19 outubro 2011

GEAB nº 58 - Parte I

Dia de previsões...vamos ler o futuro.

Sentado no topo do monte, perto da meia-noite, sacrifico o meu velho telemóvel com uma faca dourada e invoco os Deuses:

Oh Deuses, 
iluminem o discípulo,
e o seu cão também,
rasguem o nevoeiro que envolve
os dias do amanhã,
enterrem a ignorância,
nem que seja por alguns instantes,
mostrem o futuro
e, se possível,
a combinação da lotaria também.

Com o telemóvel já sem vida, as suas entranhas digitais espalhadas no chão, levanto o olhar e vejo o dom celeste: o último número do Geab.
O quê? E eu deveria traduzir toda esta coisa aqui? Os Deuses devem estarem loucos, acham que não tenho mais nada para fazer?
Nem nos Deuses podemos confiar...


Por isso: resumo!
É isso: saiu o novo número do Geab, edição 58.
E, desta vez, vamos fazer um resumo.
Amplo, mas sempre resumo.
E comentado também, assim aprendem.

Prontos?
Então vamos.

GEAB nº 58
Apos 2010 e o começo de 2011, que viram partir-se os mitos da retoma e a saída da crise, é a incerteza que agora domina os processos de decisão dos Estados, tal como acontece com os privados, incerteza que gera preocupação acerca do futuro.

O contexto é propicio: a explosão social, a paralisia e/ou instabilidade politica, o regresso da recessão global, o medo relativos à situação dos bancos, a guerra monetária, o desaparecimento em três meses de mais de 10.000 biliões de Dólares de assets fantasmas, o crescente desemprego de longa duração.

Além disso, o ambiente financeiro, bem pouco saudável, provocará a dizimação dos bancos ocidentais na primeira metade de 2012, com lucros em queda livre, com orçamentos em desordem, o desaparecimento de milhares de biliões de assets em Dólares, com Estados que cada vez mais querem uma mais rigorosa regulamentação das actividades dele, até com controlo dos bancos por parte do público, isso sem contar a opinião pública hostil: a forca foi erigida, pelo menos 10% dos bancos ocidentais vão desaparecer ao longo dos próximos trimestres.

Este último é o ponto central do GEAB: muitos dos bancos (10%) são destinados ao desaparecimento no curto/médio prazo.
Uma visão preocupante. Não por causa dos bancos, que afinal obtêm o que merecem, mas por causa das consequências.
Primeira metade de 2010: dizimação dos Bancos Ocidentais
Na realidade será um tripla dizimação que acabará, no próximo ano, com o desaparecimento de 10-20% dos Bancos Ocidentais:

  • dizimação do pessoal
  • dizimação dos lucros
  • dizimação do número dos Bancos.
Será acompanha, obviamente, pela drástica redução do papel deles e da importância na economia global, e influirá directamente sobre as Instituições Bancárias de outras regiões do mundo e sobre os outros operadores financeiros.

O nosso team poderia encarar este problema como fizeram de recente os média anglo-saxónicos, o Presidente dos Estados Unidos e os Ministros dele, os especialistas de Washington e de Wall Street [...] e dizer: "É culpa da Grécia e da Europa".

Mas, sem surpresa dos nosso leitores, não será esta a escolha de LEAP/E2020.
Como fomos o único think thank que anticipou a crise e previu com exactidão as várias fases, não vamos abdicar agora dum modelo de previsão que funcione.

Eis outros que tinham percebido e previsto tudo antes.
Se alguém entre o Leitores conseguir encontrar um indivíduo ou grupo de pessoas que não tinha previsto a actual crise, faça o favor de avisar-me via e-mail.

No caso do GEAB (LEAP/E2020, é a mesma coisa) será bom lembrar de todas as outras previsões feitas ao longo dos últimos 30 meses, e que ainda esperam tornar-se realidade. Como a queda do Banco de Inglaterra, por exemplo...

Mas vamos em frente.
Os Estados Unidos acusam a Europa de ser a causa da actual crise, já tratámos disso. É uma visão delirante e mesquinha, que tenta encontrar uma fácil justificação pelas próprias falhas e crónica incapacidade.
Não admira.
Ao longo dos séculos, ao pensar nos Bancos, pensava-se primariamente na City de Londres e em Wall Street.
E com razão: Londres ao longo de dois séculos, e New York ao longo de um, foram os corações do sistema financeiro internacional, refúgios dos banqueiros mais importantes do mundo.

Qualquer crise bancária global (tal como qualquer grande evento bancário) começa e acaba nestas duas cidades, desde quando o moderno sistema financeiro global tornou-se um amplo e ininterrupto processo de reciclagem da riqueza (real ou virtual) desenvolvida nestas e por estas duas cidades.

A dizimação dos Bancos Ocidentais que começará e continuará ao longo dos próximos trimestres (um evento de proporções históricas), não pode ser entendida sem em primeiro lugar medir e analisar o papel de Wall Street e Londres nesta queda financeira.

A Grécia e o Euro terão sem dúvida um papel neste acontecimento [...] mas serão basicamente simples gatilhos: a dívida grega é um pormenor bancário de ontem, que hoje explode em âmbito público, Euro é a seta que perfura o balão financeiro actual. São os dois dedos que evidenciam o problema, mas não são o problema.

O Euro é o quê? lololololololol.....

Aqui, infelizmente, temos o "pequeno problema" do GEAB, cuja visão pode ser assim resumida: o Dólar é Satanás e como tal será derrotado; o Euro é o Graal, que triunfará para trazer bondade, justiça e prosperidade, não apenas na Europa mas no mundo inteiro.

Sempre seja louvado o Sagrado Euro.

Na realidade, é suficiente olhar para Londres e Wall Streer para anticipar o futuro dos Bancos Ocidentais, desde que é aí que o rebanho financeiro costuma reunir-se para beber a própria dose diária de Dólares.

E a condição do sistema banqueiro ocidental pode ser medida com as mudanças dos números de dependentes dos Bancos, da capacidade de lucro e dos accionistas.

A partir destes três factores é possível deduzir directamente a capacidade de sobreviver ou desaparecer.

Então, vamos deduzir?
Vamos. Mas não agora, mais logo.
Na segunda e última parte: neste link.

Ipse dixit.

3 comentários:

  1. Max

    Será que tu pudes traduzir isso:

    http://leonorenlibia.blogspot.com/2011/10/al-mu-tassim-bullah-al-ghadafi-habla.html

    Gostaría de faze-lo mas a tradução do google fica horrível.

    Me desculpe, não tem nada a ver com o teu post, mas achei que as pessoas deveríam saber como anda as coisas na Líbia.

    Abraços

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  2. huaHUAHUahUHAUHauhA
    "Euro é a seta que perfura o balão financeiro actual. São os dois dedos que evidenciam o problema, mas não são o problema."
    Aposto que deve haver uma passagem bíblica com estas mesmíssimas palavras...

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  3. Olá Burgos!

    Vou traduzir mas mais logo, agora tenho mesmo que ir.

    Obrigado!!!


    Olá Pedro!

    Pois, os gajos do GEAB tem este "pequeno" problema...falar dos problemas do Euro é heresia, o Euro é bom, bonito e faz sempre tudo bem.

    Pelo que não é difícil entender quem possam ser os políticos de referência deste grupo.

    Abraço!

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