15 março 2012

Horror: "Ai se eu te pego" acusada de plagio!

O quê? Outro post?
Bom, hoje chove, há espaço para uma breve panorâmica acerca do que se passa no mundo. Vamos ver algumas notícias, em ordem de importância.

Brasil: "Ai se eu te pego" acusada de plágio

Esta é uma notícia terrível.

A Justiça brasileira mandou bloquear o dinheiro feito com o tema tornado famoso pela voz de Michel Teló.
Um grupos de estudantes brasileiras acusa a compositora da música "Ai se eu te pego" de plágio.

As jovens afirmam que durante algum tempo a compositora Sharon Acioly admitia que se tinha baseado na música das estudantes, mas depois deixou de o fazer.

Eu fiquei de rastos, á não há respeito nem religião.
Mas gosto de lembrar o simpático Michel assim, sorridente, com a sua treta simpática canção enquanto dezenas de simpáticos jovens e menos jovens repetem as simpáticas palavras, como neste vídeo.

Não, estou a brincar, não tenho coragem para pôr o vídeo aqui...


Sem abrigos com ponto de acesso Internet 4G

A empresa dos Estados Unidos BBH Labs apresenta um projecto tão revolucionário quanto idiota. Eis a descrição:
Este ano, em Austin [Texas, ndt], enquanto andam de um lado para o outro a queixarem-se aos seus colegas sobre a fraca qualidade das vossas ligações e do facto de não conseguirem fazer downloads, transmissões em tempo real, usar o Instagram ou fazer ‘check-ins’, vão dar de caras com pessoas posicionadas estrategicamente e vestidas com uma t-shirt com a frase ‘Homeless Hotspots’.
São pessoas sem-abrigo, que fazem parte do programa Case Management, da instituição Front Steps. Transportam aparelhos MiFi [routers que permitem acesso à Internet sem fios]. Apresentem-se a eles e liguem-se a uma rede 4G através dos vossos telefones ou tablets para conseguirem usar uma ligação rápida e de alta qualidade.

Perceberam bem: esta cambada de génios pegou em alguns sem abrigos, deu-lhe um t-shirt e um reuter para ligar-se à internet e depois espalhou estas pessoas nos vários cantos da cidade. Os curiosos poderiam assim aproximar-se e fazer donativos. Mas atenção: “de preferência através do PayPal, para ser possível acompanhar as transacções”. Pois é sabido o hábito dos sem-abrigo em ter uma conta PayPal associada à conta bancária.

Os curiosos podem depois sentar-se ao lado dos sem-abrigo, verdadeiros pontos de acesso humanos à Internet, e ver o email ou outras coisas do género. A exclusão digital nunca tinha atingido tão em cheio com uma demonstração tão grotesca de provocação inconsciente.

Portugal: cheiro à revolução

Enquanto a probabilidade de incumprimento da dívida subiu para 66% e os juros dos Títulos de Estado voltam a aumentar (o trabalho do governo está a funcionar, pelo visto), quem não fica descansado é o Exército.

Diário Expresso:
O coronel Otelo Saraiva de Carvalho afirmou hoje, em Coimbra, que só as Forças Armadas, em nome do povo, poderão resolver o problema da perda de soberania de Portugal, como a que atualmente se verifica, derrubando o Governo.
Ao proferir hoje uma palestra no Instituto de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) sobre "As Forças Armadas na Defesa da República e da Democracia Portuguesa", disse que àqueles que reclamam um novo 25 de abril responde "sem dúvida que era necessário".
Para o "capitão de abril", tal como o que se passava com o Governo socialista liderado por José Sócrates, com o atual Executivo "há esta submissão grande em relação à grande potência atual da Europa que é a Alemanha", com "uma perda de alta soberania" de Portugal.
"Esta perda de soberania é tão marcante que, foi por isso que eu disse, estão a ser atingidos limites. Quando esses limites forem ultrapassados... E aqui, nesta ligação constitucional das Forças Armadas ao povo, com as Forças Armadas ao lado do povo, em defesa do povo português, aí de facto as Forças Armadas terão que atuar", sustentou.
Para Otelo Saraiva de Carvalho essa atuação das Forças Armadas passaria por "uma operação militar que derrube o Governo que está" em funções.
"Mesmo apesar de eu saber que o Governo foi eleito. Mas foi eleito em que condições? E atualmente há satisfação dos portugueses em relação ao poder que foi eleito? E se houver outras eleições haverá satisfação? Não!", responde aquele que foi um dos protagonistas da revolução democrática do 25 de abril, em 1974, No seu entendimento, "quando há perda de soberania, perda de independência nacional, as Forças Armadas têm de atuar".
Ops...

Ehi, mas o vídeo?
Ok, ok, eis o vídeo prometido mas nada de Teló: The Clash, Rock The Casbah. Merece.
Enjoy!



Ipse dixit.

Fontes: Expresso, Público, BBH Labs 

1 comentário:

  1. Bruno António15.3.12

    Actualmente ganha cada vez mais adeptos uma corrente lucida que é a de votar ou seguir “pessoas” e não “ideologias” nesse âmbito e ainda que a proposta do Sr. T.Cor. Carvalho seja tentadora para algumas pessoas, importa, salvo melhor opinião, saber antes de mais quem é o T.Cor. Carvalho.
    È um Sr. de especto simpático, bom conversador, que gesticula muito e diz em media “Epá” ou “Pá” á cada 5 palavras.
    Foi o comandante operacional do golpe de estado que em 25/04/74 derrubou o governo. Note-se que o 25 de abril teve como origem (na minha opinião, e não só) um movimento de oficiais do quadro permanente que começou por se insurgiu por questões de ordem remuneratória e de progressão na carreira relacionadas com a guerra do ultramar, esta teoria permanece oculta e pouco falada pois não fica bonito dizer que as F.A. se revoltaram inicialmente por questões salariais e derrubaram o governo, democraticamente eleito ou não. Fica mais bonito dizer que:
    “A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.”
    Note-se que não sou contra o que se fez mas contra as obscuras razões e acima de tudo contra o branqueamento da História. Em 1985 foi julgado e condenado pelo seu papel de liderança num grupo auto denominado de F.P. 25 de Abril, responsável pelo assassinato de 17 pessoas (pelos assaltos a bancos não me parece grave). Apenas esteve preso 5 anos, pois em 1996 a Assembleia da Republica aprovou uma amnistia para os presos das FP-25 (a amizade é um valor inestimável)
    Muito haveria para dizer sobre a estrutura das F.A. que não me parece adequada aos tempos que vivemos e muito menos para as ideias do T.Cor. Carvalho, foram projectadas e (+-) mantidas para ameaças de cariz militar e não financeiro, possuem excesso de oficiais (especialmente superiores e generais) e falta de praças, deficiências de equipamento gritantes e falta de uma orientação estratégica que os faz viver ao sabor da maré política, mas o que ainda menos compreendo é : Como é que se utilizam as F.A. para fazer face a uma “pseudo ocupação” de cariz financeira? E muito menos compreendo como é que iriamos e do que é que iriamos viver depois do “almejado” golpe? E quem vai governar o país depois de derrubar o governo?…Militares? Não obrigado, tenho muito respeito pelo seu papel na sociedade mas…”cada macaco no seu galho” Talvez esqueça o Sr. T.Cor. Carvalho que já não possuímos um escudo forte, reservas económicas e territórios para abandonar… como dizia o “ Sr. Engenheiro”: O mundo mudou! Pegar em armas é algo de extremamente sério e o último dos últimos recursos, ao contrário de muitas coisas na vida, tal como os discursos de ocasião…as munições depois de disparadas são irreversíveis.

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