31 outubro 2011

Comunicação de serviço

Não se preocupem, não é o vosso navegador que está com problemas, é que tive de modificar um pouco o visual do blog. O índice ficava muito em baixo e tornava-se de difícil consultação.

Além disso o blog demorava bem 8 segundos para abrir, um eternidade. É precisa um pouco de limpeza.

Por isso, hoje e amanhã, modificações em cursos.

Ipse dixit!

Allouín!

O Nobre Saraiva envia um link e diz:
Achei piada hoje abrir a página do Google e deparo-me com um doodle cheio de abóboras...
Pois bem, já nem me lembrava que nos EUA se comemora o Halloween. Tal como disse, nos EUA!

Mas por estranho que pareça, essa tradição norte-americana anda espalhada por todo o Mundo e porquê?

Curiosidade, cliquei no doodle e logo o primeiro artigo que encontro nos resultados a pesquisa, é uma dissertação bastante interessante de um sujeito.
Mais uma vez, o efeito globalizante da economia do consumo, tem deste brilharetes...Porque é que os miúdos portugueses (por exemplo), festejam uma festa que nem é nossa? Espero que seja útil.
Nobre Saraiva, claro que é útil. E obrigado.
E o artigo? Aqui está.

O Sol e nós

Abandonemos este planeta cheio de problemas e vamos ver o que se passa nos arredores.
Olha, uma estrela! "Sol", dizem os bem entendidos.

Tudo bem com o Sol? Nem por isso. É que a nossa estrela tem um comportamento esquisito. Bom, esquisito para nós, normal segundo ela. Pontos de vista.

A verdade é que muitos lados permanecem obscuros ao falar do Sol.
Sabemos que é a "nossa" estrela é uma enorme central termo-nuclear (não privada, por enquanto); sabemos que emite vários tipos de radiação (como a luz, por exemplo); sabemos que é fundamental para a vida no nosso planeta, a nossa vida.

Wallerstein e o fim do Sistema

Enquanto os políticos do mundo discutem como temos de gerir e resolver a crise económica do Ocidente, o diagnóstico do sociólogo americano Immanuel Wallerstein está feito: crise sistémica.

Segundo ele, o problema não é curar o Capitalismo, mas acompanhá-lo na viagem para o túmulo e incentivar o surgimento do que o geopolítico belga Philippe Grasset chama de contracultura.

Russia Today entrevistou Wallerstein, segundo o qual a desintegração do sistema é irreversível: estamos a testemunhar o fim, com o declínio começado na década final do século passado e cuja lenta agonia vai durar mais uns vinte ou quarenta anos.

O Capitalismo não pode sobreviver como um sistema, por isso vive a etapa final duma crise estrutural de longo prazo. Não é uma crise rápida, mas uma mudança estrutural de grandes proporções.

Axioma de Ducharme

Axioma de Ducharme: ao olhar bem de perto o problema, reparamos que somos parte do problema.
Arthur Bloch

30 outubro 2011

As coisas que este cão sabe... - Parte IV

- É isso que fizeram.
- Eh?
- É isso, olharam para trás: esta coisa do Estado que antes tem que poupar para só depois gastar.
- Ainda? Leo, basta com o assunto, sério, já ninguém acha graça. Todos estes pensamentos, acho podem fazer-te mal....deixa-me ver a televisão que começou "A Casa dos Segredos", tá bom? Senta, toma, morde o meu chinelo, faz o cão normal.
- Ricardo.
- Não, aquele é Marco, o namorado da Susana, acho que vai ser expulso, os espectadores não gostam dele, é um rufia...
- Tinha sido David Ricardo a pensar nisso: o Estado tem antes de poupar e só depois gastar. E não só: deve sempre gastar menos de quanto consiga poupar.
- Não, basta...
- Só que Ricardo era um economista do 1800, percebes? Foram buscar um economista do 1800 para justificar esta teoria. Um fulano que considerava o Estado como uma família. Porque com uma família é assim: antes poupas para gastar depois, é normal. Mas o Estado não nasceu para ser uma "grande família", o Estado tem outros fins: gerir a coisa publica, a Res Publica, fazer funcionar as empresas, criar emprego, serviços, importar, exportar...Pensa nisso Max: se o Estado poupar antes e gastar menos de quanto poupar, isso significa que injecta menos dinheiro na gaveta dos cidadãos. Segundo esta regra, tira 100 com impostos e cortes e depois põe 90, sempre assim. Pega numa calculadora: isso significa que em dez anos poupa 100 e nós perdemos 100. Grande negócio, não é?

28 outubro 2011

Atenas e o suplício de Tântalo

E agora quem disser mal das Mentes Pensantes que morra com todos os Filisteus!

Porque é assim: na superhipermegareunião de Bruxelas os poderes fortes mostraram os músculos.
E o cérebro? Epá, não abusamos, tá bom?

O caso da Grécia, por exemplo.

Nos diários podemos encontrar os seguintes dados:
  • o total da dívida grega é de 360 biliões de Euros;
  • as Mentes Pensantes conseguiram um haircut (corte) da dívida de 50%;
  • a dívida grega diminuirá de 100 biliões.

Bom, eu na matemática sou muito fraco. Mesmo assim penso: quanto é 50% de 360 biliões?
Com fadiga respondo: 180 biliões.
Então porque a dívida grega diminui de 100 biliões, sendo 50% de 360 = 180 biliões?

Será que em Bruxelas são matematicamente ainda mais fracos?

Tinta e Champanhe

Uma garrafa de champanhe Bollinger R.D.do ano1982 custa 948 Euros, isso é, 1.264 Euros ao litro.

Acham muito?
Eu acho que não, pelo contrário: é bastante barato se comparados com quanto costumamos gastar para outros líquidos.

A tinta de impressora, por exemplo.
A loja Staples, presente na Europa e no Sul América também, vende os cartuchos aos seguintes preços:

Canon BCI-24 Cor, conteúdo 9 ml: 22.99 Euros.
O que significa 2.554 Euros/litro.

Lexmark Preto,conteúdo 15.5 ml: 38.99 Euros.
O que significa 2.582 Euros/litro.

Mas estes dois não são casos limites.
Em 2003, a revista inglesa Which? calculou que os cartuchos HP cores têm um custo 7 vezes superior ao Dom Perignon de 1985.

A tinta para impressoras custa até 7 vezes o melhor champanhe. Por isso, o verdadeiro luxo não é ter na mão um cálice do precioso vinho francês num conceituado restaurante no centro da cidade, mas é imprimir um papel em casa.

Carropost: a sondagem

Eis o primeiro (e se calhar último) encontro com o Carropost, um post especial pois foi gravado no carro, com o telemóvel. Por isso a qualidade é péssima.

Não só: mas também é demasiado comprido, mais de 20 minutos.

Lamento, mas é isso que acontece quando uma pessoa fica sozinha, no carro, à espera, num dia chuvoso.
É justo que os Leitores sofram também como sofri eu.

Se querem ouvir, mas se querem mesmo, têm que aumentar um pouco o volume, pois o original é baixo.
Ah, é tudo mono, obviamente.
Muito, muito aborrecido.

Os temas da conversa são:
  • resultados da sondagem
  • reunião da Euro Zona
  • chove e estou a molhar-me o braço
  • quem é Andrea Doria?

Verdadeiramente aborrecido.






Para as pessoas que preferem evitar tal suplício, eis um breve resumo do estado de saúde do blog.

O velho Inferno da Líbia - Parte III (e última)

Dois post acerca da Líbia que suscitaram dois tipos de reacções opostas: dum lado quem vê em Khadafi quem conseguiu construir um País válido, doutro lado quem pergunta "Sim, mas então tudo aquilo que foi dito nos média ocidentais era mentira?".

Em primeiro lugar: este blog não está  aqui para propor a beatificação de Khadafi. Longe disso.
Como escrevi há alguns dias:
Fez coisas horríveis, é verdade.
Não piores de quanto já fizeram um Obama ou um Cameron qualquer, mas sempre horríveis.
Parece ser uma afirmação bastante clara, que acham?
A atenção de Informação Incorrecta nem é focada na figura de Khadafi, mas sim da Líbia e dos Líbios.

27 outubro 2011

O velho Inferno da Líbia - Parte II


Perante as legítimas dúvidas de alguns Leitores, fui espreitar as minhas fontes (coisa que já tinha feito antes da publicação, como costume).

Tendo sido a Líbia uma colónia italiana até 1945 e em administração controlada até o final dos anos '50, lógico que os dois Países sempre foram próximos, apesar das divergências políticas (muitas vezes mais de "fachada" que reais).

Não acaso, o primeiro importador de gás líbio sempre foi a Italia (não lembro da situação acerca do petróleo).

Simples, portanto, encontrar material acerca do País da África do Norte em língua italiana.

Deixo aqui o link duma entrevista com dois representantes da Liga dos Estudantes Líbios em Italia, vídeo que, infelizmente, é em italiano.

Em frente: eis algum material retirado do bom site "Dittatori", que reconstroi os regimes de alguns ditadores tal como das vítimas deles.

Na secção dedicada ao defunto Khadafi, encontramos o Livro Verde que contém os princípios básicos que regulavam a sociedade da Líbia.

Fica assim mais simples perceber o porquê das escolhas que podem parecer extravagantes, como os desempregados que recebem salários ou a electricidade gratuita para todos, mas que, na realidade, fazem parte duma sociedade que tinha nas próprias bases um ideal de democracia bem diferente do nosso.

Pode ser definido como democracia socialista, tendo em conta que as raízes do socialismo líbio não são, em muitos aspectos, as mesmas do socialismo ocidental, enquanto mediadas pelo Islão.

O velho Inferno da Líbia

Para concluir: a Líbia está agora livre, o Senhor do Mal morreu, os Líbios podem agora sorrir com um País em pedaços e sem paz. Lembram do Iraque? Mesma coisa.

Mas além destas pequenas satisfações, há também outras coisas que os Líbios poderão enterrar de forma definitiva, maldades típicas dum regime baseado no ódio e no medo, tal como todos os regimes.

Eis uma breve lista:
  • Finalmente os Líbios poderão receber a factura da electricidade. Coisa desconhecida até hoje, pois a electricidade é gratuita para todos os cidadãos.
  • Até que enfim: os Líbios poderão começar a pagar os interesses sobre os empréstimos, como todas as pessoas normais. Até hoje, sendo os bancos de propriedade do Estado, todos os empréstimos tinham "zero" de juros. Uma barbaridade.
  • Ser dono da própria habitação deixará de ser considerado como um direito humano. O que é ridículo, temos de admitir.
  • Os recém-casados deixarão de receber 60 mil dinares (mais ou menos 50.000 Dólares) para as primeiras pequenas despesas.
  • Basta com instrução e saúde gratuitas: os Líbios têm de crescer e crescer significa aprender a pagar.

2012: a Grande Descida?

O Clube de Roma foi fundado em 1968 na quinta de David Rockefeller em Bellagio, Italia.

Pronto, nesta altura já seria possível acabar, pois é claro que tal Clube é outro daqueles círculos com os quais a elite tenta revestir com uma capa de "teoricamente plausível, aceitável, até bom" os próprios objectivos bem mais rústicos e deploráveis.

Todavia é interessante observar mais de perto um dos produtos do Clube, o livro The Limits to Growth ("Os Limites do Crescimento"), encomendado ao MIT (Massachusetts Institute of Technology) no princípio dos anos '70 e cujo autores principais foram Donella H. Meadows, Dennis L. Meadows e Jørgen Randers.

O livro, baseado em simulações do computador, prevê as consequências das interacções entre Terra e raça humana. É uma seca de publicação, desactualizada em muitos pontos.

As coisas que este cão sabe... - Parte III

- Max!!! 
- Ahi, Minha Nossa, assustaste-me! Que acontece?
- Lembras do que disse até agora? 
- Eh? Leo estou a conduzir, fica quieto aí atrás, pode ser? Já não ajudas, pelo menos fica bom...
- Não mudar de assunto e pensa nisso: só o Estado ou os outros Países podem injectar dinheiro na gaveta dos privados. Lembras das gavetas? 
- Fogo, ainda com esta história...
- Lembras de que num País com soberania monetária a dívida nunca é um verdadeiro problema, lembras? Aliás, a dívida é a forma do Estado criar riqueza, lembras disso também?
- Lembro.
- Então percebeste que sempre foi contada uma enorme mentira? Que a dívida nem deveria chamar-se assim e que não é nada pública?
- Sim, percebi.
- Então a questão é simples. No mundo sempre fomos três: os bípedes normais, os bípedes ricos e os cães. Os cães eram os melhores, depois havia os Reis com a aristocracia e massas enormes de desgraçados sempre sem dinheiro. Depois aconteceu algo. Com revoluções, guerras e mortos foi criada a democracia.
- Maravilha...assim vamos todos votar.
- Não só. Ó Max, tenta ver as coisas numa óptica escatológica.
- Escato...mas onde aprendes estas palavras?
- No Baupedia.
- Ah...

26 outubro 2011

O Papa indignado

O Papa está indignado.
Também ele?

Ah, pois... 

Occupy Vatican City? O Papa manifestará perante a Santa Sede?

Talvez não. A indignação dele não chega até estes pontos.
Aliás, toma um percurso diferente. Bem diferente.

O documento, cujo título é "Para uma reforma do sistema financeiro e monetário internacional na perspectiva duma Autoridade pública com competência universal", começa já mal: o que é esta "Autoridade de competência universal"?

Não é por nada, é que dito assim fica um bocado suspeito...
Mas vamos ler.

O Dia dos Dias: o haircut das Mentes Pensantes

É hoje. O Dia dos Dias.

O Dia da Super-Reunião das Mentes Pensantes.
O Dia do qual sairá o futuro das próximas duas ou três semanas.

Toda Europa está com a respiração suspensa.

O que é perigoso, pois alguém pode esquecer-se de voltar a respirar.
Além disso, se todos voltassem a respirar ao mesmo tempo, poderia haveria um vendaval.
Que, combinado com a chuva de hoje, teria efeitos devastadores.

25 outubro 2011

Soros: Sete Passos para a Forca

Amanhã, as Mentes Pensantes mais Pensantes de toda a Europa vão reunir-se para tomar as decisões necessárias à solução da crise do Euro. Que, depois, é a crise sistémica global.

Já no passado fim-de-semana as Mentes estiveram reunidas ao longo de três dias, no fim dos quais tinham decidido que as decisões teriam sido tomadas na Quarta-feira.

Três dias para decidir de decidir na semana seguinte?
Acontece quando quem pensa são as Mentes Pensantes.

Entretanto há outras pessoas que pensam. Uma delas é o filantropo George Soros, um dos indivíduos mais ricos do planeta, director do Council on Foreign Relations.

Pensa e pensa, eis que nascem 7 propostas para resolver a crise. Vamos vê-las.

Pele Negra, Máscaras Brancas

Barack Obama, além de ser simpático, é também Nobel da Paz.

Por isso não invade: defende. É este o sentido da próxima operação dos Estados Unidos: uma missão humanitária onde os soldados entrarão em acção apenas para auto-defender-se. O facto de serem tropas especiais, treinadas para matar, rebentar, explodir e conquistar é um pormenor insignificante.

Onde? Uganda. Para começar, pois o cenário é bem maior.
No passado dia 14 de Outubro o simpático Obama anunciou o envio das ditas tropas também no Sul Sudão, no Congo e na República Centroafricana.
Objectivo da missão: acabar com a guerra civil que continua  afazer estragos na região.

Doutro lado a Líbia agora está controlada, a Síria está em fase de aquecimento, que vamos fazer? Paramos mesmo agora? Seria um desperdício.

Muito insólito?

A imprensa julga a decisão de Obama "muito insólita", até "estranha", mas o que há de estranho aqui é a forma como a imprensa raciocina.

O envio de tropas para a África é a lógica consequência da política americana, sempre a mesma desde 1945.

O Vietname, por exemplo: mas porque raio os Estados Unidos tentaram "ocupar " (mas na verdade foi uma operação para ajudar a parte sul do País, sempre "acções humanitárias" e de "defesa") um País que ficava do outro lado do planeta?

A crise dos burros

Uma história não nova.
Mas de vez em quando é bom lembrar certos assuntos.

Um homem de fato e gravata apareceu um dia numa aldeia. De pé, em cima duma velha caixa de fruta, gritou que teria adquirido por 100€ cada burro nas redondezas.

Os camponeses ficaram um pouco surpreendidos, mas o preço era bom e aqueles que aceitaram voltaram para casa com a carteira cheia de notas.

No dia seguinte o homem apareceu outra vez: desta vez oferecia 150€ por cada burro. Lógico, muitos camponeses correram a vender. E no dia a seguinte a oferta foi ainda melhor: 300€ por cada burro. Já eram poucos os burros não vendidos e, acabado o dia, anunciou que na semana a seguir teria pago 500€ em troca de cada animal.

Antes de partir, pegou nos burros adquiridos e entregou os animais ao sócio, com a ordem de vender cada burro em troca de 400€.

24 outubro 2011

As coisas que este cão sabe... - Parte II

- Max, acorda.
- Eh? Mas que horas são? É tão escuro...volta a dormir Leo...
- Não posso, está vento.
- Credo, um cão que tem medo do vento, onde já se viu?
- Não tenho medo: é que o vento é malandro.
- Sim, sim, sem dúvida...que queres?
- Lembras da nossa conversa acerca da dívida?
- Sim, lembro...epá, mas são 3 da manhã, vai dormir, fogo!
- Dizia: as gavetas. Lembras? Só o Estado ou os Países estrangeiros podem injectar dinheiro "fresco" na gaveta dos privados, caso contrário o dinheiro que circula é sempre o mesmo e a riqueza não aumenta. Em Italia, nos anos '50 e '60, era só enriquecer: o empregado pedia um aumento de 50 e o padrão dava 100, isso porque todos compravam as mercadorias italianas e depois havia o dinheiro dos Americanos, muitos investidores.
- Leo, tu nem eras nascido na altura...
- Nem tu, mas "é só ler" como costumas escrever no blog. E depois havia os Comunistas que, apesar dos proclamas, faziam negócios com a Fiat e as maiores empresas não só italianas. Acorda.
- Sim, estou acordado...mais ou menos...
- Mas principalmente foram o Estado italiano, que gastou muito, e os Países estrangeiros que permitiram um verdadeiro "Bau" naqueles anos.
- "Boom", não "Bau".

O emaranhado

Até que enfim.
Alguém pensou: que acontece ao analisar os relacionamentos que decorrem entre as empresas de todo o mundo?

Quem costuma ler informação alternativa já conhece a resposta. Mas agora, surpresa!, temos a confirmação oficial . E, sobretudo, científica.

Um grupo de pesquisa do Politécnico Federal de Zurique, liderado por James Glattfelder, decidiu estudar os pontos de contacto, por assim dizer, existentes entre um total de 43.000 empresas transnacionais: ao fazer isso, individuaram um sub-grupo relativamente pequeno composto por outras empresas que têm um poder desproporcionado na economia mundial.

Entrevistados pela revista New Scientist, os pesquisadores descreveram qual o objectivo: uma análise livre de ideologias, um esforço que tem como fim estudar os relacionamentos entre um número muito elevado de empresas para decifrar a complexa rede de poder. Para isso, a pesquisa combina a matemática experimentada para moldar os sistemas naturais com dados empresariais completos.

Os Protocolos dos Sábios de Sião

Diz Walner:
[...] Navegando por aí, fui dar de encontro com algo por mim conhecido de forma superficial (inteiramente superficial), pois acreditava na versão de que o objeto em questão, tinha sido forjado para incriminar os judeus. Falo do famoso "Protocolos dos Sábios de Sião". [...]

Na verdade tudo indica um plano bem desenhado e seguido à risca. Aqueles meus gens esquerdistas estão revoltados, mais uma vez se sentiram traídos (melhor seria dizer, manipulados).

Se não for pedir muito, seria possível uma consulta aos alfarrábios do Léo e ver qual a credibilidade do documento? Isto se for possível se chegar à alguma conclusão.

Espero não estar abusando da tua paciência e do teu tempo. Eu e meus gens, cada dia mais desbotados, agradecemos.
Abusar da paciência? Ora essa: Informação Incorrecta é lugar de troca de informações, de ideias: e se o Leitor estiver curioso acerca dum assunto, qual o problema em falar dele?

Os Protocolos. São verdadeiro? São falso? Boh? Mas sobretudo: o que são?

23 outubro 2011

À procura dos Bons...

Maria, para variar, fez uma pergunta inteligente.
Mais do que isso: uma pergunta para a qual encontrar uma resposta é muito difícil.

Antes demais, a pergunta:
Max: eu queria muito saber quem são os "bons"?
Não me diz que são Obama, Hilary Clinton, Cheney etc porque não vale!
E te digo porque não vale. Simplesmente porque na falta destes, vem outro igualzinho.
Eu quero saber quem são "os bons de verdade" hoje; nome e sobrenome.
Também não vale me dizer: "os" Rothchild, "os" que tal etc.
Assim como se nomeia com nome e sobrenome "os maus", e na falta deles, o mundo sorri satisfeito pela eliminação de um demônio, eu quero os nomes dos santos, daqueles que se forem eliminados, o mundo vai ficar "muito pior", e tão cedo não vai dar para substituir.
É sério!!
Abraços.
Ops...e agora, que digo?
Bom, vamos ver.


Dinheiro, poder

Em princípio, uma pessoa "boa" deveria ter algumas características:
- operar tendo como fim o bem comum
- compartilhar alguns dos valores que a maioria das pessoas reconhece como "bons".

Existem pessoas assim?
Sim, claro que sim. Mas...

Pois, ainda uma vez um "mas".

Freud dizia que na base de qualquer acção humana há o sexo.
Pontos de vista. A nossa sociedade parece mais fundada sobre o ideal do dinheiro e, ainda mais, do poder.

Estas são duas coisas que podem arruinar a integridade de qualquer ser humano: é difícil resistir perante ofertas que não são feitas para ser recusadas.

Podemos observar isso na nossa comunidade: com certeza, todos nós já ouvimos falar dum candidato que, uma vez eleito, afastou-se dos seus antigos princípios para conseguir um enriquecimento material.

É normal, triste e deplorável, mas normal.
Imaginemos o número e a qualidade das tentações às quais são submetidas as pessoas que conseguem cargos de particular relevância, graças aos quais entram em contacto com homens de poder.
Quantas entre estas pessoas conseguem resistir?

Mas estou convencido de que a chave para a resposta nem esteja aí.
Vamos ver as coisas sob outra luz.

21 outubro 2011

Todos os Maus do mundo

Agora que também Khadafi decidiu passar para o mundo dos mais, quais são os autênticos Maus com os quais podemos ainda contar?

Eis uma breve lista, para não esquecer que o Mal tem de ser combatido e derrotado, sempre e em qualquer lugar, mesmo que não seja Mal, não interessa: é o princípio que conta.



Os Maus mais Maus

Mahmud Ahmadinejād

Claro está: em primeiro lugar o Presidente da República Islâmica do Irão.
As culpas dele não têm fim: quer ter energia nuclear e, quem sabe, talvez construir uma bomba atómica, tal como já fez na mesma região Israel. Com a diferença de que Israel é Bom, enquanto o Irão é Mau.
Mas porquê Israel e Bom e o Irão é mau? Porque sim.

A seguir: o Irão tem um sistema bancário que não está baseado sobre os juros, o que é loucura, não pode funcionar e deve ser abatido antes que comece a espalhar-se. Além disso, o banco Central de Teheran é um dos poucos que ainda não caiu nas mãos dos Rothschild, uma situação que deve ser corrigida e depressa também.

O Irão tem petróleo e gás, só que Ahmadinejad não quer vende-los em Dólares: só por isso deveria ser crucificado ou, pelo menos, morto após um razoável período de sofrimento.

Suprema heresia, Ahmadinejad várias vezes indicou os Estados Unidos como principal fonte dos problemas do Mundo.

Como se tudo isso não bastasse, Ahmadinejad é muçulmano, coisa já por si bastante grave, sendo todos os Muçulmanos maus e terroristas.

Superpolícia!

Qual o melhor soldado? Aquele que obedece, claro.
E o soldado ainda melhor? Aquele que não percebe o que diz a pessoa que está prestes à bater. Ou abater.
Sorte nossa se na Europa houvesse uma força assim...

Ehi, mas há! E até tem um nome: Eurogendfor.

Como se pronuncia esta coisa? Não interessa, não é para ser pronunciado, é para ter medo. Deve ser por isso que o Eurogendfor foi enviada até a Grécia.
Tiveram medo os Gregos? Não. Mas calma, a Eurogendfor está nas primeiras saídas, deve "fazer-se os ossos". Da próxima vez será melhor, sem dúvida.

Vamos conhece-la melhor? Porque a impressão é que teremos outras oportunidades para vê-la em acção.

Em primeiro lugar, uma correcção: a Eurogendfor não é para ter medo, pois se o cidadão for um bom cidadão nada acontecerá. E ser um bom cidadão é simples: é só respeitar as ordens, a ordem constituída, trabalhar (se houver trabalho), votar (quando deixarem), fazer poucas perguntas (aliás, não fazer perguntas é ainda melhor) e tudo correrá bem.

Se a isso adicionarmos algumas horas de televisão diária e a leitura dos média de regime, então seremos o cidadão modelo e a Eurogendfor será a nossa melhor amiga.

20 outubro 2011

Outro Senhor do Mal cai

Até que enfim morreu.

Tinha que ser: Khadafi era mau.
Fez coisas horríveis, é verdade.

Não piores de quanto já fizeram um Obama ou um Cameron qualquer, mas sempre horríveis.

E, sobretudo, Khadafi era estúpido: não teve a capacidade de escolher o campo dos Bons.

Sobretudo era velho, desactualizado: Khadafi era um dinossauro analógico num mundo digital em contínua evolução.

As coisas que este cão sabe... - Parte I

- Ó Leo, ouve.
-...zzzzz.....
- Leo?
-...zzzzzzzz...
- LEONARDO!
- ...zzzzzzeh?
- Olá Leo.
- Que tu queres?
- É assim: escrevo, escrevo, escrevo acerca desta crise mas pergunto: não haverá uma maneira mais simples para explicar o que se passa? Muito simples mesmo?
- Não percebes, é isso?
- É muito confuso...
- Já disse muitas vezes...
- Sim, verdade, mas sabes, uma coisa são as grandes teorias, outra coisa é a realidade, o que nós vemos nas ruas...
- Pois, não percebes.
- Não é preciso ofender.
- Ó Max, vê se desta vez consegues entender alguma coisa, tá bom? Afinal eu sou um cão, nem deveria tratar destes assuntos. Qual a tua dúvida?
- Epá, é assim: quem é que nos dá o dinheiro? Porque nunca é suficiente? E agora que temos a crise, como funciona?

GEAB nº 58 - Parte II

E vamos com a segunda e última parte do GEAB nº 58, que começa com a análise de alguns dados acerca das instituições bancárias.

A dizimação do pessoal bancário

A situação é mesmo desoladora para os trabalhadores do sector bancário [...]: a partir da metade de 2011 Wall Street e Londres tem continuamente anunciado despedimentos em massa, difundidos também me centros financeiros secundários como aqueles suíço, europeu e japonês.

Em duas vagas, algumas centenas de milhares de empregos desapareceram: a primeira em 2008-2009, depois na Primavera deste ano.
E esta segunda vaga está a aumentar com o passar dos meses.

19 outubro 2011

Al-Mu’Tasim Billah Al-Gaddafi. Khadafi para os amigos.

Burgos pergunta: que diz Khadafi?
Resposta: assim fala Khadafi.

Assim como?
Assim, é só ler a seguir, calma, fogo, quantos Leitores com pressa...

Mensagem de Al-Mu’Tasim Billah Al-Gaddafi:
Apelo para uma Revolução Global

Povos do mundo!

O inimigo está em fuga.

Estão com medo de um movimento de resistência que não pode ver nem prever.

Agora somos nós que escolhemos quando, onde e como atacar.

E tal como os nossos antepassados ​​acenderam a primeira chama da civilização, agora vamos redefinir a palavra "conquista".

Hoje escrevemos um novo capítulo nas artes da guerra urbana.

Não precisamos de armas ou combatentes, temos bué disso. [Nota: Khadafi não disse mesmo "bué", mas gosto da expressão, NDT]

Conhecer para ficar imóveis

Antes de traduzir o artigo de Burgos (é já a seguir) uma breve nota acerca dum comentário que recebi.
Assinado Willibert, na verdade reflecte o pensamentos de mais Leitores, pelo que a resposta interessa a mais do que uma pessoa.


Eis o comentário:
eu to com o Pedro

o max ainda ta chorando com estes negocios de dos protestos

se tu quiser ir em protesto financiado por bancos vá caramba!!

eu acho q vc é mais como estes que acredita em anonymous, em wikileaks e etc...
ou seja, que se aliena a qualquer movimento (sem ao mesmo se importar que sejam legítimos ou nao)

é brincadeira!

se tu nao gosta de ter conhecimento mais que os outros, então pare de ler livros, feche o seu blog e se inscreva no greepeace pra protestar...

vc tem mais conhecimento que os outros é justamente pra passar estes conhecimentos...... a nao ser q vc nao esteja fazendo isto... aí é problema seu....

to de saco cheio
Querido Willibert, em primeiro lugar um pedido de desculpa: de facto, atrevi-me a publicar neste blog uma minha ideia, o que reconheço ter sido uma falta de respeito.

Vou tomar medidas para que isso não volte a acontecer.

Deuses e porcos: como vamos morrer

Enquanto estava a traduzir o GEAB, eis que os Deuses enviaram outro envelope.

Olha, uma outra visão do futuro! Grande sorte hoje...

Então vamos ler.

Querido Leonardo,

em anexo enviamos-te um dos possíveis futuros para os próximos meses.
Pode tornar-se realidade, pode não tornar-se: quem sabe?
Em qualquer caso, aqui fala-se do futuro dos Humanos: tu, como canídeo, podes ficar descansado, nunca vão faltar ossos.
Medita acerca disso.
Cumprimenta o outro também, como se chama?, Max, é isso.

Atenciosamente,
os Deuses.

Ok, então vamos copiar o texto original, para grande felicidade dos Leitores de Informação Incorrecta.

GEAB nº 58 - Parte I

Dia de previsões...vamos ler o futuro.

Sentado no topo do monte, perto da meia-noite, sacrifico o meu velho telemóvel com uma faca dourada e invoco os Deuses:

Oh Deuses, 
iluminem o discípulo,
e o seu cão também,
rasguem o nevoeiro que envolve
os dias do amanhã,
enterrem a ignorância,
nem que seja por alguns instantes,
mostrem o futuro
e, se possível,
a combinação da lotaria também.

Com o telemóvel já sem vida, as suas entranhas digitais espalhadas no chão, levanto o olhar e vejo o dom celeste: o último número do Geab.
O quê? E eu deveria traduzir toda esta coisa aqui? Os Deuses devem estarem loucos, acham que não tenho mais nada para fazer?
Nem nos Deuses podemos confiar...

18 outubro 2011

Manipulados? Ora essa...

Algumas considerações, talvez sem sentido e desligadas.

A minha avó

A minha avó era alemã.

Foi para Italia cedo, mesmo assim conservou boa parte dos hábitos alimentares do País de origem.

A cozinha da Alemanha é bastante simples: pega-se num pedaço de gordura, de preferência banha de porco, acrescenta-se sal, e eis pronto um almoço substancioso. Se ao invés do sal acrescentarmos açúcar, teremos um bolo.

Além disso, sempre acompanhou as refeições com cerveja, "cortada" com gasosa pois sozinha tinha poucas calorias. Os seus pratos (que eu adorava) eram um festival de molhos.
Muito gulosa, na sua casa nunca faltavam bolachas ou outras doçarias.

Morreu perto dos 80 anos, magra, sem problemas de colesterol ou coração, sem diabete, perfeitamente lúcida até o fim.

Segundo a medicina oficial, nem deveria ter chegado aos 40 anos dado o estilo de vida.
A mesma medicina explica que na Alemanha comem assim mas também "queimam" muita energia por causa do clima.
A medicina não conhecia a minha avó, que era sim alemã mas que vivia em Italia.

Querida Angela, querido marido de Carla Bruni...

No próximo fim de semana, como já anunciado, as Mentes Pensantes mais Pensantes estarão reunidas em Bruxelas naquela que pode ser definida como uma reunião extremamente importante, não apenas para o futuro do Euro, mas para a economia de todos os Países ocidentais.

Da reunião irá sair ou um Euro mais forte, com possibilidade de recuperação, ou o início do fim do Euro, o que arrastará as outras economias também. Não é esta uma mera visão euro-centrica, é um facto estabelecido pelo elevado grau de interdependência que existe hoje entre as várias economias mundiais.

Actores principais serão Angela Merkel e o marido de Carla Bruni.
Sendo ambos fieis Leitores deste blog, vamos humildemente avançar com algumas considerações.

O juíz e Fast and Furious

Andrew P. Napolitano é um ex-juíz do Tribunal de Apelação do New Jersey e tem um espaço fixo na Fox News.

Acusa o governo federal de ter criado, na prática, todos os falsos atentados dos últimos 10 anos.
Ainda falta a coragem para o último passo, chegar até o 11 de Setembro.
Mas já estamos perto.

17 outubro 2011

Ponto de viragem: 360 graus à direita

Na reunião do G20, em Paris, poucas palavras, muitos factos.
Ou talvez o contrário.
Aliás, o contrário: nada de factos, muitas palavras.

Os Ministros das Finanças e os Governadores dos Bancos dos Rothschild...não, não era isso..."Centrais", sim, isso mesmo: os Banco Centrais enviaram para a Europa um verdadeiro ultimato: "Então, o que é isso? Ohé? Mas estamos a brincar? E isso, e aquilo, e que raio!".

Que traduzido significa: no dia 23 de Outubro terá de ser encontrada uma solução para a crise.

Solução definitiva, algo que devolva o esplendor do sol no céu acinzentado da economia mundial, para que volte o sorriso nos rostos de grandes e pequeninos.

O mundo vai acabar. Outra vez.

Harold Camping
Ah, uma curiosidade: vamos todos morrer, muito em breve.

Afinal podem evitar de responder na sondagem, pois é tudo inútil.
Segundo Harold Camping, o mundo vai acabar no próximo dia 21 de Outubro, que é uma sexta-feira.
Aborrecido, nem o fim-de-semana em paz..

Camping é o presidente da Family Station, um network que inclui nada mais nada menos que 150 estações rádio-televisivas nos Estados Unidos. E "filiais" estão presentes no Brasil, no Vietname, na Hungria, na Alemanha, na França, na Roménia, na Turquia...

O bom Harold estuda a Bíblia há 70 anos e, apesar de ter já anunciado o fim dos tempo em 1994 e no passado 21 de Maio, desta vez diz estar certo.

As Mentes Pensantes contra o balão da morte

A Europa cai em pedaços, mas as Mentes Pensantes de Bruxelas não param de pensar em nós. O que assusta, evidentemente.

Agora o alvo são as crianças. Porque talvez o Leitor nunca tinha reparado nisso, mas as criaturas correm riscos mortais.
Risco? Perigo? Eis a Directiva da União que trata de tudo.

Por exemplo: um balão insuflável. Sim, aqueles balões que as crianças gostam de insuflar e depois fazer explodir.
Parece coisa inocente, afinal todos fizemos isso no mínimo uma vez na vida. E sobrevivemos, esquisito mas sobrevivemos.

A partir de agora os balões poderão ser explodidos só se a criança, menor de 8 anos, for acompanhada por um adulto. Porque, explicam as Mentes Pensantes, a criança pode engolir o balão e sufocar.

Os segredos da obsolescência

A minha avó tinha um frigorífico marca Singer.

Nasci e o aparelho aí estava, e já tinha os seus anos; tirei a carta e o frigorífico sempre a observar-me; acabei os estudos e aquela coisa não parava de olhar para mim; comecei a trabalhar e o maldito continuava  a refrigerar como se nada fosse.

Até que um dia, a minha avó reparou que uma borracha na porta estava um pouco partida. "Já não se encontram as peças" disse, e foi uma sentença de morte. O frigorífico marca Singer passou a melhor vida não por causa duma rutura, mas pela traição duma estúpida borracha, após décadas de honrado serviço.

Visto com os olhos de hoje, o frigorífico era um dos piores inimigos da nossa sociedade: se nada se partir, nada de novo vai ser comprado; e se nada de novo for comprado, que faz a empresa que produz os frigoríficos novos?

Como desentupir os canos: sondagem

Escreve Pedro:
Max, acho que você está errado neste caso, você tem ilusão de escolha e ilusão de que pode fazer algo pra mudar, entendo que só se muda agindo, porém não será desta vez, não de uma "revolução" forjada como tantas outras e você também sabe, irrelevante quem participe ou não os planos estão traçados e as metas serão alcançadas, acreditar que alguém, sendo bilhões ou um apenas, poderá mudar algo é infantilidade na altura do campeonato.
Boa, ainda bem que Pedro fala nisso. Porque pode ter razão. E, com base nos comentários, podemos afirmar que há outros Leitores que partilham esta visão.

Então surge um pequeno problema: se estas manifestações forem todas forjadas (e concordo), se as metas serão alcançadas apesar de qualquer nosso esforço, alguém pode dizer-me o que estamos a fazer aqui? Neste ou em outros blogues, entendo.

Porque se excluirmos as manifestações, qual outra possibilidade para alterar o rumo dos acontecimentos existe?

16 outubro 2011

15 de Outubro: foi ontem

Bom, o 15 de Outubro acabou.

Em Lisboa foi um sucesso, tal como em Madrid, Bruxelas, New York, Atenas, Londres, Berlim...
Claro, os números oficiais falam duma adesão tudo somado reduzida: doutro lado, esperar milhões nas ruas não era lógico e nem é lógico que as autoridades reconheçam eventuais participações maiores.

Medo de acidentes dum lado (tal como aconteceu em Roma, mais de 100.000 participantes, 2/300.000 mil segundo outras fontes) e uma notável inércia das pessoas do outro fizeram o resto.

Serviu? Não serviu?
Interessa? Não era esta a ideia.

Não concordo com alguns comentários que apareceram no post anterior, e explico a razão.

14 outubro 2011

Portugal: as medidas do Orçamento de Estado 2012

O Primeiro Ministro de Portugal deu a conhecer as principais medidas do Orçamento de Estado 2012.
Na ordem: Trabalho, Reformas, IVA, Família, Estado.

Trabalho

Corte de dois subsídios em 2012 e 2013
O novo orçamento do Estado prevê a eliminação dos subsídios de férias e de Natal em 2012 e 2013 para todos os funcionários públicos que recebam mais de 1000 euros. 

Corte salarial
As pessoas que tenham um salário de mais de 1.500 euros terão um corte salarial na ordem dos 5%, medida que transita de 2011. O valor do subsídio de refeição será congelado e as valorizações remuneratórias serão proibidas. 

Corte de subsídio de Natal em 2011
Em 2011, os funcionários públicos já tinham perdido 50% do subsídio de Natal, com o Governo a aplicar uma isenção aos escalões mais baixos.

Horário de trabalho
Ao longo dos próximos dois anos será permitida a expansão do horário de trabalho no sector privado em meia hora.

Os dois lados do oceano

Recebo via e-mail
Leio no jornal.

Brasil...

Escreve Anderson (que agradeço):

Para reflectir e divulgar.
Não desanime!

Ainda tenho certeza que pra acabar com esta farra o caminho é incentivar a educação das massas!
Porque será que a educação pública está degradada e desgastada?

Pense!

A alternativa

Um comentário acerca das medidas do novo Orçamento de Estado português?
Não, nem pensar.

Cada um pode ler e perceber: a classe política, os donos das grandes fortunas, os bancos, não são atingidos. O alvo são os trabalhadores e os reformados. Na prática, serão as famílias que terão de pagar a conta.

O Governo nem teve o bom gosto de introduzir medidas para dar o exemplo: no máximo encontramos o corte dos prémios dos gestores públicos. Como se quem ganha 9 ou 10mil Euros por mês ficasse muito preocupado com isso.
Aos políticos é pedido que abdiquem da classe executiva nos transportes caso as viagens tenham uma duração máxima de 4 horas. Sem dúvida: um sacrifício.

Longe vão os tempos em que um político auto-taxava os próprios rendimentos para que todos pudessem ver e agir em consequência. Não é nostalgia, é mera constatação: outros períodos históricos, outros homens.

13 outubro 2011

O futuro: o Medo e a Raiva. Reset!

Diz The Observer: "Como será o mundo nos próximos 20 anos? Versão boa e versão má".

Observer, infelizmente não posso fazer isso. E acho muito difícil que alguém possa construir uma previsão deste género.
Explico.

Na década dos '70, por exemplo, havia a possibilidade de delinear dois tipos de futuro (no mínimo): no primeiro, as forças do "Bem" (o Ocidente) teria ganho a luta contra o "Mal" (o bloco soviético), no segundo o contrário. Eram previsões tudo somado simples, pois eram a natural evolução duma situação que já existia.

Hoje o panorama é completamente diferente.
Há alguns meses escrevi algo do tipo: "Temos sorte em viver nestes tempos, pois podemos observar muitos acontecimentos históricos, todos num curto espaço de tempo". Quando escrevi isso não tinha bem a noção do alcance de tais acontecimentos, mas com o passar dos meses acho que o molde ficou um pouco mais claro.

Crise nos Estados Unidos, crise da Zona Euro, primeiros sinais de crise na China também, as revoluções da África do Norte e nos Países do Médio Oriente...a impressão é que todos estes acontecimentos sejam a introdução para algo maior.
Mas o quê?

Falcões e pombas

O simpático Brzezinski
No mesmo dia em que todos os mais altos cargos de Washington relatam sobre o enredo iraniano, isso é, a alegada conspiração terrorista para assassinar o Embaixador da Arábia Saudita nos Estados Unidos, enquanto os media repetem em coro as mesmas acusações, a carnificina em Bagdad não apenas continua mas está a ficar cada vez mais sangrenta.

Mas que tem a ver uma coisa com outra?
Aparentemente nada.

Mas puxamos pela memória.
Lembram do indivíduo cujo nome mais parece um palavrão? É ele, o simpático Zbigniew Brzezinski, o homem que sabe.
Mas sabe o quê?
Tudo.

No dia 01 de Fevereiro de 2007, o bom Brzezinski permitiu que a Comissão dos Relacionamentos Estrangeiros dos Estados Unidos ouvisse a voz dele ao vivo, um privilégio concedido a poucos mortais. Brzezinski falou dum plausível cenário para uma colisão militar com o Irão.

E que antevia esse cenário?

12 outubro 2011

Mira a los terroristas de Irán!

É isso que acontece: gritas "Olha o lobo! Olha o lobo!" e quando o lobo finalmente chegar, ninguém já dá ouvidos.
Por exemplo, abro a página de Forbes (que raio de leitura...) e encontro este título:
O Procurador Federal desvenda enredo iraniano para assassinar o Embaixador saudita.
...e logo penso: "Sim, tá bom, estou mesmo a ver...".

Pois o terrorismo serviu nesta última década para justificar tudo e mais alguma coisa.
Guerra no Iraque? Sim, está cheio de terroristas aí.
No Afeganistão? Uhi, nem falar.
E o Irão? Aqueles nascem já com uma bomba na mão.
E os exemplos poderiam continuar, e continuar...

Não é justo, mas é a lógica consequência dum clima de "luta ao terror" que foi implementado para conseguir bem outros objectivos. E hoje, ao ler a palavra "terrorista", o pensamento vai logo para qualquer operação da CIA ou duma das muitas agências que "protegem " o Ocidente.

Mas será assim desta vez também? Porque é bom lembrar que o terrorismo pode existir mesmo que não seja Made in USA. Sei que pode parecer esquisito, mas acreditem, é assim.

Do mesmo lado: Israel e Al-Qaeda

Há protestos.
Onde? Um pouco por todos os lados.

O banco é antipático? Occupy Wall Street.
O teu ditador é antipático? Revolta na África do Norte.
A Síria não gosta de israel? Manifestações em Damasco. 
A gasolina é cara? Ficas calado porque aqui ninguém organiza nada. Porquê será?

Admitimos: afinal ver tantas pessoas fartas que fazem algo dá gozo. Mesmo que possa ser tudo "conduzido" por trás, acho um bom sinal na mesma: ainda há alguém com um pouco de dignidade.

As Esquerdas de Bonaventura

É assim: para ler uma entrevista ao Professor Bonaventura de Sousa Santos, doutor em sociologia do direito pela Universidade de Yale, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick, director dos Centro de Estudos Sociais e do Centro de Documentação 25 de Abril, Coordenador Científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa, que fala das mudanças na América do Sul, é preciso entrar num site em Castelhano, Alianet.

Porque aqui estamos demasiado preocupados com as aventuras da Selecção de futebol, reality show, novelas e, sobretudo, com os servidores dos bancos que, com muita boa vontade, definimos "políticos".

É justo assim.

11 outubro 2011

A profecia de São Franscisco

O quê? São Francisco no blog? Max converteu-se? Estuda para padre?
Não, nada disso, padre com certeza não posso ser definido.

Mas já disse que uma das figuras que admiro é aquela dele, e no passado 4 de Outubro comemorou-se o dia onomástico.
E, por inacreditável que possa parecer, as suas ideias são actuais.

Mas antes uma breve biografia.

O Cruzado falhado

Em primeiro lugar: vou chama-lo Francesco e não Francisco, pois este nome faz lembrar uma cidade americana.

Nasceu em 1182 em Assisi, uma simpática cidade da Umbria, na Italia Central. Em verdade a mãe escolheu o nome de Giovanni (João), mas o santo disse : "Não, quero ser São Francesco".
E assim foi. (Na verdade foi o pai que mudou o nome dele).

Sabemos pouco da sua juventude, mas como o dinheiro não faltava, não deve ter sido tão má.

Em 1154 (esta data é um erro corrigido nos comentários) participa na guerra entre Assisi e Perugia (cidade bonita, onde fazem um excelente chocolate), é feito prisioneiro e aí começa a lenta conversão de Francesco.

Em 1203 tenta participar na Cruzada, mas chegado em Spoleto fica doente e percebe que combater os infiéis na Terra Santa não é tão boa ideia.

A peça começa. Tragam as pipocas.

Meus senhores, boa notícias: se tudo correr bem, estamos arruinados.
E se algo correr mal? Uhi, nem quero pensar nisso...

Europa? Não, muito mais: há um ventinho esquisito, daqueles que sopram e que dizem "Tens frio? Ahé, tens frio? Vai ver quando o meu primo chegar...". E o primo dele até tem nome: tufão.

Porque a cena foi montada há tempo, agora chegou a altura de ver a peça, pelo menos o início.

Os actores? Nós.
Mas como? Não somos os espectadores?
Não, não, os espectadores são outro, são poucos, quase uma "elite". Nós é que estamos no palco.

E que peça é esta? Ah, um baile, muito bem.

10 outubro 2011

Comentários livres? Ora essa...

Dia complicado, por isso: comentários livres!
...ok, são sempre livres, é verdade.

Então eis um possível tema: como tornar mais interessante/melhor/super/hiper/fantasmagórico o blog? Sugestões?

Não sugiram: vacinas e media no III Reich, já tenho material para isso, falta só escrever algo, obrigado!

Proximamente:
Notícias de Maria, a vulcânica patagónica.
Vacinas: fazem bem? Fazem Mal? Sei lá!
Media: do III Reich até hoje, como idiotizar os povos sem muito esforço.
Terremotos: mas está tudo bem, sério?
Porque a crise do Euro terá influencia globais. Ou talvez não. Quem sabe?

Sempre neste canal, em 3D e Dolby Surround, não percam!


Ipse dixit.

07 outubro 2011

Ordem e Desordem

Nathan Ecclestone é um jogador de futebol, ponta de lança do Liverpool.
20 anos, gosta de Twitter.

Até aqui tudo bem. É jovem, ganha bem, qual o problema?

O problema é que Nathan quer pensar, o que demonstra que nada percebeu da vida.
Normal, deve ser da idade.

A maior parte dos colegas dele consegue pôr uma dezena de palavras uma atrás da outra, com alguns esforços, e foge perante uma frase subordinada.
Justo, ninguém quer ouvir algo de inteligente, objectivo é pontapear uma bola, nada mais. Se o público desejar conceitos mais profundos, terá que escolher os políticos no início do telejornal, é por isso que aí estão.

Ordem e disciplina, eis o segredo, cada um tem que respeitar o próprio papel. Desta forma o mundo é um lugar maravilhoso.

Vida e obras dum Too Big To Fail

O quê? Um banco resgatado? Nãoooo...
Mas sim, é isso mesmo.
O nome? Dexia.
Que significa? Não sei.
Se calhar é o anagrama de "deixa", tipo "deixa lá, não vale a pena".

Mas alguns não deixaram e adquiriram as acções da Dexia.
Preço? Em 2008, 25 Euros cada.
1.000 = 25.000 €.

Hoje valem 850 €.
Cada? Não, todas as 1.000.


Bom negócio, sem dúvida, dá para festejar com a família num restaurante.
"Comam, comam, pago eu".

06 outubro 2011

Verdade?

O Nobre Saraiva, juntamente com o Nobre Xenofonte, é dono dum blog, Sociedade Alienígena.

Nele falam de criaturas extraterrestres que desceram em Portugal com um Ufo de madeira (era ainda o século XVI) e...como?
Ah, é "Alienada", não "Alienígena"...ok, ok, peço desculpa.

Então começamos outra vez.

O Nobre Saraiva, juntamente com o Nobre Xenofonte, é dono dum blog, Sociedade Alienígena.

Um blog com poucas intervenções, por enquanto (o que é uma pena), mas interessantes mesmo.
Sério.

Olhem para a seguinte reflexão de Saraiva, que tem como ponto central a Verdade.

Coisas bonitas

Não há apenas coisas tristes e feias.
Também há coisas bonitas.
Como esta.


A China partiu-se?

E assim, enquanto estamos aqui preocupados com as aventuras de Dólar e Euro, eis que doutro lado os sorrisos param. Sorrisos amarelos neste caso.

A China partiu-se?
Talvez seja cedo para entoar a oração fúnebre, mas a verdade é que algo não bate certo.

Os CDS alcançam os máximos dos últimos três anos, enquanto o Hang Seng regista o pior trimestre dos últimos dez anos.

A bolha imobiliária chinesa (antecipada neste blog, embora não fosse preciso ser um génio para prevê-la), abriu um buraco nas perspectivas de crescimento: os problemas são bem mais profundos.
A China pode ser a peça final do domino que os analistas não conseguiram ver, obcecados pelas crises ocidentais?

Occupy Wall Street - Parte II

Lemos um ponto de vista.
Agora outro, diametralmente oposto.

Este é de Kurt Nimmo, de Global Research.
Vamos ver:
"Como pode um movimento fundado pelo globalistas acabar com o plano globalista que tem escravizado o mundo? Imprecisão que mais me incomoda em toda a cobertura é o facto de que concentram-se em Anónimos, como arquiteto e organizador do evento", afirma um e-mail recebido em 23 de Setembro.
"A primeira chamada para protestar foi publicada pela revista Adbusters".

Occupy Wall Street - Parte I

Os media pouco falam disso, mas nos Estados Unidos continuam as manifestações ligadas ao Occupy Wall Street. Não apenas New York, mas Los Angeles, Chicago...

Eis quanto escreve Andrew Spannaus, um economista americano sócio da Associação Movisol.

Depois de assistir a alguns vídeos acerca dos protestos pacíficos em New York, sob a bandeira da "Ocupar Wall Street,", admito que o meu primeiro instinto é tomar o avião para participar.
Pelo que temos visto nos últimos dias, pelo menos, os protestos crescem, não há provocações como Black Blocks, que em outras circunstâncias têm distorcido o significado dos acontecimentos, e as autoridades públicas reagem de forma inconsistente para travar os jovens, mesmo na ausência de comportamentos ilegais.

05 outubro 2011

A "importância" dum blog

Diz Pedro:
É o caso dos leitores do blog que "não têm pensamentos próprios e se alimentam dos pensamentos dos outros".
Cara, vc é muito ofensivo e pavio curto. O do outro blog (o Libert...)é muito mais gentil. São pessoas como nós que dão aos blogs muitas visitas e alguma importância.

Caro Pedro (não H.),

Eu tenho as minhas ideias, os meus pontos de vista. E tento defende-los, até alguém demonstrar estarem errado (o que acontece, claro, pois só os idiotas não mudam de ideias).

Os Leitores mais antigos podem lembrar, por exemplo, como mudou o meu ponto de vista acerca da Nova Ordem Mundial: quando abri este blog, simplesmente recusava a ideia. E, de facto, passou muito tempo antes de eu falar disso.

Estava eu errado? Sim, estava. Então? Acham que tenho medo de errar? Como dizia o fulano, se tivesse recebido um Euro por cada erro, agora não precisaria de trabalhar. É normal, é a vida de todos.

A minhoca mental

Mas sabiam os Leitores que hoje é festa em Portugal?
Dia 5 de Outubro, Dia da Implantação da República.

Nada mais, nada menos.

Por isso, último post de hoje, acho, não sei bem, depende do tempo.
Que por enquanto está quente e ensolarado.

Incompetente (segundo e último episódio)

O amigo Incognitus ou não percebe ou finge não perceber.
Mas não faz mal, eu tenho paciência e explico.

Antes demais a resposta dele no fórum:
Novamente, isso mostra grande desconhecimento INDEPENDENTEMENTE da fonte.

Eu já expliquei aqui porquê, volto resumidamente a fazê-lo.

04 outubro 2011

Incompetente

O artigo O Oceano de papel, publicado ontem dia 3 de Outubro, acabou no fórum do Diário Económico.
Juro, não fui eu, pois nem costumo ler aquele jornal que não aprecio.

Incognitus, administrador do fórum, retirou o artigo com as seguintes palavras:
Esse tópico mostra grande desconhecimento daquilo que fala, e da forma como são quantificados esses derivados - esta é a única razão pela qual o retirei do fórum de bolsa, é um tópico que em vez de dar algo a aprender às pessoas, faz o contrário.
Informação Incorrecta não é um blog de economia: é um blog que fala de economia, coisa diferente. Não estou aqui para escrever teorias que possam rivalizar com aquelas da escola austríaca, estou aqui para tornar simples alguns conceitos.

Nomeadamente, encontrei um bom artigo nas páginas de Zero Hedge e pensei bem simplifica-lo, respeitando os conceitos de base.

Profetas de desgraça

Dizem que perto do ano 1.000, na Europa, as pessoas começaram a ter medo.

Nas ruas era possível encontrar religiosos que anunciavam o fim do mundo, muitas pessoas converteram-se, outras simplesmente entraram em desespero.

Em qualquer caso, a sensação de que os dias estivessem perto de acabar fez que muitos sentissem a necessidade de acreditar em algo.

Por alguns a solução melhor era acreditar em Deus e na Igreja; outros escolheram seguir os profetas de desgraças; outros ainda optaram para ambas as coisas: Deus e desgraças.

É normal. Ao perder as nossas certezas, temos a impelente necessidade de encontrar algo que possa substitui-las, e com muita pressa.

Se depois é a mesma sociedade na qual vivemos que retira o berço psicológico no qual confortavelmente vivemos, então a situação fica mesmo preocupante.

A realidade à nossa volta envia sinais, de forma continua. Muitos deles são recebidos de forma inconsciente, mas são recebidos na mesma e acumulam-se. Até que um dia alguém aparece e fornece uma explicação, aparentemente razoável.

Nesta altura é como um libertar: todas aquelas informações juntas e reprimidas encontram um sentido, tudo parece encaixar. Finalmente temos uma explicação.

A pequena empresa

Imaginemos uma pequena aldeia, um pequena e bonita aldeia à beira mar.

Nesta pequena cidade existe uma empresa, e nesta empresa trabalha a maior parte dos habitantes.

A empresa está dividida em vários sectores: o sector da produção, o sector da gestão, o comercial, e outros ainda.

Uma vez os trabalhadores da produção eram a maioria, mas agora sobraram poucos: trabalham muito e o ordenado é bem merecido.

No sector comercial e sobretudo naquele da gestão, pelo contrário, os trabalhadores são muitos, até demais: a empresa nem precisa de todas aquelas pessoas.
Entre estes, há alguns que trabalham, sem dúvida, mas muitos outros marcam presença ou pouco mais.

Infelizmente, os donos da empresa são pessoas poucos honestas.
Ficam com a maior parte dos ganhos da empresa,

A guerra contra as crianças

Artigo de Harriet Sherwood, do inglês The Guardian. Um diário que não pode ser acusado de ser filo-palestiniano, com certeza.

No início desta semana fui para Nabi Saleh, uma aldeia na Cisjordânia há quase dois anos o palco de protestos semanais, devido à presença de uma fonte de água nas proximidades.
Esta é uma pequena aldeia de cerca de 550 moradores e a fonte fica num pedaço de terra que os Palestinianos afirmam ser propriedade privada.
Mas os colonos de Halamish, do outro lado do vale, em 2008 começaram a trabalhar para transformar a zona numa área para piqueniques e atividades de lazer, exclusivamente para judeus. As manifestações semanais que se seguiram tornaram-se parte estável do movimento de protesto popular na Cisjordânia, movimento que é principalmente não-violento.

03 outubro 2011

O oceano de papel

Não que haja dúvidas, mas de vez em quando é bom lembrar destas coisas. Assim para não perder de vista os pontos principais.

Sabemos que o sistema bancário inventou (literalmente) o papel. Qual papel? Lixo, nada mais do que isso. São assets tóxicos, derivados sem valores, instrumentos financeiros atrás dos quais existe apenas o vazio. Não são uma riqueza, pelo contrário: são perigosos, são os alicerces acima dos quais foi construída a crise começada em 2008 e ainda não acabada.

O problema são as dívidas públicas dos Estados?
Sim, com certeza.

Os Estados Unidos têm uma dívida pública de 14,5 triliões de Dólares.
O Produto Interno Bruto do planeta é de 62 triliões de Dólares.
JPMorgan Chase, banco privado, sozinha tem 78 triliões de Dólares em produtos derivativos.

O último relatório trimestral do Office of the Currency Controller acabou de sair e, de form aclara, apresenta a situação: os maiores 4 bancos dos Estados Unidos estão mergulhados (mas seria melhor dizer "afogados") num oceano de papel que eles chamam "produtos financeiros derivativos" ou assets, mas que na realidade são papel sem valor.

Legítima defesa

...e basta falar mal dos Estados Unidos!
E que raio, afinal são ou não são os alvos de Al-Qaeda?
Não, não são.

Ah.
Tá bom, mas aos menos respeitam a lei. É isso que conta.

Anwar al-Awlaki, 1.348º Número Dois de Al-Qaeda, foi morto no Yemen. Barack Obama terá dado pessoalmente ordem para matar Anwar al-Awlaki, o que não admira sendo o simpático Obama Nobel da Paz também, e responsáveis norte-americanos confirmaram que Awlaki foi morto num ataque discreto, centrado por uma avião (aparelho não pilotado).

Assim, para não dar nas vistas.
Mas eis a dúvida:

Nazistas, Haarp e os terríveis Kirlians...

Dúvidas, dúvidas...
Media e Nazistas

Diz Burgos. Diz Pedro. Diz Maria, a Patagonense:
Poderia me falar sobre os meios de comunicação da Alemanha, na época de Hitler [...] 
Leonardo já está a efectuar a pesquisa necessária, por isso em breve vamos falar do assunto.
No entanto, para ter uma ideia dos meios de comunicação no tempo do III Reich, podemos ler um jornal ou uma revista qualquer dos nossos dias. E não é uma piada.

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