11 dezembro 2011

Abram os vossos olhos

E assim foi.

A reunião dos últimos dias da semana passada tinha que decidir a sobrevivência do Euro. Foi o que aconteceu: foi decidida a morte da moeda única. Mas não será algo de repentino. Pelo contrário, será uma lenta e dolorosa agonia. A não ser que um evento traumático qualquer venha a acelerar a implosão. O que não é possível excluir. Bem pelo contrário.

A Alemanha, com a cumplicidade do criminal Mario Draghi e a abismal idiotice do marido de Carla Bruni, conseguiu aí onde Hitler tinha falhado. Três tentativas no espaço dum século, duas vezes com o exército, uma com a economia. E, obviamente, foi esta última a bem sucedida, pois desta vez tudo aconteceu no âmbito democrático. Ainda uma vez a França assinou a própria derrota, ainda uma vez o Reino Unido fica de fora, para combater depois.


Mas atenção: atrás de Angela Merkel existe alguém. Tal como atrás de Hitler havia alguém. Ladrar contra a Alemanha seria como olhar para a ponta do dedo sem perceber que há algo além disso.
Vamos ver quais as novidades e tentar perceber como é que a Alemanha destruirá o Velho Continente.

O final da cimeira:

A estabilidade e a integridade monetária da União Económica e Monetária (...) Para atingir este objectivo, serão utilizados os resultados conseguidos nos últimos 18 meses, potenciado-os: o Pacto de Estabilidade e Crescimento reforçado, a actuação do Semestre Europeu que começa este mês, o novo procedimento para os desequilíbrios macroeconómicos e o Pacto euro plus (...) Se a Comissão relevar um desrespeito particularmente grave do Pacto de Estabilidade e Crescimento, irá exigir um documento programático de orçamento revisto.

...actuação do Semestre Europeu...
O Semestre Europeu significa que os parlamentos nacionais poderão examinar as respectivas finanças só após estas estarem aprovadas pela Comissão Europeia. E a Comissão Europeia é uma instituição formada por pessoas que nunca foram eleitas. São tecnocratas neoliberais que têm como dono as lobbies financeiras internacionais.
O Semestre Europeu foi pedido em 2002 pela lobby European Roundtable of Industrialists no memorandum ERT EU Governance, ERT Discussion Paper, May 30, 2002.
Em outras palavras: as que dizem terem sido decisões dos vários Monti, Passos Coelho, Sarkozy e companhia são na realidade ordens das lobbies privadas. Os políticos obedecem, com a Merkel no leme. 

... Se a Comissão relevar um desrespeito particularmente grave do Pacto de Estabilidade e Crescimento, irá exigir um documento programático de orçamento revisto...
Se, após ter examinado as nossas finanças antes que os parlamentos tenham a possibilidade de fazer o mesmo, a Comissão decidir que estas não são tão agradáveis (e não é difícil perceber "agradáveis" aos olhos de quem), os governos serão obrigados a corrigi-las. A soberania do governo democraticamente eleito e do povo foi totalmente apagada.

...o novo procedimento para os desequilíbrios macroeconómicos...
O novo procedimento para os desequilibrios macroeconómicos contem as sanções pecuniárias para os Estados que não obedecem. É o chicote que os tecnocratas de Bruxelas podem usar contra nós. Tal chicote foi pedido pela lobby financeira Business Europe em 2010 no memorandum Business Europe, The Madrid Declaration, June 11, 2010.
Após um ano e meio, eis a aplicação directa do desejo de alguns "especuladores" financeiros que podem condicionar centenas de milhões de vidas europeias.

...o Pacto euro plus...
O Pacto Euro plus inclui as medidas neoliberistas contra os trabalhadores, as medidas para aumentar a idade da reforma, os cortes nos ordenados públicos, os cortes dos serviços essenciais e a obrigação de incluir nas Constituições a proibição de ultrapassar os limites de despesa pública.
É o fruto duma série de pedidos avançados pela Business Europe entre Junho de 2010 e 4 de Março de 2011, entregues à Comissão Europeia e consultáveis nos seguintes lugares: Corporate Europe Observatory, Business against Europe: Business Europe Celebrates social onslaught in Europe. March 23, 2011.

Os orçamento gerais das administrações públicas devem ser equilibrados ou excedentários (...) Esta regra também será incluída nos sistemas jurídicos nacionais dos Estados-Membros ao nível constitucional ou equivalente (...) Reconhecemos a competência do Tribunal de Justiça para verificar a implementação desta regra a nível nacional. 

É estabelecida a obrigação dos Estados Membro de ter um orçamento equilibrado, isso é: o Estado deve aplicar impostos iguais ao dinheiro gasto para nós ou, melhor ainda, ter o excedente (superávit), isso é: o Estado aplica impostos com os quais ganha mais do que gasta para nós. Estes empobrecimentos automáticos dos cidadãos devem ser tornados obrigatórios por leis constitucionais, como escrito no parágrafo acima, de acordo com as reivindicações da lobby Business Europe. O Tribunal Europeu de Justiça, que de acordo com o Tratado de Lisboatem supremacia sobre as nossas Constituições, tem o poder de vigiar, mesmo que não tenha sido eleito por nenhum cidadão europeu.

Os Estados-Membro submetidos ao procedimento relativo aos défices excessivos deverão apresentar à Comissão e ao Conselho, para aprovação, um programa de parceria económica que mostre em detalhe as reformas estruturais necessárias para garantir uma correcção verdadeiramente sustentável dos défices excessivos. A implementação do programa, e dos documentos de planeamento orçamental anual de acordo com ele, será monitorizado pela Comissão e pelo Conselho. Será instituído um mecanismo para a relação ex-ante dos Estados-Membro sobre os respectivos planos anuais de emissão de dívida.

Se um Estado Membro for considerado negligente, deverá preparar um programa no qual se empenha em penitências de despesa pública definidas como "reformas estruturais": cortes nas reformas e serviços, mais impostos, deflação dos ordenados, etc.
Estas deverão ser implementadas sob a vigilância dos tecnocratas europeus ou de chefes de governos estrangeiros que ninguém elegeu (ver caso Mario Monti). Pior: a partir de agora, até as emissões de dívida (os Títulos de Estado) serão antes julgadas pelos tecnocratas e só depois permitidas. Isso é: nem a mais básica das operações de despesa soberana será permitida.

Logo após a Comissão achar que um Estado Membro ultrapassou o limiar de 3%, serão accionadas consequências automáticas a menos que uma maioria qualificada de Estados-Membro da Zona Euro tome medidas contrárias. Serão adoptadas as medidas e as sanções propostas ou recomendadas pela Comissão, a menos que a maioria qualificada dos Estados-Membro da Zona Euro seja contrária.

Se um Estado Membro se atreve a criar deficit e gastar para os seus cidadãos, isto é, dar-lhe mais dinheiro do que ele conseguir com os impostos, além do já ridículo limite de 3% do PIB, haverá automaticamente sanções económicas decididas pela Comissão Europeia, que poderão ser travadas somente se os Estados Membro chegarem a um acordo por maioria qualificada. Este é o paradoxo anti-democrático pelo qual, para evitar as chicoteadas de empobrecimento decididas pela Comissão não eleita, os representantes democraticamente eleitos terão que conseguir um fadigoso acordo. Inteiros Estados soberanos (!) para bloquear alguns burocratas nas mãos das lobbies financeiras. 

Em relação aos recursos financeiros, estamos de acordo sobre os seguintes pontos: (...) vai ser re-examinada a idoneidade do máximo global do FESF/MES de 500 mil milhões de Euros em Março 2012 (...) Estamos ansiosos por contribuições paralelas da comunidade internacional.

Eis o desastre do Euro como moeda insustentável que os mercados recusam até o ponto de fazer falir inteiros Estados. É precisa uma explicação: o que são estas FESF/MES?

Em síntese isso: são fundos de dinheiro que a Zona Euro está a reunir na tentativa de salvar da bancarrota os Países mais em crise, como Grécia, Portugal, Italia e, futuramente, França. Porque devem ser salvos? Porque adoptaram o Euro, a moeda que nenhum Estado pode emitir e que todos os Países da Zona Euro têm que pedir emprestada aos grupos de investidores privados. Mas estes investidores não confiam em financiar os Estados do Euro, em particular os mais fracos, pois cada investidor empresta dinheiro com a esperança de que o devedor possa um dia reembolsar o empréstimo (e não num dia qualquer, mas no prazo estabelecido).

E dado que nenhum Estado do Euro pode emitir Euros (pelo contrário, são obrigados a pedi-los emprestados), os investidores têm medo de que estes Países não possam reembolsar a dívida. Pelo que, pedem taxas de juro muito elevadas, uma medida lógica para compensar o maior risco. Obviamente os Países já enfraquecidos não podem enfrentar taxas de juros dignas da usura, pelo que deslizam alegremente até a falência (chamada "default" porque é um pouco mais elegante).

Então qual a solução encontrada pelas Mentes Pensantes de Bruxelas (com o bem estar da Alemanha que tem isso como objectivo)? Outras dívidas, definidas como contribuições paralelas, que constituem os fundos de resgate FESF/MES, pensando que os investidores sejam todos uma cambada de idiotas e não percebam o esquema.

Além do facto de que 500 ou 1.000 biliões de Euros como resgate são um nada (para salvar os Países em crise seria preciso quatro ou cinco vezes mais), o problema é outro:
  1. Mas porque temos de viver em Países onde cada Euro tem de ser implorado aos bancos, seguros, fundos árabes, tubarões-investidores?
  2. Mas porque as Mentes Pensantes de Bruxelas não seguem os conselhos que todos os operadores financeiros do mundo estão a gritar há meses?
A austeridade não paga, a única medida para (eventualmente) salvar o Euro é um Banco Central Europeu que faça o Banco Central: monetizar as despesas, sem limites, sobretudo em caso de emergência.

Para que os mercados possam acalmar-se do pânico, devem poder confiar de que não sofrerão falências estatais ou perdas enormes, e o Banco Central Europeu tem o poder de emitir Euros por tempo indeterminado, o que pode fornecer segurança. Mas os mercados sabem que isso não será feito.
(Financial Times, 09 de Dezembro de 2011)

Percebido? O BCE pode e deve salvar os Estados do desastre do colapso económico e do empobrecimento de milhões de famílias, mas não fará nada disso, então os mercados continuarão a atingir a Zona Euro.

Draghi está a trabalhar em parceria com a Alemanha tentando teimosamente colapsar a Europa, e aproveita do pânico dos mercados que, no fim, provocará precisamente o colapso.

É improvável que Draghi mude as suas políticas, e isso torna muito provável que as agências de rating cortem as avaliações de alguns Países do Euro.
(Jens Larsen, estrategista chefe para Europa do RBC Capital Markets).  

Resumo:
  • A cimeira foi uma farsa inútil que os mercados, verdadeiros donos do nosso destino, ignoram como uma piada.
  •  A parte estúpida dos líderes da UE sopra sobre o fundo salva-Estados, absolutamente insuficiente, que também provoca a hilaridade dos mercados. A parte consciente da UE (Merkel / Draghi) sabe disso muito bem.
  •  É claro para todos que o BCE deve intervir para impedir o colapso do Euro (mas não só da Europa!), mas Draghi recusa categoricamente. Esta recusa desencadeia os cortes das agências de notação, o que causa novas vagas de pânico dos mercados, o que enterra ainda mais o Euro e os Países a este ligados.

 A Europa entrada em colapso, a explosão do sistema do Euro, o colapso de todas as economias mais fracas como Itália, Portugal, Espanha, Irlanda, Grécia, França, Bélgica: tudo isso trará o Velho Continente à situação anterior a 1999, uma condição de sonho para a Alemanha. 

Com um Euro de duas velocidades, ou com o regresso ao Marco, será vista pelos mercados como o único salva-vidas, o único lugar seguro onde pôr o próprio dinheiro e investir. E quem manobra a Merkel, as mega-indústrias de exportação neo-mercantil da Alemanha, vão encontrar dezenas de milhões de trabalhadores europeus dispostos a trabalhar com um salário digno da China. 

A Europa não pode competir contra os mercados emergentes. Um País-guia rodeado por mercados de trabalho falidos sim.

Abram os vossos olhos.


Ipse dixit.

11 comentários:

  1. "...mercados, verdadeiros donos do nosso destino" quão indefinida é esta frase.......

    Agora a pergunta: E?

    ResponderEliminar
  2. Bem vindo ao balcão Max! Disso que estás falando eu entendo, embora não de economia. Já te sintetizo tudo: terceiro mundializar os povos europeus para manter competitiva a economia da Europa...não é isso?
    Então, como em sub mundo eu sou entendida, aí vai a síntese das coisas já em possível funcionamento e que afetam as populações em geral: alta de preços,elevação de impostos,corrupção em todos os níveis, capitalização das empresas com o dinheiro do Estado,sabotagem dos serviços públicos e consequente privatização dos mesmos,dois tipos de justiça concomitantes,engôdos nas leis trabalhistas, esvaziamento total da democracia e mutilação ambiental. Isso não é nada perto das consequências a médio prazo, ou seja, aquilo que eu conversava com a vizinha do botequim - a loja da Fada - Se as coisas continuarem assim, teu filho, mesmo empregado, será pobre, e mesmo que não viva isto pessoalmente, conviverá com a miséria, analfabetismo, fome, violência urbana e rural, estupidez e insensibilidade generalizadas, doença. E por ser teu filho, será uma pessoa decente, e vai sofrer com isso. Mas, vocês europeus, felizmente têm uma grande vantagem, que talvez os salve de tudo isso, se acordarem a tempo: são saudáveis, são cultos, são medianamente informados, estão bem alimentados, ao contrário da maioria de nós no terceiro mundo.
    Coragem, e abraços

    ResponderEliminar
  3. ihihih Maria se calhar é devido a sermos "saudáveis, cultos, medianamente informados, bem alimentados" que ainda andamos a fazer de conta que não vamos a caminho da berma!!! Afinal de contas enquanto houver saúde, cultura, informação e alimentação a MANADA não necessita de fazer NADA pois tudo está BEM...

    ResponderEliminar
  4. Mas não haja dúvida que é preciso a MANADA abrir e os olhos e fechar os BOLSOS... pois enquanto andam em manifs e acampamentos e a levar gás pimenta nas trombas... os marionetas andar a trabalhar... e já lá foram $16 TRILIÕES em empréstimos "secretos" ahahah

    ResponderEliminar
  5. Manuel11.12.11

    O fim do euro, é o fim da UE.

    E isso não seria derrota nenhuma para Portugal e para so Portugueses, seria uma vitória.

    Com o fim da UE poderiamos por fim por este pais na linha, e acabar com o sqque a que este pais está sujeito há mais de 30 anos, iria com certeza haver muitos politicos corruptos entalados.

    Por mim a UE, a raiz de todos os males de Portugal já devia ter acabado,destruinos as pescas, a agricultura, o textil, o calçado e o turismo.

    Mas há alguem que tenha saudades da UE, por mim ia já queimar bandeiras da UE para a avenida da liberdade.

    A UE nunca devia ter passado da CEE, um espaço d elivre comercio de pessoas e bens, tudo o resto são meras utupias da alta finaça globalista rumo a um estado totalitário á escala global.

    Por isso é que eu não acredito nesta noticias.

    Tudo isto é apenas contra-informação para enganar o povo, uma peça de encenação tetral, a alemanha é um estado paria nas mãos dos americanos desde a segunda guerra mundial, não tem poder para nada, cumpre ordens dos EUA.

    http://resistir.info/alemanha/german_card.html

    A França e a Inglatwerra são geridas por 2 sionistas sedeados nos EUA, sarkozy e cameron, por isso é que não acredito nisto.

    Tudo isto não passa de uma manobra de diversão, para lançar o caos, e depois justificar á força toda a criação de um governo economico para a europa, a que se seguirá uma federação.

    O plano é este e está em andamento.

    Na minha opinião, só nacionalistas anti-UE ingleses tal como o nigel farage é que podem acabar com este UE.

    http://www.youtube.com/watch?v=bypLwI5AQvY

    Pode ser que na França surja também algum movimento anti-Ue com força, de resto os restantes paises da europa não tem poder para acabar com isto, porque não têm o disusor supremo, a arma nuclear.

    Merkel, sarkozy, Cameron e Rompuy são Bildenbergos capachos dos sionistas.

    ResponderEliminar
  6. Olá Manuel!

    "alemanha é um estado paria nas mãos dos americanos desde a segunda guerra mundial, não tem poder para nada, cumpre ordens dos EUA."

    Não foi um acaso eu ter feito uma comparação com a Alemanha de Hitler. Sabemos que esteve atrás da ascensão do Terceiro Reich, quem financiou.

    "Ladrar contra a Alemanha seria como olhar para a ponta do dedo sem perceber que há algo além disso." está escrito no post. Atrás pode haver (e há de facto) as empresas alemãs, mas não só. É só ler o que tudo foi escrito neste blog ao longo dos vários meses: IG Faber, Bayer, ligações com as empresas dos EUA...sem esquecer os verdadeiros donos dos grandes bancos de Wall Street.

    Só não concordo com dois pontos:
    - a hipótese sionista (menos romanticismo, mais pragmatismo no meu ponto de vista), mas este afinal não passa dum pormenor pois o fim do projecto é o mesmo.
    - a criação duma federação europeia. Não, não haverá nenhuma federação mas um poder central muito forte.

    Depois, repito, o final previsto é o mesmo.


    Maria!!!

    "Mas, vocês europeus, felizmente têm uma grande vantagem, que talvez os salve de tudo isso, se acordarem a tempo: são saudáveis, são cultos, são medianamente informados, estão bem alimentados, ao contrário da maioria de nós no terceiro mundo".

    Maria, nós Europeus estamos num estado de idiotice particularmente acentuado, além de que já faltam as motivações para qualquer tipo de reacção. Os Europeus estão "cheios" de palavras mas simplesmente "esvaziados" do espírito que já foi nosso.

    Um espírito que pertence agora à outros Países, os assim chamados "emergentes". Quem pode salvar o mundo não mora aqui mas aí. Porque é muito mais simples subir de que manter-se no topo.

    Abraço!!!

    ResponderEliminar
  7. Olha aí se não seria o caso de Portugal largar mão da falida União Européia solicitar a sua inclusão na Federação Brasileira. Seria a 28ª Unidade da Federação. Cerca de 10 milhões de habitantes... Mais ou menos um Estado como o Paraná. Faríamos um plebiscito aqui para decidir sobre a aceitação, mas creio que cá há até uma certa simpatia à idéia.

    ResponderEliminar
  8. Já estou seguindo seu blog pelo Google friend conect, tem um belo conteúdo, convido a conhecer meu blog: http://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/ e também seguir-me pelo Google friend. Abraço

    ResponderEliminar
  9. Boas Max,

    Partilho da tua opiniao: esta cimeira pos um ponto final na soberania dos estados membros da Uniao Europeia. Sempre se viveu numa falsa democracia, mas penso que agora, esta e' por demais evidente. Mais que nunca os nossos representantes eleitos democraticamente serao meros lacaios dos tecnocratas de Bruxelas. Pior ainda, neste momento os lideres de Italia e Grecia sao tecnocratas nao eleitos democraticamente, mas e' indiferente pois na pratica vai dar exactamente ao mesmo.

    A sociedade europeia como conhecemos atingiu o seu apogeu no meio da decada passada e desde entao temos vindo a assistir a uma alienacao de direitos que com tanto sangue e suor foram adquiridos pelos nossos antecessores. E' por demais evidente que cada vez vivemos mais numa autentica corporocracia em que o lucro ta claramente acima do Homem o que vai tornar na Europa um continente com descrepancias sociais a um nivel ainda mais dramaticos que os EUA e o pior e' que a nossa geracao claramente nao tem a FIBRA das geracoes anteriores para mudar o rumo dos acontecimentos...

    PS: Muita atencao a venda da participacao do Estado da EDP aos ALEMAES da E.On... vai de encontro ao plano e ao que se tem dito por aqui. E' tudo menos inocente e infelizmente nada surpreendente.

    ResponderEliminar
  10. Pergunto-me no meio disto tudo - Sera que o Cameron (coff coff a City of London) evitou que o UK entrasse no Titanic?

    Tera Cameron, ao servir os interesses da City, ou seja, evitar uma regularizacao e supervisao alem portas ao seu enorme 'Shadow banking system', mantido a soberania do seu pais?

    Historicamente a Inglaterra sabe escolher o lado certo por isso esperemos para ver como serao as coisas daqui a um ano. Para ja por aqui a inflacao e' de 5%(resultado de um Quantitative Easing), e apesar de um consumismo louco os ordenados nao tem aumentado como noutros anos.

    ResponderEliminar
  11. Anónimo12.12.11

    É um pássaro? É um avião? Não, é o Pedro Corre que o Coelho Dá de Frosques que à velocidade da luz põe a lição em prática.

    "O primeiro-ministro insiste que o limite do défice deve ser inscrito na própria Constituição."

    http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article1057425.ece

    ResponderEliminar

Printfriendly

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...