27 setembro 2011

O jovem Estaline

Simon Sebag Montefiore é um jornalista, escritor inglês de origem hebraica: mas sobretudo é um grande conhecedor da história russa. Em 2004 publicou um livro, Young Stalin (O Jovem Estaline), uma biografia acerca do ditador comunista cujas origens permanecem envolvidas parcialmente no mistério.

E o livro em questão não ajuda a fazer luz, aliás, defende a historiografia oficial; mas, ao mesmo tempo, revela pormenores até hoje bem pouco conhecidos e que aumentam as incertezas acerca de Estaline.

É uma história com demasiados "se" e "mas", por isso tem que ser lida com as precauções do caso. Por enquanto, fica como simples curiosidades, à espera de eventuais confirmações.


O Jovem Estaline

Iosif Vissarionovič Džugašvili; em Russo Иосиф Виссарионович Джугашвили; em Georgiano იოსებ ბესარიონის ძე ჯუღაშვილი; mais simplesmente: Estaline, nasceu no dia 21 de Dezembro de 1879 numa cabana em Gori, cidade da actual Geórgia.

Filho da Ekaterina Geladze e do sapateiro Vissarion Džugašvili, muitas vezes batido pelo pai, teve uma infância difícil e infeliz.

Mas o sapateiro era o verdadeiro pai do futuro ditador?
Algusn pesquisadores afirmar que não, o pai era outro; Cliff Shack e Greg Hallett, por exemplo, afirmam que Stalin fosse o filho de Edmond de Rothschild o qual, na condição de productor de vinho, tinha-se estabelecido na Georgia.

Aqui poderia ter conhecido Yakov Egnatashvilli, o rico mercante de vinho para o qual trabalhava a mãe de Estaline.
Mas "poderia" não é grande coisa como afirmação.

Hipóteses, nada mais.
Mas em 1902 encontramos Estaline que trabalha na refinaria de Batumi, de propriedade dos Rothschild. E pouco mais sabemos do relacionamento entre o jovem futuro ditador e a família hebraico-alemã.

Estaline queimo o armazém da refinaria e não sabemos se esta actividade fosse em favor ou contra os magnates do petróleo. Conhecemos do "esquema" implementado por Estaline para obter dinheiro das famílias que operavam no âmbito do petróleo e sabemos da proteção que gozava por parte dos magnates do manganésio (outro assunto bem pouco claro).

Todavia é bom lembrar que em 1925, uma vez chegado ao poder, Estaline concede contratos para vender o petróleo soviético aos Rockefeller (sempre na órbita dos Rothschild) e que no mesmo ano permite que os Harrison possam desenvolver e explorar as minas de manganésio de Batumi e Chiatura, na Geórgia.

Quem eram os Harrison? Eram uma das mais importantes famílias republicanas dos Estados Unidos, entre cujos parentes encontramos nada mais nada menos que com Thomas Jefferson, George Washington, Ulysses S. Grant, Winston Churchill e dois Presidentes dos Estados Unidos (William Henry Harrison e Benjamin Harrison).

Estaline numa fotografia da polícia (1913)
E Batumi e Chiatura eram as zonas onde o jovem Estaline tinha começado a própria actividade "revolucionária".

A obra de Montefiori não esclarece quais os precisos relacionamentos entre Estaline e os magnates do petróleo e dos minerais.

O que afirma é que ainda em 1907 Estaline encontrava-se no livro dos pagamentos destas empresas.
Esquisito, pois em 1907 o jovem Josef já tinha começado a própria acitvidade subversiva ao serviço do partido comunista clandestino.

E sempre no mesmo ano encontramos Estaline na Conferencia do partido social-democrata em Londres, evento realizado com a ajuda dos Fabianos: os Leitores mais fieis lembram deste grupo (Fabian Society) e da importância dele no âmbito da Nova Ordem Mundial.

O livro de Montefiori, como afirmado, não consegue pôr um ponto final na vida de Estaline: limita-se a espalhar rastos, suspeitas, e falta de aprofundar alguns dos aspectos mais interessantes. E que poderiam esclarecer, duma vez por todas, qual o real relacionamento entre Estaline e famílias como aquela dos Rothshild, por exemplo.

Não esclarece e provavelmente nem quer.
O pai de Simon Sebag Montefiore era um banqueiro.
E no princípio do século XIX, o tio do autor, Moses Montefiori, era um dos banqueiros sócios da N.M. Rothschild & Sons...


Ipse dixit.

Fontes: Henry Makow, Wikipedia (inglesa)

2 comentários:

  1. Anónimo27.9.11

    Max e amigos:

    Talvez neste pequeno apanhado possamos encontrar mais uma evidência das ações sionistas agindo contra o próprio povo judeu. Stalin caçou o povo judeu e se ele agia segundo interesse dos seus mestres sionistas... Eu mesmo trabalhei por um período para judeus que fugiram do Stalinismo. Quem sabe o plano fosse expatriar este povo na sua longa diáspora e enviá-los para a Palestina, já no intuito do que viria acontecer: a constituiçao da nação hebraica na terra prometida? Houve uma caçada ao povo judeu em várias partes deste planeta e quase que simultaneamente. Só não sei onde o holocausto entra nesta história. Isto é, se a análise que acabei de cometer tiver um mínimo de fundamento: onde se encaixa o holocausto?

    Até.
    Walner.

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  2. depois não digam que ninguém vos avisou...

    Todo o rebanho em um pastor!

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