03 novembro 2011

El Niño, La Niña e a nova idade do frio

Então? Está mais quente ou mais frio?

Em Portugal tivemos um Verão frio e um princípio de Outono quente.
O que significa isso? Boh?

Mas eis que aparece um meteorologista. Vamos perguntar? Vamos.

O nome dele é Art Horn, licenciado no Lyndon State College. Após experiências no Massachusetts e no Irão, trabalhou como consulente em duas companhias da área de Boston, começou a carreira na rádio e na televisão com a aprovação da American Meteorological Societies. Cbs, Nbc Bbc e um documentário acerca dos furacões nomeado para os Emmy são os principais marcos da carreira dele. Especialista em meteorologia forense, é também orador regular da International Climate Change Conference.

Tudo isso para dizer que esta pessoa dedicou a vida ao estudo da meteorologia e talvez saiba alguma coisa acerca do assunto.

 La Niña deita água fria sobre o aquecimento global
El Niño pode tornar-se uma característica permanente do Oceano Pacífico Equatorial. As águas quentes deste banho sempre quente (o maior do planeta) podem aquecer de forma dramática não apenas as águas mas até podem bombear grandes quantidades de ar húmido para o céu.

Isso funcionaria como um mecanismo de feedback positivo que aumentaria o aquecimento que já aumenta devido aos combustíveis fósseis.
O derretimento do gelo deve acelerar e o nível do mar subir muito mais rápido do que o previsto.

Os desafios do aquecimento descontrolado não estariam a décadas de distância, mas estariam aqui agora.

Em 1997 o Dr. Russ Schnell, um cientista que efectua pesquisas atmosféricas no Observatório Mauna Loa, nos Hawai, disse:
Parece que temos um caso muito bom, que sugere que os El Niños vão tornar-se mais frequentes, que vão se tornar mais intensos e que em poucos anos, ou uma década, vamos entrar num El Niño permanente.
Então, em vez de ter períodos de água fria por um ano ou dois, teremos El Niño e depois El Niño outra vez, e será a norma. Vamos ter um El Niño que, em vez de durar 18 meses, dura 18 anos.

El Niño de 1997 foi acusado das secas na Austrália e na Nova Guiné, dos Monções atrasados no Sudeste da Ásia que provocaram incêndios florestais, do fumo que atingiu as populações, da seca na África do Sul e das tempestades devastadoras no Oeste da costa da América do Sul, desde o Chile até o México. Tudo o que deu errado com o tempo foi atribuído a El Niño. A perspectiva dum El Niño permanente é de facto assustadora.

Pelo menos era isso que estávamos a pensar em 1997. Ao lado do El Niño apareceu La Niña. O resfriamento das águas no Pacífico Tropical causado por La Niña provocou a queda drástica das temperatura da Terra nos anos seguintes. Aqueles que defendiam o surgimento dum El Niño permanente ignoravam a Pacific Decadal Oscillation ("Oscilação Decenal do Pacífico", PDO).

O quê é isso? É um ciclo de 50-60 anos de aquecimento e de arrefecimento que regula o número de El Niño e La Niña. O Oceano Pacífico tinha tido na fase quente desde meados dos anos 1970. Durante esse tempo, Los Niños ficavam duas vezes mais preponderante do que Las Niñas, eram muito mais fortes e mais duradouros.

O resultado foi o aquecimento da temperatura global a partir de meados dos anos 1970 até o final dos anos '90. Foi durante este período de aquecimento que a histeria do aquecimento global floresceu. Muitos disseram que o aquecimento era devido ao aumento de dióxido de carbono no ar, mas, na realidade, o aquecimento foi causado pela fase quente da PDO.

Nesta altura o Leitor pode perguntar: como você sabe que o aquecimento de meados dos anos '70 até o final dos '90 foi causado pelo Oceano Pacífico mais quente e não pelas quantidades crescentes de dióxido de carbono?

Resposta: basta olhar para o que a temperatura média global tem feito desde o Super-El Niño de 1997-1998. Não houve nenhum aquecimento da temperatura média da Terra desde 1998. O dióxido de carbono atmosférico tem aumentado significativamente nos últimos 14 anos, na verdade 25% do aumento de dióxido de carbono desde o começo da revolução industrial ocorreu desde 1997.

Se o dióxido de carbono fosse um poderoso veículo de alteração climática, teria sido normal esperar um aquecimento continuou e inabalável após 1998 também, mas isso não aconteceu. A previsão de "El Niño permanente" foi um fracasso.

A mudança para  fase de arrefecimento da PDO tornou-se mais pronunciada desde 2007. A mudança para águas mais frias no Pacífico é medida pelo Southern Oscillation Index ou SOI. Desde 2007, a SOI tem sido principalmente de valor positivo, indicando a existência de La Niña. Isto está em gritante contraste com as previsões do final dos anos 1990 e é de facto oposto do que era esperado.

Durante a fase fria do oceano Pacífico Las Niñas são duas vezes mais preponderante de que El Niño; e Los Niños que ocorrem são fracos e de curta duração. O resultado é que as águas frias de La Niña provocam o arrefecimento global.
Os Invernos nos Estados Unidos estão a tornar-se rapidamente mais frio. A temperatura média está a cair com uma taxa de 3,0 graus Fahrenheit por década desde 2000.
Quatro dos meses mais nevosos em New York desde 1869 aconteceram desde o ano 2003.

Dezembro de 2010 foi o segundo mais frio na Inglaterra desde que começaram as medições das temperatura, em 1659.

China teve um Inverno muito frio em 2011 e teve o Janeiro mais frio dos últimos 50 anos.

Geórgia e Flórida tiveram em 2010 os Dezembros mais frios desde que os registos climatéricos começaram a ser preenchidos em 1895. A queda de neve na Sierra Nevada foi a quarta maior desde 1879 e a maior em algumas áreas desde o Inverno de 1951.

Com outro a Niña este Inverno no Oeste dos Estados Unidos terá outros valores recordes de neve.

Então, o que acontece com o aquecimento global? Não muito, se La Niña assim não quiser.
Estamos agora no 13 º ano sem o aquecimento global. La Niña de 2010/11 desapareceu na Primavera deste ano, muitos esperavam o retorno de El Niño, como aconteceu nos anos anteriores ao 1997 depois de uma La Niña. Mas a diferença agora é que o Oceano Pacífico está mais frio e mais frio estará ao longo dos próximos 20, 25 anos ou mais.

Outra La Niña já desenvolveu e está previsto ser tão fria ou até mais fria daquela que partiu. Este é o que podemos esperar nesta nova era fria de La Niña.

As consequências destas novas circunstancias serão muitas e variadas. Uma delas será a cessação continuada do aquecimento global, como vimos. Las Niñas geralmente duram cerca de um ano, mas os efeitos sobre a atmosfera continuam por mais 6-8 meses após a La Niña ter desaparecido. Não haverá aquecimento global para o restante 2011 e o mesmo acontecerá ao longo de 2012.

Serão 14 anos sem aquecimento global e até mesmo o mais ardente apoiantes da teoria terão de começar a coçar a cabeça em admiração, dado que os níveis de dióxido de carbono continuam a subir mas a temperatura não.

Historicamente sabemos que La Niña está associada a condições climáticas extremas em todo o mundo. Algumas dessas condições meteorológicas extremas podem trazer benéficos, outras podem ser destrutivas. Outro Inverno de muita neve nas montanhas do Oeste dos Estados Unidos irá garantir o abastecimento de água abundante para os próximos anos numa região que tem ficado à espera de secas por causa do aquecimento global.
Mais: Las Niñas são quente e secas no Sudeste dos Estados Unidos e isso pode ser útil para a Flórida e o turismo invernal.
Por outro lado a seca no Centro-Sul continuará até 2012 e pode ir além. Os furacões proliferam nestas condições e 2012 provavelmente será tempestuoso.

Chuvas fortes podem ocorrer no Vale de Ohio durante o período de La Niña e a ameaça de uma ré-ocorrência de inundações na Primavera seguinte é uma preocupação.
Infelizmente La Niña ajuda a gerar tornados fortes e numerosos na Primavera americana e Março, Abril, Maio e Junho provavelmente terão mais epidemias de furacões mortais.
A Austrália pode ter inundações durante o La Niña, mas em muitas áreas a água será bem-vinda.

As previsões dum El Niño permanente falharam assim como a relação entre os níveis crescentes de dióxido de carbono no ar e a temperatura global. Os grupos de interesse poderosos por trás do homem que criou o aquecimento global ignoram o que a natureza está a fazer e continuarão a pregar o aquecimento rápido.
Eles vão bater os punhos sobre a mesa da opinião pública, insistindo que tudo isso provocará derretimento do gelo, aumento do nível dos mares, afogamentos dos ursos polares e tempestades severas, ondas de frio, ondas de calor, tempestades de neve, secas, inundações, furacões e tornado, tudo por causa do uso de combustíveis fósseis.
No mundo real, a nova era de água fria do Oceano Pacífico vai gerar mais frio e ao longo de mais tempo. La Niña continua a deitar água fria sobre o aquecimento global.

Gostaria de saber quando a realidade começará a afundar aqueles que investiram no homem que criou a mudança climática?
A resposta para muitos será nunca.


Fonte: Energy Tribune
Tradução: Informação Incorrecta

4 comentários:

  1. rafael3.11.11

    Faz parte da cartilha das potências mundiais usar a tese do co2 como responsavel do aquecimento global para justificar o atraso industrial dos países subdesenvolvidos, está clara a farsa dessa teoria, entretanto eu nao vejo a necessidade de usar essas novas evidencias pra acelerar a produção industrial por aqui onde ainda respiro um ar puro e sem precisar me deslocar para longe pesco peixes em rios de águas limpas.

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  2. Anónimo4.11.11

    http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5451094-EI12884,00.html
    isso sim que é ação

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  3. vitor4.11.11

    Já deviamos estar numa nova era glaciar, só não estamos devido ao aquecimento global!!

    "...De fato, estaríamos em vésperas de uma nova Era Glacial, já que em média o planeta experimenta 10.000 anos de era quente a cada 90.000 anos de Era de Gelo..."

    Origem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Era_do_gelo

    Vitor

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  4. Anónimo5.11.11

    Então, viva o aquecimento global!!

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