16 janeiro 2012

Problema? Solução.

Muito bem pessoal, pegamos numa calculadora.
Imaginemos uma dívida pública de 2.000.000.000.000 (dois mil biliões), uma taxa de juro de 7% e, como unidade de medida, as gerações (mais ou menos 25 anos).

Eis as prestações para extinguir a dívida:
com prestação anual de 172 biliões (172.000 milhões) = uma geração
com prestação anual de 145 biliões (145.000 milhões) = duas gerações
com prestação anual de 140 biliões (145.000 milhões) = 6 gerações.

Fui eu que fiz estas contas? Não, caso contrário este artigo teria sido publicado em Junho de 2024. Mas o que impressiona é o seguinte: 6 gerações? Exacto, mais ou menos 150 anos. Sempre que seja possível pagar 140.000.000.000 por ano. Porque no caso de Italia, por exemplo, País com uma dívida de 2.000 biliões de Euros, o PIB anual é inferior; isso é, a riqueza produzida ao longo dum inteiro ano não chega para atingir o valor da dívida.


E no caso de outros Países? Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha? Nestes casos a dívida absoluta é quase sempre inferior, mas também o PIB, a riqueza produzida.

Na Grécia o rácio dívida/PIB é de 142%. Isso é: num ano, a Grécia não produz o suficiente para atingir a dívida (isso seria 100%) e ainda falta uns bons 42%.
Na Irlanda o rácio é de 94 %, em Portugal 92%, na Espanha é de 60%.

E na América do Sul?
No Brasil é de 66 %, o valor mais elevado do continente, superior ao da Espanha. Os outros Países apresentam valores mais baixos: Argentina 49%, Chile 9%, Colômbia 36%, Equador 20%, Paraguay 15%, Peru 15%, Uruguay 57%, Venezuela 38%.

Acabemos com os Estados Unidos: 94%.

(Todos os valores apresentados até agora são arredondados e constam no relatório do FMI de Abril de 2011).

Quantos Países poderão objectivamente pagar a própria dívida? Poucos, bem poucos. Porque há outro valor a considerar. E para percebe-lo podemos observar o caso do Reino Unido.

Oficialmente o rácio dívida/PIB de Londres é de 81%. Mas este dado não tem em conta a dívida dos privados (nenhum dos dados anteriores tinha em conta este valor): ao somar dívida pública com dívida privada, o rácio dívida/PIB do Reino Unido é de 280%.
Maior do que a Italia (246%), por exemplo, e maior do que a média europeia (260%).

A verdade é que nem a Alemanha (76%) seria capaz de repagar a própria dívida, em particular se um ou mais Países da Europa do Sul piorasse a própria situação.

Estas dívidas existem para não ser pagas.
Claro, depois há Leitores que acham que a solução deveria ser "levantar o traseiro e ir trabalhar". Mas se a ideia é não dizer apenas idiotices, então temos de admitir que a situação é preocupante e não é um exclusivo da Europa; é só espreitar a lista do FMI e observar quantos Países apresentam um rácio entre dívida (pública, sem a privada) e PIB mais perto dos 100% do que dos 0%.

Um quarto da riqueza do mundo

O ano dos Maias das finanças globais é caracterizado pelo facto que em 2012 serão refinanciados Títulos de Estado para um valor de 11.500.000.000.000 (11.500 biliões) de Euros, equivalente a um sexto do PIB mundial. Os bancos europeus possuem títulos para um total de 800 biliões de Euros.

Mas além disso existem os prazos dos títulos das empresas: outros 800 biliões, sempre na Europa. E, claro está, há também os bancos americanos e asiáticos. A moral é que será preciso quase um quarto do PIB mundial para atender a essa necessidade financeira.

Obviamente, se a dívida aumentar, o dinheiro necessário será mais. Não é uma coincidência se as medidas "lágrimas e sangue" introduzidas no Velho Continente foram aplicadas mesmo agora, em 2012 e não em 2013 ou 2014.

É por isso que Berlusconi foi substituído na passagem de 2011 para 2012, tal como aconteceu com o Primeiro Ministro espanhol, grego e português (este último um pouco mais cedo, mas sempre nos últimos 9 meses). Os bancos conhecem a situação, muito bem, e sabem que a única estrada para não entrar num colapso global (e este sim que abrangeria todas as economias mundiais, sem excepção) é limitar ao máximo as despesas dos Estados, mesmo que isso signifique o sofrimento de inteiros povos (este não é um grave problema na óptica das instituições financeiras).

Mas os problemas não ficam resolvidos com algumas figuras públicas removidas na Europa: 70% da dívida pública do planeta é composta pelas dívidas do Japão e dos Estados Unidos. Tokio precisa de 3.500 biliões, Washington 4.500.

Um problema nipo-americano? Não é bem assim: apenas um problema americano.
Por enquanto não vamos explicar a razão, mas deixo uma pergunta "no ar": como é possível que a economia dum País com um rácio dívida pública/PIB (sem contar a dívida privada) de 234% seja considerada "saudável" enquanto um País com um rácio de 92% está falido? O primeiro País é mesmo o Japão, o segundo é Portugal. Não é uma pergunta retórica esta, há uma explicação que é bem interessante.

A solução?

Portanto eis a situação: a maioria dos Países apresenta níveis de dívida pública muito elevados, sem possibilidade realista de serem pagos. A considerar a dívida dos privados o quadro piora ainda e os Países que poderiam devolver as próprias dívidas são verdadeiramente poucos.

Este ano há ainda a necessidade de utilizar 11.500 biliões de Euros, para renovar os Títulos cujos prazos estão a acabar: um sexto do PIB mundial, um quarto se o desejo for renovar também os Títulos das empresas privadas.

Soluções? Duas.

A primeira seria injectar dinheiro fresco nos mercados. Abrir os cordões das bolsas, fazer investimentos que produzem trabalho e riqueza. Mas os bancos têm medo e, sobretudo, não têm dinheiro. E sem dinheiro, como fazer investimentos?

Portanto há a segunda solução, já utilizada em 1941 pelos Estados Unidos. Solução simples, que cria trabalho, diminui (fisicamente) o número de desempregados e abre novas e emocionantes perspectivas para o futuro.

Claro, sendo esta última solução a guerra, é preciso chegar até o futuro. Mas como solução funciona. Ou não foi o General Wesley Clark que viu o programa no Pentágono? Iraque, Líbia, Síria, Irão...


Ipse dixit.

Fontes: Wikipedia, FMI, Megachip

14 comentários:

  1. "como é possível que a economia dum País com um rácio dívida pública/PIB (sem contar a dívida privada) de 234% seja considerada "saudável" enquanto um País com um rácio de 92% está falido?"
    Dívida Interna (produto caseiro) vs Dívida Externa (produto importado) ihih!

    3ª Solução: Apagar dos registos toda a dívida emitida para especulação... e o bolo caía a pique!

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  2. Bruno António16.1.12

    A guerra é de facto uma solução…assustadoramente possível, não há dinheiro no mundo para pagar a divida…logo é impagável, a única forma será o extermínio de parte da população, o que obrigaria a uma redistribuição da riqueza e uma reconstrução semelhante a uma espécie de plano Marshal faria o resto… em teoria…mas, e se os países se aperceberem que o menor dos males será aliarem-se numa guerra contra os EUA? Ao invés da guerra em blocos preconizada por eles, virava-se o feitiço contra o feiticeiro…pois é uma ideia ridícula… mas a realidade consegue surpreender mais que qualquer história de ficção, e é um facto histórico que todos os impérios têm o seu fim.

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  3. Robson - Londrina,Pr.16.1.12

    No Brasil, apenas 1/6 da dívida soberana total (1,8 trilhão de dólares) é dívida externa. A maior parte dela, 5/6, é dívida interna, sendo 50% para a Previdência Oficial e fundos de pensões, todos inicialmente já garantidos pelo Estado brasileiro, ou seja, se contarmos ainda a dívida para os bancos nacionais, seguradoras e residentes, estamos a dever quase que somente para nós mesmos e nem tanto para os estrangeiros.

    Some-se a isso o fato de que, em janeiro de 2012, as reservas internacionais do Brasil somam 352 bilhões de dólares, enquanto a dívida externa total é de 301 bilhões de dólares (45 bilhões são de curto prazo e 256 bilhões, de longo prazo) e o cenário não se afigurará, pelo menos para o Brasil, tão tenebroso como avalia o FMI, e interpreta Max.

    Assim, face aos números, se Portugal tem algumas patacas para receber do Brasil durante os próximos anos, seguramente as receberá.

    Talvez até ganhe aí algum empréstimo com juros baixos, em homenagem à sua culinária, a qual, relendo a história, seria um dos poucos "legados" lusitanos do qual não temos razões para reclamar.

    E, antes que eu cometa mais uma injustiça, os blogueiros e cronistas lusitanos são também muito bons. Às vezes, tendenciosos, é verdade, mas isso é algo que se compreenda lançando mão de alguma complacência, já que eles estão no paraíso além mar, outrora o das riquezas fáceis, conhecido por Europa.

    Fonte: http://www.bcb.gov.br/?ecoimpext

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  4. Robson - Londrina,Pr.16.1.12

    No Brasil, apenas 1/6 da dívida soberana total (1,8 trilhão de dólares) é dívida externa. A maior parte dela, 5/6, é dívida interna, sendo 50% para a Previdência Oficial e fundos de pensões, todos inicialmente já garantidos pelo Estado brasileiro, ou seja, se contarmos ainda a dívida para os bancos nacionais, seguradoras e residentes, estamos a dever quase que somente para nós mesmos e nem tanto para os estrangeiros.

    Some-se a isso o fato de que, em janeiro de 2012, as reservas internacionais do Brasil somam 352 bilhões de dólares, enquanto a dívida externa total é de 301 bilhões de dólares (45 bilhões são de curto prazo e 256 bilhões, de longo prazo) e o cenário não se afigurará, pelo menos para o Brasil, tão tenebroso como avalia o FMI, e interpreta Max.

    Assim, face aos números, se Portugal tem algumas patacas para receber do Brasil durante os próximos anos, seguramente as receberá.

    Talvez até ganhe aí algum empréstimo com juros baixos, em homenagem à sua culinária, a qual, relendo a história, seria um dos poucos "legados" lusitanos dos quais não temos razões para reclamar.

    E, antes que eu cometa mais uma injustiça, os blogueiros e cronistas lusitanos são também muito bons. Às vezes, tendenciosos, é verdade, mas isso é algo que se compreenda lançando mão de alguma complacência, já que eles estão no paraíso além mar, outrora o das riquezas fáceis, conhecido por Europa.

    Fonte: http://www.bcb.gov.br/?ecoimpext

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  5. Ricardo16.1.12

    Greenbacks? Hjalmar Schacht? Um descente New Deal? Tudo isso à nível global...

    Tão simples... é só fazer como Japão... ao invés de dívida... chamar de despesa pública...

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  6. Olá Robson!

    Apenas dois pormenores:
    1. "o cenário não se afigurará, pelo menos para o Brasil, tão tenebroso como avalia o FMI, e interpreta Max".
    Não me parece ter definido o cenário do Brasil "tenebroso". Aliás, no texto não há comentários nenhum acerca do assunto.

    2. Não sou nenhum "cronista ou blogueiro lusitano" por isso dispenso da compreensão ou da complacência. O que reporto são dados que todos podem verificar (por isso anexo sempre os links).

    E aproveito para responder ao seu comentário anterior (biocombustíveis).

    Portugal não se tornará uma fazenda de cana de açúcar pela simples razão que apostou nas energias renováveis. Não é minha intenção "defender" Portugal, com o qual costumo ser aliás bastante crítico. Mas é verdade que algumas coisas positivas existem também aqui e a exploração da energia eólica, solar e hídrica, por exemplo, é uma delas, tal como o projecto pioneiro para a exploração da energia das marés e a construção das infraestruturas para os carros eléctricos (por exemplo, postos de reabastecimentos públicos e gratuitos).

    Quanto ao relacionamento entre Portugal e Brasil, sempre pensei que Lisboa deveria olhar para o mar e não em direcção da terra. Não apenas Brasil, mas também Angola, Moçambique, Cabo Verde, S.Tomé, Timor.

    Mas esta é apenas uma minha ideia.

    Abraço!

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  7. Robson - Londrina,Pr.17.1.12

    Max,

    Você não acreditou mesmo que eu acredite que Portugal possa ser uma fazenda brasileira de cana-de-açúcar, ou acreditou?

    A veia irônica e sarcástica faz parte do complexo de inferioridade inerente aos colonizados. Luta-se para se superar isso, mas é um trabalhozinho chato e um tanto quanto lento. Não obstante, estamos progredindo...

    Quanto à relação Brasil-Portugal, tenho cá para mim que poderia e deveria ser bem mais estreita do que é. E não o é, creio, por razões mais circunstanciais do que por diferenças.

    Temos, sim, algumas mágoas históricas, mas, também pela história, não podemos nos esquecer que a grandeza do território brasileiro se deve, em sua maior parte, à capacidade dos portugueses de se misturar facilmente, de sorte que meia dúzia de gatos pingados, a despeito de Tordesilhas, conseguiu demarcar quase que a totalidade de nossas terras atuais, cortando selva no facão e deixando rastros de descendência junto aos nativos por tudo quanto é buraco ou morro que passavam. Até hoje não defini para mim se eram mais férteis que tarados, mas, com certeza, um bando de malucos e destemidos.

    Enfim, acompanhando suas postagens em seu blog, sempre interessantes e inteligentes, vez por outra farei algum comentário, ora mais sério, ora mais irônico, ora mais cínico, variando, sempre, conforme, no meu entender, seja o caso aplicável.

    Se a idéia é fazer pensar, por qual razão não atiçar pensamentos por meio das provocações? Aliás, falando em provocações, por onde anda Léo?

    Fique à vontade para tomar tudo por coisa sem muita importância, até porque, eventualmente passando por Londrina, haverá sempre um chopp quase congelando capaz de matar a sede de um bom maluco de Portugal (seja ele português, lusitano, céltico, calaico, cónio, moçárabe, semita, túrdulo, saloio ou germano – se faltou alguma etnia, me desculpe), desde que não seja tarado, é claro.

    Nada contra tarados estrangeiros, mas é que aqui, em tempos de crise, estamos a evitar a concorrência externa e, também, já estamos mais do que bem servidos de filhos sem paternidade atribuída, a dar nos grãos do Estado brasileiro (hermafrodita), cujas tetas secas ainda dão de mamar a escroques acamarilhados em Brasília (e em tudo quanto é canto de meu país), em detrimento da pobreza imensa de grande parte de meu povo.

    Abraço.

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  8. Augusto17.1.12

    Max, em relação ao Brasil, os dados não conferem. A dívida bruta do governo brasileiro está hoje em 54,5%, o que de qualquer maneira ainda é muito alta.
    O Brasil há mais de dez anos vem tentando se livrar desse problema. Mas o que acontece é que o maior interessado em manter as dívidas dos governos em contínuo crescimento é justamente o mercado financeiro. Este é que não quer que a dívida seja paga nunca.
    Hoje a dívida se tornou o melhor meio de controlar os governos. Veja o caso de Berlusconi na Itália. Ele até pouco tempo era considerado invencível. Suportou inúmeros escândalos que foram desde o envolvimento sexual com menores até com a própria máfia. No entanto, o despeito de Berlusconi chegou a tal ponto que ele sequer se preocupava em pelo menos comportar-se com um mínimo de dignidade em público. Era apenas o retrato de um velho tentando se passar por um jovem ganharão napolitano, sem receio de expor-se a uma série de situações vexatórias que apenas denegriram a imagem da Itália perante o mundo.
    E o que aconteceu??? Nada! Apensar de tudo, Berlusconi conseguiu manter-se no poder, mesmo tendo boa parte dos italianos já fatos de suas bizarrices e de sua irresponsabilidade na condução do bem público. Em outras palavras, nem mesmo a Democracia foi capaz de vencê-lo. Bastou, no entanto, que os interesses dos financistas fossem ameaçados, para que Berlusconi, o até então "invencível", fosse chutados às pressas da direção do governo italiano.

    http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPOLFISC

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  9. Olá Robson!

    Lololol, o problema de internet é este: tem-se de ler sem ouvir. E isso implica problemas: já foi chamado de filho da **** puta por causa dum post no qual tinha dito o exacto contrário do que foi depois entendido...

    Além disso o seu comentário chegou depois de outros que tinham um tom demente-patriotico que me deixaram enervado :)

    Mas há uma coisa que gostaria de realçar: o que vc. sugeriu, uma maior proximidade entre os dois Países, poderia significar um grande avanço para Portugal (mais do que para o Brasil, sem dúvida). E se fosse possível juntar os outros Países lusofonos (exemplo Angola, Moçambique...) haveria uma comunidade forte do ponto de vista tecnologico e económico.

    "E o Brasil que ganharia com isso?" é possível perguntar. Bom, o Brasil ganharia uma porta de entrada preferencial para o mercado europeu, o que não seria nada mal.

    Eu raciocinio desta forma pois, não sendo português o brasileiro ou angolano, não tenho prejuízos frutos da história dos Países em questão. Vejo, pelo contrário, um idiom acomum, um passado comum e um intercâmbio cultural ainda muito activo, não institucional mas real. E acho um desperdício não aproveitar este factores.

    Se calhar é uma forma estúpida de raciocinar, admito, mas é assim que vejo as coisas.

    Em qualquer caso não é um problema: Portugal está ligado ao Titanic europeu e terá que beber o amargo copo até a última gota.

    Abraço!!!

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  10. Olá Augusto!

    Nada mais para acrescentar, as coisas aconteceram mesmo assim como escreveu.

    Só uma coisa.
    O Brasil tem até agora uma dívida em boa parte "interna", o que é extremamente positivo. Mas lembro dum "aviso" que li no ano passado: era dum político dos Estados Unidos, o qual dizia que o Brasil tem de ficar atento à questão da dívida porque as coisas podem "descarrilar".

    Ao ler isso fiquei preocupado: não por causa da dívida, mas porque quando estas pessoas falam nunca é por mero acaso. Washington está agora entretida com a Síria e o Irão: mas com certeza não quer perder o controle numa área de forte potencial com a América do Sul.

    A opção militar é impensável (o que poderiam fazer? Atacar a Venezuela, a Bolivia e o Brasil?), mas a opção económica já demosntrou ser uma arma ainda mais eficaz.

    Abraço!!!

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  11. Anónimo17.1.12

    Já estão sabendo?
    Desde o fim de 2011 e agora com o início de 2012 estão surgindo vários ruídos e sons estranhos ao redor do mundo.

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=gtLNmdZTf_g

    Procurem, além deste, tem inúmeros outros. O que pode ser isso??????

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  12. maria17.1.12

    olá Bruno: longe de mim considerar a guerra uma solução para qualquer coisa, mas é a primeira vez que vejo alguém colocar o que tu mesmo apelidas de ideia ridícula...seria mesmo? Não sei fazer as contas de perdas e ganhos neste caso...mas, se pensarmos bem o império mantém uma guerra ininterrupta e imunda com o mundo todo, faz 50 anos, mais ou menos. Estivemos em guerra no Brasil, durante a ditadura, e depois dela com o neo liberalismo exacerbado-uma guerra econômica brutal. Só que ninguém reconhece isso como guerra, quando a política local apoia os invasores. Não entendo nada de estratégia militar, mas vou dando os meus pitacos (é a facilidade de lidar com gente civilizada neste botequim do Max). Simplesmente pensando: os EUA são predadores legítimos porque, fora o armamento, nada têm. Roubam a inteligência global (suas grandes cabeças pensantes são estrangeiras), arrebentaram com os recursos naturais deles (água, petróleo, florestas, diversidade), arrebentaram com o povo deles (uma sociedade psicótica), e agora arrebentaram com a economia deles (deslocaram a indústria para fora, implantaram o desemprego crônico, a dívida familiar crônica e a pobreza crônica). Eles têm polícia truculenta, serviço de segurança e espionagem musculosos e armamento de última geração sediado EM BASES FORA DO SEU TERRITÓRIO. Dá para perceber que é só o complexo de vira lata servil e domesticado culturalmente do mundo que impede a inversão das regras do jogo? Não levem a mal as minhas mal traçadas linhas, e se acharem que vale a pena, contestem. Eu agradeceria a atenção. Abraços a todos.

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  13. Blá Blá Blá.... o euro isto... o euro aquilo... o EURO PUTO!!!NADA!!! NICKLES!!!BATATÓIDES... EMBRULHA
    A guerra monetária está a afinar as peças das máquinas...

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  14. maria18.1.12

    Olá Voz: entendi o teu comentário inclusive como uma resposta ao meu acima. E a guerra ao império já está em curso, e é mais inteligente do que eu pensei, é monetária. Acabaram com a Libia quando pensou em negociar com moeda própria e instituir o "conglomerado" África e CO. Desesperam com o Irâ porque ele ensaia negociar petróleo com moeda própria, mas dão um passo para a frente e outro para fora porque têm receio das consequências. Com a Venezuela, a mesma coisa.A China (para variar)foi mais inteligente: negocia com moedas "das casas" com os amigos mais "íntimos" do império. Obama, Cheney, Hilary e cúmplices LTDA. vão enlouquecer!
    Não leva muito tempo e a Rússia segue o mesmo caminho. O império vai ter de se convencer que os grandes jogos de poder não se vence pela força bruta (do terror das armas e das armas do terror). A inteligência e a paciência são valiosas. Abraços

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