22 setembro 2011

Geab nº 57: A tempestade perfeita

Desta vez, em vez de traduzir, copio.
Este Geab nº 57 encontra-se no blog Prova Final, que agradeço pelo empréstimo.

Interessante? Sim, sem dúvida.
Com alguns "mas".

Eis a tradução:

4º trimestre 2011: Fusão implosiva dos activos financeiros mundiais
Como antecipado desde Novembro de 2010 pelo LEAP/E2020, e reiterado várias vezes até Junho de 2011, o segundo semestre de 2011 começou por uma recaída brutal e gigantesca da crise. Cerca de 10 milhões de milhões dos 15 milhões de milhões de Dólares de activos fantasmas anunciados no GEAB nº 56 já desapareceram como fumo.

O resto (e provavelmente muito mais) vai desvanecer-se no decorrer do 4º trimestre de 2011 que será marcado por aquilo que a nossa equipe chama de “fusão implosiva dos activos financeiros mundiais”.

São os dois principais centros financeiros mundiais, Wall Street em New York e a City em Londres, que vão ser os “reactores privilegiados” desta fusão. E, tal como previsto pelo LEAP/E2020 desde há vários meses, é a solução dos problemas da dívida pública de certos Estados da Eurolândia que vai permitir que esta reacção atinja a sua massa crítica, após a qual nada mais será controlável.


Mas é nos Estados Unidos que se encontra o essencial do combustível que vai alimentar a reacção e transformá-la em choque planetário real . Desde Julho de 2011 não fizemos senão encetar o processo que conduz a esta situação: o pior portanto está diante de nós e muito próximo!

Neste comunicado público do GEAB nº 57 escolhemos abordar muito directamente a imensa operação de manipulação que está organizada em torno da crise grega e do Euro [2] , descrevendo sempre a sua ligação directa com o processo de fusão implosiva dos activos financeiros mundiais.
Igualmente, neste GEAB nº 57, o LEAP/E2020 apresenta suas antecipações do mercado do ouro para o período 2012-2014 assim como suas análises sobre o neo-proteccionismo que se vai por em acção a partir do fim de 2012.

Além das nossas recomendações mensais sobre a Suíça e o Franco suíço, o imobiliário e os mercados financeiros, apresentamos igualmente nossos conselhos estratégicos destinados aos dirigentes do G20 a menos de dois meses da cimeira do G20 que haverá em Cannes.


Crise grega e Euro:
Estado da vasta operação de manipulação em curso

Mas retornemos pois à Grécia e aquilo que começa a ser um “antigo cenário muito repetitivo”, o qual já explicámos que retorna à frente da cena mediática cada vez que Washington e Londres entram em graves dificuldades .

Então, como por acaso, o Verão foi catastrófico para os Estados Unidos que a partir daí entraram em recessão , que viram a sua classificação financeira degradada (um acontecimento que há apenas seis meses a totalidade dos “peritos” considerava impensável) e que expôs ao mundo espantado o estado de paralisia geral do seu sistema político , estando sempre incapazes de por em acção a menor medida séria de redução dos seus défices .

Paralelamente, o Reino Unido afunda-se na depressão com tumultos de uma rara violência, uma política de austeridade que fracassa dominar os défices orçamentais mergulhando o país numa crise social sem precedentes e uma coligação no poder que já não sabe sequer porque governa juntamente com o pano de fundo do escândalo do conluio entre líderes políticos e o império Murdoch.

Não há dúvida, num tal contexto, tudo estava maduro para um relançamento pelos media da crise grega e o seu corolário, o fim do Euro!

Se o LEAP/E2020 tivesse de resumir o cenário à “moda de Hollywood” ou da “FoxNews” obter-se-ia a seguinte sinopse: “Enquanto o iceberg EUA está em vias de chocar-se com o Titanic, a tripulação treina os passageiros na busca de perigosos terroristas gregos que teriam colocado bombas a bordo!”.

Em termos de propaganda, a receita é bem conhecida: consiste em fazer diversionismos para permitir primeiro salvar os passageiros que se quer (as elites informadas que sabem muito bem que não há terroristas gregos a bordo) uma vez que nem todos poderão ser salvos; e a seguir mascarar o mais longo tempo possível a verdadeira natureza do problema para evitar uma revolta a bordo (inclusive de uma parte da tripulação que acredita existirem realmente bombas a bordo).

Para concentração nas questões de fundo, deve-se sublinhar que os “promotores” de uma crise grega que seria fatal para o Euro passam o seu tempo a repetir isso desde há cerca de dois anos sem que qualquer que seja das suas previsões se realize (pondo de parte continuar a falar do assunto).

Os factos são teimosos: apesar desta fúria mediática que teria arrastado numerosas economias ou moedas, o Euro é estável, a Eurolândia deu passos de gigante em matéria de integração e prepara-se para transpor novas etapas ainda mais espectaculares , os Países emergentes continuam a diversificar-se para fora dos Títulos do Tesouro dos EUA e a comprar dívidas da Eurolândia e a saída da Grécia da zona Euro continua sempre totalmente inconcebível excepto nos artigos dos media anglo-saxónicos cujos autores em geral não têm a menor ideia do funcionamento da UE e menos ainda das tendências fortes que a animam.

Agora a nossa equipa nada pode fazer em relação àqueles que querem continuar a perder dinheiro apostando num afundamento do Euro, numa paridade Euro-Dólar ou numa saída da Grécia da Eurolândia .

Os mesmos tiveram de despender muito dinheiro para se prevenirem contra a chamada “epidemia mundial da gripe H1N1″ que peritos, políticos e medias de todo género “venderam” durante meses às populações mundiais e que se verificou ser uma enorme mascarada alimentada em parte pelos laboratórios farmacêuticos e cliques de peritos às suas ordens.

O resto, como sempre, é auto-alimentado pela falta de reflexão, pelo sensacionalismo e pelo conformismo dos media dominantes. No caso da crise Euro-grega, o cenário é análogo, com a Wall Street e a City nos papel dos laboratórios farmacêuticos.

 Recordamos com efeito que o que aterroriza a Wall Street e a City são os ensinamentos que os dirigentes e os povos europeus estão em vias de extrair destes três anos de crise e de soluções ineficazes que foram aplicadas. A natureza da Eurolândia cria um espaço de discussão sem equivalente no seio das elites e das opiniões públicas americanas e britânicas.

E é exactamente isso que aborrece a Wall Street e a City, que procuram sistematicamente matar este espaço de discussão, seja tentando mergulhá-lo no pânico com anúncios sobre o fim do Euro, por exemplo, seja reduzindo-o a uma perda de tempo e fazendo disso uma prova da ineficácia da Eurolândia, da sua inaptidão para resolver a crise. O que é o cúmulo quando se tem em conta a paralisia completa que prevalece em Washington.

No entanto, é realmente este espaço de discussão que permite aos eurolandeses avançar no caminho de uma solução durável para a crise actual. Este espaço de discussão faz parte integrante da construção europeia ou das visões contraditórias dos métodos e das soluções que se confrontam antes de finalmente chegar a um compromisso (e este é o caso como o provam as decisões muito importantes tomadas desde Maio de 2010).

Amplia-se assim o debate a uma multidão de actores, vindos de 17 Países diferentes, de várias instituições comuns, e ele está ancorado nos debates de 17 opiniões públicas. Ora, é do confronto de ideias que emana a luz: da confrontação brutal das ideias, o filósofo grego Heráclito dizia há 2500 anos, “alguns fazem-se deuses, alguns fazem-se homens, alguns fazem-se escravos, alguns fazem-se homens livres”.
Os cidadãos da Eurolândia recusam que esta crise os transforme em escravos e é para isso que os actuais debates intra-europeus são necessários e úteis.

Em três anos, entre 2008 e 2011, eles permitiram nomeadamente duas coisas essenciais para o futuro:
relançaram a integração europeia em torno da Eurolândia e colocaram-na doravante numa trajectória de integração acelerada.

A nossa equipa antecipa doravante uma forte relançamento da Europa política a partir do fim de 2012 (análogo à dos anos 1984-1985) com, nomeadamente, um tratado de integração política da Eurolândia que será submetido a um referendo trans-Eurolândia daqui até 2015.

Permitiram a emergência progressiva de duas ideias simples mas muito fortes: salvar os bancos privados de nada serve para resolver a crise é necessário que os mercados (ou seja, essencialmente os grandes operadores financeiros da Wall Street e da City) assumam integralmente os seus riscos, sem mais garantias por parte dos Estados.
Hoje, estas duas ideias são o cerne de um debate eurolandês, tanto na opinião pública como nas elites … e elas ganham terreno a cada dia. É isso que provoca o medo da Wall Street e da City e dos grandes operadores financeiros privados.

É esta a mecha já bem gasta que vai desencadear a fusão implosiva dos activos financeiros mundiais no 4º trimestre (naturalmente, no contexto dominante da recessão estado-unidense e da sua incapacidade de reduzir os défices públicos).

Se os mercados começam a antecipar um desconto de 50% nos títulos gregos ou espanhóis é porque sentem muito bem a direcção que tomam os acontecimentos na Eurolândia. Para o LEAP/E2020, não há qualquer dúvida de que os espíritos estão maduros, um pouco por toda parte na Eurolândia, para se orientarem em direcção a uma contribuição de 50%, ou até mais, dos credores privados a fim de resolver os futuros problemas de endividamento público.

Isto é um problema para os bancos europeus, sem dúvida, mas ele será gerido para garantir os poupadores. Os accionistas vão ter de assumir plenamente a sua responsabilidade: isto é certamente o fundamento do capitalismo!

A Wall Street e a City, e os seus porta-vozes mediáticos, desejariam desesperadamente que este debate não se verificasse, que fosse encerrado pelo pânico, que os governantes fossem obrigados a ouvir seus “peritos” que lhes asseguram que o único meio é continuar a recapitalizar os bancos, a inundá-los de liquidez… como se passa em Washington e Londres.

Dois países onde os estabelecimentos financeiros manipulam a seu belo prazer os governos.
 

O combate faz estrondo igualmente em torno do BCE como havíamos mencionado no GEAB anterior: a nomeação de Mario Draghi, antigo responsável da Goldman Sachs, a demissão de Jurgend Stark, … reflectem estas tentativas de por Frankfort sob a mesma tutela de Londres e Washington.

Mas elas estão condenadas antecipadamente pelo facto mesmo deste espaço aberto, estruturalmente inscrito na construção europeia, onde as discussões são alimentadas pelo fracasso das políticas de 2008 e a irrupção crescente das opiniões públicas no debate. “Chi va piano va sano e va sano e va lontano” dizem os Italianos.

Esta crise é de amplitude histórica como temos recordado desde Fevereiro de 2006. As medidas a tomar para atravessá-la da melhor maneira e sair mais fortes (homens livres e não escravos para retomar Heráclito) exigem portanto debates sérios e profundos… portanto tempo. E tempo gasto pelos eurolandeses é dinheiro perdido para os mercados … o que explica os seus temores. O LEAP/E2020 pensa naturalmente que também é preciso agir e desde Maio de 2010 temos sublinhado que as acções empreendidas na Eurolândia eram de uma amplitude sem precedente na história europeia recente.

E consideramos que é preciso dar tempo ao segundo plano de ajuda à Grécia para se por em marcha. Quanto ao resto, sabemos também que os actuais dirigentes na sua maior parte estão em “fim de rota” e que é preciso esperar os meados de 2012 para assistir a uma nova grande aceleração da integração da Eurolândia.

Durante este tempo, com US$340 mil milhões a encontrar em 2012 para se refinanciar, os bancos europeus e americanos vão continuar a matarem-se entre si tentando sempre manter a situação pré crise que lhes assegurava um apoio ilimitado dos bancos centrais. Para a Eurolândia, eles arriscam-se a ter uma surpresa muito má. 


 O 4º trimestre de 2011 marca o fim dos dois paradigmas chave do mundo anterior à crise

Assim, a fusão implosiva do 4º trimestre vai resultar do encontro entre duas novas realidades que contradizem duas condições fundamentais de existência do mundo anterior à crise:
  • uma, nascida na Europa, consiste em rejeitar doravante a ideia de que os operadores financeiros privados, de que a Wall Street e a City são a encarnação por excelência, não são plenamente responsáveis pelos riscos que assumem. Ora, desde há várias décadas, esta era a ideia dominante que alimentou o formidável desenvolvimento da economia financeira: “Cara eu ganho, coroa tu me salvas”. A própria existência dos grandes bancos e seguradoras ocidentais tornou-se intrinsecamente ligada a esta certeza. Os balanços dos grandes actores da Wall Street e da City (e de numerosos grandes bancos da Eurolândia e do Japão) são incapazes de resistir a esta formidável mudança de paradigma.
  • a outra, gerada nos Estados Unidos, é o fim reconhecido do motor estado-unidense do crescimento mundial num fundo de paralisia política completa do país que de facto vai terminar o ano de 2011 tal como a Grécia terminou o ano de 2009: o mundo descobre pouco a pouco que o país tem uma dívida que já não é capaz de assumir, que seus credores não querem mais emprestar e que sua economia é incapaz de enfrentar uma austeridade significativa sem mergulhar numa profunda depressão.

De certa maneira, a analogia pode ir mais longe: assim como a UE e os bancos, de 1982 a 2009, emprestaram generosamente à Grécia … e sem lhe pedir contas seriamente, no mesmo período o mundo emprestou generosamente aos Estados Unidos acreditando na palavra dos seus dirigentes quanto ao estado da economia e das finanças do país.

E em ambos os casos, o dinheiro foi dissipado em booms imobiliários sem futuro, em políticas de clientelismo dispendiosas (nos Estados Unidos, o clientelismo, está na Wall Street, na indústria petrolífera, nos operadores de saúde), em despesas militares improdutivas. E em ambos os casos, todo o mundo descobre que não se pode em alguns trimestres reparar décadas de inconsciência.


A “perfeita tempestade” político-financeira
dos EUA de Novembro de 2011

Assim, em Novembro de 2011 prepara-se nos Estados Unidos uma “perfeita tempestade” político-financeira que fará com que os problemas do Verão pareçam-se a uma ligeira brisa do mar.

Os seis elementos da futura crise já estão reunidos:
  • o “supercomité” encarregado de decidir cortes orçamentais para os quais não houve qualquer acordo neste Verão verificará ser incapaz de resolver as tensões entre os dois partidos
  • o automatismo dos cortes orçamentais que supostamente vai ser executado sem acordo implicará uma crise política de grande magnitude em Washington e tensões crescentes nomeadamente com os militares e os beneficiários das ajudas sociais. Ao mesmo tempo, este “automatismo” (uma verdadeira abdicação do poder decisional por parte do Congresso e da Presidência dos Estados Unidos) gerará grandes perturbações no funcionamento do aparelho de Estado.
  • as outras grandes agências de classificação juntar-se-ão à S&P na degradação da classificação dos EUA e a diversificação para fora dos Títulos do Tesouro estado-unidenses será acelerada, sabendo que os Estados Unidos doravante dependem essencialmente de financiamento a curto prazo.
  • a incapacidade do Fed em fazer outra coisa senão falar e manipular as bolsas ou os preços do combustível nos Estados Unidos daqui em diante torna impossível qualquer “salvamento” de último minuto.
  • no decurso dos próximos três meses, o défice público dos EUA vai aumentar consideravelmente pois as receitas fiscais actualmente já estão em vias de afundar-se sob o efeito da recaída em recessão. Isto equivale a dizer que o tecto de endividamento acrescido votado há algumas semanas será atingido muito antes das eleições de Novembro de 2012… e isto é uma informação que se vai difundir como um rastilho de pólvora no 4º trimestre de 2011 … reforçando todos os temores dos investidores de verem os Estados Unidos seguirem o exemplo da Eurolândia para a Grécia e obrigarem seus credores a assumir perdas pesadas.
  • o novo plano de Barack Obama em matéria de luta contra o desemprego não terá qualquer efeito significativo. Por um lado, ele não está à altura do desafio e não pode por isso mobilizar as energias do país; e por outro, ele vai ser despedaçado pelos republicanos que não conservarão senão as reduções de impostos … cujo resultado único será aumentar ainda mais o endividamento do país.
Segundo o LEAP/E2020, é portanto a conjunção de todos estes elementos no fim de 2011 que vai desencadear este grande choque financeiro … uma espécie de choque final projectando definitivamente o planeta para fora do mundo anterior à crise.

Mas restará construir o mundo posterior pois vários futuros são possíveis, a partir de 2012. Como antecipa Franck Biancheri no seu livro, o período 2012-2016 constitui uma encruzilhada histórica. Há que tentar não se enganar de caminho!


Considerações

Até aqui o Geab.
Algumas considerações.

O Geab continua fiel à si mesmo, com os mesmo princípios inoxidáveis: Estados Unidos? Uma desgraça. Reino Unido? Um horror. Zona Euro? Um paraíso.

Alguém deveria encontrar o número destes fulanos e ligar: "Senhores do Geab, abram as janelas do vosso escritório, olhem para a rua, vejam o que se passa lá fora".

Porque se os dados macroeconómicos de Washington são péssimos, não é que os europeus sejam tão melhores: Grécia e Portugal estão em recessão, a Zona Euro abranda, até a Alemanha abranda. Onde está este paraíso?

O caso da  Grécia é explorado pelos media anglo-saxónicos para mascarar a crise dos respectivos Países? Sim faz todo sentido, e acredito que assim seja. Mas os media anglo-saxónicos não causaram a crise grega, a Grécia faliu por causa dum sistema podre, o mesmo sistema sobre o qual foi fundado o Euro.

Onde estavam as Mentes Pensantes de Bruxelas quando Atenas falsificava os orçamento com a cumplicidade da Goldman Sachs para poder entrar no Euro?
Onde estavam as Mentes Pensantes quando a Grécia foi "ajudada" pelo Fundo Monetário Internacional (e todos sabemos quem que manda no FMI) com a colaboração do Banco Central Europeu? 
 
Da mesma forma, Portugal não faliu por causa dos media, faliu porque não produz e fica cada vez mais endividado. Também esta é culpa dos media anglo-americanos? Onde estão as Mentes Pensantes agora que Lisboa esvazia o Estado português?

Desejamos falar da Irlanda? Da Espanha? Da Italia? Da Bélgica? Dos bancos da França? Todas vítimas mediáticas?

Qual o sentido de rasgar a roupa pelo desgoto a cada Quentitative Easing de Washington e depois nem falar do que realmente acontece?
 BCE, Federal Reserve e BOJ injectam Dólares na Zona Euro. As instituições de crédito prontas para fornecer liquidez à Europa.
Numa nota, o Banco Central Europeu afirmou que existe um programa pata iontervir com a Federal Reserve americana, a Bank of England, o Banco nacional Suíço e o Banco do Japão para fornecer liquidez em Dólares ao sbancos da Zona Euro com três distintas operações. As operações, com taxa de juro fixa, terão lugar nos dias 12 de Outubro, 9 de Novembro e 7 Dezembro.
Então não percebo. Alguém do Geab pode explicar-me como é que os bancos da saudável e prospera Zona Euro pedem liquidez...a quem? Aos Estados Unidos e ao Reino Unido, os que deveriam estar à beira da extinção.

E o Geab afirma:
salvar os bancos privados de nada serve para resolver a crise é necessário que os mercados (ou seja, essencialmente os grandes operadores financeiros da Wall Street e da City) assumam integralmente os seus riscos, sem mais garantias por parte dos Estados. 

Então , meus amigos, é melhor decidir-se: as Mentes Pensantes de Bruxelas são génios ou não?

Lamento, mas não consigo ver estas grandes diferenças entre o modelo económico americano e o modelo europeu. Ambos estão baseados nos mesmos princípios.
E pensar num Estados Unidos falidos com uma Zona Euro ao mesmo tempo paraíso não faz sentido: o Geab finge de não saber a quem pertencem os bancos europeus, pois estas são as mesmas pessoas que controlam os homólogos americanos.

Os dois sistemas em verdade são apenas um sistema, com as mesmas regras e os mesmos interesses.

Haverá crise, sem dúvida: aliás, já começou a recaída. E a seguir iniciará um período difícil, uma verdadeira "encruzilhada histórica". O que não é mal de todo, pois o actual sistema já mostrou estar em avançado estado de putrefação.

Mas imaginar que esta crise possa ter graves consequências nos Estados Unidos e Reino Unido, deixando incólume o Velho Continente com a sua ridícula moeda, é apenas uma infantilidade.


Ipse dixit.

Fontes: Prova Final, Business Insider

5 comentários:

  1. É verdade Max. Esse último àparte tem tudo de consciente e de lógico. Tinha deixado aí um excerto disto, e o link para que o Max desse a sua interpretação. No site da Resistir.info diz no fim do artigo:

    [NR] Resistir.info publica este artigo para informação dos seus leitores, mas isso não significa um endosso a todo o seu conteúdo. Quanto ao dito "espaço de discussão" junto à opinião pública criado pela UE, os autores parecem de um optimismo delirante — eles parecem muito lúcidos em detectar as mazelas do dólar americano, mas altamente benevolentes em relação às do euro. Deve-se assinalar que o tipo de análise que efectuam evacua as relações de classe no interior da UE. Em relação à Grécia, descartam a possibilidade de vir a ser expulsa da zona euro mas nem sequer afloram a possibilidade de o próprio povo grego optar pela seu afastamento do euro e da UE. O tratamento bárbaro que a UE está a infligir à Grécia – e que agora começa a ser aplicado a Portugal – aponta nesse sentido. Embora os autores neguem que a sua análise seja ideológica, na verdade o seu europeísmo sem banqueiros também é uma posição ideológica...

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  2. Boa tarde pessoal: após algum tempo apenas lendo, opino. O que acontece com o sistema financeiro não é acaso. E todo ele vem sendo manipulado há séculos. É besteira acharmos que começou com o FED ou com o fim do lastro Ouro. Quem manda nos Bancos do mundo todo são os mesmos. E pensar que são os Iluminatis ou obras do Elenim, por exemplo, é mera tolice. Há um plano que vem sendo articulado em todos os níveis para estourar. E seus amos não perderam o controle dele. Tudo está conforme o planejado. Inclusive as falências de suas próprias empresas. Não dá mesmo para perceber? É tão difícil mesmo saber quem são? Eu sei... Quem sabe fica calado. É proibido falar muito. A legislação proíbe. Enquanto isso a massa continua sendo usada para a desestruturação do sistema. Sim, pois o tombo deve ser completo. E os políticos, piada. Todos néscios. Nunca vi tanta ignorância mundial. Somos ovelhas prontas para a tosquia. E depois? Bom, depois a mais pura escravidão. E é isso. Apenas isso. Sem muitas conjecturas torpes.
    PS. Este comentário não tem a intenção de rebater a matéria acima, mas os chatos da Internet que aprendem hoje a somar e querem já dar aulas de Estatísticas, por exemplo. Sobre quem controla o sistema, investiguem. So9bre a massa, seu comportamento animalizado. leiam A Rebelião das Massas, de Ortega Y Gasset.
    Um abraço a todos.
    * Como não fiz correção do texto, desculpe-me por algum erro.

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  3. Anónimo23.9.11

    Caso Fernando Sarney expõe degeneração da “democracia brasileira”
    Qui, 22 de Setembro de 2011 11:11
    Apontado pela Polícia Federal como “chefe de uma organização criminosa” e de cometer crimes de “lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas, tráfico de influencia e caixa dois”, Fernando Sarney foi beneficiado por uma recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, simplesmente, anulou as provas da investigação. E são muitas as provas!
    Na prática o Tribunal pode destruir um trabalho de mais de quatro anos da Policia Federa l(PF). O caso vem provocando indignação geral (inclusive da PF) e colocando STJ sob mira cerrada da opinião pública. Leia, abaixo, matéria publicada nas últimas horas no jornal O Estado de São Paulo.

    O julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que anulou as provas da Operação Boi Barrica tramitou em alta velocidade, driblando a complexidade do caso, sem um pedido de vista e aproveitando a ausência de dois ministros titulares da 6.ª turma. O percurso e o desfecho do julgamento provocam hoje desconforto e desconfiança entre ministros do STJ.

    Uma comparação entre a duração dos processos que levaram à anulação de provas de três grandes operações da Polícia Federal - Satiagraha, Castelo de Areia e Boi Barrica - explica por que ministros do tribunal reservadamente levantam dúvidas sobre o julgamento da semana passada que beneficiou diretamente o principal alvo da investigação: Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP).

    A mesma 6.ª Turma que anulou sem muitas discussões as provas da Operação Boi Barrica levou aproximadamente dois anos para julgar o processo que contestou as provas da Castelo de Areia. A relatora do processo, ministra Maria Thereza de Assis Moura, demorou oito meses para estudar o caso e elaborar seu voto.

    O processo de anulação da Satiagraha tramitou durante um ano e oito meses no STJ. O relator, Adilson Macabu, estudou o processo por cerca de dois meses e meio até levá-lo a julgamento. Nos dois casos, houve pedidos de vista de ministros interessados em analisar melhor o caso.

    O relator do processo contra a Operação Boi Barrica, ministro Sebastião Reis Júnior, demorou apenas seis dias para estudar o processo e elaborar um voto de 54 páginas em que julgou serem ilegais as provas obtidas com a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico dos investigados. E de maneira inusual, dizem ministros do STJ, o processo foi julgado em apenas uma sessão, sem que houvesse nenhuma dúvida ou discordância entre os três ministros que participaram da sessão.

    O caso chegou ao STJ em dezembro de 2010. No dia seguinte, a liminar pedida pelos advogados foi negada pelo então relator do processo, o desembargador convocado Celso Limongi. Em maio deste ano, Limongi deixou o tribunal. Reis Júnior foi empossado em 13 de junho e no dia 16 soube que passaria a ser o responsável pelo processo.

    Apenas três ministros participaram da sessão da 6.ª Turma da semana passada. Um deles foi escolhido de outra turma para completar o quórum e viabilizar o julgamento. Somente Reis Júnior e o desembargador convocado Vasco Della Giustina integravam originalmente a 6.ª Turma.
    http://www.viasdefato.jor.br/

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  4. Anónimo23.9.11

    Dois sois no norte de Portugal?

    http://minhamestria.blogspot.com/2011/09/dois-sois-em-portugal.html#main

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  5. Vitor23.9.11

    Max

    Não compares a Grécia com os EUA e o UK? A divida Grega é uns trocos!

    O GEAB tem razão, estamos a assistir ao evaporamento dos activos falsos, é um momento Histórico!

    Cumprimentos

    Vitor

    ResponderEliminar

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