedia:
Lobby (do inglês lobby, ante-sala, corredor) é o nome que se dá à atividade de pressão, muitas vezes individual, ostensiva ou velada, de se interferir nas decisões do poder público, em especial do Legislativo, em favor de interesses privados.
A palavra lobby tem origem inglesa e significa salão, hall, corredor. Segundo alguns estudiosos, o fato de várias articulações políticas acontecerem nas ante-salas (lobby) de hotéis e congressos, fez nascer a expressão “lobbying” (lobismo) para designar as tentativas de influenciar decisões importantes tomadas pelo poder público, sobretudo aquelas relacionadas a questões legislativas, de acordo com interesses privados de alguns grupos ou setores inteiros da sociedade.

Enquanto nos Estados Unidos o lobby é uma atividade considerada como parte do processo político (ser lobista é uma profissão reconhecida e a atividade em si é regulamentada por leis), em outros países como o Brasil, a atividade é informal e não regulamentada, o que pode dar margem a interpretações de corrupção.

Então, a lobby parece algo que existe numa zona cinzenta, entre a legalidade o crime.

Na minha óptica, é uma forma de pressão que tende a condicionar as escolhas dum parlamento, e como tal não deveria ser permitida por várias razões, as primeira das quais são
1. o facto do Parlamento legislar não com base no bem comum mas nos desejos de poucos
2. o lobismo favorece a corrupção e quem afirmar o contrário vive no País das Maravilhas.

Mas esta é uma opinião pessoal, pois como vimos há Países (os EUA, por exemplo) onde a lobby é reconhecida.



O Time publica um interessante gráfico que reporto a seguir. Mostra quanto gastaram as lobbies em 2000 e 2010.

Para apreciar os dados é preciso pensar da seguinte forma: como as empresas privadas não operam segundo os princípios da Cruz Vermelha, é claro que ao gastarem X esperam obter X+Y.
E como de facto continuam a gastar (e mais do que antes) é óbvio que conseguiram o tal X+Y.
E que X+Y não foi obtido em nome do bem estar dos muitos, mas em nome do bem estar das empresas.

Acho não ser preciso qualquer comentário.




Fontes: Wikipedia, Time

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