22 março 2012

Um ataque nuclear não é boa coisa

Os jornalistas do Daily Mail não sabiam como ocupar o tempo. Então contactaram a administração do simpático Obama, na esperança de ter algumas novidades.

Infelizmente também em Washington reinava o tédio: o presidente ainda não tinha dado ordem para atacar nenhum País e "matar o tempo" era um sério problema.

De repente, uma ideia: "E se uma bomba atómica atingisse Washington?". E porquê Washington? Porque, por exemplo, não Teherão? E porquê uma bomba atómica? Já não há aviões disponíveis? Mas o que interessa isso? A verdade é que o título ficava bem:
O que aconteceria se uma bomba nuclear atingisse Washington DC? O relatório terrível que prevê os danos que um ataque terrorista iria causar na capital da nação.
Admitimos: faz um certo efeito. Sobretudo porque foi acrescentado o elemento "terror": é a velha história dos terroristas que possuem bombas atómicas mas nunca decidem usa-las. Quem sabe a razão? Mesmo assim, calha bem: é só acrescentar alguns gráficos, poucas imagens e a tensão é mantida alta. Os jornalistas têm algo para publicar, a administração do simpático Obama trabalha um pouco, afinal é isso que conta.

Então vamos ver.

O estudo simulou uma explosão nuclear entre as Rua 16 e a Rua K (bonitos os nomes), no coração da cidade, a pouca distância da casa de Bo, o cão de Obama. Que, por acaso, é a mesma casa onde mora o presidente, mais conhecida como Casa Branca.

Os resultados não são nada satisfatórios: as possibilidades de sobrevivência dentro duma meia milha são muito baixas. Por metade do custo eu poderia ter feito a mesma previsão, alguém da administração que esteja a ler este blog faça o favor de tomar nota.

Mais: a maioria dos prédios seriam destruídos instantaneamente (espantoso...), incluindo os do governo federal: a Casa Branca, o Congresso, o Departamento do Tesouro, o Palácio de Eisenhower e muitos outros ao longo da National Mall.

O meia milha seguinte sofreria danos graves e incêndios, num perímetro de três quilómetros as casas podem ficar danificadas e haveria muitos feridos. Normal, afinal é uma bomba atómica: o que acham que aconteceu quando atacaram Hiroshima e Nagasaki?

Mas o estudo, denominado National Capital Region: Key Response Planning Factors for the Aftermath of Nuclear Terrorism [Região da Capital nacional: Factores chave para enfrentar as consequências do Terrorismo Nuclear] sugere que o fall out (a radiação residual de uma explosão nuclear) poderia ser o aspecto mais assustador. Também aqui não muitas novidades.

Primeira imagem, que o Daily Mail define como "assustadora", as zonas atingidas pela explosão:


Descoberta sensacional: o fall out pode variar a segunda do vento, por isso está ligado aos períodos do ano:


Entre 10 e 20 milhas da partir da explosão a exposição à radiação causaria náuseas e vómitos dentro de algumas horas e, na ausência de tratamento médico, a morte.

Mas o estudo descobriu que, para aqueles suficientemente perto do ponto de detonação, onde a taxa de radioactividade seria igual a 800 roentgens, a morte seria imediata. E sim, são coisas que acontecem em caso de explosão atómica...


Então, como tentar sobreviver?
Contrariamente ao que pensa o Leitor, ficar numa varanda para apanhar o sol após uma explosão atómica não oferece grandes margens de segurança: por incrível que pareça, é melhor esconder-se numa cave. E tentem evitar também as casinhas de madeira:


A conclusão do relatório é desoladora: "A vastidão dum ataque nuclear terrorista poderia sobrecarregar todos os meios de emergência".

Sim, foi o que aconteceu no Japão em Agosto de 1945, únicos ataques atómicos da História. E adivinhem quem tinha lançado as bombas? Não, não foi Al-Qaeda: outros tempos, outros terroristas....

Se o Leitor não tiver mesmo nada para fazer, pode consultar o relatório completo o link mais abaixo.


Ipse dixit.

Fonte: Daily Mail

5 comentários:

  1. maria22.3.12

    Olá todos: Pensem no efeito catastrófico de uma reportagem destas nas cabeças das pessoas norte americanas, permanentemente aterrorizadas com o terror, claro, provocado pelos outros, nunca por eles mesmos. Verifiquem que esta reportagem, como a maioria, nada informa além do que até os cães aqui de casa sabem, pois ouvindo uma detonação nas rochas, correm para um lugar mais abaixo de qualquer coisa. Mas alcança os objetivos a que se propõem seguramente: amedrontar, temer, desejar precaver-se e proteger os seus, agindo preventivamente, no caso, jogando a bomba primeiro. Não é isso que os mídia norte-americanos, propriedade privada e a serviço do sionismo internacional, pretendem, ou seja, que os norte americanos e, de lambuja o mundo inteiro, viva a beira de um ataque de nervos catastrofista? Abraços

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  2. voz a 0 db22.3.12

    E se há coisa necessária é ocupar o tempo, e se se conseguir ganhar uns cobres enquanto ocupamos o tempo a escrever mais de 100 páginas de trólóló para pânicar (palavra da minha autoria o mesmo que "induzir o pânico") a MANADA... aí então os escravos que escreveram o trólóló é que ficam satisfeitos... Durante uns meses tiveram trabalhinho garantido! Mas nem é preciso gastar dinheiro e perder tempo a ler este tipo de balelas... basta ver um filme de hollywood que está lá tudo... e assim até podem comer pipocas de milho OGM, adoçadas com Aspartame enquanto bebericam Coca-Cola de um copo com BPA... Digam lá que não é melhor ficar com MEDO desta forma?

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. sim, foi a Al-Qaeda quem lançou as bombas nucleares no Japão, isso foi antes do pseudónimo.

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  5. Anónimo27.3.12

    David Chase Taylor (do site www.truther.org ) fez uma análise exaustiva de indícios que sugeriam que os EUA preparavam um ataque de falsa bandeira com bombas nucleares :

    O livro pode ser descarregado gratuitamente:

    http://www.mediafire.com/?knr11n65o5bvady

    http://www.mediafire.com/?gr623nqxlxn1gd2

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