28 fevereiro 2012

O peru e o antibiótico

Ops...dia com pouco tempo, por isso notícia rápida: gostam de antibióticos? Não? Paciência, é o que costumam comer diariamente.

É este um assunto que deverá ser aprofundado, pois tem consequências importante para a nossa saúde. Não é o caso de ser alarmistas, mas peçam ao vosso médico: "Faz bem assumir antibióticos?". A resposta será: "Sim, no caso duma doença e por períodos de tempo não prolongados".
Pois, é este o problema: e se não houver doença? E se não for por um período curto?

A verdade é que o consumo de antibióticos prescritos pelos médicos não é nada quando comparado com a quantidade ingerida com os alimentos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a metade de todos os antibióticos produzidos no mundo é destinado aos animais. Um valor que atinge 80% nos Estados Unidos.


Um relatório da Food and Drug Administration (FDA) estima que os animais criados consomem 13.000 toneladas de antibióticos por ano. Esse excesso de consumo promove o desenvolvimento de bactérias resistentes em alimentos, bactérias que podem ser observadas em caso de cozimento inadequado. Alguns pesquisadores têm mostrado , no entanto, que os antibióticos não estão presentes apenas na carne, mas também nos cereais ou nas leguminosas cultivadas em solo adubado com esterco de gado.

Um estudo publicado na revista médica Clinical Infectious Diseases, em 2011, revelou que a metade da carne bovina, de frango, de porco e de peru vendida nas grandes superfícies nos Estados Unidos contém germes resistentes aos antibióticos (Estafilococos MRSA). Em Agosto deste ano, 16.000 toneladas de peru contaminadas com salmonela resistente aos medicamentos foram retirados do agro-negócio da Cargill. Resultado: um morto e cem internações.

França: recorde de resistência

Está em acto o desenvolvimento da resistência aos antibióticos.
A deputada Louise Slaughter:
A cada ano 100.000 Americanos morrem no hospital por uma infecção bacteriana, e esta é apenas a ponta do iceberg. Cerca de 70% dessas infecções são resistentes aos tratamentos normalmente usados.

A França detém o recorde da resistência aos antibióticos na Europa: 50% para a penicilina e 28% para a meticilina. A União Europeia reagiu em 2006, proibindo o consumo de antibióticos para aumentar o crescimento dos animais. Em empresas agrícolas na França ainda são consumidos mais de mil quilos de antibióticos a cada ano. Um estudo da Agência Nacional de Medicina Veterinária avaliou a presença de antibióticos em 67,7 mg por quilo de carne produzida. E lembrou que "os antibióticos mais recentes são geralmente mais activos e precisam duma dose menor".
A Alemanha também não é excepção, com o frango da Merkel recheado com antibióticos.

Apesar dos resultados preocupantes, a americana Food and Drug Administration pode fazer algo de sinistro: no final de Dezembro retirou a promessa (que remonta aos anos 70) de controlar o uso de dois dos antibióticos mais difundidos, a penicilina e a tetraciclina. Por isso, os produtores poderão continuar a subministrar tais antibióticos aos seus animais. A FDA prefere, em vez disso, concentrar-se na possibilidade de que sejam os mesmos agricultores a abandonar os antibióticos. Uma prenda nada mal para as grandes industrias do sector.

Vinte biliões de Dólares. Por ano.

Esta overdose de antibióticos tem um custo: cada ano, o estafilococo resistente à meticilina (MRSA) é responsável pela morte de 19.000 pacientes nos Estados Unidos, e provoca sete milhões de visitas ao médico ou nas urgências, como estimado pelo jornalista especializado em saúde Maryn McKenna:
Cada vez que uma pessoa contrair o MRSA, os custos de saúde são multiplicados por quatro. A resistência aos antibióticos é um fardo enorme para a saúde pública na nossa sociedade.
Um custo estimado: vinte mil milhões de Dólares por ano, só nos Estados Unidos.

Mas a lobby do agro-negócio também luta contra os números: segundo a National Turkey Federation (Federação Nacional do Peru) os antibióticos permitem diminuir de um terço o custo da produção.

Os antibióticos diminuem o tempo de crescimento e são necessários para que os animais consigam viver amontoados nos galinheiros, por exemplo. Sem os antibióticos, seriam precisas mais infra-estruturas agrícolas. E mais de 175.000 toneladas de alimentos, um grande golpe para a produção de perus, dizem os profissionais.

Estes são os temas que parecem ter convencido a FDA a rejeitar qualquer decisão de regular o consumo dos antibióticos. Provavelmente, em época de eleição, para evitar o financiamento maciço das lobby em favor da campanha republicana. Em Janeiro, após sofrer muitas críticas, a FDA anunciou que iria limitar o uso duma classe de antibióticos a partir de Abril: as cefalosporinas, para bovinos, suínos e aves. Uma boa iniciativa, devidamente enfatizada pelos media. Que, todavia, esqueceram de esclarecer que as cefalosporinas representam apenas 0,5% dos antibióticos utilizados.

Os consumidores não têm muito para festejar.


Ipse dixit.

Fontes: Bastamag, PRNeswireWired, Senat, Bund,

10 comentários:

  1. maria28.2.12

    Essa, eu passo para o Voz...
    Abraços

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  2. Olá maria... Porque me queres castigar?!?HUM!!!

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  3. bd 0 a zov28.2.12

    Olá maria... estou a ser censurado... já deixei hoje 3 comentários aqui e desaparecem tal velhos numa semana fria de Inverno cá em Portugal!

    Vou esperar a ver se passa!

    Voz

    ResponderEliminar
  4. bd 0 a zov28.2.12

    5ª TENTATIVA

    Olá maria... estou a ser censurado... já deixei hoje 4 comentários aqui e desaparecem tal velhos numa semana fria de Inverno cá em Portugal!

    Vou esperar a ver se passa!

    "Prove que não se trata de um robô" já estou a ficar farto desta idiotice

    ResponderEliminar
  5. Teste de comentar pela via "normal":

    maria... e passas MUITO bem... irmãos são assim!

    Meus caros! Não preocupeis vossas cabeças... Os queridos do Complexo Mafiosos Médico-Farmacêutico estão em cima do assunto e já estão a começar a trabalhar para resolver mais este problema que, para não variar, fomos nós próprios que criamos... E como sempre para resolver um problema o nosso cérebro não é capaz de atacar a origem do problema... NÃO... O nosso fabuloso cérebro está agora a focalizar os seus milhares de milhões de Mhz para a produção de.... MAIS UMA VACINA...
    É verdade... NADA COMO UMA BOA VACINA PARA EVITAR A INFECÇÃO DE SALMONELA...

    Como? Sou LOUCO? Já sei que sou...
    Não acreditam em mim?
    Pronto então leiam na vossa querida MASS ME"R"DIA aqui

    Que tal maria?

    ResponderEliminar
  6. Continua... E lá vou eu outra vez pelas traseiras!!!!


    maria... e passas MUITO bem... irmãos são assim!

    Meus caros! Não preocupeis vossas cabeças... Os queridos do Complexo Mafiosos Médico-Farmacêutico estão em cima do assunto e já estão a começar a trabalhar para resolver mais este problema que, para não variar, fomos nós próprios que criamos... E como sempre para resolver um problema o nosso cérebro não é capaz de atacar a origem do problema... NÃO... O nosso fabuloso cérebro está agora a focalizar os seus milhares de milhões de Mhz para a produção de.... MAIS UMA VACINA...
    É verdade... NADA COMO UMA BOA VACINA PARA EVITAR A INFECÇÃO DE SALMONELA...

    Como? Sou LOUCO? Já sei que sou...
    Não acreditam em mim?
    Pronto então leiam na vossa querida MASS ME"R"DIA aqui

    Que tal maria?

    ResponderEliminar
  7. maria29.2.12

    Olá Voz: Na Mosca!!Abraços

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  8. Isso é um problema só nos Estados Unidos e Europa ou no Brasil e resto do mundo também fazem isso?

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  9. Vai maria... agora é a tua vez! Responde tu à Anne... sê meiga... ihih

    ResponderEliminar
  10. Vai maria... agora é a tua vez! Responde tu à Anne... sê meiga... ihih

    Parece que o blogger não gosta de desertores... Continuo a ter que comentar pela porta das traseiras...

    ResponderEliminar

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