21 junho 2012

A Irmandade Muçulmana

O Egipto se encontra (ou "encontra-se"? Fica sempre a dúvida...) numa situação particular. E "particular" não é sinónimo de "bonita".

O antigo presidente Mubarak está em coma e mesmo que não estivesse já fica fora dos jogos: a "Primavera Árabe" varreu o governo dele deixando o País no caos.

Após as recentes eleições, ainda não são conhecidos os resultados e o País fica nas mãos dos militares. Dum lado o candidato Ahmas Shafiq, antigo primeiro ministro de Mubarake bem visto no Ocidente; do outro o candidato da Irmandade Muçulmana, Mohammed Morsi. Ambos reclamam a vitória.

Mas o que interessa aqui é saber algo mais acerca desta "ameaça": a Irmandade Muçulmana. Quem são estas pessoas? O que querem? Qual o relacionamento deles com o Ocidente?

Em Washington está de volta uma questão política fundamental: como lidar com a Irmandade Muçulmana? No Egipto, a Irmandade tomou um papel importante nos protestos, cada vez mais importante. E mesmo que as intenções ainda não estejam claras, é óbvio que o movimento será um jogador importante em qualquer transição de governo.

Depois há a questão de israel: como a Irmandade vai lidar com o País vizinho? Abdicou da violência?
Por enquanto a Administração do simpático Obama nega contactos formais. Mas não foi sempre assim.

Amigos e inimigos

A Irmandade não é nova: foi fundada em 1928 pelo professor Hassan al-Banna, com o lema "O Islão é a solução" e no final da Segunda Guerra Mundial já contava com dois milhões de militantes. E ao longo de 83 anos de história, é óbvio que existiram contactos com os Estados Unidos. Aliás: mais do que simples contactos.

Desde os anos '50, os EUA assinaram pactos secretos com a Irmandade e suas ramificações acerca de vários assuntos, tal como a luta contra o comunismo. Mas parece existir um padrão que deve fazer reflectir Washingotn: todas as vez em que os líderes norte-americanos decidiram que a Irmandade poderia ser útil e tentaram por isso condicionar as escolhas e os objectivos dela, quem ficou a ganhar foi a mesma Irmandade.

O caso do presidente Eisenhower, por exemplo.
Em 1953, um ano antes da Irmandade ser proibida pelo presidente egípcio Nasser, um programa secreto de propaganda dos Estados Unidos, liderado pela Agência de Informação dos EUA, trouxe mais de três dezenas de líderes islâmicos naquela que era oficialmente conhecida como uma conferência académica na Universidade de Princeton.

A verdadeira razão por trás da reunião era a tentativa de impressionar os visitantes com a força espiritual e moral dos Estados Unidos, porque estes achavam que poderiam influenciar a opinião popular muçulmana melhor do quanto feito pelo governantes locais: o objectivo final era promover um programa anti-comunista nesses Países recém-independentes.

Um dos líderes, de acordo com os apontamentos de Eisenhower, era Saeed Ramahdan, delegado da Irmandade Muçulmana: era o genro do fundador da organização Irmandade, pessoa que a CIA apontava como "falangista", um "fascista interessado no poder", de modos brutais. Mas a Casa Branca pensou convida-lo na mesma, .pois Washington tinha percebido que na batalha contra o comunismo a religião era uma força que os EUA poderiam ter usado, demonstrando apoiar a liberdade religiosa.

No final da mesma década, a CIA apoiava abertamente Ramahdan. Demasiado simples defini-lo como um agente dos Estados Unidos: Ramahdan explorou a ajuda americana para construir um fundamental centro da Irmandade na mesquita de Mónaco de Baviera, um autêntico refugio do grupo: e isso sem que Washington  conseguisse reais vantagens desta colaboração. Na verdade, Ramahdan estava mais interessado na própria agenda islâmica de que na luta contra o comunismo.

A cooperação continuo ao longo das décadas e com o início da guerra soviética no Afeganistão, o interesse em cultivar amizades islamitas retomou vigor: foi este o período das ajudas aos mujahidin, alguns dos quais tornaram-se depois Al-Qaeda (o mesmo Osama Bin Laden, lembramos, era agente da CIA).

Após o 11 de Setembro, o relacionamento pareceu deteriorar-se: os EUA até entraram em conflito com a Irmandade, declarando que muitos dos seus principais membros eram apoiantes do terrorismo. Mas, no segundo mandato de Bush, os Estados Unidos estavam perdendo duas guerras no mundo muçulmano, isso sem contar a hostilidade das minorias muçulmanas na Alemanha, na França e em outros Países europeus, onde a Fraternidade havia estabelecido uma presença influente. Então a posição dos EUA mudou de repente e Washington foi outra vez amiga da Irmandade.

A administração Bush criou uma estratégia para estabelecer relações estreitas com os grupos muçulmanos na Europa, ideologicamente próximos da Irmandade, imaginando que esta poderia ser o parceiro ideal para lidar com os grupos mais extremistas do Velho Continente. E, tal como tinha acontecido décadas antes, a Administração tentou projectar a imagem dum mundo muçulmano que tinha em Washington um aliado.

Assim, desde 2006, o Departamento de Estado lançou uma tentativa de conquistar a Irmandade: organizou uma conferência em Bruxelas entre a Irmandade Muçulmana europeia e a versão americana, a Islamic Society of North America.
Esta e outras acções foram apoiadas pela análise da CIA, que em 2006 afirmava que a Irmandade tinha "um impressionante dinamismo interno, organização e conhecimento dos meios de comunicação".

O actual presidente, o simpático Obama, assumiu algumas pessoas da equipa de Bush que tinha ajudado a desenvolver essa estratégia.

Porquê este interesse contínuo para a Irmandade?

Desde a sua fundação em 1928, a Irmandade conseguiu expressar as aspirações da classe oprimida e muitas vezes confusa do muçulmano.

Consegui explicar-lhe o atraso deles com uma interessante mistura de fundamentalismo e de fascismo (e políticas reaccionárias e xenófobas): os muçulmanos de hoje não são suficientemente bons muçulmanos e devem voltar ao verdadeiro espírito do Corão. Os estrangeiros, em particular os judeus, são parte de uma vasta conspiração para oprimir os muçulmanos.

As duas faces

Esta mensagem foi e ainda é espalhada através de um partido político moderno, que inclui grupos de mulheres, associações de jovens, publicações e meios electrónicos. E, às vezes, braços paramilitares.
Também a Irmandade deu origem a muitas das facções mais violentas do Islão radical, como Hamas, embora estes grupos agora acham a Irmandade bastante convencional.
Não é de admirar, portanto, que a Irmandade, apesar de todos os aspectos perturbadores, seja interessante aos olhos dos políticos ocidentais, ansiosos para ganhar influência nessa parte estratégica do mundo.

Mas a Irmandade tem sido um parceiro difícil. Nos Países em que aspira a entrar no contexto político renuncia ao uso da violência de nível local. Assim, a Irmandade Muçulmana no Egipto já não tenta derrubar o regime de forma violenta: afirma que quer impor tribunais religiosos, mas também já afirmou que os tribunais civis têm que ter a última palavra.

Uma operação cosmética e nada mais? Talvez a verdade seja outra: a Irmandade abraçou apenas parcialmente os valores da democracia e do pluralismo.

O clérigo mais poderoso do grupo, residente no Qatar, é Youssef Qaradawi, que bem representa esta dupla: afirma que as mulheres devem ser autorizadas a trabalhar e que em alguns Países os muçulmanos podem contrair empréstimos com juros (um tabu para os fundamentalistas). Mas o mesmo Qaradawi suporta o apedrejamento de homossexuais e o assassinato de crianças israelitas porque estas crescem e poderiam tornar-se soldados. O que, admitimos, não é tão simpático.

E Qaradawi não é um marginal do mundo islâmico, pelo contrário: líder do ramo egípcio, provavelmente encarna o religioso mais influente do mundo muçulmano. Na passada Sexta-feira, por exemplo, milhares de manifestantes na Praça Tahrir ouviram em directo a transmissão do seu sermão.

Tudo isso indica a crescente influência da Irmandade nos protestos da região. No Egipto, a Irmandade já tornou-se um jogador chave e Omar Suleiman, o noivo vice-presidente, convidou a Irmandade nas conversações políticas. Na Jordânia, onde o grupo é legal, o rei Abdullah reuniu-se com a Irmandade pela primeira vez numa década. E na Tunísia, o líder da oposição islâmica Rachid Ghanouchi, que era um dos pilares da Rede Europeia da Fraternidade, acabou de voltar do seu exílio em Londres.

O Ocidente ao longo das décadas tentou explorar a  Irmandade e, ao mesmo tempo, aliou-se com muitos governos autoritários que também tentavam apagar o grupo. Agora aqueles já não existem: mas a Irmandade ainda está lá, com a sua mistura de antigos fundamentalismos e métodos modernos.


Ipse dixit.

Fontes: Ikhwan, Middle East Forum, Campo Antimperialista, AgoraVox, NYR, Wikipedia (versão inglesa)

14 comentários:

  1. Marcelo21.6.12

    É um exemplo da força e dos laços da cultura islâmica que está cada vez crescendo mais. Ao contrário da tão criticada cultura ocidental e seu tão difamado cristianismo.

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  2. Max,

    Todo e qualquer fundamentalismo é aterrador. Temos o fundamentalismo cristão e suas muitas igrejas de diversas vertentes. Temos o fundamentalismo judaico com seu sionismo oportunista. E o fundamentalismo islâmico, que no meu modo de ver, é o único que pode ter alguma justificativa em seus antagonismos contra seus opositores, pois foi o que mais insistentemente, os demais grupos religiosos, tentaram dominar.

    Teoria minha: creio que se cansaram da cantilena ocidental e seu colonialismo. Assistiram o genocídio das culturas ameríndias e sua total submissão e sabem do que os senhores doutrinadores são capazes. Várias tentivas contra os muçulmanos e sua cultura não foram suficientes. Quem sabe, preparam-se os da tribo de Alah, a maneira dos latinoamericanos na sua invasão aos EUA, uma tomada silenciosa do território europeu. No meu modo de entender, antecipam-se aos movimentos do cristianismo e judaísmo. Sabem... aquele velho movimento ecumênico: que vença o deus mais poderoso. Pergunto: eles estão totalmente errados numa atitude pró-ativa, ou seria, pré-ativa? Há uma animosidade latente, melhor ainda, evidente, do ocidente contra o islã por baixo de uma imagem lustrosa/diplomática para enganar trouxas.

    Meu pensamento neste ponto é imutável, e talvez seja o único ponto em que tendo a concordar plenamente com a NOM. Não haverá paz sobre a Terra enquanto nos guiarmos pelas diretrizes dum livro que prega o segregacionismo desde seu surgimento. A diferença é que a NOM, não pensa em paz alguma. Agora, isto não implica dizer que alguém deva se julgar autoridade moral para implantar uma religião única no globo. Além de inconcebível, penso que nunca o homem abdicará das suas crenças.

    Lendo o "Guerra Silenciosa", encontrei no comentário de Fátima: http://bolivarenmexico.blogspot.com.br/2011/06/funvax-nueva-vacuna-para-convertirte-en_05.html (desculpem minhas limitações na informática). Não sei o que de verdade há, mas que a tal Georgia Guidestone dita coisas sobre uma religião única, isso vai lá inscrito.

    Abraços Max.
    Walner.

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  3. Anónimo21.6.12

    "A ordem internacional precisa ser redesenhada para servir tanto às necessidades materiais quanto espirituais dos seres humanos.

    No mundo futuro, a justiça e a compaixão devem ser institucionalizadas e tomar o lugar da inveja e do egoísmo", disse Ahmadinejad, em farsi, no plenário principal da cúpula do Rio + 20, que teve início nesta quarta-feira (20).

    "Como líderes da nossa sociedade, precisamos nos comprometer a mobilizar os nossos recursos para construir uma sociedade global que seja dedicada à promoção das capacidades humanas. Precisamos fazer isso juntos, com sinergia para fazer prosperar os talentos dos seres humanos para realizarmos as nossas aspirações e objetivos comuns."

    Ahmadinejad pediu reformas no mundo atual. "Precisamos de uma abordagem holística para redefinir a humanidade no seu sentido real, através da participação, da cooperação e da compreensão."

    O presidente iraniano, sem citar o nome dos Estados Unidos, criticou o "colonialismo" e a "escravidão" que existiu no mundo nos últimos séculos. Também criticou as guerras, como a da "Coreia", do Vietnã e do Iraque".

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  4. Anônimo,

    O discurso dele foi esvaziado na véspera, numa manifestação contra sua presença. Gritavam slogans e Juventude Judaica se fez presente. Hoje os períodicos daqui do RJ tratavam de sua participação com sarcasmo.

    Se ele é um bom sujeito não sei, mas sei que Netanyahu de qualquer jeito é muito pior e concretamente tem ogivas. Ninguém se reúne pra dar um pum em contestação à este senhor. Se numa reunião qualquer houvesse um grupelho de jovens islâmicos, imagino a reação do entorno e da mídia. Nem haveria entorno.

    Bem, sobre o discurso: os linchadores se levantaram e deixaram o local. Imagina tais imbecilidades formando um júri. Dependendo da parcialidade do 4o. poder, coitado do réu, ou, coitada da sociedade, porque esta sociedade segue o comando das prensas. Entregamos nosso juízo aos ditames dos orgãos de informação. Somos incapazes de pensar. Bem, isso de fato é demais, mas poderíamos ao menos questionar as verdades absolutas.

    O mais triste foi ler que nossa presidenta tá ensaboada. Tá driblando tudo quanto é tentativa de contato por parte de Ahmadinejad. O cara deve ser um pestilento, da pior espécie de peste prum político, aquela que basta sua presença pra tirar votos. Estes pestilentos não deveriam andar poraí, impunemente, especialmente em ano de eleição.

    Walner.

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  5. Anónimo25.6.12

    No islam.
    Não há qq livro da sharia.
    Mais!
    Não há qq corão de maomé.
    Nem uma única letra escrita por ele ou no tempo dele.
    Não há maomé.Não pode ser invocado tal como os santos ou anjos.
    Não há gibril. maome disse que ele não traria mais mensagens.
    E nem há o tal allah maometano. Isto se acreditarmos no que maomé disse, que o seu allah nunca mais falaria nem teria espírito.
    o islam, é todo baseado em enganos e falsidades ao serviço de ganâncias e maldades.
    Nem sequer pode haver egípcios muçulmanos ou muçulmanos egípcios.
    Pois o islam não reconhece qq identidade nacional, cultural ou pessoal, a não ser temporariamente até conseguir enganar e desgraçar tudo e todos.

    Em verdade, todas as eleições onde ganhem muçulmanos, são totalmente inválidas, pois que os votantes foram enganados, não foram informados destas e de outras verdades verdadeiras sobre o enganador e desgraçador islam.
    Até a frase:
    allahu akbar, significa que aquele allah é o maior.
    No corão actual está que allah engana.
    Se é o maior e engana, logo é o maior enganador.
    Nenhum muçulmano descobriu isto, e quando ficam a saber também não o divulgam.

    Em verdade, só fora do islam, a Verdade e O Bem podem Existir.

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  6. Anónimo25.6.12

    Falando em Rio + 20

    Os mentores do governo mundial viram na questão ambiental um meio eficaz para legitimar a criação de um poder global centralizado. Para tanto, exploram-se até a exaustão problemas transfronteiriços (p. ex.: chuva ácida, questão dos refugiados ambientais, etc.) e ou regionais com vistas a transformá-los em problemas globais que demandam soluções globais. Assim, foram elaborados uma série de documentos enfatizando a “necessidade” de uma Governança Global para se proteger o meio ambiente e se promover o desenvolvimento sustentável.
    Porém, antes de defenderem enfaticamente um Governo Mundial os planejadores globais destacaram a importância de haver uma Organização Mundial para o desenvolvimento sustentável. Assim, em 2002, o relatório International Sustainable Development Governance.The Question of Reform: Key Issues and Proposals da Universidade das Nações Unidas já defendia a centralização política da questão ambiental na World Environment Organisation (WEO).

    Na esteira desse relatório foram elaborados outros relatórios: em 2008, o International Institute for Sustainable Development (IISD) publicou um texto chamado Governança Ambiental Global: Quatro Passos para Coerência segmentada: Uma Abordagem Modular e em 2010, o Instituto Fritjof Nansen publicou o relatório International Environmental Governance; também 2010 o Stakeholder Forum elaborou, já visando a Rio+20, o Artigo de Discussão 1: Governança Internacional para o Desenvolvimento Sustentável e Perspectiva Iniciais para Rio +20.

    Superada a fase preparatória, os globalistas já se permitem falar em Governança Global sem, contudo, os usuais e limitantes subtítulos. Nesse sentido, merecem destaque as Propostas Para uma Nova Governança Mundial, as quais foram elaboradas tendo em vista a Conferência Rio+20[12]. Dentre as propostas vale destacar a instituição de um Tribunal Internacional do Meio Ambiente e a constituição de uma força armada mundial independente dos Estados.

    Por fim, merece destaque o texto Caminhos e Descaminhos para a Biocivilização disponibilizado pelo Portal Rio+20. O texto propõe uma transformação no paradigma civilizatório no sentido de se criar uma Biocivilização. O texto fala em “desprivatização da família”, critica uso de carros, manifesta indignação com os sistemas de segurança e vigilância dos prédios e condomínios (vistos como meios de exclusão social), traz a propriedade privada intelectual como um elemento “negador de humanidade”, defende que o “princípio da propriedade individual da terra” deve ser posto radicalmente em questão.

    A Declaração Final da Rio +20 reafirma os princípios da Rio 92 e os planos de ação anteriores, ou seja, reafirma a agenda novordista que a precedeu. Destarte, traz novamente o discurso da necessidade e urgência de se enfrentar as mudanças climáticas e, alinhada com as propostas anteriores de redução da população mundial, enfatiza a promoção do planejamento familiar e dos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e jovens.

    A defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres é uma forma sofisticada de se promover a agenda abortista.

    Quanto à promoção de direitos sexuais aos jovens, vale dizer que há aí a tentativa de retirar a autoridade dos pais sobre seus filhos. O objetivo é fazer com que os jovens exerçam, precocemente e sem quaisquer impedimentos, a sexualidade. Eis aí uma aplicação concreta da “desprivatização” da família.

    Diversos grupos e diversas ONGs que participaram da Rio+20 estão imbuídos da mentalidade da Nova Era e, de forma clara, aderiram à espiritualidade e à educação gaiana. A educação gaiana, a Gaia Education, é um projeto global que tem por escopo capacitar pessoas para a "sustentabilidade".

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  7. Anónimo25.6.12

    Nova Era não é propriamente uma religião, mas tão somente um simulacro de religião, que se apropria indevidamente de elementos de diversas tradições religiosas e os mistura com um discurso pretensamente “científico” e com técnicas psiquicas, mantras, programação neorolinguística e autoajuda. Trata-se de uma “religião” biônica e universal criada em laboratório com vistas a suprir a demanda religiosa durante a construção da Nova Ordem Mundial.

    Em tempo hábil, a Nova Era será descartada, mas enquanto isso não acontece, ela servirá como um pano de fundo religioso legitimador da governança global. A Nova Era precede o pesadelo tecnocrático e científico de Aldous Huxley em o Admirável Mundo Novo.

    Não é uma “religião” institucionalizada, com um corpo coeso de doutrinas e ritos, ela é um movimento e, enquanto tal, já possui - por força dos inúmeros grupos, seitas e submovimentos que para ela concorrem - certa autonomia, ou seja, já se apresenta como um simulacro suficiente de religião nesses tempos de materialismo cafona e conta com número significativo de adeptos.

    Contudo, ainda precisa parasitar as grandes tradições religiosas, ou para corroê-las por dentro ou para fisgar novos adeptos à nova espiritualidade global.

    Engana-se quem pensa que a Nova Era limita-se a parasitar as filosofias e as religiões orientais e as crenças animistas. Na atual etapa, a Nova Era é usada para forjar a unificação das religiões e para isso se infiltra também nas religiões do ramo semítico, mormente no Cristianismo.

    Por meio da Hipótese de Gaia James Lovelock, um dos founding fathers do aquecimentismo antropogênico, não apresentou somente uma hipótese científica pela qual se considera a Terra um ser vivo em busca de seu autoequilíbrio, mas também resgatou o mito de Gaia, a Terra, ou Mãe Terra, mito esse que veio a ser usado no bojo da nova espiritualidade da Nova Era.

    Na linguagem new ager ou somos todos deuses ou somos uma massa celular compactada regida quase que exclusivamente por reações bioquímicas e ou por “energias”. O próprio Deus - quando permitem falar Dele - é reduzido a uma mera energia.

    Entretanto, essa perda deixa um vácuo que precisa ser preenchido por uma transcendência artificializada. É por essa razão que os movimentos new agers se valem de correntes místicas e esotéricas ou pseudo-esotéricas das mais diversas com o fito de promover uma suposta “iluminação”.

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  8. Anónimo25.6.12

    A Nova Era é tida como a era do “novo tempo”, a Era de Aquários, a Era pós-cristã.

    E qual é a relação da Rio+20 com essa história?

    Só com uma olhada rápida e descuidada é difícil identificar com clareza a relação da Rio+20 com a Nova Era. No entanto, quando se vai um pouco mais a fundo a relação começa a se tornar evidente.

    Diversos grupos e diversas ONGs que participaram da Rio+20 estão imbuídos da mentalidade da Nova Era e, de forma clara, aderiram à espiritualidade e à educação gaiana. A educação gaiana, a Gaia Education, é um projeto global que tem por escopo capacitar pessoas para a "sustentabilidade". No Brasil, a educação gaiana é promovida pela ONG Terra UNA. A Gaia Education e seus representantes brasileiros estavam na Rio+20.

    Na Cúpula dos Povos foi montanda uma Tenda chamada Gaia Home, na qual froam realizados rituais que mostraram bem a nova espiritualidade que orienta a Rio+20.

    Não se pode dissociar essas iniciativas notoriamente religiosas, ou melhor, pseudo-religiosas, com as atividades da URI (United Religions Initiative), que é hoje um tentáculo da ONU. No entanto, ações as quais dá suporte são observadas desde o século XIX, visando, em nome da tolerância e pluralidade religiosa, neutralizar a influência das grandes religiões; o principal alvo é o cristianismo, bem como fortalecer idéias como o controle populacional, uma “ética global” coletivista, e reduzir as religiões à mera militância em prol “de um mundo melhor”, ao mero ativismo social.

    A nova espiritualidade global é uma espiritualidade sem Deus; é uma espiritualidade onde não há pecado, nem pecadores, mas tão somente semi-deuses “iluminados” e “libertos”, partícipes da ”nova consciência universal” definida pelos novos Concílios formados pela ONU e pelas ONGs.

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  9. Anónimo25.6.12

    Os mentores das várias agendas (agenda 21, agenda rio +20, agenda gay, agenda ecologista, agenda da nova era, etc., etc.), querem estabelecer uma matriz de desenvolvimento baseada nas crenças de quem manda neles, esses sim os verdadeiros mentores. E essas crenças só se baseiam em materialismo e paganismo. Querem afastar-nos de qualquer crença que não seja a deles, e eles seguem às escondidas (por causa das sociedades secretas para quem trabalham) o pensamento babilónico da antiguidade, que hoje é visível em toda as sociedades do mundo. Isso não acontecia "espontaneamente", nem por "mera coincidência", ou "ironia dos destino", pois não?
    vivemos numa babilónia tão grande que até querem fazer voltar os jardins suspensos...

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  10. Marcelo26.6.12

    No seu livro "The Irrational Atheist", Theodore Beale (também conhecido por 'Vox Day') demoliu o mito ateu de que a religião causa guerras.

    Tendo como referências as mais variadas fontes, incluindo a "Encyclopaedia of Wars" compilada por C. Phillips e A. Axelrod, Vox Day examina 1,763 guerras levadas a cabo desde 2.325 antes de Cristo até aos tempos modernos.

    De todas estas guerras apenas 123, ou 6,98%, podem ser razoavelmente atribuídas às religiões. Como mais de metade destas guerras religiosas - 66 - foram levadas a cabo por muçulmanos, isto significa que, com a excepção do Islã, as religiões do mundo foram responsáveis por 3,23% de todas as guerras durante mais de 4 mil anos.

    Portanto, de acordo com Vox Day, "as evidências históricas são conclusivas. A religião não é a causa primária das guerras". Esta porcentagem inclui as infames Cruzadas.

    Embora as Cruzadas provavelmente se mantenham como o modelo da guerra santa cristã, a razão pela qual já não estão na linha da frente dos ataques ateus é a de estar a ficar cada vez mais difícil apontar um dedo acusador às ações de homens que se depararam com o desafio de resistir a expansão de uma militante "Ummah" (comunidade muçulmana) nas suas fronteiras.

    Vox Day vira então o argumento contra os ateus. Ele mostra que o "Grande Salto em Frente" e o Holocausto, causados por um regime ateu e outro pagão-ateu, resultaram no genocídio de 43 e 6 milhões respectivamente, enquanto que a Inquisição Espanhola causou a morte de 3.230 pessoas durante um período de três séculos e meio.

    Não só isso, mas num único ano (1936) ateus espanhóis mataram 6.832 membros do clero católico, "mais do dobro das vítimas da Inquisição durante 345 anos."

    Num único ano os ateus conseguiram superar - e dobrar - o número de mortes causado pelo mais horrífica matança feita por cristãos.

    Em suma, Vox Day revela que 52 líderes ateus do século XX - entre 1917 a 2007 - foram responsáveis por uma contagem de corpos na ordem dos 148 milhões - "três vezes mais do que todos os seres humanos mortos em guerras nacionais, guerras civis e crime individual durante todo o século XX combinado."

    Conclusão:
    O registo histórico do ateísmo coletivo é 182.716 vezes pior anualmente do que o pior e mais famoso ato negativo cristão, a Inquisição Espanhola.

    Não esperem que a pesquisa do Theodore Beale (Vox Day) seja aludida pelos órgãos de (des)informação esquerdistas.

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  11. Anónimo26.6.12

    Bem, quanto ao controlo populacional, não deixo de achar que somos demais...mas os globalistas querem reduzir a população para menos de 500 milhões, isso é que é um escândalo! Têm até um monumento onde isso está escrito, as Georgia Guidestones! Não é invenção de "conspiranóico", é verdade!

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  12. Anónimo26.6.12

    Pormenor interessante sobre unificação de religiões: Alguém daqui jogou "Deus ex: invisible war"? O símbolo da nova religião mundial (que incluía elementos de todas as religiões), nesse jogo, é o desenho que, de um ponto de vista parece um anjo, e do outro, um demónio...
    Os jogos da Eidos (que agora já não existe, é parte da Square Enix), todos eles incluíam elementos simbólicos, metáforas e contextos que eram mesmo para fazer a "lavagem" toda...

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  13. Marcelo,

    Desculpe, mas não dá. Em nome de um ser supremo, nunca em tempo algum, guerra ou escaramuça qualquer deveria ter sido arquitetada. É isso que vocês não compreendem. Não sou ateu, sou algo bem pior na concepção católica. Sou um agnóstico, crente num Deus cósmico. Não me interessa quantas guerras foram feitas em nome do altíssimo. Um assassino é um assassino, tendo matado 1 ou 328 semelhantes. Agora, quanto a contabilidade do nosso estudioso, tô duvidando que nela entre por exemplo, um enredo secundário, como foi o caso da 2a. GM: o agravante judaico e a tentativa de extermínio, não apenas de um povo, mas principalmente de uma religião. Muito do que pode ser computado como uma simples guerra territorial, por vezes tende a ter conotações religiosas por trás. Isso entra em que tipo de nomenclatura? As próprias cruzadas podem ser tomadas como uma guerra territorial. Pela tomada da terra santa. Hoje, se Hitler tivesse alcançado êxito, talvez estivessemos vivendo num mundo de conformidade étnica, e com certeza não haveria um único judeu a vista. Isso pra ficarmos nos judeus.

    O que o anônimo levanta sobre os planos de dominação islâmica, em absolutamente nada diferem das intenções encontradas em muitas linhas do livro rabínico, o Talmude. Lembremo-nos, somos os goyns. Só para constar: o próprio Livro das Revelações, narra o nosso fim patrocinado pela guerra religiosa, o Armagedom.

    Dizer que a Santa Sé, foi infiltrada pelas esquerdas para detoná-la desde seu interior, é o mesmo que um comunista afirmar que o capitalismo se infiltrou nas entranhas do movimento, por isso sua queda. De fato ambos podem estar certos, mas nem por isso deixa de ser uma inequívoca demonstração da fragilidade destas instituições. Ambas cometeram erros históricos e pagaram por seus erros. Continuam a pagar.

    O maior pecado do cristianismo, foi ter sido manipulado, deturpado desde o nascedouro. Algumas sábias almas, capitaneadas por um imperador, se encarregaram de estabelecer para a posteriddade, o que era pra ser relevado (os evangelhos), e o que era pra ser marginalizado (livros apócrifos). Pau que nasce torto, morre... Temos que aguardar o retorno de Jesus, para que Ele restabeleça a verdade. Bem, ao menos a ocidental. Já que pouco isso afetará outras áreas do planeta. Mas te garanto uma coisa, mesmo sem ser cristão: a última coisa que um ser, tal qual o Jesus histórico, faria, seria incitar quem quer que seja contra seu semelhante. Se proceder de outra forma, passarei imediatamente a rezar para que este capeta suma da face da Terra, poi ele deve ser o cramunhão descrito no Apocalipse, que virá pra enganar o homem.

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  14. Marcelo27.6.12

    Walner,
    Concordo com quase tudo que falaste.
    Não podemos ter certeza de nada, muito menos acreditar em qualquer coisa que é contada, isso vale para os 2 lados da coisa. Só queria demonstrar esse outro lado, já que isso não se vê em quase nenhum lugar.
    Eu já fui agnóstico um tempo atrás também, mas em um certo momento eu quis tomar um lado. Porque se a Nova Ordem Mundial precisa e quer construir uma nova religião ao total oposto do cristianismo, precisam fazer de tudo para destruí-lo e difamá-lo cada dia mais. Bom, eu prefiro ficar do lado do cristianismo do que do lado deles.

    Por isso que depois disso, decidi que iria defende-lo e procurar mais informações a respeito disso, tentar mostrar para mais pessoas possíveis o que está acontecendo.

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