04 outubro 2011

A pequena empresa

Imaginemos uma pequena aldeia, um pequena e bonita aldeia à beira mar.

Nesta pequena cidade existe uma empresa, e nesta empresa trabalha a maior parte dos habitantes.

A empresa está dividida em vários sectores: o sector da produção, o sector da gestão, o comercial, e outros ainda.

Uma vez os trabalhadores da produção eram a maioria, mas agora sobraram poucos: trabalham muito e o ordenado é bem merecido.

No sector comercial e sobretudo naquele da gestão, pelo contrário, os trabalhadores são muitos, até demais: a empresa nem precisa de todas aquelas pessoas.
Entre estes, há alguns que trabalham, sem dúvida, mas muitos outros marcam presença ou pouco mais.

Infelizmente, os donos da empresa são pessoas poucos honestas.
Ficam com a maior parte dos ganhos da empresa,


A empresa, no total, factura 10 milhões de Euros por ano, mas a gestão precisa de 12: os donos não ficam preocupados e pedem empréstimos de dois milhões de Euro, um empréstimo por ano. Desta forma conseguem pagar todos os trabalhadores, assumir novo pessoal e, sobretudo, ficar com uma fatia para eles.

A situação permanece igual ao longo de muito tempo e, aparentemente, todos estão felizes: os donos ficam cada vez mais ricos, os trabalhadores estão empenhados e recebem um ordenado honesto, tudo procede bem.

Após anos, todavia, a dívida continua a aumentar até ficar maior do volume de negócios da empresa.
Alguém começa a ficar preocupado, outros dizem que assim não é possível ir em frente.

Paramos um segundo.
É claro que a pequena aldeia tem um nome: pode ser Grécia, Portugal, Espanha ou Italia.
A empresa é o sector público: instrução, sanidade, polícia, energia e mais ainda.
É claro também quem são os corruptos donos da empresa.

Até aqui tudo bem, não é difícil perceber como foi possível chegar ao ponto em que estamos hoje.
Mas vamos em frente.

Na pequena aldeia há também um grande centro comercial.
Quase todos os habitantes fazem as compras nele, os gerentes estão muito satisfeitos e têm todo o interesse que os habitantes possam continuar a gastar dinheiro nas compras.
Para isso, contactam algumas pessoas influentes, pessoas desagradáveis.
Usurários, basicamente.

Estes usurários emprestam dinheiro aos donos da empresa, de forma que estes últimos possam continuar a pagar os ordenados dos trabalhadores; e estes possam continuara a comprar no centro comercial.
Obviamente, é preciso emprestar montantes cada vez maiores, pois o volume de negócios da empresa não aumenta, mas as dívidas sim.

Até que a dívida torna-se incontrolável e a situação insustentável.

O centro comercial tem um nome também: Alemanha.
E até os usurários têm um nome: Banco Central Europeu.

E como acaba a história?
É só ter um pouco de paciência e olhar para fora da nossa janela.


Ipse dixit.

Fontes: Tra Cielo e Terra

6 comentários:

  1. Este pequeno conto fez-me lembrar o meu igual devaneio que me ocorreu há uns tempos atrás... ler aqui

    São estórias tipo a da formiga trabalhadora.... achamos piada, mas as outras formigas pensam que somos tolos!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Grécia, Alemanha e depois?
    Qual é o próximo alvo?

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  4. Observer: O objectivo final é repor a fortuna das, antigamente 9, agora 8 Famílias e manter por mais uns anitos o seu estilo de Vida... para tal é necessário reduzir o nível de vida dos Escravos Modernos...

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  5. Faltausername5.10.11

    Voz a 0 db,

    A minha impressão é que riqueza já não pode ser o objetivo. Essas famílias já têm infinitos recursos. O objetivo deve ser o poder. Esse é o conto de como qualquer forma de controle é removido, sendo o estado um obstáculo. O povo será reduzido a servidão.

    Será isso mesmo?

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  6. Faltausername,

    Se calhar não sabes, ou não te lembras do seguinte: a seguir a um milhão vem 1 bilião e depois ...

    E para se comprar muita gente é preciso muito dinheiro.

    Elas não têm infinitos recursos, pois vivemos num ambiente de finito e não infinito.

    E como no Sistema Monetário, Poder é Dinheiro e Dinheiro é Poder... Eles não querem riqueza para andaram a tomar banho em notas e moedas... querem o máximo de concentração possível para dominarem o máximo possível... como escrevi noutro sítio qualquer, para elas o mínimo dos mínimos do resgate são $100 Triliões... coisa pouca...

    Ah... e como infelizmente para eles eles também vivem segundo as regras que eles ditam... se a coisa corre mal eles também sofrem as consequências...

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