07 novembro 2011

Guerra no Irão: fase de preparação - I

Aqui na Europa todos concentrados nas aventuras do Neuro, a super-moeda que resolve os problemas e espalha felicidade. Lá fora alguém prepara algo de sinistro.

Uma guerra? Sim, exacto.

Mas não uma intervenção humanitária, estilo Líbia. Esta provavelmente terá lugar, na Síria ou, quem sabe?, no Yemen, na Somália ou em todas as três, como nas ofertas leva três paga dois. Complicada para os Estados Unidos a abertura de novas frentes, mas atalhos não faltam (Nato? Capacetes Azuis da Onu?).

Em qualquer caso, estes seriam conflitos locais, com só alguns milhares de civis mortos, nada de realmente interessante.


O bolo, o verdadeiro bolo, é outro e todos sabemos qual o nome dele: Irão. Teheran representa o último obstáculo para a completa supremacia de israel no Médio Oriente; e o actual governo de Tel Avive quer com todas as própria forças pôr um ponto final neste capítulo. Não há outros adversários sérios, Teheran é o último. Só que o Irão não é o Iraque, não é o Afeganistão, não é a Líbia e nem a Síria. O Irão assusta.

Por esta razão é precisa preparação.

Em primeiro lugar é necessário envolver os aliados ou alegados tais. Como a Nato, o Reino Unido e, claro está, os Estados Unidos.

Nesta óptica é possível entender o artigo do Guardian, uma vez respeitado diário britânico e hoje parte da máquina da guerra psicológica de Tel Avive.

No artigo do dia 2 de Novembro, aprendemos que as forças armadas do Reino Unido "têm novos medos nucleares" e que por isso observam com atenção os planos para atacar o Irão. A coisa divertida é que o Guardian nem tentou providenciar um mínimo de fundamento para esta notícia: no artigo não há uma fonte, nada:
Os oficiais ingleses afirmam que, caso Washington deseje avançar, procurará e encontrará a ajuda do exército britânico em qualquer missão, apesar de algumas importantes dúvidas no interior da coligação de governo. 
Oficiais ingleses? Quem? Quais? Não há nomes, nada?
O Ministério da Defesa de Londres ignorou por completo o assunto, não há declarações. Grã Bretanha em guerra sem sequer uma discussão política? E não uma guerra qualquer, mas potencialmente uma guerra nuclear e mundial.

Nem JC, o semanal britânico hebraico mais difundido, consegue ir tão longe. Afirma que sim, houve já contactos entre altos funcionários do Ministério da Defesa e militares de israel, mas ao que parece os Ingleses recusam a hipótese de estarem prontos para ser parte dum ataque americano contra Teheran.

JC, semanal hebraico, consegue ser mais imparcial do que o Guardian, está tudo dito.
Doutro lado, é bom não esquecer que o mesmo diário já tinha censurado as noticias de Wikileaks acerca de israel e da Palestina...


Ipse dixit.

Fontes: The Guardian, Information Clearing House

8 comentários:

  1. Anónimo7.11.11

    Que 2012 nos aguarde!

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  2. Anónimo7.11.11

    A 3ª Guerra..

    O que Einstein disse sobre ela mesmo?
    Ah! Que se houvesse uma 3ª, a próxima seria com paus e pedras!


    O melhor de tudo é que isso tudo fecha com o tal ano de 2012!

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  3. Anónimo7.11.11

    Precisamos nos mobilizar..
    O mundo não pode mais sustentar tantas intervenções, tanta guerra e crueldade. Precisamos nos unir para uma mobilização de paz anti-guerras...

    Ou será tarde demais...

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  4. Anônimo

    Acho que já é tarde demais, quando isso acontecer vai ser um caos total, temos que nos preparar, pois o futuro agora é incerto.
    Isso com certeza é uma guerra controlada, faz semanas que estamos vendo várias noticias sobre a superpopulação mundial, faz um bom tempo que estão a divulgar as catástrofes sobre o fim do mundo para 2012, atualmente estamos ver países sendo bombardeados, com certeza isso é controlado para diminuir a população, eles estão a nos preparar faz um bom tempo, agora chegou a hora de eles começarem a executar o plano. Não é mais uma teoria conspiratória, agora é realidade.
    E não vai haver movimento que impeça tudo isso.
    É jogo marcado!
    Temos é que pensar numa forma de sobreviver a isso tudo e podermos nos ajudar.
    Podem pensar que estou louco, mas me desculpem, não consigo chegar a outras conclusões.

    Abraços

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  5. Anónimo7.11.11

    Burgos,

    Tô contigo, só não consigo vislumbrar estratégia alguma do que podemos fazer para nos preservar. Estocar comida, água? Por quanto tempo? Dizem alguns especialistas que as redes de mercados, só têm estoque para 3 dias. Procurar um buraco e lá nos enterrarmos? Putz! Aceito sugestões.

    Walner.

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  6. maria7.11.11

    olá Burgos e Walner: que as guerras, declaradas ou não são um ótimo redutor de população mundial, lá isso são. Claro que sempre a fome dá uma ajudazinha, o que não deixa de ser um tipo de guerra não declarada. Senão vejamos: 100milhões na Índia,resultado da guerra colonial do império ingles + 10milhões no Congo, resultado de um aliado desse império, a "pequenina" Bélgica.
    Agora o império norte-americano põe em marcha a sua agenda de controle populacional:retaliação dos "perdedores" das guerras mundiais, Vietnam do Norte (mas também do Sul), Cambodja,Filipinas,Timor Leste, Nicarágua, Haiti,El Salvador, Colômbia, (ex)Iuguslávia, Afeganistão, Iraque...soma-se muitos milhões de vítimas
    Dizem que o império soviético conseguiu eliminar 100milhões.
    Perto disso as guerras declaradamente mundiais são "fichinha". Só não o são nos filmes e séries do entretenimento abestalhado.
    Difícil determinar qual o império mais eficiente nesse sentido. Mas, tudo indica que o número de baixas está diminuindo, ainda que com o uso da energia nuclear para fins de agressão. Vejam que o terrorismo do imperio norte-americano (e aliados), que é outra forma de guerra, tem matado na ordem dos milhares, não na ordem do milhões: ataque nuclear terrorista ao Líbano matou 20mil, e daí para menos.
    Então, Burgos e Walner, os resíduos, como vocês dizem, de ataques atômicos tem um raio de ação bem definidos, e efeitos proporcionais ao raio de ação.
    Sugiro que nós,aqui do blog, temos sim, coisas urgentes a fazer: nos informarmos e trocar informações, estabelecer redes de solidariedade entre vítimas e não vítimas iminentes de agressões por parte do império, não fazer circular o medo, o pânico, mas sim a organização de células independentes de sobrevivência e resistência. Praticamente desde que eu nasci, e faz mais de 60 anos, aprendi (em casa) que o mundo está sofrendo a ação de guerra de um império.

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  7. Maria e Walner

    É exatamente isso que você Maria nos falou um tempo atrás, temos que nos organizar. Meus donos já estão a procura de um sítio ou chácara longe de cidades grandes para se estabelecer, começar a plantar o básico, estocar alguns alimentos, claro que não estamos em pânico, só estamos começando a nos previnir.
    Vamos começar pessoal a trocar idéias aqui de como começar a fazer isso, Maria como tem mais experiência pode começar a nos dar várias dicas.
    Não acredito que haverá qualquer ataque nuclear, acho que haverá guerras só para diminuir a população (espero estar certo).

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  8. maria7.11.11

    Pois é Burgos: qualquer império sempre vai a cata de recursos onde eles estiverem, até porque as operações de agressão, conquista e domínio exigem recursos em quantidades esponenciais.
    Cedo ou tarde, o Brasil, com o potencial hídrico, florestal e energético que tem,esteve, está e continuará estando na agenda do império. Sabotar o império sempre é possível, todos os escravos o fizeram, a história nos conta. A guerra midiática é uma estratégia de agressão, conquista e domínio que me parece mais perversa que qualquer explosão nuclear. Mas enquanto houver internet, estamos fazendo alguma coisinha interessante nesta diminuta trincheira. Mas não é só isso. Precisamos continuar vivendo e espalhando vida a nossa volta. Daí as táticas de resistência que a tua família de donos começam a pensar. Acho uma bela iniciativa, ademais, oportuna.Abraços

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