03 maio 2011

O cientista é que sabe

Navegando na Web, (sempre na tentativa de encontrar algo que não estivesse relacionado com a morte de Bin Laden...a propósito: Bin Laden morreu, sabiam?), encontrei uma notícia sensacional, não acaso publicada pela Agência de notícias Ansa.

Já tem os seus meses (é do passado Outubro), mas a frescura permaneceu inalterada.
Mostrar imagens relaxantes da natureza, juntamente com sons harmoniosos, pode baixar a percepção da dor em pacientes submetidos a tratamentos invasivos. Isso é demonstrado por um experimento conduzido por pesquisadores da Johns Hopkins University. Os investigadores organizaram dois grupos de pacientes submetidos à biopsia da medula óssea: a um grupo foram mostradas imagens e sons das Cascatas Victoria, a outro imagens de cidades lotadas: nestes últimos, a percepção da dor foi maior.



Repito: eu acho esta notícia sensacional.
Não o facto dos pacientes ficarem condicionados pelo ambiente criado com imagens, isso é óbvio.
Nada disso, acho sensacional o facto de existirem pesquisadores pagos para descobrir coisas que já sabemos.

Quando uma sociedade financiar um team de cientistas para estudar coisas que até uma criança pode perceber sem muito esforço, então estamos perante um sinal: o sinal que algo está mal, mas verdadeiramente mal.

E talvez chegou a hora de parar um pouco e tentar perceber qual a direcção.
A nossa direcção, entendo.

Mas para que ninguém possa afirmar de eu ser contrário ao progresso científico, deixo aqui algumas sugestões para as próximas experiências:

O fogo queima? 
Trata-se de constituir dois grupo de pessoas; o primeiro (composto por cientista da John Hopkins University) será obrigado a pôr uma mão em cima duma fogueira, enquanto o segundo será submetido ao tratamento duma esteticista. 

Respirar é importante? 
Neste caso um dos dois grupos (composto por quem financia os cientistas da John Hopkins Univesrity) será mantido num quarto hermeticamente fechado e sem ventilação ao longo de 72 horas, enquanto o outro passará 3 dias num jardim, ao ar livre.

Os cientistas podem trabalhar?
Este é o teste mais perigoso: de facto, um dos grupos será obrigado a trabalhar ao longo de 4 horas (e será bom prever baixas), enquanto o outro continuará a conduzir experiências inúteis. Ambos os grupos são compostos por cientistas duma universidade americana, possivelmente da John Hopkins.


Ipse dixit.

Fonte: Ansa

3 comentários:

  1. Eu sugiro ainda outra experiência:

    Colocar um grupo de pessoas numa sala (GRUPO 1), a ver noticiários com as notícias da morte do Bin Laden (sim, ele é como os gatos, mas ainda só lhe levaram duas vidas, não percebo o porquê da festa dos americanos). Essa sala estará isolada e não haverá comida. Essa pessoas deverão estar lá pelo menos 2 meses.

    Na outra sala (GRUPO 2), pode estar um grupo de pessoas com um PC, ligação à net e vendo o Informação Incorrecta diariamente. Terão de ficar nessa sala também pelo menos 2 meses, com acesso bi-diário a um banquete, casas-de-banho, piscina, sofás e outras comodidades.

    Esse estudo pode ser conduzido pela Universidade de Cercal do Alentejo (eles não têm universidade, mas após um estudo destes, quem lhes tiraria o crédito?).

    ---------------------------
    Resultados e conclusões:

    Todo GRUPO 1 morreu. O GRUPO 2 está de boa saúde.

    Assim poderemos dizer que o II faz bem à saúde, previne o cancro, impede a queda do cabelo, impede a formação de esmegma e ainda faz os olhos bonitos.
    ------------------------------

    Já sabem, leiam o II, pois os investigadores da Universidade de Cercal do Alentejo assim o disseram...e provaram! :)


    Abraços MAX,
    -- --
    R. Saraiva

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  2. Infelizmente vivemos numa sociedade em que a intuição e a natureza não têm qualquer valor e só o que é cientificamente comprovado e estudado em laboratório é que tem validade. Para quem está desperto e consciente, há uma série de coisas que são óbvias, como as do estudo em questão. Por outro lado, para os que se encontram dentro da caixa, hipnotizados, carregados de fármacos, distraídos pelos media convencionais, futebol e novelas, a realidade deles é outra e pode não ser assim tão óbvio. Um tratamento sem fármacos bem pesados e tóxicos não é um tratamento digno de confiança, do tipo “o médico não percebe nada do assunto”. Assim, se alguém sugerir ouvir sons da natureza e observar cascatas, vão pensar que essa pessoa é uma incapaz, para não dizer doida. No entanto se for um médico a receitar, ainda por cima acompanhado do cientificamente comprovado por uma universidade séria, então, aí sim, já tem validade!

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  3. Ah! E ofereço-me como voluntária para participar no grupo II do estudo da Universidade do Cercal do Alentejo :-)

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