06 maio 2011

GEAB nº 54: As previsões para o próximo semestre - Parte II

"O Geab!"
Eh?
"Max, a segunda parte do Geab!!!"
Ops, quase que ficava esquecida...

Senhoras e Senhores,
eis a segunda parte do Geab nº 54.
Boa leitura!


A crise orçamental, ou seja, como os Estados Unidos mergulham nesta austeridade sem precedentes que arrasta inteiros da economia e das finanças globais

Os números podem fazer a cabeça girar: "6.000.000.000.000 de cortes orçamentais numa década", disse o deputado Paul Ryan, "4.000.000.000.000 em doze anos" respondeu o candidato [à presidência] em 2012 Barack Obama; "tudo isto está longe de ser suficiente" concluiu uma das referências do Tea Party, Ron Paul. 


E então afirma o Fundo Monetário Internacional que "os Estados Unidos não são confiáveis ​​quando falam de corte no deficit deles". 

Este comentário invulgarmente duro do FMI, tradicionalmente muito cauteloso nas críticas aos Estados Unidos, é justificado pois, como num psicodrama, algumas dezenas de biliões de Dólares ameaçaram parar
o Estado federal, na ausência de um acordo entre as duas partes principais: um cenário que, aliás, poderia ser repetido em breve, sobre o tecto da dívida federal. 

O FMI está apenas a expressar uma opinião amplamente compartilhada pelos credores dos EUA: se para reduzir o deficit de algumas dezenas de biliões de Dólares, o sistema político dos EUA atingiu um tal nível de paralisia, o que vai acontecer quando nos próximos meses será necessário decidir cortar centenas de biliões a cada ano? A guerra civil? 



Esta é a opinião, no entanto, do novo governador da Califórnia, Jerry Brown, que acredita que os EUA estão a enfrentar uma crise de regime idêntica a que levou à guerra civil.
 

O contexto, portanto,já  não é apenas o duma paralisia, mas é um confronto total entre duas visões diferentes do futuro do País.
 

Com a data das eleições presidenciais cada vez mais perto (Novembro 2012), a comparação entre as duas partes será cada vez maior, independentemente de qualquer regra de bom comportamento, incluindo o da salvaguarda do bem comum do País: "Que os deuses possam destrui-los, antes que se tornem loucos ", diz um antigo provérbio grego.
 

O ambiente político em Washington ficará cada vez mais parecido com um hospital psiquiátrico, nos próximos meses, tornando cada vez mais provável a hipótese de serem tomadas decisões "estranhas".
 

Se, para tranquilizar-se acerca de Dólar e T-Bonds, os especialistas ocidentais têm vindo a repetir que os Chineses estariam loucos a livrar-se desses activos, porque isso significaria acelerar a queda do valor, é porque [os Especialistas os ocidentais] ainda não perceberam que é a partir de Washington e dos seus erros políticos que pode chegar à decisão que acelera esta queda.
 

Em Outubro de 2012, com o tradicional voto para o orçamento anual, será o momento ideal para essa tragédia grega, e de acordo com a nossa equipe não terá um final feliz, porque não estamos em Hollywood, assim como será o resto do mundo, na realidade, que desejará escrever a o resto do enredo.
 

Em qualquer caso, seja por motivos políticos, seja por "actividades descontinuadas" do governo federal, seja por irresistíveis pressões externas (taxas de juro, FMI + Zona Euro + BRIC), será realmente no Outono de 2011 que o orçamento federal dos Estados Unidos, pela primeira vez, serão fortemente cortado.
 

A persistência da recessão, aliada ao fim do Quantitative Easing 2, irá resultar em maiores taxas de juros e, portanto, num aumento significativo do custo da dívida federal, num contexto de redução de entradas fiscais causado pela recaída numa profunda recessão .
 

A falência Federal está ao virar da esquina, de acordo com Richard Fisher, presidente da Federal Reserve de Dallas. 


Acaba aqui a segund a(e última) parte deste Geab nº 54.
A primeira parte pode ser encontrada neste link.


1 comentário:

  1. Anónimo8.5.11

    E ainda tem gente querendo tirar esses imperialistas da bancarrota importando seus produtos com a campanha "preço justo" acorda Brasil vamos é procurar alimentar nosso povo gerar emprego de qualidade incentivando a indústria nacional e fazer a reforma agrária.

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