09 novembro 2011

Tripla Classe A

Do blog Petrolio di Debora Billi:
Desde sempre, neste blog, gosto de destruir alguns mitos acerca da poupança energética. Como as lâmpadas de baixo consumo, os carros Euro 5 e Euro 6 e, no geral, a poupança energética caseira.
Hoje é a vez das máquinas lava roupa.

Após ter eliminado a minha máquina com vinte anos de idade, fui forçada a comprar uma máquina de lavar roupa "moderna" ou electrónica, uma das infames "Tripla Classe A".
E enquanto estava a comprar, decidi optar por uma máquina de lavar roupa com 6 kg.de capacidade, de forma a conseguir menos lavagens.
Iludida. Embora a máquina seja duma grande marca, percebi rapidamente que lava muito mal, muito pior do que velha máquina Candy de 1992.


Brancos, roupa interior, um desastre. Então fiz algumas experiências com cesta vazia e percebi que estas máquinas têm a absurda pretensão de lavar 6 kg. de roupa em apenas três centímetros de água. Três centímetros de água, e uma tampa única de detergente para não ser obrigados a vestir uma camisola cheia de resíduos químicos mal lavados.
Sem água e sem detergente: melhor seria não lavar nada, uma economia dramática.
O objectivo deste absurdo é obter precisamente a "Tripla Classe A", o mágico logo que faz vender as máquinas de lavar roupa: economia de energia e economia de água! A máquina de lavar é melhor! De facto, a máquina que tenho na aldeia, uma Classe B chinesa de 170 euros, lava bem melhor. Outra "brincadeira" energética.
Mas a "piada" é ainda mais clamorosa. A fim de obter as roupas limpas de forma um pouco decente, é preciso reduzir pela metade a carga. Então, oh magia!, consome o dobro: precisa de duas cargas quando antigamente era suficiente uma.
Mas nem sempre é suficiente, por exemplo, se houver toalhas muito absorventes. Nestes casos é preciso o fiel acessório high-tech: o balde.
Isso mesmo. é necessário adicionar água antes da fase de lavagem, ou colocar roupa já molhada. Sempre com meia carga, é claro, caso contrário a cesta fica partida. Assim, além de economia energética, acaba também a poupança na água.
E a poupança de tempo: lavar duas vezes, adicionar água, molhar a roupa ... não será que "poupança energética" significa convencer todos de que finalmente é melhor voltar a lavar na fonte?

Fonte: Petrolio
Tradução: Informação Incorrecta

7 comentários:

  1. Anónimo9.11.11

    Breve ela terá mais uma surpresa: a durabilidade em comparação com a anterior. Sendo taxista sei do que se trata a obsolescência programada na própria pele. Tenho um Chevrolet Melivra (Meriva) e como apanho dele. Toda semana um susto. Há três meses não sei o que é deixar de dar um abraço no mecânico bom amigo. Toda semana! Hoje mesmo, estou aqui a tamborilar os dedos no meu horário de trabalho porque, porque, porque? Fui dar outro abraço no amigo mecânico, onde já sou recebido com tapete vermelho e banda de música. Conheci toda a família Graxa e Silva. Tem uma foto minha na sala de estar, bem acomodada na mesinha central.

    Walner.

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  2. Tenho um Chevrolet Melivra (Meriva)

    Fui dar outro abraço no amigo mecânico, onde já sou recebido com tapete vermelho e banda de música. Conheci toda a família Graxa e Silva. Tem uma foto minha na sala de estar, bem acomodada na mesinha central.

    Essa foi demais, hahahahahahaha

    Walner, quem sabe tu muda de profissão e abre uma oficina mecânica bem na frente da concessionária da Chevrolet?

    hahahahahaha

    Desculpe amigo, mas não resisti!!!

    Se sinta abraçado por mim como consolo

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  3. Anónimo9.11.11

    Já trampei com oficina, sei como é. A durabilidade de todas as coisas elétricas ou mecânicas ou etc parece ter sido reduzido a um centésimo de seus alteregos anteriores. Tudo anteriormente era feito para durar para sempre, hoje as coisas são feitas para estragar para que compremos novamente.

    Um 486 foi desenvolvido, em sua época, para ficar 1 ano inteiro ligado. A minha caixa de pandora cozinha em uma semana se deixá-la ligada diretamente.

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  4. Olá Walner!

    Na Europa o Meriva é vendido com marca Opel, mas é idêntico ao Chevrolet. Uma vez os Opel (marca alemã) eram conhecidos para ser carros simples mas bem robustos. Isso uma vez, óbvio.

    E tem razão Burgos: eu também ri ao ler o comentário :)

    Grande abraço!

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  5. Lololol, Anónimo, o 486 era um tanque quando comparado!

    No meu já estou a pensar mudar a ventoinha, não faz outra coisa a não ser aquecer, aquecer...e está tudo original, nada de "tuning" informático (acho que explodiria após a primeira tentativa)...

    Abraço!

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  6. Anónimo9.11.11

    Não ri não Burgos e Max.

    Walner.

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  7. Desculpe Walner, mas não pude deixar de rir, foi uma tragicomédia.
    Aprendi que quando as coisas vão mal, tem horas que temos que rir para não chorar.


    Vai meu amigo, sorria!!!

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