29 julho 2011

A tragédia do povo hebreu

A Nova Ordem Ocidental tem sabido insinuar-se nas nossas mentes, ocupar áreas originariamente concebidas para hospedar valores, produzir pontos de vista distorcidos que nada têm a ver com a definição de "humano".

E os que mais gritam e insultam são os que menos entendem de ser parte dum jogo bem maior, cujas finalidades estão muito além das declarações oficiais.

No site hebraico Ynet, por exemplo, é possível encontrar os frutos deste condicionamento.


Os comentários

Após o artigo de Ziv Lencher, um artista de Tel Aviv, que realça o que define como Schadenfreude, termo alemão que podemos traduzir com a expressão "prazer provocado pelo azar dos outros". Alvo desta Schadenfreude são os recentes atentados na Noruega, que, longe de ter angustiado os cidadãos hebraicos,  conseguiu até provocar uma mal escondida satisfação.

E os comentários ao artigo de Lencher constituem a melhor prova disso, como podemos ler (com relativa ordem de aparição e username):


15. Almog, Beer Sheva: Eles mereciam, ponto final. O seu artigo não faz sentido. Todos aqueles que não têm misericórdia por nós, não há razão para sentir pena! Deixem que continuem a respeitar e a honrar os Muçulmanos.

54. Roi Bet Shemesh: Ziv Lenchner, és de Esquerda! Se ainda não percebeste, és de Esquerda como todos aqueles nos media! Basta com os sermões da Esquerda! Não há dúvidas de que a Noruega tem sido sempre contra o estado de israel, não desde agora, e sempre será! Não apoiamos o ataque, mas talvez vão entender melhor depois do que aconteceu que é completamente legítimo!

103. Yossi:  em Oslo ... Talvez vão entender de não ser imunes, vão sentir o que muitos israelitas sentem e alguns deles não podem provar nada para as actividades dos israelitas e dos Noruegueses em Oslo.

104. Ilan, acerca do apedrejamento de gays [sic]: Anti-judeus? Você já ouviu falar do "olho por olho, dente por dente"? De repente há alguns meninos que saíram e dizem que "inventaram" uma nova Torá! Antes da moral, a Torá serve principalmente para a sobrevivência e para a destruição do inimigo! Canto o Senhor porque triunfou, lançou o cavalo e o cavaleiro no mar [Êxodo 17:21, após o afogamento do exército de Faraó]

303. Effie: Eu não sinto qualquer dor! Todos aqueles que não sentem dor pelo o meu povo não devem pedir compreensão para o deles.

392. Somos mais afortunados: Basta com a demagogia! Os Noruegueses e os Europeus em geral são ultra-semitas. E se uma centena de pessoas morreu, há sete bilhões no mundo todo. Eu não sinto pena deles, são meus inimigos, que odeiam israel e obtiveram o que merecem!

Na Sexta-feira, quando surgiram as primeiras notícias, no site Yediot Ahronot (o mais frequentado em israel) os comentários não demoraram: e, no geral, a média era de 3-1 ou 4-1 em favor da hostilidade contra a compreensão ou a pena.

181. Noam: Ha Ha Ha! Europeus, este é o vosso "liberalismo" 

242. Dreamer Radical: Que possam assar no caldo deles. 

268. Shimon: Boas notícias para o Shabat (Sábado). Assim poderão começar a usar as "maneiras fortes".

285. Nir, Hasel Ha'adom: Permitam-me alguns momentos de prazer.

315. Moshe, Haifa: Lamento, estou nas tintas. Do meu ponto de vista, deixem que afoguem no sangue deles.

No Sábado, eis que aparece a notícia de que o killer não é muçulmano. Sentimentos mudados? Nem por isso.  

12. Gandhi: O rapaz queria enviar uma mensagem. Extremo, sim, mas não entendem outros. 

AA: Vocês de Esquerda deveriam ser todos eliminados. Isso vai acontecer em breve. Quando o castelo económico de cartão vier para baixo, vocês de Esquerda nem com um sapato ficam.

18. Anti-esquerda: Claro que condeno este crime brutal, mas num sentido mais amplo ele estava certo!

Estas são apenas amostras, pois nos sites originais há muito mais. Mas já dá uma ideia.


A verdadeira tragédia do povo hebreu

A ideia de que os israelitas são monstros?
Não: a ideia de que o regime nazista no qual vivem conseguiu condicionar a mente deles, ao ponto de terem abandonado os princípios básicos que deveriam ser património de qualquer ser humano.

O regime de Tel Avive conseguiu instalar o ódio, ódio contra todos: Muçulmanos, Europeus, sem distinção.
Aos olhos do hebreus, os Muçulmanos não passam de criminais e os Europeus são todos anti-semitas. Seria interessante saber o que pensam dos outros também.

A mistura explosiva da religião com a política criou uma sociedade que vive no ódio, que concebe a guerra como única forma de sobrevivência. Não são bestas, são pessoas como nós, apenas crescidos no seio duma sociedade que tem dois pilares inabaláveis:
  1. fomos escolhidos por Deus
  2. todos odeiam o nosso País

Estas duas simples considerações, repetidas ao longo da vida toda, conseguem justificar tudo. Cúmplice o apoio dos hebreus americanos, criaram uma sociedade que entende a guerra como um estado natural e perpétuo, uma infinita cruzada contra os "outros". Que são todos maus (pois, ainda uma vez, nós somos o Bem).

Temos que odiar o povo hebreu?
Acho que isso seria um erro. Aliás, "o" erro. Significaria entrar no mesmo jogo, o jogo não de israel mas da classe política, militar e religiosa de israel.

Temos de distinguir entre o estado de israel e o Povo Hebraico. Temos de entender o que significa nascer, crescer, viver num regime que não deixa alternativas, que tenta de qualquer forma (com a política, com a religião, com o controle dos media) "construir" cidadãos à medida das próprias exigências.

Temos, isso sim, de sentir pena, juntamente à esperança de que cedo o povo israelita possa livrar-se e encontrar um novo rumo.

E podemos também aprender algo: aprender que quem gere o poder pode não apenas controlar a política ou a economia, mas até moldar os pensamentos dum povo. É um trabalho que demora, lento, mas que resulta.

E atenção: ninguém é imune.


Ipse dixit.

Fontes: InformationClearingHouse
Artigos em língua original: Ynet, NRG,

12 comentários:

  1. Anónimo29.7.11

    Nossa, isso é perturbador.

    Max!
    O blog anda pegando fogo ultimamente!
    Quantos assuntos polêmicos!
    hehehe

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  2. Pois é Max... tornou-se num verdadeiro guerreiro espiritual!
    A ignorância é o sofrimento e a miséria dos povos, embora muitos subreptíciamente nos levem a crer o contrário... exemplo?! Religiões dogmáticas e monoteítas, que se reservaram a si próprias e ás elites o verdadeiro conhecimento, pondo-o em prática para satisfazer os seus próprios interesses. Por isso dizem que o Conhecimento é o fruto proibido. Mas como disse no comentário no post sobre Jesus, temos uma nova Ordem de Mestres, que espalham esse Conhecimento pelo Mundo e cada vez têm mais adeptos.
    O blogue tem de pegar fogo... é do debate de ideias que nasce a Luz. Não o debate da ignorância, mas o debate pelo bem do colectivo.
    Estamos numa Era conturbada... e foi numa Era assim conturbada, que apareceu Jesus... que apareceu Luther King, que apareceu Ghandi.
    Lembram-se que Moisés desceu da Montanha e encontrou os hebreus adorando o bezerro de ouro? É... parece a Lei do Eterno Retorno... a História sempre a repetir-se.
    Siga o meu raciocínio... nada se perde, tudo se transforma.
    Quem sabe, tem de estar mais alerta do que nuncaa!
    Muito bom post Max. Há que alertar o mais possível.

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  3. Se virem este filme, que embora longo nos mostra uma realidade contundente e confirma o ponto de vista deste post, ficam elucidados. Para além de ter chorado, fiquei perplexa com a maldade das elites israelitas! Isto é de outro Planeta!!! O filme foi feito por um israelita.

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  4. Onde esse povo vai parar...

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  5. Bom, acho que temos que ter pena mesmo, mas existem muitos outros povos que nasceram no seio da guerra e nem por isso eles são "manés" como estes dos comentários destacados. Iuguslavos, africanos, entre muçulmanos e não-muçulmanos, etc...
    Acho que os israelitas são uma mistura de um povo sofrido + dinheiro.

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  6. Anónimo29.7.11

    Max, isto infelizmente é mais um fruto daqueles por trás da cortina.

    Veja:

    http://www.youtube.com/watch?v=4RbVtmO_WZg&feature=related

    http://www.youtube.com/watch?v=_I5LBScBCIY

    (estão divididos em partes, recomendo olhar todas as partes!)

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  7. maria30.7.11

    olá Max:no caso dos judeus que vivem em Israel, me parece que seria oprtuna uma pesquisa sobre os métodos pedagógicos empregados naquele território, desde os kibuts. Penso que lançaria luz sobre o tamanho sucesso dos mesmos que faz com que sua história recente seja totalmente obnubilada. Ao ponto de desconhecerem e/ou rejeitarem fatos claros como céu de brigadeiro, tais como: as vítimas judias do holocausto foram, em sua maioria, judeus POBRES. Os dotados de riqueza econômica e cultural foram todos poupados e inclusive culpados pelo sofrimento dos "descartáveis" antes pela aus~encia de qualquer tipo de auxílio, durante pela entrega deliberada dos "irmãos" as iniciativas nazistas e depois pela tomada de posse das propriedades dos já extintos.Ora, se os judeos e os não judeos também, têm
    dificuldade de entender até isso, como vão entender que novamente são massa de manobra dos milionários entre os seus que dominam pelo poder econômico financeiro tanto a população judia como a não judia no ocidente?
    Acordar a população judia pobre do mundo seria talvez um dos melhores trabalhos de insurreição contra a ordem vigente no ocidente que poderia ser feito. Alguem aí gostaria de comentar ou discordar acerca disso? Obrigada por qualquer manifestação que me faça rever ou melhor definir êste meu pensamento.

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  8. pai natal30.7.11

    Já ouvi dizer que esse tal deus que os escolheu eram na verdade extraterrestres, bastante similares a nós, que pelos vistos os escolheram... (para liderar a nova ordem mundial?)

    tambem já li algures que uma das 12 tribos de israel se instalou onde é hoje a inglaterra. por alguma a alemanha, onde nasceram os illuminati, tive tanta vontade de se apoderar desse pais, e conseguiram.

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  9. pai natal30.7.11

    *por alguma razão

    *teve

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  10. Yaweh, Alah, God, onde estás que não te manifestas? Quantos absurdos temos -neste pequeno pedregulho que nos suporta iluminado por esta pequena estrela no centro deste pequeno sistema, chamado solar- cometido em teus mais variados nomes? Porque apenas alguns foram por ti os escolhidos? Disseste que todos nós, os excluídos, éramos idólatras, devorávamos a carne de nossos semelhantes, tal qual canibais. Endureceste o coração do Faraó, assim como, dos inimigos do teu povo e assim deste as desculpas necessárias para a prática de genocídios em teu nome. Contra um de teus ensinamentos (NÃO MATARÁS), mandaste teu povo praticar a limpeza a fio de espada, sem deixar vestígios dos ímpios. Pelos pecados praticados pela tua criação, puniste à todos os seres viventes com as águas de 40 dias. Separaste os homens em línguas, as mais variadas, para torná-los estrangeiros e desconhecidos. Inimigos. Apareceste para uns como Yaweh, para outros como Deus, para outros ainda, como Alah. Por fim, todos lutaram contra ti e contra tuas escolhas. Seguiste à frente de exércitos, combateste teus inimigos e impingiste mortes. Há seis mil anos seguimos tuas ordenanças, de forma titubeante sim, mas dentro da tua formatação, e ainda continuamos perdidos, sem saber que tu queres. Tudo de desigual nos é inamistoso: a cor da pele, o credo, a língua, as vestes... Somos, ou não, todos teus filhos? Se assim somos, que espera destes?

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  11. Anónimo30.7.11

    Filhos de ENKI.
    Escravos de ENLIL.

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  12. Anónimo2.8.11

    Maria,
    tens toda razão.

    As maiores vítimas do holocausto foram judeus pobres. Mas não podemos esquecer desta real história, não foram só judeus, foram todos os prisioneiros e desertores de guerra.
    A guerra foi mais um jogo ou plano para a criação de uma terra natal dos misteriosos e controversos judeus. Que, insinuam e denunciam as milhares de mortes de seu povo nas câmaras de gás nazistas. O problema é que ha muita controversa quanto estas camaras de gás, não posso falar mais que isto, pois tenho receio de que possam me interpretar da forma errada, sendo apenas minha opinião com base em leituras. É preciso pesquisar as origens por trás do partido nazista, Hitler, seus apoiadores e parceiros financeiros para se ter uma idéia da inacreditável história que foi construída. É necessário também pesquisar o modo com que os ricos judeus deixaram a economia da Alemanha pouco antes da guerra.

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