08 novembro 2011

O Ufo da Casa Branca e o Asteroide 2005 YU55

A Casa Branca não tem dúvidas: alienígenas? Não é connosco.

A Administração do simpático Obama abriu um novo site, no qual é possível apresentar perguntas que, com um pouco de sorte, poderão encontrar respostas oficiais.

Uma das primeiras perguntas foi acerca dos extraterrestres: existem? O governo sabe alguma coisa que os cidadãos não sabem? Milhares de cidadãos americanos quiseram saber.

Eis a resposta de Phil Larson, que, além de trabalhar no sector das políticas espaciais e comunicações do Departamento de Ciência e Tecnologia da Casa Branca:



Procurando ET, mas ainda sem provas
Obrigado por assinar a petição que pede para que a Administração Obama reconheça a presença extraterrestre aqui na Terra.

O governo dos EUA não tem evidências de que qualquer vida existe fora do nosso planeta, ou que uma presença extraterrestre tenha contactado ou encontrado membros da raça humana. Além disso, não há informação credível que sugira que provas estejam a ser escondidas aos olhos do público.

No entanto, isso não significa que o tema da vida fora do nosso planeta não seja discutido ou explorados. Na verdade, há uma série de projectos que actuam com o objectivo de compreender se a vida pode ou não existir fora da Terra. Aqui alguns exemplos:

  •  SETISearch for ExtraTerrestrial Intelligence, foi originalmente apresentado com a ajuda da NASA, mas desde então tem sido movido para outras fontes de financiamento privado. Objectivo principal SETI é actuar como uma orelha gigante em nome da raça humana, apontando um conjunto de telescópios terrestres para o espaço, para ouvir qualquer sinal dum outro mundo.
  • Kepler é uma nave espacial da NASA em órbita cujo objectivo principal é a procura de planetas como a Terra. Tais planetas seriam localizados na zona Goldilocks de um sistema solar, não muito quente nem muito frio, e poderiam ser habitáveis pela vida tal como a conhecemos. A missão Kepler é destinada especificamente ao levantamento na nossa região da Via Láctea para descobrir planetas rochosos do tamanho da Terra, no interior ou perto da zona habitável da estrela (sol) à volta da qual orbitam.
  • O Mars Science Laboratory, Curiosity, é um rover do tamanho dum automóvel que a NASA vai lançar em breve. O laboratório de bordo vai estudar rochas, solos e geologia no esforço de detectar os tijolos químicos da construção da vida (por exemplo, formas de carbono) em Marte e vai avaliar como o ambiente marciano era no passado, para ver se ele poderia ter abrigado a vida.
Um último ponto: muitos cientistas e matemáticos têm olhado com uma mentalidade estatística na questão de saber se existe probabilidade de vida fora da Terra e chegaram à conclusão de que as chances são muito altas de que, em algum lugar entre os triliões e triliões de estrelas no universo, exista um planeta além do nosso que seja lar de vida.

Muitos também notaram, no entanto, que as chances de nos entrar em contacto com alguém, especialmente formas inteligentes, são extremamente pequenas, dada as distâncias envolvidas.

Mas isso é tudo especulação e estatísticas. O facto é que não temos provas credíveis da presença extraterrestre aqui na Terra.

Ámen.
29 linhas no documento original para apagar duma vez por todas décadas de pesquisas e milhões de observações, incluído aquelas que as mesmas autoridades consideram inexplicáveis. 

Uma declaração que retira da estante e apresenta lugares comuns e frases pré-confeccionadas: um link para Wikipedia teria sido suficiente. 

De repente voltamos atrás, nos tempos em que centenas de milhares de pessoas ficaram confundidas por ter observado a luz do Sol reflectida nas barrigas de aves em voo (sic!). O fenómeno ufológico, segundo a Administração do simpático Obama, não passa disso.

Parabéns.
O asteróide malandro

E tanto para ficar em tema espacial: o asteróide 2005 YU55 hoje passará a uma distancia de 324 mil quilómetros da Terra.
Muito? Não, pouco: a Lua, por exemplo, fica a 363.104 km na altura do Perigeu, isso é, no ponto de máxima aproximação ao planeta. 

De facto, 2005 YU55 transitará entre a Lua e nós. Não que seja o primeiro asteróide a fazer isso, só que com um diâmetro de 400 metros e uma velocidade de 18 km/segundo, em caso de choque os estragos seriam notáveis, com uma cratera de impacto de mais de 2 quilómetros. 

Perigos? Não, o asteróide já fez saber que não tenciona mudar o rumo para cair nas nossas cabeças. 

Mesmo assim, os alucinados da Web não podiam ignorar a nova tentação: eis, portanto, que o asteróide na verdade traz uma cauda de detritos mortais, a passagem causará tsunami, terremotos e fará Pai Natal chegar mais cedo. Resumindo: um novo Elenin em molho de Nibiru.

Única e real nota doente: apesar da proximidade, o asteróide não será visível sem um discreto telescópio. 
Pena.


Ipse dixit.

Fontes: We The People

7 comentários:

  1. Anónimo8.11.11

    Mas Nibiru não vai afetar o asteróide, com seu campo magnético invisível?

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  2. O que eu gostava de saber é se algum animal humano consegue ver à distância de 1 metro um objecto com 0.000001234567901235 metros de diâmetro a passar-lhe à frente a ~52.4 Mach (20ºC 1 atm)?

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  3. maria8.11.11

    Olá Max e todos: sabem uma coisa que me deixa triste? É constatar quase todos os dias a capacidade ilimitada que a governança norte-americana tem de infantilizar o povo, e a capacidade ilimitada que as pessoas têm de se deixarem infantilizar. Que droga!!

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  4. Sempre é mais lógico acreditar que poderão existir E.T. do que os "Deuses" das nossa fértil imaginação...

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  5. Anónimo9.11.11

    Eram os Deuses astronautas?

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  6. Anónimo9.11.11

    Agora já da para escolher cara ou coroa, casa branca diz que não existe vida extra-terrestre e o FBI pelos documentos disponíveis diz que existem.
    http://vault.fbi.gov/search?SearchableText=roswell

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  7. Se não fosse triste, sería uma grande piada isso tudo.

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