09 março 2012

Kinderlager

E continuemos com assuntos pré-fim-de-semana.

Vosso filho é um pouco agitado? Faz muitas birras? Óbvio: é um futuro criminal.
Como? Tem só dois anos? Isso mesmo: é esta a idade na qual é possível identificar os perigosos fora-de-lei de amanhã.

Esta não é uma piada, mas o resultado duma pesquisa publicada pelo diário Telegraph:
As educadoras deveriam identificar as crianças que mostram os primeiros sinais de agressão e reprimir o mau comportamento, marcando visitas com um especialista, afirma o documento.
Os filhos mal comportados podem ser salvos com a socialização e com a imposição de limites adequados: isso pode prevenir o aumento dos problemas.

O estudo abrangeu as crianças de cinco e seis anos de idade: neste caso, perante dificuldades mais sérias, poderiam passar algum tempo em institutos para alunos mais indisciplinados. Charles Taylor, o pesquisador que apresentou o documento, disse que: "Qualquer criança pode sair dos trilhos e o que precisamos é um sistema sensível que possa ajuda-los a voltar para o justo caminho".

Com certeza, é só manda-los numa instituição. Doutro lado, como controlar uma criança com 5 ou 6 anos de idade? Qual pai teria o fígado de enfrentar um filho embirrado? Com a instituição os problemas são resolvidos, a criatura volta à normalidade. Na minha óptica algumas sessões de electrochoque também poderiam ajudar, mas o documento não vai tão longe por evidente falta de coragem.

Taylor propõe algumas simples soluções:
  • Uma nova geração de professores especializados para gerir mau comportamento (anti-motim?)
  • Unidades para alunos complicados geridas por organizações privadas (bem me parecia...).
  • O "pagamento por resultados", esquema em que os privados recebem bónus para aumentar o número de crianças que saírem das escolas alternativas (ah, é assim que se chamam...) com boas notas.
Assim, unidades especiais geridas por privados. Interessante. Poderia haver médicos empenhados nisso, talvez com a ajuda de fármacos, quem sabe? Ouvi dizer que o Ritalin tem boas potencialidades. Tem uma taxa de mortalidade um bocado elevada, mas quem sobreviver afirma sentir-se bem melhor, por isso nos Estados Unidos é muito utilizado.

Sim, as crianças ficam um pouco mais baixas (Rao J.K., Julius J.R., Breen T.J., Blethen S.L.-1996, Response to growth hormone in attention deficit hyperactivity disorder: effects of metilfenidato and pemoline therapy, Pediatrics. 1998 Aug;102-2 Pt 3:497-500), mas nem todos temos de ser jogadores de basketball.

E também haveria o problema das alterações cromossómicas (El-Zein R.A., et al.-2005, Cytogenetic effects in children treated with metilfenidato, Cancer Lett. 2005 Dec 18;230-2:284-9). Mas sejamos honestos: quem entre nós alguma vez foi espreitar o próprio código genético?

Eu insisto com o electrochoque, mas reconheço que os lager para crianças também não são uma má opção...


Ipse dixit.

Fonte: The Telegraph

7 comentários:

  1. maria9.3.12

    Ah ah ah!! Os especialistas em biopolítica nos EUA são sábios!! Como diz o populacho "é de pequenino que se torce o pepino".O avanço da psicologia de massas é grande em todo o mundo, mas seguramente é nos EUA que os métodos de contenção tem encontrado seus mais profícuos desenvolvimentos. Não é a toa que vem estudando seriamente as condições ideais para o condicionamento das populações: desde os idos de 50 o eletrochoque tem sido alvo de experimentos interessantes na Califórnia, e daí para o mundo. Em matéria de tecnologias político/comportamentais foram pioneiros, e são os melhores: os resultados demonstram a eficácia da tecnologia, também entre os mais jovens. Pois vejam:
    1. A maior população infantil e juvenil encarcerada do mundo.
    2. O mais alto nível de delinquência caracterizada por comportamentos de crueldade, sadismo, esquizofrenia e complexo de perseguição do mundo, entre jovens e crianças.
    3. Metade dos escolares mantidos sob contenção de Ritalina. O percentual relativo cresce entre negros e latinos (deve ser contenção "preventiva").
    4. Maior contingente relativo a população de crianças autistas do mundo.
    Não sei o andamento atual dos investimentos científicos em eletrochoque em crianças, mas seguro que, no sentido de prevenir futuros problemas, dever-se-ia começar com crianças afro americanas, de pais muçulmanos, porto riquenhas, mexicanas... para simplificar: pobres em geral.

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  2. Anónimo9.3.12

    Eu recomendaria o mesmo tipo de tratamento que foi usado para tratar o malfeitor Malcolm McDowel em 'A Laranja Mecânica'.

    Como os EUA são pioneiros em tudo o que vida tem de bom para nos oferecer, hão sair de lá mais ideias geniais para tratar este problema.

    Bom post Max

    abraço
    Krowler

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  3. Sou da opinião que cada vez que nascesse um americano, na sala de parto já deveriam fazer uma lobotomia, talvez em um futuro distante sería realmente a nação mais pacífica. E assim sería totalmente justificável o prêmio Nobel da Paz.

    Já estou até pensando em fazer uma campanha a favor disso.

    Abraços

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  4. voz a 0 db9.3.12

    Ainda estou esperando pelos meus 5000€ da última campanha!!!

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  5. CALMAAA VOZZZZZZZ

    Com todas essas lobotomias, vai sobrar mais dinheiro, as pessoas não vão consumir tanto, até lá já arrecadei os teus 5000 Euros.
    E te garanto que tu vai passar a entrar pela porta da frente.
    hehehehe

    Um abraço meu amigo

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  6. Anónimo10.3.12

    lobotomia deve ser legal pra cuidar disso . se o seu Egas ganhou um nobel em 49 por isso e o seu Walter com o Lobotomóvel fez o maior sucesso , por que não tirar do baú e aplicar nos petizes ? e ainda temos chicotes , balas de borrachas , coleiras e tudo mais ... não como nós crescemos sem isso ....(Felipe)

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  7. Anónimo10.3.12

    corrigindo : não SEI como nós crescemos sem isso . hehe (Felipe)

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