05 maio 2011

Porque as commodities interessam. E muito.

O que é uma commodity? Boa pergunta.
Afinal é um termo que aparece até nas televisões de vez em quando.

Ainda uma vez, vamos ver o que diz Wikipedia, que tudo sabe e tudo explica (mais e menos):
Commodity é um termo de língua inglesa que, como o seu plural commodities, significa mercadoria, é utilizado nas transações comerciais de produtos de origem primária nas bolsas de mercadorias. [...] produzidos em grandes quantidades e por diferentes produtores [...] podem ser estocados por determinado período sem perda significativa de qualidade.

O que torna os produtos de base muito importantes na economia é o fato de que, embora sejam mercadorias primárias, possuem cotação e "negociabilidade" globais; portanto, as oscilações nas cotações destes produtos de base têm impacto significativo nos fluxos financeiros mundiais, podendo causar perdas a agentes económicos e até mesmo a países.
Sim, mais ou menos é isso.

Na prática, as commodities são produtos agrícolas ou productos básicos não trabalhados, como o ouro, o sal, o açúcar.
E é evidente que as cotações destes productos têm grandes influências nas nossas vidas, pois entre as commodities encontramos produtos que costumamos utilizar no dia a dia.

Eis, por exemplo, uma lista dos principais produtos negociáveis:

Agrícolas: aveia, farinha de soja, trigo, milho, óleo de soja, soja
Coloniais: cacau, café, algodão, madeira, sumo de laranja, tabaco, açúcar
Metais: alumínio, prata, níquel, ouro, paládio, platina, cobre, zinco
Energia: gasolina, etanol, gás natural, nafta, petróleo
Carne: gado, gado leiteiro, suínos, bacon


Verdade, nem todos utilizamos diariamente grandes quantidades de níquel. Mas de forma directa ou indirecta, todos este elementos estão presentes nas vidas de cada um de nós.

E nos últimos tempos, as commodities subiram bastante. Mas agora travaram e nalguns casos começaram a recuar. Bolha ou tendência? Difícil de dizer.

A ideia é que estes bens foram alvos de especulação. E alguém ganhou com isso. Quem, o leitor? Nem por isso, o leitor não ganha em caso de especulação, perde.

Mas há limites, além dos quais há a criação duma bolha: algo que cedo ou tarde vai explodir (como o caso dos subprimes, lembram?), com efeitos negativos. Negativos para o leitor também? Também.

Mas o leitor perde sempre?
Sim, sempre. Doutro lado vive numa Democracia e num Mercado Livre, o que pretende?

Vamos em frente.
Eis os gráficos:



Pois é, de facto pararam de subir. Como afirmado: bolha ou tendência? Ou, mais simplesmente, os mercados decidiram dirigir a especulação contra outros alvos?

Afinal a função dos anteriores aumentos foi cumprida: em alguns Países (África do Norte) a subida dos preços de algumas commodities (trigo, por exemplo) foi um coadjuvante das revoltas populares. Não é o caso de descontrolar uma situação já agora complicada (ver o caso da Líbia).

O leitor perde sempre, já vimos. Mas é verdade que neste caso falamos de bens importantes, por isso, no médio longo período, cotações mais baixas favorecem o pequeno consumidor.

E favorecem em particular os mercados mais pobres, onde poucos cêntimos podem representar a diferença entre a sobrevivência e a morte.


Ipse dixit.

Fontes: Wikipedia, Il Grande Bluff


2 comentários:

  1. As 10 transnacionais secretas que controlam as matérias primas: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17766

    ResponderEliminar
  2. Johnjacobo12.9.12

    E o ouro, nao está sempre a ganhar valor?

    ResponderEliminar

Printfriendly

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...