31 dezembro 2011

Bom 2012: Felice Anno Nuovo!


Até tinha preparado uns post...mas depois pensei: enfim, é o último dia do ano, vamos ser bons...então eis os votos: votos de Boas Entradas, como se costuma dizer em Portugal.
Feliz Ano Novo.
Buon Anno.
E divirtam-se.
E fiquem bem.
E fechem o gás.

Abraço para todos!

Max

23 dezembro 2011

Natal 2011

Pois é: Informação Incorrecta entra em modalidade "coma profundo", da qual sairá apenas passadas as festividades. Não que o blog feche completamente, mas o ritmo abranda de forma assinalável.

Max aproveitará o tempo para retirar-se em meditação nas neves do Tibete, sempre acompanhado pelo fiel Leonardo que, para a ocasião, adquiriu um protector solar para o nariz.

Sejam bons, fiquem bem, sobretudo: tentem quebrar um pouco a rotina e divirtam-se.
Nada mais? Nada mais.

Votos de um Feliz Natal e Boas Festas
para todos os Leitores.

Ipse dixit.
Ou melhor: Max

22 dezembro 2011

Pearl Harbor: os Americanos sabiam

Não era uma simples suspeita mas algo mais: só que faltavam as provas.

Agora um documento de 20 páginas que os serviços de intelligence da Marinha dos Estados Unidos libertaram é publicado no livro December 1941: 31 Days that Changed America and saved the World do historiador Craig Shirley.

Setenta anos após o ataque japonês contra a base da frota americana em Pearl Habor, Hawaii,  o documento revela de forma clara que os serviços de espionagem dos EUA tinham sido amplamente informados acerca dos preparativos dos Japoneses. Pearl Harbor não foi uma surpresa, bem pelo contrário.

Nós somos a Europa

Crianças desnutridas? Onde? Aqui, na Europa?
Por favor, não brinquemos com estas coisas: esta é a Europa, a culta Europa, a elegante Europa, a rica Europa.

Falta de medicamentos? Só se for em qualquer País da África, aqui não de certeza.
Pois nós somos a Europa.

Então não liguem. Mesmo que as notícias sejam de fontes oficiais, não liguem. Façam a fila no vosso hipermercado favorecido, comprem uma boa aposta de bacalhau e não esqueçam as batatas fritas, que ficam bem.

Armas

Um caso complicado na Finlandia, digno dos anos '70, no auge da Guerra Fria. E apanhar um autocarro em Vitória, Espírito Santo, parece coisa perigosa, melhor acautelar-se.

69 Patriotas americanos

As autoridades locais controlaram um navio mercantil, o The Liberty,  no porto de Kokta (sul do País) e encontraram 160 toneladas de explosivos. O que já não é agradavel.
Mas em outras caixas mais surpresas: 69 mísseis Patriot, de produção americana.

Segundo os documentos oficiais, o navio transportava fogos de artifício, o que afinal não estava tão longe da realidade.

A The Liberty tinha chegado no dia 13 de Dezembro no porto alemão de Eden e deveria ter partido com destino Shangai (China) após ter carregado outro material. E a origem dos mísseis? Mistério. Talvez a Coreia do Sul, talvez um País ao longo da viagem.

21 dezembro 2011

Origens - Parte II

Muito bem.
Então até agora vimos que as teorias apontam para um Universo criado com uma grande explosão (Big Bang), que esta explosão pode ter sido originada por um Deus ou nem por isso, e que o Universo é muito grande e muito velho também.

A forma do Universo

Falta dizer só uma coisa: qual a forma do Universo?
Aqui a escolha é do Leitor. Gosta dum Universo em forma de cubo? Então que assim seja, um Universo cúbico.
Não gosta de ângulos? Então eis um Universo esférico. Isso porque ninguém sabe dar uma resposta certa.

Os cientistas falam dum Universo finito mas infinito, de "horizonte cósmico", de Universos em forma de cilindro e de toros (não o bicho mas a forma geométrica). Resumindo: não sabem.

E de facto não é simples, por várias razões.
Em primeiro lugar porque nós estamos no interior do Universo e não temos uma visão "geral" do mesmo.
Depois porque por causa das limitações tecnológicas não conseguimos observar todo o espaço.
E depois há outra razão, um pouco mais complicada.

Skype: o trojan da polícia

Olha, um trojan!
Mas fiquem descansados: é um trojan da polícia, é para o vosso bem.
É sempre para o vosso bem.

O spyware descoberto pela Chaos Computer Club tem como objectivo principal Skype, mas também afecta outros programas de transferência de dados criptografados, como "https". O trojan em questão é capaz de extrair todas as senhas do vosso computador. Nada mais, nada menos.

As análises que os hackers do Chaos Computer Club (CCC) realizaram sobre o trojan da Polícia alemã  (ah, pois: Made in Germany, não uma porcaria chinesa qualquer) produzem resultados que não são tão surpreendentes. Como aconteceu com a publicação dos documentos secretos pelo Wikileaks, o que veio à luz é algo que já era imaginado e não desde ontem.
O que faz a diferença é que agora ficou provado, ligando os holofotes sobre as autoridades alemãs.

Ecomáfias: os custos ocultos das renováveis

Eu sei, eu sei: não é um prazer ler certas coisas.
Mas a verdade é que também na área "verde" existem lobbies, verdadeiras máfias que operam com um único objectivo: lucro.

A falta de conhecimento específico que temos em determinadas áreas cria vulnerabilidade e confusão: se houver também a intenção de confundir, o cocktail é perfeito.
Quem entre nós sabe como funciona um gerador de energia eólica ou um painel fotovoltaico? Não apenas o princípio geral (este é óbvio: o gerador de energia eólica funciona com o vento, o painel com a luz), mas a técnica também.

Falamos acerca da energia renovável, da sua excelência, do facto de ser limpa, inesgotável, livre, verde, verde, verde... a maioria dessas suposições está correta, mas não é tudo: uma coisa é a energia em si mesmo, outra coisa é a recolha, o processamento, o transporte, a distribuição, a manutenção.

Em destaque: Convocatória

O Muy Nobre Saraiva informa:

Convocatória

"Somos cidadãs e cidadãos em exercício da nossa soberania. Reconhecemos que o nosso campo de acção político está relegado a um papel passivo que não vai além do compromisso com o Estado por meio do imposto ou do voto.
Intermediado por organismos e instituições burocratizadas, corporativas e hierarquizadas que controlam e condicionam o poder efectivo sobre a decisão das questões fundamentais da gestão do nosso quotidiano. 

20 dezembro 2011

Origens - Parte I

Po popó po po...tudo bem, então começamos um artigo épico: as origens.
Porquê? Olhem, culpa da Rita:
Gostava muito de ver um artigo sobre as tais raízes.
Ahie? Então eis as raízes: não apenas as nossas, mas de todos os bípedes e quadrúpedes do planeta. E os animais com 6 patas? Também. E aqueles com 8 patas? Também. E aqueles...ohé, ohé, todos os animais, com patas e sem patas, tá bom? Toda a história do mundo e arredores em apenas 348 post, um grande negócio.

Doutro lado é Natal, altura certa para fazer um resumo, recolhendo as últimas informações das várias áreas: astrofísica, geologia, pré-história, história, culinária. 

Vamos fazer assim: uma série de artigos épicos que ilustrem os derradeiros conhecimentos acerca de como tudo começou. Ok, talvez Rita entendesse outras raízes. Mas no entanto começamos por construir os moldes: antes as origens, depois as raízes, não sei se perceberam. Eu não percebi, mas vamos em frente.

Última pergunta: mas que tem isso a ver com Informação Incorrecta?
Resposta: nada, porquê?
Não, assim, só para saber...

Muito bem.

Geab nº 60, 61, 62, 63...

Milhares de centenas de dezenas de e-mail. Aliás, nenhum e-mail a perguntar: "Então, como é, eh? Onde está o Geab deste mês?".
E se ninguém perguntar, tenho que responder, óbvio.

Meu querido Leitor, estou farto de traduzir o Geab, pela simples razão que cada um de Vocês pode criar o seu próprio Geab, com a máxima comodidade e tranquilidade. Para isso, abram um editor de texto (tipo Word) e comecem pelo índice:
1. Os Estados Unidos estão falidos
2. O Reino Unido ainda pior
3. A Zona Euro é uma maravilha.
4. As outras zonas do mundo interessam na medida em que ajudam e glorificam a Zona Euro.

Este, como afirmado, é o índice. Depois há que desenvolver.

Síria, a outra verdade

O regime de da Síria deu luz verde aos jornalistas ocidentais. Uma boa medida. Porque desta forma, com os relatos "criados" ou "manipulados", chegam também fotografias realísticas.

Porque é assim: a Síria, duma forma ou de outra, tem o destino traçado. Mas aos menos sabemos o que se passa. Não ajuda a Síria, mas ajuda todos os outros a perceber que nas ruas de Damasco e das outras cidades o espectáculo é o mesmo que já vimos em Tripoli ou Bengasi.

O jornalista da agência ANSA, por exemplo, relata:
A notícia do acordo assinado no Cairo entre a Síria e da Liga Árabe vem quando o autocarro de turismo, que transporta os jornalistas estrangeiros, entra no hospital militar de Homs. Esta é a primeira etapa duma viagem na cidade símbolo do protesto, uma viagem que começa com um funeral.

Cinco caixões de soldados e o desfile: na frente, os líderes militares e o governador de Homs. Os familiares aproximam-se dos jornalistas e explicam: "Eles morreram para a Síria".
Dentro do edifício há soldados feridos. Um jovem de 23 anos disse que estava num posto de observação quando foi cercado por homens armados que dispararam. Histórias semelhantes às de outros soldados em tratamento.

Sem vergonha


Um post para os Portugueses, uma notícia do diário Público.
Para os não Portugueses, CP significa Caminhos de Ferro Portugueses, empresa ferroviária estatal portuguesa. O sublinhado é meu:
A CP tentou vender junto de museus ferroviários europeus o comboio histórico de via estreita estacionado na Régua, mas a Federação Europeia das Associações de Caminhos-de-Ferro Turísticos (Fedecrail) boicotou essa tentativa, pedindo aos museus que renunciassem à compra, mesmo que estivessem interessados.

"Essa proposta pareceu-nos escandalosa, porque o material em via métrica português é raro e é uma composição que está em bom estado", disse ao PÚBLICO Jacques Daffis, vice-presidente da Fedecrail, que tomou a iniciativa de informar o Museu Nacional Ferroviário português, que desconhecia esta tentativa de venda por parte da CP. "O que é incrível é que a CP tenha proposto a sua venda sem informar previamente o museu português", disse, explicando que a posição da Fedecrail é de que o património deste tipo só deve ser vendido ao estrangeiro "se não houver nenhuma possibilidade de preservação no país de origem e/ou se estiver em perigo".

A tentativa de venda partiu da CP Frota, a unidade de negócios que gere o material circulante, através de um email muito informal, datado de 9 de Novembro e enviado para museus ferroviários europeus, no qual até se propunha que fossem estes a avançar com uma proposta de preço.

EUA em 50 pontos

Mais uma lista?
Exacto, mais uma lista. Internet gosta destas coisas.

Desta vez o tema é: Estados Unidos, 50 dados do ano 2011.
Então vamos ler:
  1. 48 por cento de todos os Americanos são considerados de "baixo rendimento" ou abaixo do limiar da pobreza.
  2. Aproximadamente 57 por cento de todas as crianças dos Estados Unidos vivem em famílias consideradas "de baixo rendimento" ou empobrecidas.
  3. Se o número de americanos "activamente à procura de trabalho" fosse o mesmo que em 2007, a taxa de desemprego "oficial" emitida pelo Governo seria superior a 11 por cento .
  4. O período médio de desemprego dum trabalhador nos Estados Unidos é agora de mais de 40 semanas .
  5. Um estudo recente descobriu que 77 por cento das pequenas empresas dos EUA não tem em projecto a contratação de novos trabalhadores.

19 dezembro 2011

As reflexões dum Anónimo

Recebi e publico.

O Leitor Anónimo quis partilhar algumas reflexões. Acho muito bem.

E querem saber uma coisa? Ainda nem li.
Porque a ideia é dar espaço a qualquer pessoa cujo desejo seja partilhar pensamentos, pontos de vista, ideias, sugestões...enfim, estamos aqui para aprender, crescer e a melhor maneira é mesmo esta: partilhar.

Não importa se o texto contem coisas com as quais não concordo: o que interessa é poder ler e reflectir.
Depois, se não concordo, apago tudo (lolol)

Só reparei que andam por aí uma ligações que ficaram apagadas no copy/paste. Vou restabelece-las e depois, com calma, vou ler.

A propósito: boa leitura!

Reflexões

Dinheiro, política, sociedade, história, religião, filosofia e conspiração.
Este é um blog em que se fala frequentemente destas coisas, e por isso, talvez o lugar
ideal para afixar este meu texto. Pedi ao Max que o fizesse…se o estiverem a ler no blog dele, é
porque ele consentiu. E obrigado ao Max, nesse caso.
Escrevi este texto porque vejo necessidade de expor algo que envolve estes quatro
temas e que não vi ainda bem explicado em nenhum sítio…ou melhor, ver vi, em muito sítio,
mas de formas tão desenvolvidas e em número tão crescente (e por vezes, tão carregadas
daquilo a que hoje se chama desinformação) que por vezes as ideias principais a reter se
perdiam no meio da confusão… Decidi portanto, minimizar um pouco esse problema, e
simultaneamente, lançar mais uma acha na fogueira do debate, ao partilhar a minha visão das
coisas, centrando-me no essencial. Se gostarem, obrigado…se não gostarem, paciência.
Comecemos pelo dinheiro. Já ouvi toda a espécie de teorias económicas, sobre a
melhor forma de lidar com o dinheiro, sobre a melhor forma de o fazer circular, sobre os
princípios a partir dos quais a sua redistribuição deve ser feita…mas há uma coisa em que
nunca, ou quase nunca se pensa. É que, para lidarmos com algo, devemos começar sempre por
ter uma ideia concreta daquilo com que afinal, estamos a lidar…em que consiste, enfim, aquilo
com que se lida. E com o dinheiro não é exceção. Lidamos com ele todos os dias, mas afinal…o que é ele? A que é que “corresponde”? Estamos tão habituados a ele que nem fazemos esta pergunta! E quanto a mim, a resposta pode surpreender…
“O que é o dinheiro? É fácil: é moeda de troca, olhe que pergunta!”, responderão
alguns. Bem, até aí já todos tínhamos percebido…é mais ou menos o mesmo que ler num livro
uma frase que não percebemos, perguntar a alguém “O que significa esta frase?” e
responderem: “Ora essa, significa um conjunto de palavras! Que outra coisa é que essa frase
havia de significar?!”. Resposta erudita, sem dúvida, mas ficamos na mesma sem perceber o
que é que a frase quer dizer. Bem, com o dinheiro é o mesmo: que é moeda de troca já nós
todos sabemos, mas em que consiste ela, afinal de contas? É a pergunta que eu faço.
Vamos fazer um pequeno exercício de cronologia reversiva para tentarmos chegar à
resposta. Assim tipo “máquina do tempo”. Comecemos pelos tempos de hoje. O que é o
dinheiro hoje? Resposta: é cada vez mais informação eletrónica. Enormes conjuntos de zeros e
uns gravados em dispositivos feitos de silício. Bem, mas para existirem, têm de significar
alguma coisa de valioso, só por si não são nada. A que correspondem por sua vez? Recuamos
um pouco mais e encontramos a resposta: a notas e moedas. Retângulos de papel impresso e
rodelinhas de metal desenhadas. Quer dizer, corresponder não correspondem…se
correspondessem, haveria tantos papelinhos e rodelinhas como aqueles que os zeros e uns
procuram representar, mas há apenas uma pequena parte.
(Procurem informação sobre a maneira legalmente corrupta que os bancos têm de
criar dinheiro do nada e perceberão com mais clareza esta última frase. Conseguem encontrá-la neste mesmo blog.)
Bem…mas a que correspondem os papelinhos e as rodelinhas? Só por si também não
são nada… Carreguemos uma vez mais no botão “rewind”: Ah!... Correspondem a ouro! Meras pedrinhas amarelas e brilhantes saídas do chão! Quer dizer, corresponder também não
correspondem…se correspondessem, os papelinhos e rodelinhas valeriam tanto como as
pedrinhas, e afinal, os papelinhos e as rodelinhas têm valor por si próprios.
(Procurem informação sobre a corja de Jekkyl Island que permitiu tal coisa e também
compreenderão melhor esta última frase. Também a conseguem encontrar neste blog.)
Mas nesse caso a que é que as pedrinhas brilhantes correspondem, afinal? Porquê
tanto fascínio pelo ouro? É só por ser raro? Mas só ser raro não serve para coisa nenhuma!
Quando algo é precioso por ser raro, é porque é importante para alguma coisa que lhe explica
a sua importância quando em tempos de escassez! A comida, por exemplo, quando é escassa,
sobe de preço por as pessoas precisarem dela para viver! O ferro, o cobre e os restantes
metais, são mais importantes que o ouro, são precisos para muita coisa, se escasseassem não
admira que o preço subisse! Mas o ouro não é preciso para nada!... É apenas mais escasso!…
Mesmo se não fosse escasso, não estou a ver que utilidade lhe dariam!... Se ele fosse escasso
mas servisse para alguma coisa, compreendia-se, estava-se a lidar com a escassez de algo
importante para alguma coisa, mas o ouro não serve para nada a não ser…ser somente
precioso e bonito! Não, para lhe darem tanto valor, é porque deve corresponder a alguma
coisa deveras importante…mas a quê?
Engatemos novamente a marcha a ré. E a resposta é: corresponde sim…corresponde
ao que é necessário para manter uma ideia que está na cabeça das pessoas, e que prevalece
até hoje. E essa ideia é valiosíssima, mas só para alguns…é por isso que esses alguns a tentam
fazer prevalecer por todos os meios, apesar de estar, hoje em dia, a ser contestada por mais e
mais gente.
“E que ideia é essa?” É a ideia de que, para uma sociedade poder funcionar, todos têm
que pagar alguma coisa! “Mas nós não temos?” Sim, temos, mas apenas porque programaram
a sociedade para funcionar assim. Não tem necessariamente que funcionar assim. “Mas
usufruir das coisas e fazê-las funcionar sem pagar não é como roubar?” Não
necessariamente…e é isso que os poderosos deste mundo não querem que se descubra, pois
lá se ia o poder deles pelo autoclismo abaixo.
É que, ao contrário do que as pessoas pensam, o dinheiro não é realmente o
instrumento principal de um sistema de trocas…é o instrumento principal de um sistema de
controlo disfarçado de sistema de trocas! Deste modo, as pessoas vêem esse sistema como
indispensável e não percebem que estão, na realidade, a serem apenas manipuladas!
“Mas de que é que você está a falar? O mundo sempre funcionou assim, não há
manipulação nenhuma!” Se você pensou isto, é com certeza um novato neste tipo de
assuntos…é sempre difícil explicar isto a quem ouve pela primeira vez. E no entanto, as
máscaras caem de dia para dia.
O dinheiro não passa de algo que uns poucos “manda-chuvas” da antiguidade
inventaram para fazerem as pessoas precisar, e assim, mantê-las sob controlo. Assim tipo:
“Declaro que daqui em diante, todos vocês, para viverem, vão precisar daquilo que só eu,
mero mortal como vós, posso pôr em circulação, para vos tornar ainda mais dependentes de
mim.” Claro que não foi isto que disseram, se dissessem estavam tramados, mas a intenção foi
esta. E não me venham dizer que foi só para resolver as inconveniências do velho sistema de
troca de géneros, que quem não é novato neste tipo de assuntos sabe que pensar dessa
maneira é ser ingénuo. E, como a fórmula funcionou…os manda-chuvas de hoje (que, não por
acaso, até descendem dos de antigamente) continuam a servir-se dela.
“Mas, uma vez que o sistema é este, ter dinheiro é libertador!” De certeza? É que ao
pensar dessa maneira, está somente a prolongar o jogo dos donos do dinheiro, e nunca
perceberá que o dinheiro só liberta dentro da prisão a que confina. Por um lado, só se pode
fazer o que dá dinheiro (se não a nós, a mais alguém). Por outro, só se pode fazer aquilo para
que o dinheiro chega. Só se pode fazer, pois, aquilo que o dinheiro permite. E estamos
limitados a essa escala. Numa prisão, a única maneira de nos sentirmos libertos é fazendo
qualquer joguinho com os companheiros prisionais, indo ao ginásio prisional, ou indo à
biblioteca da prisão. Não há dúvida que liberta, mas não era melhor fazer esse tipo de coisas
fora da prisão, onde se pode fazer até muito mais?...
Se o dinheiro tem a pretensão de tornar a economia mais fluida, para que tudo chegue
onde deve chegar mais rapidamente, então porque é que as coisas só chegam sempre aos
mesmos sítios e pessoas? Porque só pode chegar onde também há dinheiro! É preciso ganhá-lo, e quem não pode ganhar, bem pode morrer à fome e ao relento. Na cabeça das pessoas, quem não ganha dinheiro, nem o tem para gastar, não serve para nada. E a lógica de
funcionamento do dinheiro cria cada vez mais situações dessas.
Deixem-me referir, quanto a mim, a situação mais absurda que o dinheiro cria: olhem
bem para o mercado imobiliário…montes de casas vazias e ninguém pode ir morar nelas,
montes de pessoas a dormirem na rua e não podem ir para casa nenhuma. Isto é um absurdo.
Só faz sentido segundo a lógica de funcionamento do dinheiro, onde há sempre alguém que
tem de pagar e alguém que tem de receber. Mas como essa lógica é baseada em dinheiro, que
também é absurdo, o que temos é um absurdo saído de outro, ou construído em cima de
outro. Um absurdo ao quadrado, portanto.
“Mas você quer o quê? Que tudo seja de graça?” Suponham esta situação: imaginem
que todo o dinheiro do mundo desaparecia de um dia para o outro. Acham que a humanidade
estava impedida de funcionar só por causa disso? Claro que não! Continuava a ter todos os
recursos que precisava para continuar viva, só dinheiro é que não! Era apenas uma questão de
utilizar de maneira correcta os recursos de que dispunha! Não fazer as coisas por dinheiro,
fazer porque era preciso que se fizesse e era preciso atitude! “Mas ia ser o caos! As pessoas
não percebem as coisas dessa maneira, iam roubar, matar, para ter o que precisavam!” Isso é
outra questão. Eu não perguntei se as pessoas percebiam ou não que o dinheiro não era
preciso. Perguntei se a humanidade estava impedida de funcionar – independentemente de o
perceber ou não. E não, não estava. As pessoas é que, tristemente, não percebem isso. Que
não precisavam de dinheiro para continuarem a sobreviver. E se podiam agir sem dinheiro
numa situação como a que descrevi, também podiam agir da mesma maneira agora! Afinal,
tentar sobreviver não é o que fazemos todos os dias?
O dinheiro só impede as coisas de funcionar como devem para sobrevivermos!
Reparem numa coisa: quem luta pela sobrevivência são os animais irracionais. Nós, humanos,
que somos racionais, ironicamente ainda não conseguimos ultrapassar isso. Pelo contrário,
estarmos sempre a ter que competir uns contra os outros só por ter que conseguir dinheiro,
uma vez que o dinheiro está feito o garante da sobrevivência… É darwinismo
social…sobrevivem não os mais fortes nem os mais inteligentes, mas apenas os mais aptos, ou
seja, quem consegue mais dinheiro. E quem é que consegue mais dinheiro? Os que trabalham
para quem já o tem a rodos. E que tipo de trabalho é esse? Frequentemente, é explorar todo o
tipo de coisas que levam a imbecilizar e imoralizar ainda mais a população… “Compre mais um
telemóvel topo de gama (caríssimo e com software de espiolhanço lá dentro)! O seu carro tem
já 5 anos, compre um novo (pagando a outros 40)! Compre mais uma peça de roupa deste
marca ou deste estilista (cada vez mais iguais ao que se costuma ver, mas vendidas a um preço
não sei quantas vezes maior)! Compre um CD ou vá a um concerto deste/a cantor/a (para
quem todos olham não por cantar alguma coisa de jeito, mas por ter apenas um corpinho
vistoso, e que ainda para mais inclui uma dúzia de mensagens subliminais em cada tema)! E
porque é que você precisa de tudo isto? Porque se todos desejarem coisas dessas e você as
tiver, você também vai ser desejável, para poder praticar sexo com toda a gente! Não é o que
você vê na televisão? No cinema? Nas revistas? Nos livros? Você tem que fazer igual ao que vê
fazer, chama-se a isso estar integrado, ser parte da normalidade!” Puro mundanismo
maquilhado de auto-afirmação. Fazer-nos pensar que nos tornamos pessoas melhores se
triunfarmos na base da competição, e apenas em relação a coisas que são puro materialismo,
consumismo, secularismo…chamem-lhe o que quiserem...
Escrever este texto está-me a fazer lembrar a letra daquele velho clássico de Chris
Isaak, “Wicked Game”: “I don’t want to fall in love…this world is only gonna break your
heart…nobody loves no one…” Para além de fazer lembrar desta. E também desta. E desta
outra. E ainda esta. (Cuidado com eventuais mensagens subliminais dos videoclipes.) Tristeza…
O dinheiro não é a solução, é a causa do problema, é um dos grandes fardos que
carregamos aos ombros! Se a sociedade está metida num problema, não se pode resolver esse
problema recorrendo à mesma coisa que o criou! É preciso pensar de forma diferente!
“Espere lá, mas você está a defender o quê? Comunismo? Isso já se viu que não
funciona! E com base em quê? Bondade? Gratuitidade? Moralidade? Não seja ridículo!” Bem
se vê que não está a par das vozes que se têm vindo a levantar, caro/a leitor/a…
Mas vamos por partes: “Comunismo?” Depende do tipo de comunismo a que se
refere! Aquilo que se viu na União Soviética não foi comunismo nenhum…foi usar o
comunismo como desculpa para, primeiro, instaurar a mesma cabala que se via deste lado do
globo (e que se vê hoje com mais precisão), em que os governantes enriquecem à custa do
povo. E segundo, descredibilizar o comunismo ao desmascarar essa cabala apenas em relação
ao comunismo enquanto o capitalismo passa intacto. Deste modo, a cabala continua, e a
alternativa fica com mau nome e, portanto, atirada para trás das costas. E já agora, faço mais
uma observação…a URSS funcionava a punho de ferro, tal como o regime nazi: poder
centralizado, ditadura militar, estado policial, campos de concentração, etc.. E nenhum regime,
seja de esquerda ou de direita, vale a pena se for a punho de ferro.
“Isso já se viu que não funciona?” As pessoas não gostam do comunismo pela imagem
terrível que deu no passado, mas o comunismo está mais presente do que se pensa… Senão
vejamos: o grande ideal de comunismo é “de todos consoante as possibilidades, a todos
consoante as necessidades”, não é. Eu pergunto: a segurança social, é o quê? E o mais irónico
de tudo, a segurança social foi inventada na Alemanha, no fim da 2ª. guerra mundial, para
impedir que a Alemanha degenerasse toda em comunismo! Assim, só metade dos que
estavam na Alemanha (a metade que ficou para lá do muro de Berlim) é que se manteve no
comunismo. Esses eram os comunistas radicais. Porque a metade que continuou do lado de cá
se calhar lá percebeu que se o regime capitalista era capaz de instaurar uma medida de
proteção económica individual com base num princípio comunista, era porque se calhar não
era tão explorativo assim…ou melhor, foi toda a gente convencida disso, e assim, foi dado o
benefício da dúvida ao sistema…mas este assunto dá pano para mangas. Passemos à frente.
“Bondade, gratuitidade e moralidade?” Falamos agora de princípios cristãos e
religiosos. Os comunistas soviéticos diziam que “a religião era o ópio do povo”…no entanto, já
se ouviu um ou outro (mas só um ou outro) comunista, com os olhos um bocadinho mais
abertos, dizer que Cristo foi o primeiro comunista do mundo! São bem capazes de ter razão…
Se pegarem numa Bíblia e a abrirem nos evangelhos, verão que Cristo dizia para não acumular
riquezas na terra, para vendermos os nossos bens e dar o dinheiro aos pobres, para amar o
outro como a nós mesmos, etc.. Ensinava, portanto, a distribuir o que temos e não precisamos
a quem não tem, e não andar sempre a desejar coisas de que não precisamos. Se abrirem no
livro de atos dos apóstolos, verão que os primeiros convertidos aos princípios de Cristo se
tornaram comunistas…venderam o que tinham e distribuíram o dinheiro uns pelos outros
consoante as necessidades. Se me dizem que isto não é comunismo, então é o quê? Aqui está
implícito, se calhar pela primeira vez na história, o velho ideal comunista de “de todos
consoante as possibilidades, a todos consoante as necessidades”! Os comunistas soviéticos
quiseram foi desligar o comunismo do nome de Cristo para, simultaneamente, desligar o
comunismo de todos os princípios espirituais associados a Cristo. E tudo o que tem a ver com
abolição de princípios espirituais cristãos tem carimbado as palavras “nova ordem mundial”. E
se você se está a rir neste momento, ou a chamar-me fundamentalista, ou obcecado, ou
antiquado, ou doidinho, ou maníaco das conspirações, ou qualquer coisa do género, é porque
você, caro/a leitor/a, é realmente um/a novato/a neste tipo de assuntos. Desculpe lá se o/a
ofendo.
“Mas você quer pôr toda a gente a trabalhar de graça, é isso?” Não! Estamos no século
21 (escrevo 21 e não XXI porque acho que está na hora de acabar com esse arcaísmo), e temos tecnologia para resolver o problema. Segundo consta, há, só nos EUA, mais de 6000 patentes que nunca foram “para a frente” por, alegadamente “razões de segurança nacional”.
Pois…estou mesmo a ver a “segurança nacional” deles, estou…conservação de poder, é o que
é. Essas patentes têm a ver, por exemplo, com a criação de distribuição de energia limpa, livre
e grátis, e com todo o tipo de coisas que nos facilitariam a vida, nos dariam independência em
relação ao poder corporativo e nos permitiriam viver num mundo “paradisíaco” saído da ficção
científica. Já viram o que é um carro poder andar para sempre sem um pingo de combustível?
Ou terem eletricidade à borla para o resto da vida? E o mais importante: ÁGUA E COMIDA para todos, como é direito humano, sem ter que pagar? Claro que os poderosos deste mundo não querem deixar que isso aconteça, já viram o dinheirão que iam perder? E se dinheiro é poder,lá se ia este também. “Eles vão poder viver sem precisarem de nós para mandarmos neles!
Temos que impedir isto!”, pensam. E foi assim que inventores desse tipo de patentes
revolucionárias viram as suas invenções compradas e nunca usadas, outros viram-nas
roubadas, e outros foram mesmo mortos depois disso. Isso não lhes acontecia por causa de
coisa nenhuma, pois não?...
“Ah…já percebi! Você é um simpatizante de Jacque Fresco, e do movimento Zeitgeist, e
dessa coisa toda!” Não! Já fui. Até perceber que essa onda de eco-ONGs que tem vindo a surgir encaixa-se todinha na agenda das sociedades secretas (tal como a onda de movimentos
“occupy”…). Fresco, Peter Joseph (o realizador de Zeitgeist) e outros que tais, em vez de se
basearem nos tais princípios espirituais cristãos de que vos falei há pouco, a primeira coisa que
defendem para concretizarem os seus projectos é que se deve acabar com esse tipo de
pensamento e limitarem-se a tecnicismo para beneficiar toda a gente. Que contradição… porque, entre cristianismo e tecnicismo, mesmo que não o percebam, não foi
com certeza o tecnicismo que os ensinou a querer resolver os problemas das pessoas com os
projectos deles, ou foi?...
Eu sei que irão com certeza achar estranho que eu me ponha a defender o
cristianismo, mas há coisas tão elementares que estão a ficar tão esquecidas…
“Mas onde é que você está a querer chegar com isto tudo? Você disse ao início que
queria ajudar a explicar melhor qualquer coisa…” Se já se perdeu, deixe-me recapitular e
concluir, de forma simples: 1-) O dinheiro é um meio de controlo. Para uma sociedade
funcionar, não tem que existir. 2-) A livre partilha e distribuição de bens e serviços, consoante
as necessidades, permitia a uma sociedade funcionar perfeitamente. 3-) Não iria haver
ninguém a empobrecer com isso (ou a ser sacrificado, ou explorado) se utilizássemos de forma
coerente a tecnologia que nos permite obtermos o que precisamos sem termos que pagar
coisíssima nenhuma. 4-) Para que essa coerência exista é preciso relembrar os princípios de
que nos esquecemos ou que nunca conseguimos colocar em prática, coisas que só
aconteceram exatamente por causa dos limites que nos são impostos pelo dinheiro e por
aqueles que o controlam.
“Mas você que está a falar numa sociedade baseada em princípios deve antever que
uma sociedade assim degeneraria facilmente em egoísmo e hedonismo, não? E isso ia deitar
tudo por terra!” Não necessariamente. Em egoísmo e hedonismo já esta sociedade degenerou.
Só se mantivéssemos a ausência de valores que hoje temos é que descamba no mesmo. E por
isso falo em recuperar valores perdidos.
Todas as civilizações que se esqueceram dos seus valores caíram, para serem
absorvidas por um poder maior…um poder que pretende, em última instância, instaurar a
nova ordem global. E por isso esse poder pretende corromper ainda mais valores.
Consumismo. Imediatismo. Materialismo. É nisto que nos pretende lançar. E porque tais coisas
são apresentadas de forma tão deliciosa, as pessoas caem. Olhe, lembre-se disto agora, que
estamos em quadra natalícia!…
Há um jornalista famoso que um dia disse: “Pertenço a uma geração que leu Marx mas
que não despreza a Bíblia.”. Creio que talvez seja esta a lição a reter.
Se gostou do que leu, por favor reencaminhe. E comente…a favor ou contra, como
quiser…concorde ou discorde, complemente ou colida. Mas não faça de conta que o assunto
não importa.
E obrigado por ler.

Mercúrio

A fascinante Christine Lagarde, ou talvez o gato nevrótico que utiliza como cabelos, avisou: Depressão. Não é novidade: já a fascinante Angela Merkel tinha avisado acerca do regresso da Depressão e de todos os medos relacionados.

Uhhh...a Depressão...

Há diferença entre "recessão" e "depressão": a primeira é cíclica, implícita no sistema capitalista; a segunda não, é um evento de longa duração que interessa vários Países ao mesmo tempo. Agora, explicam, estamos numa recessão, que arrisca tornar-se uma depressão.

Remédio? Claro, a Retoma, este Cálice Sagrado que, aos olhos de economistas e políticos, deveria resolver todos os problemas. A Retoma tinha sido anunciada já nos últimos meses de 2008, pouco depois da crise eclodir, e pontualmente se apresenta para depois esvaecer, qual cruel miragem.

Agora, uma pergunta: como podemos definir uma recessão que demora anos, com aumentos significativos do desemprego, apertos financeiros, quedas de produção, crises bancárias, falências de inteiros Estados, reduções do comércio internacional, sinais de deflação? E nem podemos esquecer a crise das "tigres asiáticas", último motor da economia mundial ainda em marcha significativa.

Resposta: podemos defini-la como depressão.

Kim Jong il morreu


Legenda: "Kim Jong il morreu. Ámen".

Ipse dixit.

Holanda, dezenas de milhares de abusos sexuais

Em 50 anos, mais ou menos, dezenas de milhares de crianças e rapazes foram abusados por padres pedófilos. Esta é a conclusão da Comissão de inquérito independente que tinha como objectivo analisar o novo escândalo da Igreja católica.

A Comissão, com base em 1.795 queixas, conseguiu individuar os nomes de pelo menos 800 pessoas, das quais uma centena ainda em vida. A Comissão foi o fruto de várias pressões exercitadas também pela imprensa holandesa: em Março de 2010 foi formada tendo como investigadores seis pessoas: um ex-ministro (Wim Deetman), um juiz, professores universitários e uma psicóloga.

Segundo a Comissão, os abusos foram cometidos por sacerdotes e laicos (que trabalham ao serviço dos bispos), incluem violações e foram sistematicamente encobertos pela Igreja.

17 dezembro 2011

DNA online? 99 Dólares! E cuspam...

É quase Natal e eis que aparece o problema do costume: qual prenda?
Eis que o blog socorre o Leitor desesperado: que tal oferecer o controle do DNA?

A sugestão aparece nas páginas de Tom´s Hardware, site dedicado à informática, e o produto é duma empresa americana (havia dúvidas?), 23&Me.
Explica Tom:
É esquisito, mas para este Natal aconselhamos um produto que pede para...cuspir num tubo.
23&Me é um serviço web de confiança [???] que analisa a vossa saliva e a partir da análise do DNA devolve mais de 100 informações. Testámos o serviço e achamos que o pedido (99 Dólares) seja dinheiro bem gasto.

Este serviço é mais útil para quem tenha poucas informações acerca do próprio passado (saúde, relacionamentos familiares, informações genealógicas), pode fornecer uma grande quantidade de dados também .(...)

16 dezembro 2011

"O que podemos fazer?"

"O que podemos fazer?"
É uma pergunta que aparece muitas vezes, mesmo aqui entre os comentários.

"O que podemos fazer?".
É o reflexo da nossa impotência, alegada ou real, mas assim percebida.

"O que podemos fazer?".
É Sexta-feira, uma boa altura para solucionar as grandes perguntas da humanidade.
Modestamente.

Em primeiro lugar: calma, eis que Informação Incorrecta socorre o coitado Leitor com um verdadeiro manual, um ABC que tudo diz e tudo sabe. Como Wikipédia, só um pouco mais curto. E, tal como Wikipedia, é algo já visto, pois muito do que o Leitor vai encontrar foi dito não uma mas várias vezes.
Então porquê repetir?

Porque:
1. poucos seguem a receita.
2. a receita é sempre boa.
3. porque é Sexta-feira.

A bolha chinesa

China. E Brasil. E Rússia. E Índia também.
Resumindo: Bric.

Tudo bem?
Mais ou menos. Talvez. Ou nem por isso.
Da China já dissemos: há sinais. Pequenos-grandes sinais que dizem que sim, está tudo bem mas nem por isso.

É difícil obter dados fiáveis ​​da China. Mas abrir o site das propriedades imobiliárias Homelink significa encontrar a queda de 35 por cento do preço das novas casas em Pequim no mês de Novembro face ao mês anterior. Será verdade?

HAARP: a teoria do Prof. De Aquino

Eu continuo a ter as minhas dúvidas. Pesadas dúvidas.
Mas como há Leitores interessados no assunto, eis um artigo que fala de terremotos e HAARP.
Para ser mais precisos: como alegadamente a estrutura HAARP pode provocar terremotos.

Não sabem o que é o HAARP? Não faz mal: em baixo encontram dois artigos que explicam melhor a ideia.

Aqui lembramos que o HAARP, com as suas 180 antenas, é definido como um "aquecedor ionosférico", pois pode gerar feixes de ondas electromagnéticas de alta frequência enviadas até a ionosfera. Oficialmente por razões de pesquisa científica.

A potência desta estrutura é, sempre oficialmente, de 3.6 Megawatt (pouco mais de 3 milhões e meio de Watts), embora as suspeitas apontem para valores superiores.

Sabemos também que o HAARP não é a única estrutura deste tipo: simplesmente é a mais conhecida. Homologas são as seguintes:
Noruega: Projecto EISCTA (potência 1.000 Megawatts)
Rússia: Projecto SURA (190 Megawatts)
Porto Rico: Arecibo Observatory (300 Megawatts?)
Estados Unidos: HIPAS (70 Megawatts)

15 dezembro 2011

Um resultado extraordinário

Fort Bragg, North Carolina, EUA, Dezembro de 2011:

"É mais difícil acabar uma guerra do que começa-la".
Com estas palavras o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lembrou o sacrifício do exército americano no Iraque, celebrando o fim do conflito que durou quase 9 anos.

"Tudo o que fizeram as tropas americanas no Iraque, os combates e as perdas, o sangue e a reconstrução, o treino e a cooperação, levaram até este momento de sucesso.(...) Vamos embora deixando para trás um Iraque soberano, estável e auto-suficiente, com um governo representativo eleito pelo povo. E vamos acabar uma guerra não com uma batalha final mas com uma marcha até casa. É um resultado extraordinário, para o qual ocorreram quase nove anos".

Um resultado extraordinário.

Síria: os medias e os especialistas

Já percebemos o que se passa na Síria.
Percebemos porque é um filme já visto: na Líbia, por exemplo. Mesmos actores, mesmas técnicas.
E o papel dos media, servos não pagos.

Voa o espectro da guerra civil, tal como já aconteceu no Egipto. Manifestantes que lançam ataques contra os homens fardados, sejam eles soldados ou polícias.

Um jornalista digno deste nome perguntaria: mas onde é que os manifestantes encontraram as armas? Os jornalistas de hoje não perguntam, escrevem o que o dono quer que seja escrito e isso chega. As perguntas incomodam e podem ser bem perigosas.

O jornalista (este sim digno do nome) Webster Tarpley, após ter visitado a Líbia foi para a Síria e encontrou a mesma situação:
Na Síria trabalham esquadrões da morte, feitos de líbios, iraquianos, afegãos, pessoas que semeiam o terror.
Atrás deles Países que desejam a desestabilização de Damasco: Arábia Saudita, Emirados, Qatar, a nova Líbia. Tudo já visto.

A impossibilidade de ser idoso

Durante várias décadas há notícia, no Ocidente, dum novo fenómeno: os suicídio dos idosos. É algo de novo, no sentido que a coisa não era conhecida nas sociedades mais antigas. É uma tendência que os estudiosos conhecem muito bem e que tem duas razões principais: a perda do próprio papel no interior da sociedade e a solidão.

Na sociedade agrícola, pré-moderno, pré-industrial, com tradição predominantemente de tipo oral, estática, o idoso é o detentor do conhecimento (mas talvez seria melhor dizer "sabedoria") que transmite aos seus descendentes. Permanece até o final qual chefe indiscutível da família, e manterá um papel e um sentido da sua vida até os últimos dias.

Na sociedade de hoje é exactamente o oposto. As rápidas mudanças da tecnologia tornam o idoso um analfabeto, um perdido, um desajustado, e a experiência dele já não servirá para nada, não conta mais, porque simplesmente "ultrapassada". Não é ele que ensina, são os jovens, com uma condescendência que dói, que devem ensinar ao idoso como mexer-se na "nova" sociedade.

Escreve o historiador Carlo Maria Cipolla: "Um idoso na sociedade agrícola é o sábio, naquela industrial é um achado histórico."

High Frequency Trading

E vamos com um artigo um pouco "técnico".

Já no passado tínhamos falado do funcionamento informático dos mercados. Não os ecrãs e os notebooks, algo mais...De facto, a imagem dos operadores de Bolsa que fazem sinais com os dedos e gritam é mesmo isso: uma imagem.

Na verdade, o coração da Bolsa hoje funciona de forma diferente: mais eficiente, terrivelmente eficiente.
Demasiado eficiente.
Até deficiente.

High Frequency Trading

Falamos do High Frequency Trading (HFT).

As trocas de acções, as vendas e as aquisições são feitas de forma rápida, tão rápida que nenhum ser humano teria a mesma capacidade: tudo acontece nos servers, nas redes informáticas, máquinas digitais que operam nos mercados com algoritmos, isso é, uma série de instruções bem definidas. Objectivo: ganhar, sempre.

Podem ser ganhos de poucos Dólares, até cêntimos, não importa: as máquinas trabalham em automático, vasculhando os mercados de todo o planeta. No final do dia, os cêntimos recolhido nas Bolsas dos vários continentes formam uma quantia assinalável.


Mas qual a importância do HFT? É suficiente pensar que mais de metade das transacções financeiras do mundo são feitas desta forma, automatizadas, realizadas por máquinas capazes de milhares de operações no prazo dum só segundo. Mais do que os traders (os operadores humanos) é a inteligência artificial que especula.

14 dezembro 2011

Jornalistas da Nato

Numa entrevista de Rádio Canadá, o General do Exército Charles Buochard, que chefia a Operação Unified Protector na Líbia, revelou que uma célula de análise tinha sido instalada na sede geral da Nato em Nápoles. 
A intenção era estudar e compreender o que estava a acontecer "no chão", ou seja, tanto os movimentos do exército líbio quanto os dos "rebeldes".

Para reforçar a unidade foram criadas redes de comunicação: "As informações vinham de muitas fontes, incluindo os media no terreno, que transmitiam inúmeros relatos sobre a posição e a intenções  das forças terrestres."

É a primeira vez que um chefe da Nato admite que os jornalistas estrangeiros na Líbia eram agentes da Aliança Atlântica. 

Pouco antes da queda de Tripoli, Thierry Meyssan tinha provocado um escândalo ao dizer que a maioria dos jornalistas ocidentais que eram hospedados no hotel Rixos eram na verdade agentes da Nato. Em particular, os jornalistas tinha apontado o dedo aos jornalistas da BBC, CNN, Fox News e Associated Press.

Pelo visto, não estava a delirar. 


Ipse dixit.

Fontes: VoltaireNet

Wall Street, o governo secreto

Caso ainda houvesse dúvidas...

Graças a um pedido de liberdade de informação feito pela Bloomberg News, o público agora tem acesso a mais de 29.000 páginas de documentos da Federal Reserve e outras 21.000 transacções, sempre da Fed, que foram deliberadamente escondidos, e por boas razões.

Estes documentos mostram que altos funcionários do governo, ocultaram deliberadamente ao Congresso e ao público o verdadeiro propósito dos resgates de 2008-09, que têm enriquecido e fortalecido os interesses dos gigantes de Wall Street.

13 dezembro 2011

O Grande Livro das Respostas

Na Bélgica as bombas explodem e provocam mortos. Mas as notícias são poucas e confusas.
Fala-se de quatro, cinco, talvez seis mortos e uma centena de feridos.
Reza o diário Público:
As autoridades já fizeram saber que não se tratou de um atentado terrorista mas antes da obra de um único indivíduo.
E desde quando para ser terrorista é preciso estar em grupo?
A hipótese é "suicídio". Maneira esquisita de morrer, com bombas e kalashnikov.
Não foi o primeiro caso (Noruega), não será o último num continente que arrisca pegar fogo.

Vamos em frente.
Há por aí uma sensação, a sensação de que algo está a mudar. Algo de invisível e de profundo, que muda sem dar nas vistas.

É como se alguém tivesse roubado o Grande Livro das Respostas ou estivesse a arrancar as páginas, até reduzir todo num pequeno e inútil panfleto.

Até as eleições

O Presidente Barack Obama decidiu: a sua resposta será "não".

E que raio. Afinal esta é a América, a terra da liberdade, do velho West, George Washington, Mickey Mouse e Lady Gaga. Um pouco de dignidade.

Da mesma forma, Obama (não acaso Prémio Nobel da Paz) não permitirá que os Estados Unidos fiquem como um campo de batalha: o National Defense Authorization Act não passará. Nem agora nem amanhã. Depois de amanhã é outro discurso, pois no meio estão as eleições.

O Presidente afro-hawaiano-irlandês não quer que os cidadãos possam ser detidos a tempo indeterminado sem acusações nem processo. Isso não é admissível. Sobretudo antes da eleições. A seguir nunca se sabe, que dizer, a vida é assim, não é? "Nunca dizer nunca".

Por isso, o NDAA foi autorizado pelo Congresso, apesar de violar de forma flagrante os direitos garantidos pela Constituição, mas embateu na muralha presidencial. E ficou claro: em 2012 o NDAA não entrará em vigor. Viva Washington, viva Mickey Mouse!

Grécia: novos impostos, novos suicídios

Os vampiros da Troika querem novo sangue e pedem para que Papademos afaste 150 mil dependentes públicos. Enquanto isso, novos impostos e preços mais altos. E a Grécia que confirma ser o País com a maior taxa de suicídios. Quem sabe porque.

Os representantes do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu (ontem outra vez em Atenas para controlar o trabalho de Lukas Papademos, o primeiro ministro tecnocrata) pedem explicitamente que Atenas despeça 150 mil funcionários público até 2015, isso para reduzir a despesa pública.

Esta é apenas uma das medidas pedidas, como confirma o ministro da Reforma Administrativa, Dimitris Reppas: a suspensão temporária de 30.000 dependentes do Estado não conseguiu os resultados esperados, porque muitos trabalhadores entraram na reforma antes de ser despedidos. Malandros.
Pelo que agora é a vez dos próximos 150 mil, num País com uma taxa de desemprego de 20%.

Mas as boas notícias não acabam aqui.
A partir do dia 1 de Janeiro entram em vigor novos impostos, o que irá provocar a redução dos rendimentos dos contribuintes gregos. Doutro lado, é explicado, o governo precisa de 2 mil milhões de Euros, por isso...

Andamanenses

As Ilhas Andamane ficam no Golfo do Bengala, não longe das costas da Birmânia embora sejam parte integrante do território da Índia.

"Tá bom, mas que tenho eu a ver com isso?" pode perguntar o Leitor.
Nada, claro que nada, as Ilhas ficam longe e não temos relacionamento com elas ou com as pessoas que aí moram. Mas pode ser interessante observar uma comunidade que escolheu um rumo totalmente diferente do nosso.

De facto, as Ilhas estão dividias em duas partes: uma turística, "civilizada", outra onde as indígenas nunca quiseram integrar-se no modelo ocidental. E fizeram isso de forma consciente.

12 dezembro 2011

Os cenários melhores

Irão? Ou China?
Médio Oriente ou Ásia?

Kjell Alejklett, presidente da Aspo International (a organização que estuda as teorias do pico do petróleo e das energias fosseis), foi entrevistado pela rádio da China.

O que querem saber os Chineses?
Querem perceber as oscilações do preço do petróleo e quais as consequências sobre a economia chinesa. Depois querem entender a atitude das companhias produtoras de petróleo, o que se passa com as energias renováveis, o futuro da humanidade.

E perguntam: "A guerra no Iraque testemunhou uma grande procura de petróleo. Podemos então apoiar a ideia de que as guerras contribuem para o boom dos investimentos e o desenvolvimento do sector petrolífero?"

Pois.
Acabou o tempo do Império fechado em si mesmo, acabou a altura da república debaixo do glorioso Sol do Comunismo. A China segue com interesse as guerras ocidentais, em curso e potencias, e tenta aprender.

Fakelaki

Mesmo que ninguém preste muita atenção, dezenas de adesivos adornam as paredes do hospital, o maior do distrito de Atenas de Nikaia, cinco quilómetros do porto de Piraeus.

Os adesivos mostram uma imagem de um envelope com uma barra diagonal vermelha, tipo o sinal de stop. "Não fakelaki" é a mensagem, uma referência ao "saco", a nota de 50 Euros que alguns médicos pedem aos pacientes em troca de um bom serviço. O fakelaki é uma das muitas manifestações de corrupção na Grécia.

Mas o que tem a ver isso com as medidas de austeridade promovidas pelo Governo?

(Dis)Informação

O jogo funciona, mudar para quê?

A seguinte reportagem é de Russia Today, onde o que interessa são os primeiros 50 segundos, que mostram um excerto de Fox News Channel. O canal de notícias americano apresenta os distúrbios em Moscovo, após as contestadas eleições.

Problema: as imagens não são de Moscovo mas da Grécia.

11 dezembro 2011

Abram os vossos olhos

E assim foi.

A reunião dos últimos dias da semana passada tinha que decidir a sobrevivência do Euro. Foi o que aconteceu: foi decidida a morte da moeda única. Mas não será algo de repentino. Pelo contrário, será uma lenta e dolorosa agonia. A não ser que um evento traumático qualquer venha a acelerar a implosão. O que não é possível excluir. Bem pelo contrário.

A Alemanha, com a cumplicidade do criminal Mario Draghi e a abismal idiotice do marido de Carla Bruni, conseguiu aí onde Hitler tinha falhado. Três tentativas no espaço dum século, duas vezes com o exército, uma com a economia. E, obviamente, foi esta última a bem sucedida, pois desta vez tudo aconteceu no âmbito democrático. Ainda uma vez a França assinou a própria derrota, ainda uma vez o Reino Unido fica de fora, para combater depois.

08 dezembro 2011

A Guerra Silenciosa duma Fada

Estava quase a sair de casa para gozar do dia de fiesta quando reparei: um novo blog!
É Guerra Silenciosa, da Fada do Bosque. E não, não é um blog de contos.

Aqui vai o link: Guerra Silenciosa

Os Leitores habituais já conhecem Fada.
Ela vive nos bosques do Norte de Portugal, na zona do Gerês, com 7 anões com os quais costuma reparar moveis antigos. Entra nas casas das velhotas e pergunta: "Avozinha, posso restaurar a sua cama?" A velhota diz "Não filha, gosto de como ele está". Então os 7 anões ligam a velhota e Fada pode começar o trabalho. Cujo êxito pode ser encontrado na Oficina do Bosque.

Mas agora Fada decidiu fazer mais e apresentar o ponto de vista dela. Acerca dos móveis? Não acerca do resto. E esta é uma boa notícia. Para as velhotas, que poderão gozar de mais tempo livre, e para nós que podemos ler os pensamento duma pessoa da qual já aprendemos a apreciar os comentários aqui neste blog.

Guerra Silenciosa pode também ser encontrado no Blogroll à esquerda. E, digo já, é um blog interessante, tão interessante que Burgos registou-se duas vezes entre os Seguidores.

E agora vou comer um kebab.

Boa Leitura.


Ipse dixit.

A chave. A única chave.

O blog Sociedade Alienada é um lugar de reflexão que sugiro amplamente.

Não tem a verbosidade de Informação Incorrecta, o que é bom pois a linha entre verbosidade e logorréia é bastante subtil. É, como dito, mais um lugar aberto às reflexões, onde poucas palavras podem dizer muito.

O último tema tratado é o Conhecimento.
Diz Saraiva, o autor do texto que, se bem percebi, aparece também na primeira imagem :)
Fora dessa área temos o Novo, o Desconhecido, a Surpresa, Mais Conhecimento, a Verdade. E é ao navegarmos nessa área que crescemos intelectual/moral-mente. Mas é preciso ter um espírito aberto às novas experiências. Quantas pessoas desistem ainda antes de tentar? Quantas pessoas ouvem os boatos e as hipóteses, julgando que isso é o suficiente para saberem algo sobre alguma coisa?

A atómica árabe


Pessoal, pensei enviar uma carta  ao simpático Obama, o Presidente afro-irlandês e Prémio Nobel da Paz. Exagerado? Não, não é: alguém tem que fazer algo, tem que alertar antes que seja tarde demais. Leiam para perceber.

Querido Obama,
como estás? Tudo bem?

Olha, escrevo para avisar, pois hoje encontrei uma notícia aterradora. Sabes aqueles amigos teus que vivem na Arábia Saudita? Então é assim: o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Turki al Faisal, disse ontem que o País dele, a Arábia Saudita, tenciona dotar-se de armas nucleares.
Obama: armas nucleares! Entendeste? E mais: querem construir 16 centrais atómicas nos próximos anos.

É o Turki, tu conheces o gajo, é o irmão de Saud, é o mesmo que um dia ficará Rei. Mas achas normal? Que dizer, todo o mundo está preocupado com as terríveis atómicas do Irão e agora a Arábia faz o mesmo? Mas o que é isso?

07 dezembro 2011

Dust Bowl

Já falámos da Grande Crise?
Não da actual, mas da Mãe de todas as crises: a Grande Depressão do século passado.

Resposta: sim, já falámos disso. E até existe um link para o artigo: este link. Com áudio.

Com áudio???
Ah.

Ok, então nada e fiquem bem.
Não, porque é assim: seria interessante fazer uma comparação entre o que foi e o que é. Para tentar perceber. Estamos em crise? Mesmo? E se assim for: quais as diferenças entre a Grande Depressão e a Nova Depressão?

Vamos ver. Com uma canção. 

Loucos e prendas


Desde ontem também Anders Breivik, o assassino da ilha norueguesa, tornou-se parte dum pequeno grupo de pessoas muito especiais: o grupo dos loucos responsáveis, segundo a História oficial, de graves crimes com eco internacional.

A História está nas mãos dos loucos? Parece, pois Breivik não é o único caso.

Quem matou John Kennedy? Claro, foi ele: Lee Harvey Oswald, um louco solitário tão alienado e confuso que disparou contra o único presidente que tinha feito uma verdadeira abertura política para o País que o mesmo Oswald amava e respeitava mais de que qualquer outro, a União Soviética. Oswald disparou e foi logo silenciado por um mafioso vitima por sua vez dum câncer fulminante uma vez entrado na prisão. Azar.

Enquanto isso, a CIA tomou conta do poder que tinha sido perdido, o Dólar de prata do governo foi retirado e esquecido, a escalada militar no Vietname teve luz verde, Hoover foi capaz de permanecer no topo do FBI, Israel começou a construir a bomba atómica, Nixon foi capaz de entrar discretamente na cena política.

Oswald era louco. Mas olha só as prendas que deixou.

06 dezembro 2011

Vacinas: os Dogmas

A Doutora Sherri Tenpenny é uma profissional da Medicina que opera nos Estados Unidos.

Licenciada na Universidade de Toledo (Ohio), apresenta um curriculum com seis páginas de comprimento. Isso não significa estarmos perante uma pessoa que garantidamente diga coisa com coisa, mas é já algo.
Pelo menos é suposto conhecer o assunto do qual fala.

No site da Dr.a Tenpenny podemos encontrar muitas notícias acerca das vacinas, porque é disto que a doutora trata. Aqui um excerto do ponto de vista dela.
Parece interessante.

Boa leitura.

Equador: parar a dívida é possível

Vamos falar de vulcões. E de erupções. Ahi que medo.

Algum tempo atrás, na Islândia, o vulcão Eyjafjallajökull (mas como é possível chamar um vulcão assim?) decidiu soprar nuvens de cinza branca que provocaram o curto-circuito nas ligações aéreas de todo o mundo, ao mesmo tempo que o povo da Islândia decidiu levantar-se contra os poderes fortes da finança global.

No outro hemisfério, no Equador, há alguns anos despertou o Tungurahua, vulcão com nome bem melhor, quando o presidente Rafael Correa declarou que a dívida externa que pesava sobre os ombros dos seus cidadãos era "ilegítima e ilegal".

Uma sinergia quase sobrenatural, como se a Natureza  e o destino dos seres humanos actuassem em uníssono, em várias partes do mundo. E quem sabe, talvez não seja um mero acaso.

Da Islândia já sabemos algo, mas do Equador?

Trabalho e parasitas sociais

Alguém terá reparado: os media loucos que anunciam a descida do desemprego nos Estados Unidos.
É fiesta! É ela, é a retoma, aleluia!!! Todos em procissão, de joelho, até a mais próxima Igreja Católica Apostólica Romana de Madeira e de Cobalto!

Os números não mentem: no mês de Novembro o desemprego caiu de 9% para 8.6%, ultrapassando as expectativas que apontavam para um misérrimo 9% (ah, pois é: taxa inalterada diziam os experts...). É o nível mais baixo desde Março de 2009, isso é, dos dois últimos anos e meio.

Até a Bolsa voa, voa voaaaa...e pára logo. Porquê?
Porque estes são dados bons para o povo-besta (que somos nós, modestamente). Mas as Bolsas, que de truques percebem e bem, sabem ler. E percebem. Percebem que não diminuem os desempregados: diminuem a força-trabalho.

O que é bem diferente.

A crise faz bem. E a ministra chora.

Crise. Há crise, nada a dizer.
Não no Brasil, aí não há crise por enquanto.
Mas na Europa sim, é crise profunda.

Pegamos num País qualquer...Portugal, por exemplo: é crise, não há dúvida. É suficiente abrir a janela e que vemos? O Sol. Sim, mas um Sol em grave crise.

E em Italia? Há crise, também aí há crise. Como em Espanha. E Irlanda. E hoje as agências de rating avisam: cuidado com França e Alemanha, não se brinca. 50% de possibilidade que o rating de Paris e Berlim seja cortado.

E a Grécia? Não, a Grécia não, aliás, devem ter morrido todos porque desapareceram dos media, ninguém fala dos Gregos. Talvez tenham emigrado. Foram para Italia. É por isso que agora há crise em Italia e as senhoras choram, é culpa dos Gregos que trazem azar.

05 dezembro 2011

Pontos de estrangulamento

Gente que dorme, quente que faz.
Nós dormimos, outros fazem.

Por exemplo: poucos perceberam que na semana passada o porta-voz do Departamento de Estado de Washington, Victoria Nuland, anunciou de forma obscura que os Estados Unidos "não vão responder a certas obrigações do Tratado de Armas Convencionais na Europa (CFE) em relação a Rússia ".

Eh? Que quer dizer a moça?
Quer dizer que a partir de agora Washington já não informa a Rússia acerca de novos posicionamentos da sua armada global. Lícito, portanto, intuir que a estratégia de reposicionamento das armas seja uma questão top secret do Pentágono.

Devemos acrescentar alguns antecedentes essenciais.
A primeira parte do CFE foi assinada em 1990, quando o Pacto de Varsóvia ainda existia e a Nato tinha que defender o Ocidente "livre" das ameaças do Exército Vermelho.

A primeira parte estabelecia uma redução significativa da quantidade de tanques, artilharia pesada, aviões de combate e helicópteros, e que os dois lados sempre teriam permanecido em contacto.

A segunda parte do CFE foi assinada em 1999, na pós-União Soviética. A Rússia deslocou a maior parte do seu arsenal por trás dos Urais, enquanto a Nato continuou a expandir-se até as fronteiras da Rússia, uma flagrante traição da promessa que George Bush tinha feito a Mikhail Gorbachev.

Revistas lusas e donos alemães

Breve actualização: no passado dia 31 de Julho escrevi um artigo, O lado obscuro da Volkswagen, no qual, entre as outras coisas, era citada uma revista publicada em Portugal, Auto Hoje, e o resumo da troca de e-mail com o director dela.

Ontem, Domingo, dia chuvoso, nada a fazer, decidi gastar um pouco do meu tempo com o assunto. Então li com mais atenção a revista e vi que a editora é a Motor Presse Lisboa, no concelho de administração da qual encontramos Maike Schlegel (um alemão) como Presidente e Friedrich Wehrle (outro alemão) como Administrador.

E a mesma Motor Presse Lisboa é parte da Motor Presse International, que tem sede em Estugarda, Alemanha

A coisa fica assim bem mais clara.

Moral: para perceber o que estamos a ler, muitas vezes é suficiente ver quem paga o papel.

Motor Presse é também presente no Brasil com as revistas "Carro", e "Carro Hoje".


Ipse dixit.

O creme e a sopa

Surpresa. Espanto.
Mas como? Quem são estes? Donde vieram?

Após as eleições no Egipto, o dado que mais merece ser realçado é a vitória dos Salafitas.
Wikipedia, onde estás?
O objectivo primário do movimento era reformar a doutrina islâmica de forma a adaptá-la aos novos tempos, foi um produto do intenso contacto que começou, desde os inícios do século XIX, entre o mundo islâmico e o mundo ocidental e pretendia chamar a atenção para uma via de desenvolvimento especificamente islâmica.
Este movimento não se colocava somente contra doutrinas que estabeleciam uma identificação entre a modernização e a ocidentalização dos costumes culturais e sociais islâmicos de então [...] , como também é contra o tradicionalismo mais fechado que abafa toda e qualquer modernidade procedente das influências ocidentais como algo que destrói tudo o que é islâmico.
..."era", "foi", "pretendia"...os Salafitas acabaram de ganhar as eleições e Wikipedia parece falar de arqueologia.
Wikipedia, sempre muito à frente,   

Luis Vuitton em Marte


Os economistas exortam os governos a adoptar políticas que possam reduzir os desequilíbrios comerciais do planeta, ou seja, em outras palavras: a China deveria reduzir o seus activos na balança comercial e os EUA o seu défice.

Também na Europa a palavra de ordem é "exportar"; e para exportar é preciso ser competitivos; e para ser competitivos é preciso cortar tudo: serviços sociais, ordenados, reformas.

No entanto o nosso planeta parece ter um grave problema que invalida todas as estatísticas disponíveis: um desequilíbrio comercial muito grave, provocado pelo comercio entre os Humanos e os habitantes dos outros planetas.

02 dezembro 2011

Jesus e o Milagre do Egipto

Na Web (ou será "no" Web? É masculino ou feminino? Ou meio e meio para ser politicamente correcto?) circula de tudo e mais alguma coisa.

A Muy Nobre Anne envia esta notícia:

UMA NOTÍCIA QUE ESTÁ ABALANDO O EGITO

Um muçulmano egípcio matou sua esposa porque ela estava lendo a Bíblia e então a enterrou com seu bebê nascido há poucos dias e uma filha de 8 anos de idade.
As crianças foram enterradas vivas! Ele então disse à polícia que um tio havia matado as crianças. Quinze dias mais tarde, outra pessoa da família morreu.
Quando foram enterrá-la, encontraram as duas crianças sob a areia? E VIVAS!
O país ficou em choque e o homem será executado... Perguntaram à menina de
8 anos como ela havia conseguido sobreviver por tanto tempo e ela  disse: "Um homem que usava roupas brilhantes e com feridas que sangravam em suas mãos, vinha todos os dias para nos alimentar. Ele sempre acordava minha mãe para dar de mamar à minha irmã".
Ela foi entrevistada no Egito numa TV nacional por uma mulher jornalista que tinha o rosto coberto. Ela disse na TV pública, 'Foi Jesus quem veio cuidar de nós, porque ninguém mais faz coisas como essas!'

Governo que vai, governo que chega

E no mundo? Que acontece no mundo?
Uhhh, muitas coisas...

Zona Neuro: o modelo Frankestein

As notícias oficiais são poucas mas vozes, buzz, ruídos de fundo e meias declarações deixam vislumbrar uma batalha entre os vários governos. Tema central: a ideia de criar uma Zona Neuro dividia em duas partes, uma construída à volta do eixo França-Alemanha, outra com os Países periféricos mais fracos.

Na prática, um Frankenstein monetário com uma esperança de vida muito reduzida.

Angela Merkel e o marido de Carla Bruni falam não em modificar mas em "refundar" a Europa.
Nada mais, nada menos.
Porque é importante ter o sentido das proporções. Esta dupla, que nem um bordel de Bagdad conseguiria gerir sem as ordens dos bancos e dos Estados Unidos (que depois sempre bancos são), agora querem "refundar" a Europa.

Uma tristeza.
Como todo o respeito para os bordeis de Bagdad.

Agora é só esperar o dia 9 de Dezembro, apontado como o dia das grandes novidades. Vamos ver.

Super-Vírus

Fechamos (só temporariamente) a Departamento de Saúde mas desta vez sem falar de vacinas.

Hã dois-três anos começou uma campanha de virologistas e jornalistas ligado ao mundo da saúde, todos alinhados e compacto em alertar a população contra o risco de possíveis combinações entre as diferentes estirpes de vírus da gripe que podem infectar um organismo por via aérea, (muito contagiosos mas de baixa mortalidade), e vírus mais contagiosos, mas mais letais, tais como a gripe aviaria (ou H1N1).

O risco maior: a Quimera, algo de muito contagioso e ao mesmo tempo alta letalidade. Enfim, um espectáculo de vírus.

Na verdade a coisa soava um pouco ridícula: uma coisa destas pode acontecer, como no caso da Gripe Espanhola, mas não é possível prever como e quando porque a Natureza opera segundo leis, as próprias leis.

O que, doutro lado, é bastante aborrecido: porque raio temos que esperar que a Natureza decida criar um super-vírus, capaz de infectar e matar milhões, de forma rápida e eficiente? Não seria possível criar isso num tranquilo laboratório e depois bater as palmas? E, na minha óptica, nesta altura não seria mal considerar um Prémio Nobel também, da Medicina ou da Paz.

01 dezembro 2011

Vacinas: os dados italianos

E continuemos com o grande mistério das vacinas.
Falamos de dados.

As vacinas foram eficazes no controlo e/ou eliminação de determinadas doenças? Para responder eis alguns dados do ISTAT, o Instituo Nacional de Estatística Italiano, que, lembramos, é um órgão governamental.

Por cada doença é reportado a mortalidade anual (coluna esquerda) e o ano (em baixo).

As vacinas: o que são e como funcionam?

E vamos falar de vacinas.
Fazem bem? Fazem mal?

Para responder seria preciso perceber alguma coisa do assunto. Quem escreve (eu!), pelo contrário, percebe nada de vacinas. E "nada" não é uma maneira de dizer: é mesmo nada, zero absoluto. Por isso vamos começar uma série de artigos que reportam as opiniões de pessoas "que sabem". Como médicos, por exemplo. E que demonstram como nesta área pode haver dúvidas.

Porquê dúvidas? Não seria mais correcto reportar as ideias de quem defende as vacinas também? Não, porque se o cidadão quer palavras que justifiquem o uso das vacinas, fontes não faltam: em qualquer site dos Ministérios da Saúde há páginas que glorificam as vacinas, cheias de boas palavras.

Este blog não entende demonstrar que as vacinas são inúteis ou todas perigosas, porque isso não é correcto: as vacinas não são todas inúteis ou prejudiciais. E quem pensar uma coisa desta deveria ter a humildade de ler os resultados obtidos com algumas campanhas de vacinação. Mas temos que distinguir entre o trigo e o joio, coisa que o estableshiment recusa fazer, quando não chega a ocultar informações.

De facto, o Homem é imperfeito, as criações dele são imperfeitas, mas existe uma excepção: as vacinas, das quais não é lícito duvidar. O que é um pouco esquisito.

Última nota: este blog dedicará amplo espaço a todos aqueles cujo desejo será a vontade de demonstrar o contrário das afirmações apresentadas. Porque a ideia não é destruir mas sim perceber.
(Bonita esta frase, acho que vou emoldura-la).

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