21 setembro 2011

Atentado ou boicote? A Apocalipse informática

Horror, desgraça, sofrimento.
E Apocalipse também.

O computador pifou, atingido por um pedaço de cometa (Elenin?) ou atacado pelas forças do Mal (os agentes da Nova Ordem Mundial?), ainda não sei.

Leonardo tentou intervir, mas afinal disse: "Bau". Que significa: "O computador pifou. A propósito, ainda há uma daquelas salsichas alemãs?".

Por isso agora estou com o computador de Guida (pois Leo não quis emprestar o dele, "Nada de salsicha, nada de computador" acrescentou).

O problema é que o pc de Guida é...computador de mulher :) Pequeno, com teclas pequenas, ecrã pequeno, rato pequeno (sério!)...para escrever "Olá" preciso dum palito para acertar nas teclas.

Mesmo assim, eis o menu do dia: Asteroides, Economia e Grandes Perguntas.


Asteróides

Ontem houve um alinhamento planetário, uma daquelas coisas que sabemos produzir efeitos devastadores nas nossas vidas: Terra, Vênus e Elenin. Resultado: ontem um fortíssimo terremoto de grau 5.3 em Vanatu (mas onde fica isso?), hoje já 5.2 no Japão.
Cheira-me a Armageddon.

Em vez destas inutilidades, aconselho seguir o trabalho do amigo Mário Nunes no seu Kafe Kultura: isso para perceber que de facto podemos ser atingidos por alguma coisa, mas não Elenin. Outros parecem ser os perigos que podem chegar do espaço.

Aconselho em particular o post Brincando com cometas, com o qual podemos ter acesso às simulações online da Nasa e observar a trajectória do simpático asteróide 2005 YU55.

Economia

As Bolsas não sabem que fazer. Ontem o rating de Italia foi baixado (justamente) mas não foi uma surpresa; o que preocupa mais é a Grécia que, lembramos, tem dinheiro até Outubro e nada mais.

Entra em falência? Não Entra? Na verdade Atenas entrou em falência há mais de um ano, desde então está ligada às máquinas.

Opinião pessoal: é questão de pouco até tornar oficial uma morte já antiga. Posso estar enganado, mas não vejo um grande futuro da Atenas na União Européia. E que se cuide Lisboa, pois uma vez aberta a porta a Grécia pode não ser a única a travessa-la...

Entretanto, o European Council on Foreing Relations (ECFR), afirma:
A China está a aproveitar-se da sua força económica e da fraqueza europeia para comprar a Europa e está dividir as nações européias.
Ohhhh...quem diria...

Há cinco anos, o investimento directo total da China na Europa atingiu 1,3 mil milhões de dólares (cerca de 951 milhões de euros). Entre Outubro de 2010 e Março de 2011, as empresas e os bancos chineses investiram 64 mil milhões (aproximadamente 46,9 mil milhões de euros) em operações financeiras como fusões e aquisições de empresas.
Este valor equivale a mais de metade do total do investimento directo da China na Europa desde 2008.

Ohhhhh...fico pasmado...

O Council poderia ter lembrado que a China avança também na América do Norte (com a maior fatia da dívida de Washington em Pequim), na África (com implementação de empresas, "ajudas" aos Países em dificuldade e aquisição de terras), na América do Sul (aquisições e parcerias): pois o único continente que não está a ser comprado pelo Chineses parece ser a Antártica.
Por enquanto.

Mas vamos em frente.
Soluções? Sim, há:
Os Europeus não devem culpar a China por aproveitar a oportunidade de expandir a sua influência económica dentro da Europa [...] nem devem recorrer ao proteccionismo.
Proteccionismo? Não, não , não: mercados abertos, aliás, um único grande mercado, sem fronteiras, sem Estados.

E que tal um único grande Estado com um único grande governo e um único grande mercado?
Devem, antes, unir-se em torno dos seus interesses colectivos”, de modo a que “as empresas europeias possam competir na China da mesma maneira que as companhias chinesas competem na Europa
A China: um único grande País, um único grande mercado e salários de fome. Eis encontrada a solução. Que, a bem ver, pode funcionar em todos os outros continentes, como nas Américas por exemplo.

Grandes perguntas

E os Holandeses perguntam: onde está o nosso ouro?
O Partido Socialista apresentou 10 perguntas ao Ministro do Tesouro, as seguintes:
  1. O Banco Central holandês emprestou parte o seu ouro? Em caso afirmativo, quanto e para quem? 
  2. Porquê o ouro e os empréstimos de ouro estão na mesma linha do relatório anual de 2010, em vez de ser mencionados em duas partes distintas? 
  3. É possível ter uma visão geral dos juros anuais recebidos para o empréstimo de ouro nos últimos anos? 
  4. Onde está o ouro físico no HCB [Banco Central Holandês, NDT]? Em que lugares? Qual é a razão pela qual o ouro ainda está nestes lugares? 
  5. Qual foi a principal razão pela qual o HCB vendeu ouro no passado? O custo de armazenamento é uma das razões? Qual é o custo real de armazenamento? 
  6. É possível confirmar que desde 1991 foram vendidas 1,1 mil toneladas das 1.700 possuídas? A indicação do jornalista Pedro de Waard, segundo o qual houve uma perda de 30 bilhões de Euros por causa dessas vendas históricas, está correta? Se não, qual o total exato? 
  7. Quanta parte da dívida nacional foi paga com as vendas de ouro nos últimos 20 anos? A sustentabilidade da dívida nacional melhorou com a venda do ouro e ao mesmo tempo pagando a dívida? 
  8. Qual a função atual da reserva de ouro? 
  9. Qual é a relação entre o tamanho de mercado dos estoques de ouro e o mercado dos derivativos do ouro? 
  10. É possível confirmar que, recentemente, algumas Nações aumentaram a quantidade de ouro físico na própria posse? Como explicar esse fenômeno?
E agora volto a chorar as minhas desgraças informáticas...


Ipse dixt.

6 comentários:

  1. Em uma comparação tosca, a Grécia seria como o Bernie no filme Weekend at Bernie´s (BR: Um Morto Muito Louco / PT: Fim-de-Semana com o Morto), e os caras que ficam fingindo que ele tá vivo seriam o FMI e o BCE...

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  2. Max penso que este artigo deveria ser divulgado, mas vou extrair uns excertos:

    Como antecipado desde Novembro de 2010 pelo LEAP/E2020, e reiterado várias vezes até Junho de 2011, o segundo semestre de 2011 começou por uma recaída brutal e gigantesca da crise. Cerca de US$10 milhões de milhões dos 15 milhões de milhões de activos fantasmas anunciados no GEAB nº 56 já desapareceram como fumo. O resto (e provavelmente muito mais) vai desvanecer-se no decorrer do 4º trimestre de 2011 que será marcado por aquilo que a nossa equipe chama de "fusão implosiva dos activos financeiros mundiais". São os dois principais centros financeiros mundiais, Wall Street em Nova York e a City em Londres, que vão ser os "reactores privilegiados" desta fusão. E, tal como previsto pelo LEAP/E2020 desde há vários meses, é a solução dos problemas da dívida pública de certos Estados da Eurolândia que vai permitir que esta reacção atinja sua massa crítica, após a qual nada mais será controlável. Mas é nos Estados Unidos que se encontra o essencial do combustível que vai alimentar a reacção e transformá-la em choque planetário real [1] . Desde Julho de 2011 não fizemos senão encetar o processo que conduz a esta situação: o pior portanto está diante de nós e muito próximo!

    Neste comunicado público do GEAB nº 57 escolhemos abordar muito directamente a imensa operação de manipulação que está organizada em torno da crise grega e do Euro [2] , descrevendo sempre a sua ligação directa com o processo de fusão implosiva dos activos financeiros mundiais. Igualmente, neste GEAB nº 57, o LEAP/E2020 apresenta suas antecipações do mercado do ouro para o período 2012-2014 assim como suas análises sobre o neo-proteccionismo que se vai por em acção a partir do fim de 2012. Além das nossas recomendações mensais sobre a Suíça e o Franco suíço, o imobiliário e os mercados financeiros, apresentamos igualmente nossos conselhos estratégicos destinados aos dirigentes do G20 a menos de dois meses da cimeira do G20 que haverá em Cannes.

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  3. Crise grega e Euro: estado da vasta operação de manipulação em curso

    Mas retornemos pois à Grécia e àquilo que começa a ser um "antigo cenário muito repetitivo" [3] , o qual já explicámos que retorna à frente da cena mediática cada vez que Washington e Londres entram em graves dificuldades [4] . Então, como por acaso, o Verão foi catastrófico para os Estados Unidos que a partir daí entraram em recessão [5] , que viram a sua classificação financeira degradada (um acontecimento que há apenas seis meses a totalidade dos "peritos" considerava impensável) e que expôs ao mundo espantado o estado de paralisia geral do seu sistema político [6] , estando sempre incapazes de por em acção a menor medida séria de redução dos seus défices [7] . Paralelamente, o Reino Unido afunda-se na depressão [8] com tumultos de uma rara violência, uma política de austeridade que fracassa dominar os défices orçamentais [9] mergulhando o país numa crise social sem precedentes [10] e uma coligação no poder que já não sabe sequer porque governa juntamente com o pano de fundo do escândalo do conluio entre líderes políticos e o império Murdoch. Não há dúvida, num tal contexto, tudo estava maduro para um relançamento pelos media da crise grega e o seu corolário, o fim do Euro!(...)

    Recordamos com efeito que o que aterroriza a Wall Street e a City são os ensinamentos que os dirigentes e os povos europeus estão em vias de extrair destes três anos de crise e de soluções ineficazes que foram aplicadas. A natureza da Eurolândia cria um espaço de discussão sem equivalente no seio das elites e das opiniões públicas americanas e britânicas. E é exactamente isso que aborrece a Wall Street e a City, que procuram sistematicamente matar este espaço de discussão, seja tentando mergulhá-lo no pânico com anúncios sobre o fim do Euro, por exemplo, seja reduzindo-o a uma perda de tempo e fazendo disso uma prova da ineficácia da Eurolândia, da sua inaptidão para resolver a crise. O que é o cúmulo quando se tem em conta a paralisia completa que prevalece em Washington. [NR]

    No entanto, é realmente este espaço de discussão que permite aos eurolandeses avançar no caminho de uma solução durável para a crise actual. Este espaço de discussão faz parte integrante da construção europeia ou das visões contraditórias dos métodos e das soluções que se confrontam antes de finalmente chegar a um compromisso (e este é o caso como o provam as decisões muito importantes tomadas desde Maio de 2010). Amplia-se assim o debate a uma multidão de actores, vindos de 17 países diferentes, de várias instituições comuns, e ele está ancorado nos debates de 17 opiniões públicas [21] . Ora, é do confronto de ideias que emana a luz: da confrontação brutal das ideias, o filósofo grego Heráclito dizia há 2500 anos, "alguns fazem-se deuses, alguns fazem-se homens, alguns fazem-se escravos, alguns fazem-se homens livres". Os cidadãos da Eurolândia recusam que esta crise os transforme em escravos e é para isso que os actuais debates intra-europeus são necessários e úteis. Em três anos, entre 2008 e 2011, eles permitiram nomeadamente duas coisas essenciais para o futuro:(...)
    Continua Aqui

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  4. UHAUHAUAHUAHA Muito bom por sinal Tony! o filme lógico...

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  5. Daniela21.9.11

    Querido Max, me divirto com seus comentários apocalipticos, ahahah, mas quero saber sua opinião sobre comentários e post sobre o simpático Obama estar em Denver dia 27 de setembro, quando ocorrerá,outro alinhamento....Dizem que tem um tal Defecon 1,prontidão e que todos parlamentares estarão de licença ou ¨férias¨de 25 a 10 de outubro, de vários países. E em Denver tem um bunker, lugar para se proteger, por isso Obama e cúpula estarão por lá..O que achas disso tudo???Abraços e obrigada.

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  6. Anónimo22.9.11

    Max e amigos,

    Deixem suas aflições de lado, eis que do horizonte surge a cavalaria que combaterá o inimigo, não o pele vermelha, mas os Bilderberg, o Foreign quaquer coisa, os Trilaterais, etc., etc... Trata-se dos mocinhos que vieram livrar o planeta do plano depopulacional da canalha. O nome é bem sugestivo, pomposo: WHITE DRAGON SOCIETY.

    Agora durmo sossegado. Os caras destruíram os bunkers em Denver e em Washington (explosões nucleares). Daniela, daí o Defcon 1 e a visita do Obama à Denver: análise dos estragos.

    Dizem que Barak ficou irritadíssimo quando soube que as explosões destruíram o canil/cápsula de sobrevivência do seu cachorro português. Os russos acusam ataque de falsa bandeira, perpetrado por pittbulls enciumados.

    Bom Max, por esta, tenho que te dar crédito quando afirmas que tem gente fazendo desserviço à causa na rede.

    Até.
    Walner.

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