06 outubro 2011

Occupy Wall Street - Parte I

Os media pouco falam disso, mas nos Estados Unidos continuam as manifestações ligadas ao Occupy Wall Street. Não apenas New York, mas Los Angeles, Chicago...

Eis quanto escreve Andrew Spannaus, um economista americano sócio da Associação Movisol.

Depois de assistir a alguns vídeos acerca dos protestos pacíficos em New York, sob a bandeira da "Ocupar Wall Street,", admito que o meu primeiro instinto é tomar o avião para participar.
Pelo que temos visto nos últimos dias, pelo menos, os protestos crescem, não há provocações como Black Blocks, que em outras circunstâncias têm distorcido o significado dos acontecimentos, e as autoridades públicas reagem de forma inconsistente para travar os jovens, mesmo na ausência de comportamentos ilegais.


Considerando o facto de que JP Morgan fez recentemente uma doação de 4,6 milhões de Dólares para o New York Police Department (NYPD), talvez seja mais fácil entender porque tanta ansiedade para travar os protestos que ameaçavam espalhar-se como fogo numa altura em que o desemprego aumenta, tal como so cortes no orçamento ou a pobreza.
Na verdade, sem falar dos detalhes das manifestações, o que é significativo é o crescimento natural destes protestos, que se assemelham aos dos Indignados em Espanha, Grécia e muitos outros Países espremidos pela crise financeira global ao longo dos últimos meses. 
Como Americano, eu não tinha dúvida de que a população começasse a rebelar-se; a questão permanece a forma em que isso virá acontecer.

A justa indignação contra a recusa por parte do Governo e do Congresso para abordar a crise na raiz, com medidas para reorganizar o sistema para que seja possível voltar ao crescimento económico real, pode assumir diferentes formas. Já vimos a ira da população em reuniões locais de parlamentares, o nascimento do Tea Party, a forte crítica dos líderes negros contra o mesmo Obama, e agora os protestos nas ruas.

Espera-se que estes possam permaneçam pacíficos, mas acima de tudo é necessário dar uma resposta verdadeira, não permitindo que o levante popular em favor da mudança seja desviados para protestos falsos ou até pejorativos, como já está a acontecer em alguns casos.

Se as instituições continuarem a evitar de desempenhar o próprio papel, falando de rigor contabilístico e ficando escravos das pretensões dos mercados, piorando assim o padrão de vida da população, a situação pode sair do controle, como já aconteceu inúmeras vezes na história.

Nos Estados Unidos fizemos a revolução contra o Império Britânico, levando à criação duma república verdadeira, apesar de todos os seus problemas; no final de 1700, na França, o protesto tinha sido diferente, levando a uma ditadura e, em seguida, a restauração do  impero. [...] Os representantes públicos devem parar de pensar em salvar-se ao ficar agarrados ao Titanic conduzido por Frankfurt e Bruxelas (com os donos da City de Londres e de Wall Street), e as pessoas devem forçá-los a fazê-lo, ou substituí-los.
Então é isso que acontece? Uma revolta popular contra os erros dos políticos e a prepotências do conglomerado economizo-financeiro?

Talvez.
Ou talvez não.
É o que vamos ver na segunda parte.

Ipse dixit.

Fonte: Bimbo Alieno

3 comentários:

  1. Antes que venha alguém para aqui escrever que estás a inventar...

    MAX fica aqui a ligação para o comunicado da própria JPMorgan...

    Senão ainda dizem que são más línguas e mentirosos...

    Pois no final... Nós temos a Democracia que o nosso dinheiro permite comprar.

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  2. Ouvi dizer que estão convocando o povo americano a sacar todo seu dinheiro e encerrar suas contas no dia 11 deste mês.
    Alguém pode me dizer se a informação procede?

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  3. Essa do sacar dinheiro... Já parecem o gajo do futebol...

    Quanto ao isco para as minhocas... estão todas mesmo em coma

    "These officers put their lives on the line every day to keep us safe," (meu realce)

    Quem é/são o "us"?

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