12 março 2012

O database francês

Eu acho não ser o caso de incomodar assuntos quais Nova Ordem Mundial e similares. Tudo é muito mais simples: informação e controle, o sonho de qualquer regime, desde sempre.

Agora, na França, conseguiram um passo em frente.

Os deputados franceses votaram na Terça-feira 6 de Março a favor da criação dum arquivo de identificação com os dados biométricos de toda a população francesa.

A ideia é lutar contra o roubo de identidade, cerca de 15.000 casos por ano.

A medida, aprovada com 285 votos a favor e 173 contrários, será agora obstaculizada pelo Partido Socialista que entende ouvir o parecer do Conselho Constitucional. Caso tivesse que passar também o exame do Conselho, isso significaria a criação dum novo bilhete de identidade e dum banco de dados centralizado.

O novo bilhete de identidade terá dois chip: no primeiro serão contidos todos os dados biométricos de cada indivíduo (estado civil, morada, cor dos olhos, etc.), o segundo servirá como assinatura electrónica na internet.

Um dos problemas levantados pelo Partido Socialista é o da privacidade. Jean-Jacques Urvoas:
Nenhum sistema informático é impenetrável, qualquer database pode ser violado.
Pelo contrário, Eric Ciotti do UMP (o mesmo partido do presidente Sarkozy) defende:
Um texto prático, pragmático e protector das nossas liberdades civis contra um flagelo que arruína a vida das vítimas.
Um "flagelo" de 15.000 vítimas por cada ano, que em muitos casos seria possível evitar com alguma atenção na utilização de meios informáticos. E para salvar 15 mil pessoas, eis que dezenas de milhões de pessoas ficam inseridas num enorme database centralizado nas mãos dos políticos.

Informação e controle...


Ipse dixit.

Fonte: LePoint
Imagem: Philippe Huguen

13 comentários:

  1. Bruno António12.3.12

    Caro Max, o “database” Francês já existe há muito tempo, tal como o Português ( começou a sério com D. Manuel I) …a diferença é que em França vai ser legalizado e conhecido, noutros países não…mas a verdade é que todos os países o possuem, a troca de informações entre países sobre indivíduos suspeitos de crimes graves é enorme e necessária, A polémica com alguns serviços de informação prende-se exactamente com a existência de dados, fundamentais como ferramenta de trabalho, mas como existem quase á margem da lei arriscam-se ainda mais a que sejam mal usadas exactamente porque estão mal controladas.
    Os serviços de informação podem ser a última fronteira para assegurar a um governo o controlo sobre o seu país numa guerra pelo controlo muitas vezes mantida não apenas com organizações mafiosas do mais grotesco que se possa imaginar, como até com conglomerados e consórcios empresariais que possuem esses serviços totalmente á margem da lei que usam para chantagear e conseguir vantagens, para além de um poder económico capaz de literalmente comprar esse país.
    O maior problema não é a existência de bases de dados pormenorizadas, o gigantesco problema é entregar esse controlo a políticos nomeados temporariamente que vêem de empresas privadas e voltam para elas tendo como elo de ligação constante o financiamento de partidos políticos. Mais! Esses directores de serviços não tem necessidade alguma de aceder a bases de dados pessoais, pois só trabalham com informação “tratada” apenas os agentes nomeados para os processos carecem do acesso limitado as fichas pessoais …ainda assim os “chefes” não resistem… e como as bases de dados ( vou ser simpático) não estão ” totalmente” regulamentadas…ninguém se pode queixar… Esse é o verdadeiro problema.
    O controlo legal e regulamentado da informação assenta numa lógica de compartimentos estanque em que só acede á determinada informação quem dela realmente carece, através de um acesso registado e sujeito a fiscalização constante.
    Uma outra “heresia” que não resisto a partilhar é que uma das formas de manter o controlo das bases de dados seria entrega-las a altos responsáveis militares ou policias…parece estúpido? Pois é mas os militares e os policias possuem estatutos e regulamentos disciplinares próprios extremamente rígidos e limitadores das suas liberdades pessoais e mantém-no ate á morte o que neste caso seria uma garantia para a segurança das bases de dados ao contrario dos políticos cuja responsabilidade só dura 4 anos (…) pois as regalias duram, nalguns casos…até á morte e até ficam como herança …

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  2. Será que, num futuro distante, Orwell será tratado como um profeta?

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  3. maria12.3.12

    Olá Bruno: muito interessantes estás informações que deténs. Obrigada, da minha parte.

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  4. voz a 0 db12.3.12

    "através de um acesso registado e sujeito a fiscalização constante" utopia... mas se tal não fosse seria facilmente contornada!

    "regulamentos disciplinares próprios extremamente rígidos e limitadores das suas liberdades pessoais e mantém-no ate á morte o que neste caso seria uma garantia para a segurança das bases de dados"... BOM... nada que uma mala cheia de notas e ourinho não resolvam!

    Mas não há nada como SONHAR... O sonho comanda a ilusão!

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  5. Bruno António13.3.12

    Sei e conheço muito bem aquilo de que falei, aliás ate conheço mais, muito mais , mas como tenho consciência da seriedade do assunto fiquei-me por aqui, e nesse âmbito permita-me acrescentar que contornar os sistemas de segurança é sempre possível…mas …mas…
    Acontece que quem trata desses assuntos, regra geral, as pessoas de quem falei no meu comentário (e a quem presto a minha homenagem), não vivem pelas “malas cheias de notas nem oirinho” vivem pela honra e pelo espirito de missão, algo que nem lhe ouso explicar porque, normalmente tendemos a julgar os outros pelo que somos e como aventou logo a possibilidade de corromper os funcionários, existem fortes possibilidades de V. Ex.ª ser facilmente corruptível …e julgar que todos somos iguais, (note bem que estou a falar de probabilidades, caberá a V. Ex.ª o direito ao contraditório) Utopia sua! Não somos todos iguais, nem todos veneramos o dinheiro e o ouro, as coisas mais importantes não são transacionáveis, a satisfação de saber que a minha palavra vale mais que o ouro, e que o meu esforço e os meus sacrifícios mantiveram o mundo mais seguro, essa certeza é a minha fortuna. O sonho não comanda a ilusão, comanda a vida, foi assim que o definiu o “meu amigo” Rómulo de Carvalho e é assim que se manterá enquanto houver homens com verticalidade de caracter que para minha maior fortuna, conheço muitos.
    Confiamos nos controladores aéreos, ( hoo que profissionais) confiamos nos pilotos ( dos mais cotados em termos de confiança) confiamos até no carteiro ( insuspeito) e no homem da edp que vem lá a casa ver o contador da luz ( e ate oferecemos um chazinho) confiamos em alguns blogs que lançam das mais mirabolantes patranhas que se pode imaginar…mas confiar nos homens que combatem o crime e zelam pela segurança e arriscam a vida por ordenados de sobrevivência e em condições deploráveis??? Jamais!!! São todos suspeitos e se usarem uma farda, ainda mais, são todos uns reacionários ao serviço dos fascista, cheiram a PIDES ettc etc
    Meu caro, costuma-se dizer que os bons conselhos não se dão, vendem-se! Mas vou deixar-lhe um bom conselho de borla: fale só daquilo que conhece, do que não conhece, não fale, pergunte!

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  6. voz a 0 db13.3.12

    Eu bem que escrevi... UTOPIA! E não falhei...

    Curioso que das duas três! Ou os tais "homens com verticalidade de carácter" são como notas de 500€ nos bolsos dos Portugas, a maioria claro, excluo deste grupo obviamente os honestos e sérios, a minoria claro, isto é tão raros que nem se nota que existem, pois basta olhar para a Civilização actual e não encontro o "paraíso" por aí descrito... Ou são tantos mas tantos e a Civilização actual afinal é mesmo o "paraíso"... De resto se há grupo de Escravos com carácter e verticalidade são sem dúvida os que trajem fardamento... Desde operações de apoio humanitário (Bósnia, Iraque, Afeganistão, Líbia, Somália, Congo, Serra Leoa, etc, etc) até às que por ai vêm (Síria, Irão etc)
    tudo foi feito e será feito com base em VALORES... e que VALORES...

    Mas adorei o raciocínio simples e básico "porque, normalmente tendemos a julgar os outros pelo que somos e como aventou logo a possibilidade de corromper os funcionários, existem fortes possibilidades de V. Ex.ª ser facilmente corruptível"

    Já que estamos numa disto... aí vai "Quem muito se gaba e alardeia o seu valor, não é grande coisa para se temer.!"

    FUI... distribuir malas!

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  7. Bruno António13.3.12

    Em questões de gabarolice tiro o chapéu a V. Ex.ª que começa logo na 1.ª linha por dizer:
    “Eu bem que escrevi... UTOPIA! E não falhei...”
    Em futebol chamaria a isto: ” uma entrada a pés juntos”
    De facto V. Ex.ª é infalível, talvez por isso tanto gosta de fazer a distinção entre V. Ex.ª e a dita “manada” e os “escravos”…os outros…sempre os outros…
    Chama-me gabarolas por também eu achar que a minha fortuna é a minha palavra e as minhas ações? Por me demarcar dos que preferem as “malas cheias de notas e oirinho” ? Se no “mundo” de V. Ex.ª isso é ser gabarolas…então gabarolas serei!
    Nunca apregoei nenhum “paraíso” não sei onde foi buscar a ideia, orgulho-me apenas de ter como amigos muitas pessoas com grande verticalidade de caracter e orgulho-me de merecer a sua confiança, continuo a acreditar que são a maioria e mais uma vez perante a sua afirmação de que os honestos e sérios são a minoria, devolvo-lhe o cumprimento de que tendemos a julgar os outros pelo que somos, tem toda a razão, é um raciocínio simples e básico e ainda bem que adorou (eu também gosto muito).
    Mas voltando ao tema, fala-se de serviços de informações e funcionários dos quais conheço alguns e com quem tive o privilégio de trabalhar pretendo defender a ideia de que não são nenhum demónio nem nenhum bicho papão que desempenham um papel extremamente importante, que são sérios e honesto, (regra geral como é obvio) … e V. Ex.ª fala de missões de paz na Bósnia…Serra Leoa …e até aquelas que por ai veem? Talvez, V. Ex.ª não goste de fardas e tenha ficado horrorizado com a ideia de entregar os serviços de informações a militares …eu também não gosto de ver fardas nem associei a elas nenhuma verticalidade de caracter excecional. (exceto as de enfermeira, essas tendem a provocar-me… verticalidade, mas esse raciocínio é para outro blogg) Enfim, Isto para mim não faz muito sentido…mas tem de me dar o desconto, não possuo a sua magnificência pois eu só tenho raciocínios simples e básicos, (sou um caso perdido) portanto serei mais um escravo…mais um… da manada…
    Repare que nunca me atreveria (talvez por não ter destreza mental de V. Ex.ª ) a aventar por exemplo, a teoria que preconiza que o cancro não é uma doença (…) Note, se Obama é premio nobel da paz o que impede V. Ex.ª de ser premio nobel da medicina? Fonix! Os Suecos são uns ingratos…
    Estou a brincar como é obvio, mas agora a sério: espero que nunca tenha necessidade de conhecer por dentro o IPO, pois teria de engolir a sua teoria e o sabor seria como lhe posso assegurar: extremamente amargo!
    "Quem muito se gaba e alardeia o seu valor, não é grande coisa para se temer.!"
    Suponho que o “piropo” seja de vossa autoria, pois nunca tinha ouvido nada semelhante, e se calhar, ate me é dirigido…não fique magoado comigo, mas não compreendo o que pretende demonstrar …
    Temer? Mas o que é que há aqui para temer? Isto é um debate de ideias, não é?
    Apetece-me terminar enviando um grande e fraternal abraço a V. Ex.ª…mas temo que V. Ex.ª não aceitasse …sou mais um …da manada…quiçá poderia até feri-lo com as minhas hastes durante tal demonstração de afecto…
    Cumprimentos…
    P.S. quer ajuda com as malas ?

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  8. voz a 0 db13.3.12

    Obama prémio Nobel da Paz... é digno e merecedor, sem dúvida. Aliás, nada como espalhar mortes aos milhares para se obter a PAZ, de preferência liquidar todos, e se ficarem apenas os que gosto... Aí sim, rica PAZ, e venha mais um prémio!

    O piropo não é da minha autoria pois não tenho capacidade cerebral para tal feito... Apenas tenho, ainda, limitada capacidade de memória.

    Muito menos tenho capacidade para elaborar a teoria que o cancro não é doença, os louros de tal loucura é de outros cérebros atrofiados, e já sabemos que os atrofiados dão-se com os atrofiados, é como os "sérios e honestos" também não se misturam. Se tiver cancro nada me espanta, vivo num meio altamente contaminado e tóxico para organismos biológicos, e como ainda acho que sou um animal biológico, as hipóteses de o meu organismo me tentar salvar através de um cancro é acima da média!

    Também não tenho capacidade de olhando para a Sociedade actual conseguir entender como é que a temos, se afinal a maioria de nós são "sérios e honestos"... Não apregoou paraíso às claras, mas tirou lasca... desde controladores de tráfego ao contador de contadores a tomar chá... só faltou o mendigo, ele próprio sério e honesto!

    Claro que falar de missões humanitárias é incómodo... vê-se, faz-se logo uma piada com enfermeiras e vertical e pronto assunto arrumado... E venham lá mais missões humanitárias de apoio a democratização...

    Quanto aos outros... Eu também sou escravo e membro da manada, tenho é a percepção que o sou...Nem sei o que o leva a presumir que eu só acho que os outros é que são... Tenho a mania de chamar os bois pelos nomes... Mau era de não poder referir-me aos outros... Se estivesse sempre a falar na minha pessoa escrava lá teria que começar a ouvir bocas tipo "é narcisista!". Assim como assim prefiro ouvir destas bocas de "os outros é que são... V. Ex.ª" é pureza pura...

    Também não entendo porque associa MANADA a hastes... mas gostos não se discutem.

    Até aceitava o abraço não fosse o "V. Ex.ª" que me soa a altivez, se errado estou, perdão peço.

    E no final... no final, tanto é corruptor o que entrega a mala como o que ajuda a transportá-las... por isso aceito a ajuda pois estão pesadas... pois quanto mais alta a patente mais pesada a mala!

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  9. Bruno António14.3.12

    Não aceita o abraço? Muito me magoa V. Ex.ª ao recusar a minha singela demonstração de afecto! Ingrato, como ousa? Pois saiba V. Ex.ª que a altivez não me assiste, o que me move aqui é apenas o gosto pelo debate. Não quis escapar com uma piada fácil, mas ainda sobre as operações de paz, há-as para todos os gostos, as que conheci tinham a ver nada mais nada menos que com serviço de informações e foram de grande valor, colocar tudo no mesmo saco é um erro comum para quem não conhece por dentro que certamente será o seu caso, escolhemos um mau tema para debater, pois é um tema onde prima a descrição. Mas atenção, gracejos á parte reitera com veemência que espero: “ que nunca tenha necessidade de conhecer por dentro o IPO”. Nem desejo a si nem a ninguém, eu também não tive cancro e infelizmente conheci-o por dento. Tal como não desejo que o seu organismo o tente salvar com um cancro, ( como diz) seria (mutatis mutandis) como ser salvo de afogamento por um tubarão…mas é apenas a minha opinião…apesar de ser puro (como afiança V. Ex.ª) apenas tenho raciocínios simples e básicos…( como não menos abona V. Ex.ª) E depois iria debater com quem ??? Então e não pode haver mendigos sérios e honestos? Acaso V. Ex.ª o proíbe? Muito pouco conhece V. Ex.ª da realidade humana, saia mais, conviva mais com as pessoas e com uma mente mais aberta, não se deixe influenciar pelo aspeto exterior do mendigo… a seriedade não veste necessariamente “Armani” nem estuda Filosofia em Paris…
    Transcrevo, com a devida vénia a V. Ex.ª : “ Também não tenho capacidade de olhando para a Sociedade actual conseguir entender como é que a temos, se afinal a maioria de nós são "sérios e honestos"...
    Não? Mas tanto quanto me parece ambos partilhamos da ideia de que o nosso mundo é dominado por uma nova ordem mundial emergente detida por gente nada seria nem honesta, mas que são uma minoria …e a grande maioria a que V. Ex.ª apelida por vezes de “manada” que se não fosse maioritariamente séria e honesta, há muito este pais estava em estado de sitio …mas não esta, esta em crise, mas vive-se uma paz que ainda que aparente permite andar livremente nas ruas, ir ao supermercado e meter combustível no carro….Portanto, não tirei lascas do paraíso…nós vivemos em lascas do paraíso…por enquanto…enquanto uma maioria seria e honesta pagar impostos para manter estas…lascas de paraíso. Compreende agora?
    Transcrevo, ainda com a devida vénia a V. Ex.ª: “ tanto é corruptor o que entrega a mala como o que ajuda a transportá-las” . Regra geral sim, mas muitos casos há de “malas” entregues por verdadeiros “cavalos de troia” mas ai entraríamos numa outra área também ligada ao mundo das informações e inexoravelmente ao “síndrome” do agente infiltrado, talvez um dia falemos nisso…
    Acerca das hastes (V. Ex.ª tem um subtil sentido de humor…) …gostar…gostar… não gostaria, mas não estou livre de as ter, não serei talvez um “garanhão” qual Adónis como V. Ex.ª a quem todas as mulheres suspirarão por cair nos seus braços…e certamente nunca será atormentado pelo síndrome das “hastes” e vivera “manso” para todo o sempre.

    Deste, que com pesada mágoa anseia pelo fraternal abraço de V. Ex.ª

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  10. voz a 0 db14.3.12

    Como o meu primeiro comentário provocou picadela (agora entendo o motivo)... A resposta imediata foi a que se viu... Imediato ataque com repelente moral... Eu é que sou corruptível e corruptor, sou 2 em 1... E agora ando lá por cima a voar com o meu Armani, feito por Escravos, com uma mola no nariz para não sentir o cheiro dos mendigos "sérios e honestos" que vegetam lá por por baixo!
    Para variar, e como a minha verborréia não se compara com a sua, sou sempre confrontado com questões que nem sequer suscitei... falha minha é certo, pois não sou capaz de debitar tanta letra.

    Mas continuo sem compreender a sua visão de sociedade séria e honesta... cérebro limitado, a necessitar de ir dar umas voltas e falar com pessoas "sérias e honestas"... isto é mais que certo.

    A uma visão aglutinadora de que tudo a sério e honesto eu apenas referi, no primeiro comentário, as excepções que existem em todas as regras... não se sinta melindrado por isso.

    Como é a 1ª vez que o vejo a tratar um dos frequentadores desta tasca por "V. Ex.ª" a minha educação não me permite receber "abraços fraternos" de alguém que se refere a mim com tal forma de tratamento... os irmãos não se tratam assim...

    Fui... distribuir malas... desta vez com ajuda!

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  11. Bruno António14.3.12

    Caríssimo! Vou-lhe contar uma passagem: “In illo tempore” nas minhas funções cometi um erro administrativo pouco consequente, mas o colega que se sentiu vitima barafustava contra a minha falha…tens razão vou já corrigir isso ( disse-lhe eu) mas ele insistia e recalcitrava…mas já esta corrigido não houve qualquer consequência (repetia eu) e ele não se demovia e protestava . Tens razão! Tens toda a razão! (repetia-lhe eu colocando-lhe ambas as mãos nos ombros) até que parou por fim e com um olhar vazio disse-me com alguma revolta e despeito: Mas eu não quero saber quem tem razão! O que eu quero é discutir!
    Como explicar-lhe meu caro, o quanto gostei de “discutir” estes assuntos, e as gargalhadas que dei sozinho em frente ao computador…apenas pelo prazer de discutir a argumentar ideias, jamais ousaria classifica-lo de alguma forma menos correta, dai, lhe realçar o direito ao contraditório, mas vejo agora que se sente magoado com o meu trato…despeitado até, e eu fico triste, por sentir que feri os seus nobres sentimentos e também por temer não voltar a ter o prazer de discutir “com picadela” semelhantes temas com mais ninguém nesta mui nobre “tasca”… a tristeza acerca-se de mim.
    Note que os maus irmãos ignoram-se ou insultam-se, os irmão verdeiros, ainda que filhos de pais diferentes, tem sempre longas conversas mesmo que em saudável picardia.
    O tratamento por V. Ex.ª é apenas uma questão de retorica, sempre gostei de português arcaico, talvez dai me venha a veia, …Fi-lo como simples forma de cumprimento e não como chacota, espero que não me interprete mal.
    Não irei insistir no fraternal abraço por duas razões, 1.ª porque já declarou não o desejar por ser ofensivo á sua esmerada educação, o que, apesar de magoado, respeito, a 2.ª porque já começava a ser “bichanice” tanta insistência no dito.

    Assim sendo; meu caro, deixo-lhe os meus respeitáveis cumprimentos.

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  12. voz a 0 db14.3.12

    Eu até tenho que ir reler o que escrevo pois o Bruno manda para aí umas coisas que não se de que cartola as vai sacar!

    Mas de resto a forma continua... nem espero eu já outra coisa... infelizmente já nem estamos a escrever sobre o tema da msg, o que é pena pois para alguém ignorante como eu na matéria estava esperando alguns ensinamentos...

    Paciência... fica para a próxima vez que o MAX escreva algo sobre database e cenas do género...

    quanto à forma de tratamento por V. Ex.ª é um privilégio, que até agora apenas eu e o meu fato Armani tivemos direito... coisa que dispenso... não o fato claro!

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