08 junho 2011

Clima? Mudanças? Azar?

O clima está a mudar?
Em que sentido? Mais quente? Mais frio?
E de quem a culpa?
Minha não, juro.

Na verdade não é simples responder.
Até pouco tempo atrás o aquecimento global era dado como assumido, assim como as responsabilidades do Homem.
Depois explodiu o assim chamado Climagate: cientistas que alteravam os dados para confirmar as próprias teorias e atacavam sem piedade quem não concordava com a teoria do aquecimento antropico (isso é, causado pela actividade humana).

Doutro lado não podemos esquecer que quem financia as teorias alternativas, segundo as quais o planeta arrefece e o Homem não tem influência no clima, são empresas como a Exxon. Que um pouco suspeita é.

Mesmo assim, reporto alguns dados do fantasmagórico Wikipedia, versão italiana neste caso:
- a temperatura mínima na Terra foi registada na base russa de Vostok, Antártica, no dia 21 de Júlio de 1983: -89,2ºC

- a temperatura mais elevada na Terra foi registada em Al-Aziziyah (Líbia) no dia 13 de setembro 1922: +57,7ºC 

Sendo estes valores limites, não mostram a tendência geral. Mas há um dado importante: em Setembro de 2007 os gelos da Antártica alcançaram a máxima extensão desde que foram iniciadas as medições (1978).
No ano seguinte, pelo contrário, a extensão foi uma das menores.


Enfim, até a Antártica dificulta o trabalho dos pesquisadores.
Uma ajuda pode chegar do estudo do passado. No seguinte gráfico as variações da temperatura e do nível de dióxido de carbono ao longo dos últimos 600 milhões de anos, muito antes deste blog ser aberto.







Assim, este gráfico mostra pelo menos três dados particularmente significativos:
  1. o planeta está a viver um dos períodos mais frios dos últimos 600 milhões de anos, com uma temperatura média actual de pouco superior aos 12ºC, enquanto no passado esteve mais perto dos 22ºC.
  2. também os níveis de CO2 são actualmente muito mais baixos do que no passado. No período denominado Cambriano, os níveis eram quase 7 vezes os actuais.
  3. o nível de CO2 não parece influenciar a temperatura.
Sobretudo este último ponto põe em discussão a teoria do aquecimento antropico, sendo os altos níveis de dióxido de carbono considerados responsáveis pela alegadas subidas das temperaturas.

A verdade é que o clima sempre mudou e e continuará a mudar: o Homem pode ter responsabilidades neste processo, mas ainda não foram descobertos os eventuais mecanismos desta interacção. E há outros dados também.
  • durante o período em que os apoiantes da teoria do aquecimento por causas humanas argumentavam que a Terra estava aquecendo por causa da nossa actividade, todos os planetas do sistema solar aqueceram também. As calotas de gelo dos outros planetas não derreteriam se tivessem os níveis de dióxido de carbono que existem na Terra. Todos os planetas do sistema solar estão a experimentar temperaturas mais altas por causa duma enorme bola de fogo chamada "Sol";
  • cada vez mais dados demonstram que as mudanças na produção da energia solar são a causa da maior parte do aquecimento (e arrefecimento também) experimentado recentemente;
  • o dióxido de carbono é um dos alicerces fundamentais da vida no planeta Terra. Se não houvesse o dióxido de carbono, todos estaríamos mortos (mas atenção, isso vale também em relação ao oxigénio: e com mais oxigénio todas as formas de vida queimariam);
  • ao reduzir os níveis de dióxido de carbono, isso tornaria mais difícil o cultivo e poderia causar uma carestia mundial;
  • mais de 95% das emissões de dióxido de carbono ocorreriam mesmo que os humanos não estisvessem presentes na Terra.

Joplin, EUA, 2011: antes e depois do tornado
Dito isso, é verdade que algo acontece. Nos primeiros 6 meses de 2011 tivemos de enfrentar uma série de catástrofes naturais não indiferentes.

Pode ser tudo consequência das mudanças climatéricas? Ou existem outras explicações?

Não é sede de catastrofismo: é, pelo contrário, vontade de observar os factos na tentativa de vislumbrar uma resposta. Sempre que haja uma resposta.

Nos Estados Unidos, por exemplo, os tornados são um fenómeno comum e bem conhecido: uma média de 1.200 tornados ao longo dum ano. Mas no Abril passado os EUA enfrentaram uma vaga de 600 tornados, todos no espaço de um mês.

O que arrasou a localidade de Tuscaloosa tinha um milho de largura e ventos com mais de 260 milhas/horárias. E Tuscaloosa agora parece uma zona de guerra. 

E os terramotos? Sempre e exclusiva responsabilidade do Haarp? Os factos indicam que o Anel de Fogo do Pacífico está a acordar. Haarp ou sem Haarp.

Popocatepetl, 2011
  • em Fevereiro, um grande terremoto destruiu completamente Christchurch, Nova Zelândia; 
  • o vulcão Fuego, na Guatemala, entrou em erupção no final de Fevereiro;
  • uma coluna de cinza com 800 metros de altura saiu do vulcão Santiaguito, Guatemala, no final de Fevereiro;  
  • em Março dois grandes vulcões em Kamchatka, na Rússia, explodiram quase em simultâneo com o terremoto de 9.0 graus de magnitude que atingiu o Japão;
  • um dos vulcões mais ativos da Indonésia, o monte Karangetang, entrou em erupção um par de horas depois do terremoto do Japão, em Março; 
  • embora não seja localizado no Anel de Fogo, o vulcão Kilauea, no Havaí, é muito activo nos últimos tempos: há dois meses atirou lava até uma altura de 65 pés;
  • outros vulcões ao longo do Anel de Fogo entraram em erupção nos últimos tempos: o vulcão Dieng, nas Indonésia; o Ulawun, New Britains; o Batu Tara, Indonésia; Popocatepetl, México; Poas, Costa Rica; Sakura-Jima, Japão; Taal, Filipinas; Tunguraha, Equador. 

2011 mostra uma tendência para o aumento da actividade ao longo do Anel de Fogo, actividade que tinha iniciado já no ano passado. A Califórnia, também parte do Anel de Fogo, no ano passado foi atingida por uma vaga de terramotos, 2.000 no total, com uma característica: todos aconteceram no prazo duma semana.
Austrália, 2011

Vimos também calor e frio extremos em muitas partes do mundo nos últimos 12 meses. O Inverno passado foi definido como "o Inverno mais frio nos últimos mil anos" em algumas partes da Europa.

Enquanto na Rússia tiveram o "Verão mais quente", com destruições de plantações.

O ano passado também testemunhou inundações sem precedentes na Austrália, China e Paquistão. Mas também nos Estados Unidos o Mississippi provocou mais recentemente "as piores cheias", coisa que é suposto acontecer apenas "uma vez a cada cem anos."

As catástrofes sempre aconteceram. Só que nos últimos tempos parecem estar concentradas num curto espaço de tempo.

Algo de muito incomum está a acontecer. Incomum e interessante. Explicar tudo com a teoria do cientista louco do Haarp parece extremamente redutor. Talvez seria o caso de deixar de lado também as disputas acerca do dióxido de carbono e concentrar os esforços na tentativa de perceber qual o futuro do planeta.

Não é por nada: é que temos só este.


Ipse dixit.

Fontes: Wikipedia, Geocraft, Global Volcanism Program, PrisonPlanet, Daily Mail

3 comentários:

  1. Tanto texto e népia... Então e o SOL?

    ResponderEliminar
  2. Olá Voz!

    Que tens contra o Sol?

    Abraço!

    ResponderEliminar
  3. Eu... nada!

    Apenas chamei a atenção para o principal agente que provoca as alterações climáticas (a nível de temperatura!)

    Vivem cegos com o CO2, aproveitam-se do CO2 para (os mesmos do costume) se encherem de dinheiro, quando na Realidade somos uma caganita que não tem capacidade de controlar o seu próprio esfíncter anal!

    Mas quem sou Eu...

    ResponderEliminar

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