16 abril 2011

Os Nomes - Parte III

Terceira parte do artigo "Os Nomes".
Boa leitura!


Os lucros fabulosos são do mercado financeiro, não da produção

Alan Greenspan
Esta é a ideia que atropel a produção mundial nos anos '80, quando nasce a percepção de que o dinheiro pode render muito mais se retirado dos investimentos tradicionais (bens materiais, de produção) e investido na especulação financeira (ações, derivados ...).  

No jogo dos números que multiplicam outros números jogam ambos: os privados (fundos de pensão, seguro de vida, economia ...) e as empresas que desviam para o sector financeiro cada vez mais capital à custa dos investimento e da inovação. 

Aparece o fenômeno do Pension Fund Capitalism e Money Manager Capitalism. A mesma coisa acontece entre os bancos, que deixam a forma tradicional de realizar lucros (empréstimos) e jogam tudo na finança especulativa.  

Resultado: criaçã de imensas bolhas especulativas que regularmente explodem, arrastando bancos, privados, empresas.  



Resultado do resultado: os bancos ficam em vermelho e param de emprestar o pouco que emprestavam, as empresas perdem o crédito e o dinheiro apostado nas bolhas e, finalmente, tudo recai sobre os trabalhadores, com os consequente despedimentos, a insegurança no emprego e assim por diante.  

O padrinho desta catástrofe foi, sem dúvida, Alan Greenspan, quando como governador da Federal Reserve deu começo a políticas monetárias que disponibilizaram quantias enormes de dinheiro a taxas favoráveis ​​para os especuladores: o bem conhecido fenómeno do Greenspan Put.  
 
Quem ganhou, com amplos lucros, foram e ainda são:
as grandes companhias de seguros (AIG, ING, Allianz, Generali, China Life, AXA Group, Zurich, Munich Re, Prudential, Sun Life)
fundos de previdência privada (General Motors Fund, General Electric, BT Group, ATeT, Verizon, Barclays Bank, Lloyds TSB, Citigroup)
os equity founds (The Carlyle Group, Goldman Sachs Principle, TPG, Apollo Global, Bain Capital, Balckstone Group, 3i Group, Advent, Providence Equity
bancos de investimento (Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Morgan Stanley, Bank of America, Barclays Capital, Credit Suisse, Deutsche Bank, UBS, HSBC, BNP Paribas, ING Groep, Banco Bilbao, Rabobank, Banco Santander, Nomura, Wells Fargo, Societé General, Lloyds TSB.)


Privatizar para compensar a dívida pública e permitir a concorrencia em favro dos cidadãos 

Ronald Reagan
Outro mantra obsessivo do neoliberalismo económico, impulsionado pelas Fundações com o mecanismo habitual da colonização das mentes de gestão.  

A privatização e a liberalização começaram com uma corrida na década de 80 nos Estados Unidos e Grã-Bretanha (Reagan e Thatcher) e, na década de 90, também na Europa, impostas pelos fantasmas da dívida e do défice .  

Além de não ter conseguido reduzir a dívida pública de forma nenhuma, têm ajudado a vender a preços de saldo activos construídos com décadas de trabalho público, favoreceu escandalos com o favoritirmo para especuladores privados (preços mínimos e Estados que restruturavam as empresas estatais antes de vende-las). 

Margareth Thatcher
Isso também levou à criação de monopólios em concorréncia simulada, onde os gigantes financeiros adquiriram o dominio no mercado, atropelando os concorrentes menores; e hoje são estes gigantes que ditam os preços (altos).  

Finalmente, no campo da privatização dos serviços essenciais (água, gás, saúde, municipios, transportes, rodovias, etc.), o cidadão tornou-se prisioneiro dos privados, uma vez que não pode optar por não comprar esses serviços (não beber? Não cozinhar?), e deve paga-los a qualquer custo, mesmo com preços elevados, garantindo lucros aos privados.  

No mundo do trabalho, as privatizações têm levado a despedimentos em massa e precariedade, até o fenómeno bem conhecido do slimming down, onde empresas de capital aberto ganham na Bolsa de Valores se despedirem, enquanto os administradores são recompensados ​​com bónus milionários. 

E, claro está, o Estado não deve usar dinheiro para solucionar o problema do desemprego ou dos precários. 

Os nomes dos principais responsáveis são:

George Bush
Estados Unidos: Bill Clinton, Barak Obama, Ronald Reagan, George Bush Senior.
Grã Bretanha: David Cameron, Margaret Thatcher, Tony Blair, John Major, Gordon Brown.
Alemanha: Angela Merkel, Helmut Kohl, Gerhard Schroder.
França: Francois Mitterrand, Valery Giscard D’Estaing, Nicolas Sarkozy, Jaques Chirac.
Italia, Giuliano Amato, Mario Draghi, Romano Prodi, Mario Monti, Tommaso Padoa-Schioppa, Massimo D’Alema, Enrico Letta, Massimo Tononi, Carlo A. Ciampi, Carlo Scognamiglio, Angelo Maria Petroni, Vincenzo Visco, Beniamino Andreatta, Maria Stella Gelmini, Emma Bonino, Antonio Martino, Lamberto Dini, Franco Bassanini, Giorgio Napolitano, Luigi Bersani. 


Acaba aqui a terceira parte.
Em breve a quarta e última.

1 comentário:

  1. Muito boa análise, mas nunca vou entender esse termo "neoliberal". De liberalismo nele não há nada uma vez que a privatização é seguida por regulamentações que promovem a constituição de monopólios ou oligopólios. Pessoalmente prefiro o termo "corporativismo" para designar a aliança espúria entre Estado e grandes empresas.

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