01 junho 2012

Bilderberg 2012: a lista

Ontem começou a reunião do Grupo Bilderberg, em Chantilly, Virgínia, Estados Unidos.

A reunião tem lugar na taberna que é possível observar na imagem à direita: 25 Euro por noite, pequeno almoço não incluído.
É por isso que a maioria dos participantes chegou com latas e thermos.

Os mais ricos (é o caso da delegação portuguesa) trazem frigoríficos portáteis.
Pena, pois na taberna falta também a electricidade.

O meu ponto vista é que esta é a reunião dos mordomos: bem mais interessante seria a reunião dos donos, mas enfim...

Para satisfazer a pública curiosidade, eis a lista dos participantes neste evento cada vez mais folclórico. 

Alemanha:
Trittin, Jürgen, político, Alliance 90/Verdes
Löscher, Peter, Siemens AG
Ackermann, Josef , Deutsche Bank AG
Thomas Enders Airbus
Reitzle, Wolfgang, Linde AG
Ischinger, Wolfgang, Munich Security Conference; Global Head Government Relations, Allianz SE
Koch, Bilfinger Berger SE
Nass, Matthias, Die Zeit

Áustria:
Bronner, Oscar, Der Standard Medienwelt
Cernko, Willibald, UniCredit Bank Austria AG
Faymann, Werner, político
Scholten, Rudolf, Oesterreichische Kontrollbank AG

Bélgica:
Princípe Filipe da Bélgica

Canada:
Clark, W. Edmund, TD Bank Group
Prichard, J. Robert S., Torys LLP
Carney, Mark J., Bank of Canada
Wright, Nigel, militar
McKenna, Frank, TD Bank Group
Redford, Alison M., político
Reisman, Heather, Indigo Books & Music Inc.

China:
Fu, Ying, político
Huang, Yiping, académico

Dinamarca:
Christiansen, Jeppe, Maj Invest
Federspiel, Ulrik, Haldor Topsoe A / S
Mchangama,Jacob, académico/jurista

Espanha:
Cebrián, Juan Luis, PRISA, El País
Sáenz de Santamaría Antón, Soraya, político
Nin Génova, Juan María, CaixaBank

Finlândia:
Urpilainen, Jutta, político
Apunen, Matti, Finnish Business And Policy Forum EVA
Ollila, Jorma, Royal Dutch Shell,
Siilasmaa, Risto, Nokia Corporation

França:
Izraelewicz, Erik, Le Monde
Senard, Jean-Dominique, Grupo Michelin
Castries, Henri, Grupo AXA
Baverez, Nicolas, Dunn & Crutcher LLP
Béchu, Christophe, político
Chalendar, Pierre André, Saint-Gobain
Montbrial, Thierry, político-académico
Karvar, Anousheh, político

Grécia:
Tsoukalis, Loukas, político
Giannitsis, Anastasios, político e académico
Papalexopoulos Dimitri, Titan Cement Co.

Holanda:
Rutte, Mark, político
Scheffer, Paul, académico
Halberstadt, Victor, académico
HM Rainha da Holanda
Pechtold, Alexander Leader, político Democrats ’66 (D66)
Polman, Paul, Unilever

israel:
Levita, Ariel, académico
Rabinovich, Itamar, académico

Irlanda:
Noonan, Michael, político
Gallagher, Paul, político
Sutherland, Peter D., Goldman Sachs International

Italia:
Letta, Enrico, político Partito Democratico (PD)
Bernabè, Franco, Telecom Italia
Conti, Fulvio, Enel SpA
Elkann, John Chairman, Fiat S.p.A.
Gruber, Lilli, jornalista

Noruega:
Andresen, Johan H., FERD
Brandtzæg, Svein Richard, Norsk Hydro ASA

Polónia:
Rostowski, Jacek, político

Portugal:
Amado Luís, Internacional do Funchal (BANIF)
Moreira da Silva, político, Partido Social Democrata (PSD)
Balsemão, Francisco Pinto, Impresa

Reino Unido:
Agius, Barclays plc
Boles, Nick, político
Clarke, Kenneth, político
Dudley, Robert, BP plc
Flint, J. Douglas, Grupo HSBC Holdings
Kerr, John, político
Wolf, Martin H., Financial Times
Voser, Peter, Royal Dutch Shell plc
Rachman, Gideon, Financial Times
Micklethwait, John, The Economist
Mandelson, Peter, político

Rússia:
Ivanov, Igor S., académico
Chubais, Anatoly B., OJSC RUSNANO
Kasparov, Garry, político, United Civil Front

Suécia:
Wallenberg, Jacob, Investor AB
Bonnier, Jonas, Bonnier AB
Carlsson, Gunilla, político
 
Suíça:
Supino, Pietro, Tamedia AG
Vasella, Daniel L. Novartis AG

Turquia:
Babacan, Ali, político
Berberoğlu, Enis, jornalista Hurriyet
Keyman, E. Fuat, académico
Koç, Mustafa, Koç Holding A.Ş.
Timuray, Serpil, Vodafone Turquia

USA
Ajami, Fouad, Hoover Institution, Stanford University
Alexander, Keith B., National Security Agency
Altman, Roger, Evercore Partners
Collins, Timothy, Ripplewood Holdings, LLC
Daniels, Jr., E. Mitchell, político
Demuth, Christopher, Hudson Institute
Donilon, Thomas E., National Security Advisor
Evans, J. Michael, Goldman Sachs & Co.
Ferguson, Niall Laurence A. Tisch, académico
Gephardt, Richard A., Gephardt Group
Goolsbee, Austan D., académico
Graham, Donald E., The Washington Post Company
Harris, Britt CIO, Teacher Retirement System
Hoffman, Reid, Linkedin
Huntsman Jr., Jon M., Huntsman Cancer Foundation
Jacobs, Kenneth M., Lazard
Johnson, James A., Perseus, LLC
Jordan, Jr., Vernon E., Lazard
Karp, Alexander, Palantir Technologies
Karsner, Alexander, Manifest Energy, Inc
Kerry, John, político
Kissinger, Henry A., Kissinger Associates, Inc.
Kleinfeld, Klaus, Alcoa
Kravis, Henry R., Kohlberg Kravis Roberts & Co.
Kravis, Marie-Josée, Hudson Institute
Krupp, Fred, Environmental Defense Fund
Li, Cheng , académico
John L. Thornton, Brookings Institution
Lipsky, John, académico, Johns Hopkins University
Liveris, Andrew N., The Dow Chemical Company
Lynn, William J., DRS Technologies, Inc.
Mathews, Jessica T., Carnegie Endowment for International Peace
Mehlman, Kenneth B., Kohlberg Kravis Roberts & Co.
Mundie, Craig J., Microsoft Corporation
Noonan, Peggy, The Wall Street Journal
Orszag, Peter R., Citigroup
Perle, Richard N., American Enterprise Institute
Rattner, Steven, Willett Advisors LLC
Rogoff, Kenneth S., académico, Harvard University
Rose, Charlie, jornalista
Ross, Dennis B., Washington Institute for Near East Policy
Rubin, Robert E., Foreign Relations,
Schmidt, Eric E., Google Inc.
Shambaugh, David, académico
Speyer, Jerry I., Tishman Speyer
Thiel, Peter A., Clarium Capital / Thiel Capital
Warsh, Kevin, Hoover Institution, Stanford University
Wolfensohn, James D., Wolfensohn & Company
Yergin, Daniel, IHS Cambridge Energy Research Associates

Internacionais:
Zoellick, Robert B., World Bank Group
Vimont, Pierre, UE
Sheeran, Josette, World Economic Forum
Lamy, Pascal, Organização Mundial Comércio
Kroes, Neelie, Comissão Europeia
Gucht, Karel, Comissão Europeia
Almunia, Joaquín, Comissão Europeia

Relatores:
Reino Unido: Bredow, Vendeline von, The Economist
Reino Unido: Wooldridge, Adrian D., The Economist

A reunião, como afirmado, durará três dias.
Depois tudo continuará como antes.


Ipse dixit.

Fonte: TNEPD

13 comentários:

  1. Rita M.1.6.12

    Taberna ;)

    Bem que os meus avós diziam que as tabernas não eram sítio de pessoas de bem, sendo que para eles de bem era mesmo uma questão de valores morais e decência, dinheiro ali era para comida e o tecto... e mesmo assim...

    Ainda que mal pergunte, tenho andado a ler mal, ou a Clara Ferreira Alves costumava participar do evento?

    "O meu ponto vista é que esta é a reunião dos mordomos: bem mais interessante seria a reunião dos donos, mas enfim..."

    De acordo... mas enquanto estes chamam a atenção, os donos continuam no sossego deles.

    Já li por aí num comentário de um post a ideia de fazer desenhos/gráficos/esquemas destas ligações todas...

    Eu sei, pouco tempo, muito trabalho e agora ainda menos tempo e ainda mais trabalho, mas era interessante acrescentar ao menú existente algo como: redes/desenhos da realidade ou amizades globalizadas/globais.

    Gráficos e imagem ajudam e muito a perceber melhor as ligações das coisas... já sei, pareço o Medina Carreira com os gráficos...

    É mesmo só para dizer que acho boa ideia ainda que dê um trabalho enorme.

    Abraço
    Rita M.

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  2. Max,

    Come sabes, aprecio o teu humor, mas não estou inteiramente de acordo contigo.

    É verdade que muitos dos que são convidados a participar nestas reuniões não têm muito interesse, alguns são convidados para serem "testados".

    Mas, tens que constar que se encontra ali a fina nata do poder financeiro mundial. Também não deixa de ser curioso que após a sua participação, numerosos são os que no ano seguinte vêm a ocupar lugar de chefia em muitos países. O exemplo clássico é o de Sócrates, perfeito "desconhecido", que no ano seguinte se torna primeiro ministro.

    Claro que existem eleições e a pergunta que coloca é: então como é que eles adivinham?

    As massas, portanto o povo, movimenta-se e define opiniões sobretudo à custa do media. Este encarregam-se de nos direccionar o voto através de pequenos escândalos ou beneficiação de imagem de um candidato em detrimento do outro.

    Sim, porque na realidade, as democracias ocidentais só permitem dois grandes partidos que se alternam no poder, e que no fundo defendem a mesma coisa.

    É portanto, do meu ponto de vista redutor falar-se aqui de uma reunião de mordomos.

    Um abraço

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  3. Marcelo1.6.12

    Gostei do post e também gostei do comentário do Octopus. É bem isso mesmo, também acho.

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  4. Max tudo isso deve ser uma “cortina de fumaça” enquanto os mordomos se reúnem na taverna , os “patrões” possivelmente se reúnem algures e essa história de Bildeberg deve ser folclore já temos problemas demais com G-8, Clube de Roma, "G-15+5", Rio+20, Conselho de Segurança da ONU, o BRICS, a OEA, as reuniões da Maçonaria, do Sindicato etc.. Infelizmente nós vivemos em um paraíso na face da terra onde todos são bem intencionados, (de boas intenções o inferno está cheio) eu é que não consigo ver tal harmonia, não consigo enxergar o lado bom da vida que os Governos planejam para nós até porque tudo está melhorando se não fossem os derivativos o povo europeu não estaria tão unido ( o que é um bom sinal, a solidariedade) coisa que em tempos de bonança cada um cuidava do que era seu. Acho que com a reunião dos mordomos talvez os serviços melhorem....”ordo ab chao”.

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  5. Amigos, seja como for ou o que for, me parece estar tudo isto muito bem integrado à esta história aqui
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=sp3uO42ucQA#!

    Vale a pena conferir, depois me contem.
    Sou grato.

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  6. maria2.6.12

    Olá Max: dos posts anteriores, apesar das respostas, para mim muita coisa criou lacunas de não entendimento. Acho que se eu conhecesse a história do Euro,começaria a preencher tais lacunas. A ideia me veio, lendo o Octopus e o comentário do Voz, lá na octopedia. Tu podes pensar: Bah... pois ela que vá pesquisar. Mas, também podes pensar: Ma...falando em Bilderberg, não deixa de ser uma ideia, localizar onde quais interesses habitam e porque. Abraços

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  7. maria2.6.12

    Ola´Max: Esqueci de te lembrar de "explorar as fraquezas do sistema, e torná-las uma arma a nosso favor". Estou curiosa sobre a seleção das fraquezas,e sobre a metodologia em torná-las armas a nosso favor, pois cá comigo penso ter identificado uma ou outra, e estar trabalhando nelas concretamente, apesar da modéstia do meu tamanho.Mas é como outro dia um de nós lembrou (acho que foi o Tibiriçá)que um mosquito é um, e pequenino, mas tenta dormir com um só deles, uma noite!Abraços

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  8. Aldo, colei o link e encontrei assuntos que nada tem a ver com o assunto.

    Abraços

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  9. Anónimo2.6.12

    Não esqueça também da República de Platão, quando tiver tempo Max! ;)

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  10. Marcelo2.6.12

    "Quanto menos entendo, menos entendo que não entendo"

    Aconselho a todos refletirem sobre a frase.

    Todos estes grupos globalistas e controladores como, ONU, Grupo Bildergerg, illuminados(se ainda existirem), os metacapitalistas, o império americano e império eurasiano não trabalham juntos e as vezes não partilham do mesmo objetivo.

    São grupos enormes e distintos, que querem poder e controle, uma influência global. Um grupo vive denunciando o outro. Por isso que de vez em quando conseguimos estas informações sobre membros do Bilderberg ou dos EUA e illuminati.

    No caso, os EUA querem dominar e conquistar cada vez mais recursos e países, com sua presença de mercado e "intervenções humanitárias".

    O plano eurasiano quer e pretende a difamação e destruição dos EUA e seu domínio. Pois é uma das poucas barreiras para a ordem mundial eurasiana esquerdista.

    Os illuminati querem fixar o quanto puderem suas bases religiosas satanistas anti-cristãs, eles se infiltram nas sociedades religiosas, nas igrejas, nas lojas maçônicas e em outros grupos. Não se sabe muito bem a qual grupo eles pertencem, pois atuam em tudo que é canto do globo.

    A ONU creio que todos já sabem. Ela quer uma forma de governança global por meio de painéis pseudo-científicos sobre o aquecimento global, o clima, os oceanos e tudo que puderem controlar. São favoráveis a movimentos políticos de má índole e duvidosos.

    Os metacapitalistas são formados pelos bancários e por ricaços dinásticos, como Rothschild e Rockefeller entre outros, que atuam atrás das cortinas influenciado todos estes grupos citados.

    A grande questão é que...
    Se pararmos para pensar, pouco ou quase nada se fala sobre a Rússia, os muçulmanos, a China ou o Islã, a respeito de NWO. O que sempre ouvimos ou vemos é apenas e somente sujeira dos EUA. Quer dizer que um ou mais desses grupos estão empenhados em denunciar e acabar com os EUA e sua cultura ocidental cristã primeiro.

    É tudo extremamente complexo e precisaria mais de uma vida para estudar tudo isso. Visto que estes grupos são formados por famílias e dinastias muito antigas. Uma coisa é certa, todos disputam o poder e controle mundial.

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  11. Marcelo2.6.12

    No livro Propaganda, de 1928 (que estranhamente não conta com tradução para o português), o pai das relações públicas admite que seria uma extrema imprudência da parte dos governos do futuro se não contarem com técnicas bem definidas para controlar a opinião pública, já que ela se tornaria caótica e perigosamente incontrolável. Era consenso entre estudiosos de comunicação a necessidade daquilo que o romancista H. G. Wells chamava de “governo invisível”.

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  12. Caro Tibiriçá, veja se este funciona bem; http://www.wariscrime.com/2012/06/01/news/bilderberg-2012-end-of-a-legend/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+WarIsCrime+%28War+Is+Crime%29

    Sou grato.

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  13. Prezado Max,
    O porquê de termos importado esta postagem para a redecastorphoto.Ver em: http://goo.gl/1hUA4
    Grande abraço e grato pelo "empréstimo"...
    Castor

    ResponderEliminar

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